#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

22 de março de 2014

Conexão Califórnia: despedida do sonho

Cheguei menina, saí mulher! Nenhuma experiência agregou tanto valor e amadurecimento como o intercâmbio. Tenho uma coleção de momentos de superação, aprendizado e ensinamento. Posso dizer de boca cheia que foram, sem dúvida, os melhores seis meses da minha vida, quando me vi pela primeira vez 'sozinha', mas com uma força e independência que até então não achava que pudesse conquistar! Todo dia era um novo desafio, desde os mais bestas como lavar a roupa e tomar cuidado para não manchar nada (apenas uma saia perdida neste processo hahahaha), passar a roupa, ir até ao mercado, se não iria ficar sem nada para comer! Sempre tive muita dificuldade para tomar decisões, mas lá isso se tornou algo mais prático e essencial quando, teoricamente, a única pessoa para recorrer é você mesmo! 

O meu maior presente sem dúvidas foram as pessoas que conheci , esse mix cultural riquíssimo e os momentos mais bizarros, engraçados e emocionantes que vivi com eles! Sou eternamente grata a Tâmara, Tugba, Naho, Aya, Hiroki, Neha, Bjorn, Christina, Ivory, Thomas, Justin e todos os outros classmates e Cali friends que conheci! Nada paga os dias de risadas intermináveis, as tardes tentando estudar ou fazer algum trabalho, os bares de Pacif Beach, as piadinhas em sala de aula, as festinhas, as comilanças toda, as viagens! Eles não só se tornaram grandes amigos para a vida, como também a minha família de San Diego!


A certeza que carrego? Que a minha história com eles e a Califórnia não terminou e que muitos encontros nos levarão a mais momentos memoráveis!

Obrigada a todos que acompanharam os oito capítulos, os meus melhores capítulos! Espero de alguma forma ter inspirado e plantado a sementinha da vontade de se jogar em uma aventura como esta! Viajar é renovar a alma e sonhos, portanto, aqui no Brasil ou não, busque sempre o novo e aproveite essa vida que é bonita, é bonita e é BONITA!!!!


Gostaria de agradecer mais uma vez a Friday pela oportunidade!

Beijos e até a próxima!

Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP


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15 de março de 2014

Conexão Califórnia: O curso – Business Management

Vocês já viram pelos outros posts que aproveitei demais a cidade e as pessoas, não? E imagino que estão se perguntando: e estudar que é bom, nada?! Pois acreditem, ralei muito e acho que nunca me dediquei tanto em um projeto.

O meu maior receio nos meses que antecederam a viagem era não conseguir acompanhar o curso, o resto da turma, que por sinal era em sua maioria mais velha e com muito mais experiência profissional. O meu outro medo era não conseguir falar inglês, pois já estava mais de cinco anos sem praticar. Porém, uma vez que seu sonho vira realidade as coisas mudam, e para vocês entenderem melhor, separei um textinho que escrevi quando estava há bem mais de uma semana longe de casa:
‘Um mês de San Diego, um mês que deixei minha família e amigos! A gente nunca sabe o tamanho dos nossos sonhos até realizá-los, a gente nem imagina o tamanho da nossa força até ter que recorrer somente a uma pessoa: você mesmo! E aí, você finalmente entende o que é matar um leão por dia... e aí você compreende que a saudade tem seu lado doce e amargo, e que qualquer gesto de carinho daqueles que estão a horas e milhas distantes, são a sua maior fonte de energia e equilíbrio! Um mês de uma Mayara mais apaixonada pela vida, por ela mesma!!! Que venham os próximos meses! Que assim seja e que seja doce!!!!!!!’.


Depois que você começa a conviver com o pessoal da sua sala, você entende que está todo mundo no mesmo barco e que sempre terá alguém para te ajudar, compartilhar ideias, experiências e vice-versa. Outro ponto que também me deu muita segurança foi o apoio vindo da coordenação do curso de Extension, direcionado apenas para alunos estrangeiros, e também dos professores. Todos são muito solícitos e sabem lidar com a barreira da língua e cultura com muito cuidado e dedicação. Pra mim é aquela velha história, de que longe de tudo essas pessoas acabam por virar sua família. 

No primeiro trimestre do curso, o que eles chamam de 1st quarter, tive o seguinte cronograma de aula: Business Law, com abordagem de direito para empresas; Directed Studies, em que aprendemos a preparar um currículo, como se portar em uma entrevista, a escrever carta de apresentação e já demos início à procura de estágios; Elements of Marketing, trabalhando com vários cases reais e desenvolvimento de plano de marketing como projeto final; Financial Accounting; números, números, balanços financeiros e todas aquelas contas e termos assustadores hahahaha; Organizational Behavior, uma visão muito bacana de comportamento organizacional e teorias do mundo todo e, por fim, Practical Market Research, em que você finalmente entenderá a importância e aplicação de pesquisas qualitativa, quantitativa, focus group entre outros.



Já no 2nd quarter, o número de aulas diminui, pois todos os alunos devem cumprir 2 meses de estágio em qualquer empresa americana. As matérias são divididas em: Business Decision Making, em que entendemos os mecanismos para manter uma empresa no mercado, como SWOT, análise de tendência, startups, além de participarmos de uma competição mundial online com certificação para os vencedores, aplicando os conhecimentos adquiridos em aula; Everyday Basics of Project Management, com técnicas para estruturação, execução e mensuração de projetos; Presentations Techniques, com teorias e técnicas para elaboração de projetos e apresentações em público; e para finalizar, Product, Branding e Positioning, que aborda cases, teoria e projetos sobre marca, além de contar com um projeto de Branding de uma empresa criado por você mesmo.





Todas as matérias tem um mini-TCC, diversas apresentações orais individuais e em grupo, provas, projetos de pesquisa, além do Discussion Board, uma ferramente online em que você deve postar, para cada matéria, sua visão sobre determinado texto, comentar a opinião de mais dois amigos e tudo isso dentro de um curto período de tempo estipulado. É muita coisa mesmo, mas nada que uma boa organização não resolva! 

Como eu já mencionei, o curso oferece a oportunidade de 2 meses de estágio, mas quem corre atrás de tudo é você. No início do curso nós recebemos uma lista com empresas que já contrataram alunos da UCSD, o que facilita a busca. No meu caso, procurei empresas de cunho social e que fossem próximo da minha casa e faculdade. Fiz entrevista e fui selecionada pela Alzheimer’s Association, uma organização voluntária que trabalha com o cuidado, suporte e pesquisas para o fim da doença. Nesse período de 2 meses tive a oportunidade de entender melhor o papel do marketing no trabalho voluntário, ajudar na organização de eventos para arrecadação de fundos e preparar uma exposição com obras feitas por pacientes. Gratificante e de muito aprendizado. 



Acredito que este texto tenha esclarecido e dado uma visão geral sobre andamento do curso e suporte oferecido pela faculdade. O valor agregado profissionalmente é imensurável, pois você compartilha de experiências do mundo todo e vê o quanto a gestão das empresas caminha no mesmo ou em ritmo muito próximo. O crescimento como ser humano também é incrível, pois aprendemos o que é diversidade e como é importante saber lidar com essa questão.

Fique a vontade para comentar e perguntar se houver alguma dúvida.

Beijos e até o próximo post!



Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP

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14 de março de 2014

Cinema "Eles Voltam"

Vencedor oficial na categoria de Melhor Longa de Ficção no Festival de Brasília, "Eles Voltam", dirigido por Marcelo Lordello, sensibiliza para o nosso cotidiano e disparidades sociais. 


Foto: Divulgação

Marcelo Lordello, o novo Cara: nascido em Brasília e radicado em Recife, começou a trabalhar com filmes ainda na faculdade, de forma amadora. 

Com o passar do tempo, e hoje trabalhando também com filmes publicitários, Lordello pode ser considerado um novo e promissor personagem do cinema brasileiro.


 Foto: Reprodução/Internet

Foto: Reprodução/Internet

Fugindo de esteriótipos e amarras de mercado, e buscando um viés seu, o diretor consegue imprimir a verdade que inspira o tema em cada cena de seus trabalhos, aparentemente sem pensar o que o público comprará, mas sim o que pode querer ver retratado, criando vínculos com o enredo.

Eles Voltam, le filme interessante: os irmãos Cris (Maria Lindíssima Luiza Fofa Tavares) e Peu (Georgio Bom Ator Kokkosi) viajam com seus pais por uma estrada de Pernambuco, e no meio do caminho são deixados na estrada. Eles, acreditando que os pais querem apenas assustá-los para que não briguem tanto, esperam horas até que voltem para os buscarem, mas isso não acontece. Peu vai buscar ajuda, mas também não volta. 


Foto: Divulgação

E é a partir desse ponto, que Cris, então convencida por um jovem desconhecido com o qual ela se assusta em um primeiro momento, começa sua peregrinação por redutos antes desconhecidos dela. O desfecho do que aconteceu para que os pais dos jovens os deixassem desprotegidos em um lugar desconhecido, que após certo tempo pode ser deduzido pelo público, traz a revolução discreta que a experiência causou na menina.

O Filme, e suas coisas de ideia e produção:  o longo prólogo é mantido de forma paralela aos sentimentos dos personagens que dele participam. Planos abertos, que demonstram o quão instáveis os irmãos estão ali, são sustentados por períodos longos sempre alinhados ao sentimento não exteriorizado de quem é focado. 

A sequência do filme revela situações com as quais Cris não está acostumada, como escassez de recursos, moradias precárias, contatos com pessoas com as quais ela em outra situação provavelmente não interagiria, e pobreza. As relações de poder e sociais são escancaradas a cada sequência.


Foto: Divulgação

Apesar de não percebermos desespero na menina, e vermos sim uma serenidade mesclada com preocupação de como voltar para casa, depreende-se de cada gesto sutil da acanhada Cris que mudanças estão acontecendo nela como pessoa. São esse movimentos, junto aos close, plano aberto, e gestos delicados da competente (e estreante) Maria Luiza, que dão as notas que embalam a ideia do filme: mostrar de forma abstrata as mudanças e evoluções acontecidas com um adolescente desamparado ali.

Marcelo Lordello apresenta o longa como uma realidade, graças a amigos que junto a ele abraçaram o projeto. Com uma verba de cerca de 47 mil reais, distribuída entre pessoas e materiais, o diretor arrisca e consegue de uma forma particular e sem as achismos do que o público irá querer, sair do circuito das mostras e salas de cinéfilos para o grande público. A distribuição do filme para as salas pode parecer acanhada, mas é uma alegria tê-lo perto com a arte e comprometimento que transbordam da tela.

Se alguma perto de ti estiver com Eles Voltam em cartaz, mais que sugiro!

Ficha:
Eles Voltam
De Marcelo Lordello 
Com Maria Luiza Tavares, Elayne de Moura e Georgio Kokkosi.
Drama - 2012 - 95 minutos - Brasil 


Beijinho de luz :)



Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com

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11 de março de 2014

Íntimos e Carecas - Conheça Alessandro Martins


Alessandro e Claudia Regina (foto por Rodolpho Pajuaba)
Se não me falha a memória, conheci o Alessandro em 2011, graças a um encontro de tuiteiros de Curitiba. Na época me impressionou a tranquilidade, o desprendimento e a gentileza daquele cara que eu já gostava e admirava pela escrita inteligente e afiada.

Acabou que, depois disso, o contato ficou meio restrito aos eventos nos quais vi ele palestrar, mas, mesmo não sendo íntimos assim, é fato que a gente acaba se apegando às pessoas com quem convivemos digitalmente, né?

Eu gosto e respeito tanto o Ale, que quando tive curiosidade de conhecer uma Casa de Swing, adivinha para quem fui perguntar? (aliás, esta aventura eu vou explicar no post da próxima quinzena)

Hoje eu resolvi trazer um pouco desta pessoa linda para vocês e um convite descarado para assinar as cartas semanais do Ale. Tenho certeza que você vai ser solidário ao meu deslumbramento por este cara.

E o que raios isto está fazendo na coluna de sexo da Revista Friday?

Confia na Tia Kell e segue a leitura abaixo para entender este papo de ser íntimo do careca (ou mais ou menos isso). ;)




Quem é o Alessandro?
Durante um curso do qual participei, na hora das tradicionais apresentações, tive tempo para pensar sobre essa pergunta. Era um curso do meu amigo Alex Castro. 

E aí eu pensei que tem gente que se define pelo que faz. Não é o ideal, mas já é um começo. Hoje, eu mesmo não sei o que faço exatamente. Eu escrevo. Mas tenho certo pudor em me dizer escritor. Escrevo em blogs, no Facebook, no Twitter, na minha newsletter
Sou uma pessoa que escreve, se expressa através da escrita e busca um público para esses escritos. 

Sou uma espécie de artista, um cara meio exibido, que tem um ego grande mas que tenta mantê-lo bem domado e disciplinado. 
Que graça teria dizer que se tem controle sobre o ego quando ele mais parece um cavalo castrado, um pangaré? 

Enquanto as pessoas se apresentavam e eu prestava atenção ao que elas diziam, ao mesmo tempo, formulei uma resposta que, naquele momento me contentou: sou um cara que procura viver, extrair experiências interessantes da vida, chegar a conclusões sobre essas experiências, brincar com as ideias que isso traz e, assim, ter coisas muito pessoais, vivências, que compartilho com outras pessoas através dos meios que a internet proporciona. 

Se não fosse a internet, seria um outro meio. Nos últimos anos, tenho aprendido a arte do ator e penso que, no caso de um cataclismo, se perdermos a internet, as artes cênicas sejam um bom recurso para mim. 

Resumindo: sou um cara cujo trabalho é buscar experiências interessantes de vida para compartilhar com meus iguais ou com aqueles que gostariam de sê-lo.




Você é um grande defensor dos relacionamentos abertos. Como isto funciona na sua vida?
Atualmente defendo as alternativas de relacionamento afetivo. Nada errado com a monogamia em si. O problema é só se ver essa opção quando existem infinitas possibilidades. 

Hoje, certamente me relaciono com mais de uma mulher por vez. Isso não é segredo para elas. Elas, por sua vez, tem liberdade para compactuar com essa forma de relacionamento como preferirem. 

Ter um relacionamento não monogâmico, porém, não significa ter pouco caso pelo outro, ser irresponsável. Não somos assim com amigos - que, por natureza, temos vários. 

Por que seríamos irresponsáveis e descuidados com nossas parcerias afetivas? Durante os últimos dois anos, desde que me separei, venho desenvolvendo, aprendendo essa forma de me relacionar. 

Sempre busquei isso em todos os meus relacionamentos. Nesse período, já tive momento em que tive diversas parceiras e, inclusive, em alguns momentos chegamos a sair juntos. Já tive momentos em que fiquei sozinho, sem problemas também. 

Descobri que, para mim, o que funciona é não rotular de forma alguma o relacionamento - e mesmo chamá-lo de relacionamento já é rotular - porque aí ele tem a possibilidade de se desenvolver com sua própria e única dinâmica, sem as expectativas que os rótulos, que os enquadramentos causam. 

Não só palavras são rótulos, mas comportamentos também. Outra coisa que venho descobrindo na prática - porque em teoria eu já sabia - é que existem vários tipos de amor. 

Cada encontro é a possibilidade de entregar e receber algo totalmente diferente. Mais que surpreender aos outros, a liberdade que essa modalidade de se relacionar tem me permitido a oportunidade de eu surpreender a mim mesmo. E isso é algo extremamente íntimo de ser compartilhado.

E o ciúme?
O ciúme é algo que se instala. Na prática, se você evitar certos comportamentos ele não se instala. 
A melhor forma de evitar o ciúme? Não se relacione com ninguém. Mas acho que esse é um comportamento que ninguém quer evitar. 

Na teoria, é aceitar que a pessoa não te pertence, que você não controla as ações dela e muito menos os pensamentos. Na prática, isso é muito difícil de ser transformado em ação, em uma atitude. 

Eu acho que o ciúme começa a se instalar - e nos relacionamentos monogâmicos esse processo é especialmente rápido - quando o que eu chamo de dependências neuróticas mútuas começam a surgir. Os dois se amam, mas ali junto com aquilo um precisa do outro para preencher algum vazio emocional mal resolvido e o outro também.

Com o tempo, o amor pode se transformar em outra coisa, mas as dependências mútuas são as mesmas e talvez mais fortes, mais enraizadas. Como uma árvore que é esmagada por um parasita: o tronco está em pé, mas morto. 

O que mantém as coisas em pé é o parasita em volta, que esmagou a real razão de os dois um dia estarem juntos. 

Aí começam as cobranças porque um dá para o outro o que o completa na sua dependência e quer a retribuição. De minha parte, eu gosto que as pessoas com quem me relaciono se relacionem com outras pessoas e, se elas quiserem falar sobre isso, sou todo ouvidos. 
Me ajuda a entender que, na verdade, não tem nada demais e, se na dinâmica do relacionamento, outras coisas acontecerem e se transformarem será algo gradual, assimilável, sem medos ou traumas. Já aconteceu e foi bem bacana.


Alessandro e Claudia Regina (foto por Rodolpho Pajuaba)


Você é adepto da prática de algum fetichismo? Conte um pouco para nós da sua experiência.
Tenho vários fetiches mas não posso dizer que vivo isso como um estilo de vida. 

Desde menino olhar mulheres usando botas ou roupas justas me fascinou. Atraía meu olhar. Deve ser influência da Mulher Gato, do seriado da década de 60 ou algo assim. Isso acabou se desenvolvendo para eu gostar de mulheres más, poderosas, fodonas, usando botas, roupas de látex ou outro material colante e brilhante. 

Quem acompanha meu Facebook já deve ter visto eu compartilhando imagens assim. Recentemente fui a uma festa em São Paulo com a Claudia Regina e o Alex Castro e estávamos todos vestidos a caráter, com borracha, coleiras, mordaças e o que você puder imaginar. Foi muito legal. 

Muitos de meus relacionamentos têm essa pegada, mas não todos e não o tempo inteiro. 
Sou um cara que curte o casual também, o que nesse universo eles chamam de "baunilha". Gosto de ficar vendo seriado e comendo pipoca embaixo da coberta.


Recentemente você começou um projeto de newsletter. O que você tem de interessante a dizer para as pessoas?
O projeto da newsletter foi a forma mais direta que encontrei de chegar até as pessoas que estão interessadas no que eu tenho para dizer. Os blogs, por diversas razões que não cabe analisar agora, perderam essa característica. 

A newsletter vai até a caixa de entrada das pessoas. Isso é o mais próximo que podemos chegar delas pela internet. 

Todo o mundo abre o e-mail pelo menos uma vez por dia. O que eu tenho para dizer são coisas sinceras, pensamentos que realmente passam por minha cabeça enquanto a vida acontece. 

Não sou uma pessoa que esconde muita coisa - meu limite é quando a minha vida invade a privacidade alheia - então acho que essa transparência agrada as pessoas. Penso que ser assim é uma forma de atrair iguais. 

Acredito que a frase "a verdade vos libertará" tem mais a ver com a verdade que você diz do que com a que você ouve. 

Dizer a verdade, mostrar-se nu, como você é, com um mínimo de reservas é uma maneira de aproximar quem se identifica com você e perceber que ser quem você realmente é, embora difícil por não sabermos responder direito essa pergunta, não dói. 

Pelo contrário, como eu disse, liberta. 
Engraçado eu terminar assim, pois foi a pergunta que você fez no início.

Assine minha newsletter. Ela é incrível: http://alessandromartins.me/newsletter/

Por: (Kell Bonassoli)
De: (Curitiba - PR)
Email: (kellbonassoli@intravenosa.com.br)

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10 de março de 2014

O “spam” como manifestação de ofensa ao Direito de Privacidade

A primeira manifestação invasiva por parte do spam diz respeito ao seu caráter negativo de prejudicar ou, em alguns casos, inviabilizar o uso do e-mail, uma das ferramentas mais utilizadas pela sociedade informatizada. O usuário, ao acessar sua caixa postal, depara-se com grande quantidade de e-mails com assuntos e remetentes desconhecidos e acaba desperdiçando boa parte do tempo que fica conectado providenciando a separação dos e-mails que lhe são úteis ou importantes daqueles que são spam.


Foto: Gmail

Não é possível determinar dentre as mensagens que circulam pela Internet, quais tratam-se de spam, já que muitas vezes, algo que aparentemente seria, pode não ser, enquanto que certa mensagem, aparentemente inofensiva, pode trazer consigo as características que a enquadrarão como spam. 

Ao procurarmos respostas que expliquem o motivo do aumento constante no número de spams em circulação, não é necessário irmos tão longe, já que a tecnologia existente fornece condições para isso, principalmente quando consideramos o acesso cada vez mais fácil à Internet, fenômeno denominado por muitos como o da “democratização do acesso”, seja através  da popularização da banda larga, o grande número de lan-houses, a redução no custo de manutenção das redes Wi-Fi e o sempre constante aumento no número de smartfones vendidos.

Coibir ou reduzir o número de spams exige a análise de alguns fatores cruciais, que nos fornecerão elementos suficientes para considerarmos, ou não, a viabilidade desse objetivo.
O primeiro ponto a ser discutido diz respeito aos sistemas denominados como “anti-spam”, que funcionam, basicamente, como um filtro presente no e-mail do usuário, e que de forma automática, separa em pasta destinada a este fim, os e-mails recebidos que podem tratar-se de spam. Considerando que estamos falando de separação feita pelo próprio filtro, é indicada ao usuário a verificação periódica desta pasta, pois mensagens consideradas como legítimas e que deveriam ser depositadas na caixa de entrada, podem ter sido encaminhadas para esta pasta, demonstrando-nos assim, que não se pode depositar toda a confiança neste método.

Já o segundo ponto está relacionado ao aumento do conhecimento e desenvolvimento das habilidades por parte dos spammers, que na mesma velocidade com que os sistemas “anti-spam” evoluem, buscam aperfeiçoar suas técnicas, buscando áreas vulneráveis nestes sistemas, utilizando-as como alternativas para continuarem com o envio das mensagens não solicitadas.

Isto posto, concluímos que é extremamente necessária a aplicação de alguma das alternativas apresentadas, já que embora existam meios que inibam, de forma parcial, o envio dos spams, estas técnicas funcionam somente o tempo necessário para que os spammers desenvolvam ferramentas que possibilitem a retomada do envio das mensagens indesejadas. Ou ainda, adotarmos o modelo consagrado no exterior, no que diz respeito aos sistemas de opt-in ou de opt-out, que deixará aberta ao usuário a opção de aceitar ou não o recebimento de mensagens em massa.  

Por: Sidnei Curzio Junior
De: São Paulo - SP
Email: scurziojr@gmail.com

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Daniel Arsham e sua "arquitetura fashion"!

Leia ao som de Cinema - UV!
Se você gosta de ver a arte tratada como arquitetura, com uma pitada de contemporaneidade por meio de desenhos tridimensionais e uma dose de "visões sociais", o belo trabalho de Daniel Arsham vai te encantar, e o melhor, aqui mesmo no Brasil.
O nome e a obra do artista já são bem conhecidos em todo o mundo, mas é a primeira vez que o Brasil recebe uma exposição individual de Daniel, Batizada de Volcanic Ash, Rusted Steel e sediada na Baró Galeria (São Paulo - entrada gratuita) até o próximo dia 29 de março. 
Tratando "obras que possuem uma relação com o tempo e a geologia misturados com construções feitas pelo homem", o jovem artista de 34 anos deseja focar toda a relação que o Brasil tem com a arquitetura e a natureza, "dando ênfase também no impacto do tempo sobre algumas superfícies arquitetônicas". 
A exposição de São Paulo recebeu 16 peças inéditas, de objetos de gesso com cinzas vulcânicas a vidros quebrados com ar de relíquias arqueológicas. 
Há tempos o mundo da moda se rendeu ao trabalho deste norte-americano. Em 2005 ele foi convidado a projetar a megastore da Dior Homme em Los Angeles (acima), mostrando um espaço totalmente limpo e arquitetonicamente equilibrado. 
Anos depois, criou uma vitrine-instalação com paredes corroídas e muitos objetos tridimensionais simulando lençóis em movimento, para a inauguração da Dior em Nova York.
A parceria deu certo e o artista foi convidado a criar uma bolsa (desconstruída, claro), com as características do seu trabalho, para integrar o acervo da exposição Lady Dior As Seen By, uma mostra composta por mais de 70 peças feitas por artistas do mundo todo, em homenagem à história e o glamour da maison francesa e uma de suas criações mais famosas de todos os tempos, a bolsa Lady Dior.
Em 2013, os traços da obra de Arsham puderam ser vistos no guia da Islandia no Travel Book da Louis Vuitton, com diversas dicas para viajante nenhum botar defeito. Recentemente, Arsham também desenhou uma coleção exclusiva para a grife masculina Stampd, com t-shirts estampadas com a face de esculturas da arquitetura clássica misturada com traços barrocos e efeitos em 3D na região dos olhos. As peças foram hit na loja da grife em Los Angeles e agora são encontradas na megastore francesa de luxo Collette.
Até na música ele deu seus pitacos. O artista construiu recentemente, em parceria com Pharrell Williams, uma réplica do teclado Casio MT-500 (o primeiro usado pelo músico no início da carreira) usando cinzas vulcânicas, vidro quebrado, cristal e aço. Diferente, não?!
Atualmente, ele é sócio da Snarkitecture, um estúdio de design colaborativo que é expert em misturar arte e arquitetura, cujas obras também podem ser vistas na mostra de São Paulo.
Daniel tem uma visão moderna e especial sobre a arte. Ao ser questionado sobre sua opinião pessoal envolvendo seus trabalhos, o artista declarou que "de todos os produtos que os seres humanos fazem, a arquitetura é a maior e mais duradoura e importante forma de expressão cultural – é a única coisa que vai durar”, e ponto final.

Legal, né? Para ver a obra completa do artista, é só dar um pulo no site oficial dele!
Hugs! ;)
Por: Denilson Prata
De: São Paulo - SP
Email: denilsonprata@hotmail.com

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8 de março de 2014

Conexão Califórnia: Enfim, férias!

No mês de junho, o curso deu uma pausa para 10 dias de férias e logo me programei para aproveitar e ‘turistar’ bastante! A maioria do pessoal aproveita para viajar com os amigos e os destinos mais procurados são Las Vegas, Los Angeles e Havaí, mas no meu caso a companhia seria muito mais especial: meus pais! Confesso que estava sentindo falta de ser cuidada e de receber esse carinho incondicional que só eles sabem dar! 

Como já disse em posts anteriores, planejamento é a chave do sucesso e eu fiz toda programação incluindo reserva em hotel, locação de carro e GPS, mapeamento de pontos turísticos a serem visitados, pesquisa de valores de ingresso entre outros. Essa é a melhor forma de garantir uma viagem tranquila e dentro de um curto prazo de tempo. Além de elencar pontos que visitamos, darei dicas de outros lugares que também valem a pena.

San Diego tem muita coisa interessante para ver, mas meus pais queriam ir em outlets! Hahahaha. A cidade tem duas da Rede Premium: a primeira fica localizada em Carlsbad, mas você precisa de carro para chegar lá, caso contrário você levará em média duas horas de ônibus. Não recomendo o uso de táxi, pois acaba saindo muito caro, além da gorjeta para o motorista. A Las Americas, localizada em San Ysidro na divisa com o México, e não estou brincando quando digo que é bem na fronteira. Se você entrar em alguma rua errada você acaba entrando ilegalmente no país, por isso é bom estar atento. É mais tranquilo ir de Trolley, o trem de San Diego, e depois caminhar uns 10 minutos. As 2 Outlets têm muita variedade e preço bom, vale bem mais a pena do que comprar em shopping. 

Outro lugar gostoso para visitar é o Balboa Park, no bairro de Downtown, o centro da cidade. Esse parque é muito bom para fazer caminhadas e conhecer os diversos museus. Já que está na região, vale a visita em Seaport Village, em que você tem a oportunidade de andar pela região do porto, cheio de restaurantes, sorveterias incríveis, artesanato e muita história. Nesse espaço você também pode conhecer a famosa estátua do beijo (marinheiro e enfermeira) e fazer um tour em um navio de guerra. 






Bem próximo fica o bairro Little Italy, um pedacinho da Itália em SD com restaurantes de dar água na boca. Para você que gosta de baladas, o Gaslamp Quarter, ainda em Downtown, reserva o melhor em entretenimento. Os meus lugares favoritos são Jimmy’s Love, um restaurante que vira balada e quase sempre tem música ao vivo, o Altitude Sky Lounge, na cobertura do Hotel Marriot, com uma vista de tirar o fôlego da região do Porto e do Petco Stadium, que é uma ótima opção para ir em dia de jogo. Por fim, Side Bar, com ambiente, música e bebidas de primeira. Outras famosas que valem a ida são a Fluxx, Ivy e Stingaree.

As terças, em Pacif Beach, o bar mais divertido é o Typhoon Saloon, mais conhecido como Taco Tuesday, com margarita e tacos baratos, além de tocar músicas brasileiras. O lugar é frequentado basicamente por alunos estrangeiros, então está aí a oportunidade para integração. 




Não deixem de colocar o Sea World no roteiro, mas já recomendo muito protetor (muito mesmo!), um boné e uma blusa de manga comprida, dependendo da época! Se você ficar um longo período como eu, vale a pena comprar o ingresso anual, que é no mesmo valor do ingresso para o dia. Além dos belíssimos shows de baleias, pinguins, o parque tem algumas atrações de parque de diversão e passeios com golfinhos. 








Como já recomendei em outro post, as praias são paradas obrigatórias. Pacific Beach é bem de filme, com um píer de madeira, calçadão e várias opções de restaurantes e bares. Já em Mission Beach, não deixe de conferir a Wave House, um bar com duas ondas artificiais para você se divertir, curtir música boa e tudo isso bem de frente para o mar! 




Para fechar com chave de ouro, programa-se para conhecer Coronado. A ilha é um lugar incrível e muito conhecido pelo famoso Hotel Del Coronado, que já foi cena de vários filmes. O brunch também é bem conhecido e elogiado, então não deixe de experimentar. 



Los Angeles também tem várias opções de praia como Santa Mônica e Venice Beach, mas preferimos ir para Hollywood. Vale a pena pela calçada com os nomes de grandes estrelas do cinema e música, mas recomendo a visita no Observatório Griffith, com uma paisagem de tirar o fôlego, além da vista para o famoso letreiro. 




Bem próximo do Nokia Theatre e Staple Center, tem o restaurante Pantry, que serve o café da manhã mais disputado de LA, mas garanto que ficar na fila de espera é o de menos quando estamos falando de uma refeição maravilhosa! Levem dinheiro, pois lá eles não aceitam cartão. 

Saindo de Los Angeles e partindo para uma paisagem mais árida e quente, Las Vegas, a cidade de luz, fechou a viagem com chave de ouro. Dos pontos turísticos mais incríveis, visite a Stratosphere Tower, com uma vista privilegiada para a cidade toda, além dos brinquedos Las Vegas Thrills Ride, no topo do hotel. Só de olhar fiquei com mal-estar, mas para os corajosos, fica a dica. 



Os hotéis são temáticos, então vale a visita: no Bellagio, cenário do filme Onze Homens e Um Segredo, além do show das águas que é maravilhoso; The Venetian, famoso pelo passeio de Gondola; Paris, com a réplica da Torre Eifel; Luxor (o que eu fiquei) com tema do Egito e muito bonito; MGM; New York New York, com uma montanha russa, entre tantos outros. Todos hotéis contam com atrações de shows, apresentações covers ou Cirque du Soleil. No Luxor, tive a oportunidade de assistir o espetáculo Believe, uma parceria com o mágico Criss Angel e Cirque du Soleil. As acrobacias circenses e o ilusionismo tornam o show espetacular! As baladas mais famosas são: PURE no Caesar Palace, Pool Party do hotel Hard Rock e MGM, Playboy Club no Palms Hotel e a XS no Encore Hotel. 




As lojas World of Coca- Cola e M&M’S World são parada obrigatória para você que quer se esbaldar em fofura, miniaturas, pelúcias e lembrancinhas! O bom de Vegas é que o estacionamento é gratuito e você pode deixar seu carro em qualquer hotel, mas garanto que andar a pé é bem melhor.

Outros pontos interessantes são as capelas onde acontecem os casamentos relâmpagos e também a Fremont street, conhecida como a rua mais iluminada no mundo! Las Vegas também conta com 2 Outlets, mas recomendo a Las Vegas Premium. 

É muita coisa para falar, mas acredito que esses lugares são os mais legais!

Aquele abraço e até o próximo post!


Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP


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