Ah, Londres. Terra da Rainha, do Big Ben, da cabine telefônica vermelha, dos ônibus de dois andares, dos Beatles e do sotaque mais adorado ao redor do mundo.
Desde pequena tive fascínio pela Inglaterra. Sabe quando você olha pra fotos, vídeos ou qualquer imagem de um lugar e tem a sensação de que já esteve ou deveria estar ali?
Pois bem. Sempre imaginei como seria viver essa experiência londrina (aliás, a experiência de morar numa cidade grande pois Natal, apesar de ser capital, possui ainda características específicas de uma cidade de interior) e ver finalmente tudo aquilo uma vez visto só em sonhos.
Saí de Natal dia 03 de Junho às 22h num vôo direto pra Lisboa. Chegando lá, passei mais umas 4h esperando o mais um voo que me levaria direto para o Heathrow (Não sei ao certo, tava tão fora de fuso horário e tão cansada que provavelmente contabilizei um tempo maior do que o necessário esperando a minha conexão). Tempo suficiente para observar o fluxo de pessoas que por ali passaram e ainda ter tempo pra bater um papo com uma senhora que mora no Rio de Janeiro e tinha ido visitar a filha que mora na Suíça.
Após mais 2h30 de ansiedade, enfim desembarquei em Londres por volta das 19h (15h no Brasil), passei pela imigração, ganhei meu visto peguei as malas e ÊÊÊ...pa, cadê que tinha alguém pra me buscar?
Aeroporto de Lisboa, entediada, cansada e com sono.
Vou explicar: no contrato com escola, eles disponibilizam um táxi com alguém pra te recepcionar no aeroporto e deixar na casa da Host Family. Só que, como eu tinha que chegar em grande estilo, não tinha ninguém pra me receber. Então, foi hora de colocar o meu inglês em prática e ir no balcão de informações tentar resolver como eu ia chegar “em casa”.
[tecla SAP] Ah, oi tia, então, eu sou intercambista, vim do Brasil e deveria ter um táxi me esperando aqui pra poder me levar pra casa, sabe? Eles inclusive me deixaram um número de emergência pra eu ligar caso isso acontecesse... [/tecla SAP]
Primeira surpresa que eu tive foi com o fato da atendente ter sido super simpática e prestativa, afinal, os europeus já tem a reputação de serem pessoas frias e rudes. Bom, eu não tive esse problema. Ao longo desses meus dois meses em terras britânicas, só topei com pessoas simpáticas, educadas e dispostas a ajudar, como foi o caso da atendente do Heathrow, que ligou pra a escola, a qual providenciou outro táxi pra me buscar.
Londres, 22h.
Cheguei na casa da minha Host Family por volta das 23h e ao longo do trajeto aeroporto – Willesden Green (bairro onde eu passaria os próximos meses) eu pude perceber algumas coisas que fazem Londres ser uma cidade tão fantástica: diversidade. Gente de burca, sári, turbante, asiáticos... Tudo aquilo que a gente só é acostumado a ver na televisão e o melhor, todas as crenças são respeitadas de uma forma nunca vista. Prova disso é uma grande mesquita na esquina da rua em que eu morava, além da minha host mother não ser inglesa e sim do Irã.
Aliás, que mulher maravilhosa. Cheguei super tarde na casa dela e ainda assim ela me recebeu muito bem e ainda me fez comida (torradas com queijo e... CHÁ! Meu primeiro chá londrino!) e me liberou pra usar o telefone pra eu poder ligar pros meus pais. Fui apresentada ao meu quarto e depois de quase 24h acordada...
...finalmente pude dormir.
















Quero mais notícia!! Fiquei curioso quanto a história!!! Conta mais conta...
ResponderExcluirParabéns pelo post e bem-vinda ao time!
ResponderExcluiradorei
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