#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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22 de março de 2014

Conexão Califórnia: despedida do sonho

Cheguei menina, saí mulher! Nenhuma experiência agregou tanto valor e amadurecimento como o intercâmbio. Tenho uma coleção de momentos de superação, aprendizado e ensinamento. Posso dizer de boca cheia que foram, sem dúvida, os melhores seis meses da minha vida, quando me vi pela primeira vez 'sozinha', mas com uma força e independência que até então não achava que pudesse conquistar! Todo dia era um novo desafio, desde os mais bestas como lavar a roupa e tomar cuidado para não manchar nada (apenas uma saia perdida neste processo hahahaha), passar a roupa, ir até ao mercado, se não iria ficar sem nada para comer! Sempre tive muita dificuldade para tomar decisões, mas lá isso se tornou algo mais prático e essencial quando, teoricamente, a única pessoa para recorrer é você mesmo! 

O meu maior presente sem dúvidas foram as pessoas que conheci , esse mix cultural riquíssimo e os momentos mais bizarros, engraçados e emocionantes que vivi com eles! Sou eternamente grata a Tâmara, Tugba, Naho, Aya, Hiroki, Neha, Bjorn, Christina, Ivory, Thomas, Justin e todos os outros classmates e Cali friends que conheci! Nada paga os dias de risadas intermináveis, as tardes tentando estudar ou fazer algum trabalho, os bares de Pacif Beach, as piadinhas em sala de aula, as festinhas, as comilanças toda, as viagens! Eles não só se tornaram grandes amigos para a vida, como também a minha família de San Diego!


A certeza que carrego? Que a minha história com eles e a Califórnia não terminou e que muitos encontros nos levarão a mais momentos memoráveis!

Obrigada a todos que acompanharam os oito capítulos, os meus melhores capítulos! Espero de alguma forma ter inspirado e plantado a sementinha da vontade de se jogar em uma aventura como esta! Viajar é renovar a alma e sonhos, portanto, aqui no Brasil ou não, busque sempre o novo e aproveite essa vida que é bonita, é bonita e é BONITA!!!!


Gostaria de agradecer mais uma vez a Friday pela oportunidade!

Beijos e até a próxima!

Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP


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15 de março de 2014

Conexão Califórnia: O curso – Business Management

Vocês já viram pelos outros posts que aproveitei demais a cidade e as pessoas, não? E imagino que estão se perguntando: e estudar que é bom, nada?! Pois acreditem, ralei muito e acho que nunca me dediquei tanto em um projeto.

O meu maior receio nos meses que antecederam a viagem era não conseguir acompanhar o curso, o resto da turma, que por sinal era em sua maioria mais velha e com muito mais experiência profissional. O meu outro medo era não conseguir falar inglês, pois já estava mais de cinco anos sem praticar. Porém, uma vez que seu sonho vira realidade as coisas mudam, e para vocês entenderem melhor, separei um textinho que escrevi quando estava há bem mais de uma semana longe de casa:
‘Um mês de San Diego, um mês que deixei minha família e amigos! A gente nunca sabe o tamanho dos nossos sonhos até realizá-los, a gente nem imagina o tamanho da nossa força até ter que recorrer somente a uma pessoa: você mesmo! E aí, você finalmente entende o que é matar um leão por dia... e aí você compreende que a saudade tem seu lado doce e amargo, e que qualquer gesto de carinho daqueles que estão a horas e milhas distantes, são a sua maior fonte de energia e equilíbrio! Um mês de uma Mayara mais apaixonada pela vida, por ela mesma!!! Que venham os próximos meses! Que assim seja e que seja doce!!!!!!!’.


Depois que você começa a conviver com o pessoal da sua sala, você entende que está todo mundo no mesmo barco e que sempre terá alguém para te ajudar, compartilhar ideias, experiências e vice-versa. Outro ponto que também me deu muita segurança foi o apoio vindo da coordenação do curso de Extension, direcionado apenas para alunos estrangeiros, e também dos professores. Todos são muito solícitos e sabem lidar com a barreira da língua e cultura com muito cuidado e dedicação. Pra mim é aquela velha história, de que longe de tudo essas pessoas acabam por virar sua família. 

No primeiro trimestre do curso, o que eles chamam de 1st quarter, tive o seguinte cronograma de aula: Business Law, com abordagem de direito para empresas; Directed Studies, em que aprendemos a preparar um currículo, como se portar em uma entrevista, a escrever carta de apresentação e já demos início à procura de estágios; Elements of Marketing, trabalhando com vários cases reais e desenvolvimento de plano de marketing como projeto final; Financial Accounting; números, números, balanços financeiros e todas aquelas contas e termos assustadores hahahaha; Organizational Behavior, uma visão muito bacana de comportamento organizacional e teorias do mundo todo e, por fim, Practical Market Research, em que você finalmente entenderá a importância e aplicação de pesquisas qualitativa, quantitativa, focus group entre outros.



Já no 2nd quarter, o número de aulas diminui, pois todos os alunos devem cumprir 2 meses de estágio em qualquer empresa americana. As matérias são divididas em: Business Decision Making, em que entendemos os mecanismos para manter uma empresa no mercado, como SWOT, análise de tendência, startups, além de participarmos de uma competição mundial online com certificação para os vencedores, aplicando os conhecimentos adquiridos em aula; Everyday Basics of Project Management, com técnicas para estruturação, execução e mensuração de projetos; Presentations Techniques, com teorias e técnicas para elaboração de projetos e apresentações em público; e para finalizar, Product, Branding e Positioning, que aborda cases, teoria e projetos sobre marca, além de contar com um projeto de Branding de uma empresa criado por você mesmo.





Todas as matérias tem um mini-TCC, diversas apresentações orais individuais e em grupo, provas, projetos de pesquisa, além do Discussion Board, uma ferramente online em que você deve postar, para cada matéria, sua visão sobre determinado texto, comentar a opinião de mais dois amigos e tudo isso dentro de um curto período de tempo estipulado. É muita coisa mesmo, mas nada que uma boa organização não resolva! 

Como eu já mencionei, o curso oferece a oportunidade de 2 meses de estágio, mas quem corre atrás de tudo é você. No início do curso nós recebemos uma lista com empresas que já contrataram alunos da UCSD, o que facilita a busca. No meu caso, procurei empresas de cunho social e que fossem próximo da minha casa e faculdade. Fiz entrevista e fui selecionada pela Alzheimer’s Association, uma organização voluntária que trabalha com o cuidado, suporte e pesquisas para o fim da doença. Nesse período de 2 meses tive a oportunidade de entender melhor o papel do marketing no trabalho voluntário, ajudar na organização de eventos para arrecadação de fundos e preparar uma exposição com obras feitas por pacientes. Gratificante e de muito aprendizado. 



Acredito que este texto tenha esclarecido e dado uma visão geral sobre andamento do curso e suporte oferecido pela faculdade. O valor agregado profissionalmente é imensurável, pois você compartilha de experiências do mundo todo e vê o quanto a gestão das empresas caminha no mesmo ou em ritmo muito próximo. O crescimento como ser humano também é incrível, pois aprendemos o que é diversidade e como é importante saber lidar com essa questão.

Fique a vontade para comentar e perguntar se houver alguma dúvida.

Beijos e até o próximo post!



Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP

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1 de março de 2014

Conexão Califórnia: Memorial Day | México, aí vamos nós!

Ninguém nem se atenta ao significado do feriado Memorial Day, mas é uma das datas mais esperadas pelos americanos para aquele descanso prolongado. Destinos favoritos: L.A, Vegas e Arizona, mas no meu caso seria BEM diferente de tudo isso. Em um dia de aula pré-feriado, nosso professor de Business Law, Dana, fez uma enquete para saber qual seria o destino da galera. Ao questionar para o meu amigo Thomas, da Suécia, que eu cismava que era da Suíça, minha amiga Turca, Tugba, respondeu de prontidão: MÉXICO! A sala caiu na gargalhada e o Thomas aceitou sem hesitar e, como se não bastasse, ainda gritou: A Miami (apelido carinhoso que ganhei depois do festival cinco de mayo) também vai! Quem seria louca de recusar alguns dias no México?

San Diego faz divisa com Tijuana, no entanto, a faculdade não recomenda uma viagem por lá, pois o local é bastante perigoso! Minha amiga Tugba tinha uma amiga que havia conhecido em sua temporada em Londres, e morava em Ensenada, uma cidade depois de Tijuana, aparentemente mais tranquila. Já com destino fechado, compramos as passagens de ônibus, pegamos uma autorização com a UCSD para cruzar a fronteira e reservamos o hotel pela internet. Fizemos tudo da forma mais econômica.




Já em Tijuana, nós tínhamos que achar a empresa de ônibus que levava para Ensenada e, se não fosse o meu portunhol, não chegaríamos lá! O pessoal da fronteira NÃO fala inglês, foi tenso, mas conseguimos embarcar nesse carrossel, só que não! O ônibus não tinha ar condicionado, estava imundo e fedia demais! Nisso eu fui a viagem toda dura na poltrona fazendo de tudo para não encostar minha cabeça no banco! Minha amiga turca começou a rachar o bico ao ver minha situação e falou: você também está com medo de pegar piolho ou algo assim? Hahahaha. No fim das contas, foi engraçado as duas tentando sem sucesso achar uma posição na poltrona. Chegando lá, mais um obstáculo: onde fica o hotel? Falei com metade dos funcionários da rodoviária e NENHUM deles sabia onde era a rua e já pensei que tínhamos reservado um hotel fantasma!! O jeito foi olhar o mapa e, para nossa surpresa,  a rua ficava super perto de onde estávamos.

 A fachada do hotel não era muito parecida com a do site, mas nunca imaginei que poderia ficar muito pior quando entrasse. O quarto parecia um cortiço abandonado, sujo, encardido, tinha ‘sangue’ na cortina, agora vai da imaginação de cada um imaginar de onde tinha vindo este sangue hahaha. O banheiro então, “minha nossa senhora”, tinha um lodo ou sei lá o que não identificado na torneira do chuveiro, e eu já comecei a me coçar toda e falar que não dormiria ali nem em sonho! Os meus amigos também ficaram chocados e bateu maior desânimo! A solução foi ligar para a amiga da Tugba e pedir que ela nos resgatasse desse inferninho!

O recepcionista do hotel ainda tentou nos animar falando que tinha uma galera na piscina e, chegando lá, tinham 4 meninas e mais nada! Sem contar umas focas 'gritando' bem na beirada do nosso hotel, um desastre gente! Resolvemos ir pra praia, MAS ficava a uns 20 quarteirões de onde estávamos, uma tristeza só! Em meio a essa zica toda resolvemos comer alguma coisa e, PARA MIIIINHA ALEGRIIIIIIA, encontramos uma churrascaria brasileira! Pronto, comi, bebi caipirinha com pitu e 'côco loco’ e a noite foi sensacional! A Ariadne, amiga da Tugba, nos encontrou no restaurante e achou um novo hotel, na principal rua das festas e restaurantes da cidade a 'Calle Once' e foi só alegria a partir disso!! Vamos dizer que fiquei na Faria Lima ou Vl. Madalena do México!!!!

Nessa mesma noite, nós fomos a várias baladas diferentes! Lá funcionava assim: você entra na balada, pede sua bebida e já paga, fica o quanto quiser e vai embora! A única coisa ruim é ter que andar com dinheiro, eles não aceitam cartão! Mas fora isso, você pode migrar de bar em bar, de mesa em mesa e conhecer os diferentes ritmos ! Em uma das baladas mais top, a Lutz, estava vazio na sexta, só eu e meus amigos! Já no sábado, não tinha nem como andar lá! O pessoal é bem bonito, viu? As meninas fazem umas maquiagens sensacionais e os homens são bem estilo ‘Carlos Daniel’, me senti na novela A Usurpadora, Maria la del Barrio e por ai vai! hahahahahaha. Bebi a melhor tequila e Margarita da minha vida nesses lugares! A cerveja era boa também, melhor que da Califórnia, super recomendo a Tecate. Fomos também em um lugar chamado Gallery, onde tocava rock, mas o mais legal era  banda de uns meninos novinhos tocando música típica também!! Arrepiei!!!





No outro dia fomos conhecer a cidade, dar umas volta e depois ir para La Bufadora! De acordo com o Google, La Bufadora é um gêiser localizado na Península Puta Banda, na Baja Califórnia! No mundo só existem 2 desses e eu tive o prazer de conhecer! A natureza é mesmo incrível!!!!! Tipo, a pressão do ar em um buraco embaixo d'água faz com a água seja lançada a não sei quantos metros de altura, é animal!! Tomei um banho lá, mas já vale a experiência. Este lugar é cheio de lojinhas, espaços para comer, vale muito a pena conhecer! Acho que foi um dos momentos mais bonitos da minha vida!













O lugar é incrível, com pessoas receptivas, comida muito boa, bebida sensacional! Uma das viagens mais engraçadas e top que já fiz, apesar de todos os perrengues! Às vezes é bom fugir de roteiros turísticos e conhecer lugares como este. 



Aquele abraço!


Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP


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22 de fevereiro de 2014

Conexão Califórnia: Cinco de mayo, aiaiaiaiaiiii…

Meu período de intercâmbio foi de março a setembro; logo, aproveitei o verão californiano e tive a oportunidade de ir num festival incrível: Cinco de Mayo, que acontece em Oldtown, naquele lugar que contei onde se concentram os melhores restaurantes mexicanos. Essa festa já rola desde 1983, acontece nos dias 4 e 5, e tem atração para todas as idades. Além dos restaurantes tradicionais da região, você se depara com uma imensidão de barraquinhas com comida típica, bebidas, artesanato e cultura mexicana por todos os lados. A alegria das danças, músicas contagiantes dos Mariachis (que me arrancaram lagriminhas de tão lindo) e um colorido mágico dos trajes, fez com que me sentisse em casa e que o sangue latino fervesse dentro de mim! Não só eu, mas meus amigos de Taiwan, Turquia, Suécia e até mesmo americanos entraram na dança e fizeram bonito. Uma festa regada a muita tequila, cerveja Corona e tchetchererê. Sim, Gustavo Lima e você, foi umas das músicas mais tocadas no festival.











Mas na segunda-feira, 6 de maio, ainda em clima de festa, nunca poderia imaginar o que me aguardava. Não acordei muito bem nesse dia, mas eu tinha gosto de ir para a faculdade e nem isso me faria ficar em casa. Além disso, eu tinha uma série de entrevistas para realizar por conta de um projeto de pesquisa. Assim que fui entrevistar uma professora, junto com a minha amiga indiana Neha, tive que sentar, pois o mal-estar veio muito forte. Nesse momento comecei a sentir cólicas muito fortes e, um professor que seria entrevistado logo em seguida, teve que me socorrer. Minha amiga Christina e Aya seguiram junto comigo para o Scripps Memorial Hospital, onde o atendimento foi de imediato. Em menos de 10 minutos eu já havia sido levada para uma sala, medicada, feito exame de sangue e lavada para uma série de outros exames. 

Eu fiquei pasma com a agilidade, eficiência, atenção e educação que recebi de TODOS profissionais de saúde. Com o passar do tempo, mais amigas minhas foram chegando no hospital para me distrair e tranquilizar enquanto o resultados dos exames não chegava. Como já era tarde e tinha aula cedo no outro dia, insisti para que fossem embora e que eu daria notícias se precisassem, mas no momento em que elas haviam deixado a sala, o médico entrou e disse logo de cara: você tem um cisto hemorrágico de 8 cm no ovário, não sabemos se está torcido com o seu ovário direito e faremos o possível para preservá-los.

Meu primeiro pensamento foi: FO***! Liguei na hora chorando para as minhas amigas voltarem, por que eu iria para o centro cirúrgico logo mais. Receber a notícia não foi a pior parte, mas sim ter que ligar para os meus pais no Brasil e falar que eu estava prestes a morrer, hahaha adoro um drama! Brincadeira a parte, eu tive que engolir o choro e falar da forma mais amena possível. Lembro que minha mãe pedia desesperada para adiar a cirurgia, mas não era possível, sem contar que ela ainda estava no processo de retirada de passaporte. Eu não tinha opção a não ser fazer a cirurgia e rezar para que tudo desse certo. Com todas essas histórias de erros médicos, que cortam a perna errada, extraem o órgão errado, eu ficava orientando o médico que o corte era do lado direito... hahahahahaha. Esses foram alguns dos resultados do meu medo, sem contar que já na mesa de cirurgia eu pedia insistentemente para o anestesista não me deixar morrer. Ele, muito carinhoso, sorriu e me dopou.

Depois de momentos de aflição, acordei com dois amigos meus no quarto, cantando Gangster Paradise (um dos hits da volta do festival cinco de mayo hahaha) e tirando fotos de mim, belamente descabelada e grogue na cama! Vai dizer que não é uma lembrança animal? Hahahaha. Para espanto de muitos, não atrasei nenhum trabalho ou lição de casa e em uma semana já estava indo normalmente para a faculdade. Um mês depois eu já estava caindo no samba, ainda que contra a orientação médica, que recomendou 6 meses de recuperação. 

Passado tudo isso começaram a chegar contas e mais contas do hospital, totalizando $ 39.000,00 dólares. Eu só tinha uma coisa na cabeça: fali meu pai! Mas achava tudo aquilo muito estranho, pois eu havia fechado junto com o meu curso o seguro saúde da faculdade, que dá cobertura 100% em casos como o meu. Depois de investigar, vi que era falta de comunicação entre o seguro saúde da faculdade e o hospital, que demorou alguns meses para ser resolvido por conta de análise dos serviços prestados pelo Scripps Memorial. 
Dica: nunca viagem sem um seguro saúde! Existem seguros aqui no Brasil, mas eu recomendo que você feche o seguro oferecido pela faculdade.

Aquele abraço!

Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP


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15 de fevereiro de 2014

Conexão Califórnia: A primeira festinha a gente nunca esquece!

Brasileiro que é brasileiro adora uma comemoração e eu já estava com comichão para saber como seriam as de lá. A minha amiga de Taiwan, Christina, reuniu toda a galera para celebrar seu aniversário em um japonês (nhamiii) chamado Blue Fusion e depois partir para as bebidinhas em seu apê. Esse restaurante fica no estacionamento do UTC Mall, um shopping que batia cartão por ser do lado do condomínio Costa Verde e pertíssimo da faculdade. Vale a pena conferir as lojas com marcas super bacanas, praça de alimentação variada e também a pista de patinação no gelo.






A aniversariante optou pelo dress code preto e vermelho, e o mais divertido foi que todo mundo entrou no clima. Super recomendo esse restaurante com sistema a La carte, muito gostoso e com nomes dos pratos muito divertidos como: hot hot, ex-boyfriend, ex-girlfriend, entre tantos outros que renderam piadas ao longo do jantar. O mais interessante foi degustar comida japonesa ao lado das minhas amigas japonesas,  Aya e Naho, em que elas pediam as coisas mais excêntricas, explicavam os pratos e ainda se divertiam com as caras e bocas que fazia quando algo não caia muito bem! 






No apê da Christina iniciaram os trabalhos com muita vodka e suco de laranja! Sim, eles adoram essa mistura! O problema não é nem a mistura, são os sucos de laranja com gosto de remédio que estragam um pouco, mas a gente faz aquele esforço e se diverte. Não rola tanta música, o pessoal curte mesmo ficar trocando ideia ou fazendo algum tipo de brincadeira. No meu caso eu já logo lancei um arrocha e um samba hahaha. Ta aí a melhor oportunidade para conhecer gente nova e treinar o inglês. Dica importantíssima: falem inglês o tempo todo, mesmo que você esteja em uma roda com brasileiros. É falta de educação falar sua língua quando pessoas de outras nacionalidades estão no mesmo lugar, às vezes pode parecer uma fofoca ou insulto, então o melhor é praticar mesmo.

Minha segunda comemoração foi em um restaurante chinês. Existe um bairro em San Diego chamado Convoy e lá existe a maior concentração de restaurantes e mercados japoneses e chineses, é como se fosse o bairro da Liberdade. Esse encontro foi organizado pela minha amiga Christina junto com o Michael, nativo de Chicago, mas que havia mudado para SD por conta do emprego. Eles criaram um grupo chamado ‘San Diego International Club’, super organizado, com pessoas de todo lugar do mundo, de outros cursos da faculdade. Lembro que eles criaram etiquetas com o nome de todo mundo e faziam as pessoas trocarem constantemente de lugar para se conhecerem melhor. Interação e integração eram as palavras de ordem! O encontro foi sensacional, com direito a muitos sake bomb, cerveja japonesa, comida ULTRA apimentada! O Spicy House é um lugar muito gostoso para aqueles que encaram e curtem pimenta, acho digno conhecer um lugar desses e ter contato com diferentes culturas, esse é um dos maiores aprendizados de um intercambista.






Não deixe de ir em nada, nem que seja um convite para ir em uma sorveteria, o que importa é viver intensamente essa experiência. Aliás, isso me faz lembrar que lá os sorvetes são incrivelmente gostosos. As paradas obrigatórias são: Baskin n Robbins, com direito ao sorvete de bolacha Oreo e chocolate penaut butter Reese’s da Hershey’s. Cold Stone (igual a que temos aqui em Moema), localizado em La Jolla, pertinho da faculdade, Baked Bear, na minha praia querida Pacific Beach, com um sanduiche de sorvete, em que você escolhe cookie e o recheio de sorvete do sabor que quiser! Aproveitem para pedir o cheesecake de morango com cookies de m&m’s, dos deuses!

Outro lugar que vocês não podem deixar de ir é na Cheesecake Factory. Além da variedade de pratos incríveis, os melhores que já comi, você tem ao seu alcance o mundo encantado dos melhores cheesecakes! O preço é meio salgado e o lugar está sempre cheio, com fila de espera, mas prometo que será recompensador. 




Outro lugar bacana para comer fica em frente ao estacionamento do UTC Mall, em uma praça de alimentação super legal, onde tem o Sammy’s com as melhores opções de pizza e massa! Por último, para você que não vive sem comida brasileira, aliás faz uma falta danada, tem um restaurante gostosinho em Pacif Beach (vocês já perceberam que amo esse lugar, né?) chamado Latin Chef com direito ao nosso arroz e feijão de cada dia, brigadeiro, guaraná Antartica e açaí! Além disso, eles também servem comida peruana.





Esses são só alguns dos lugares que entraram de vez para minha lista de melhores lugares para comer na Califa! Se tiverem alguma dúvida, é só perguntar! ;)

Aquele abraço!


Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP
Email: email, pode ser um pessoal

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