Meu período de intercâmbio foi de março a setembro; logo, aproveitei o verão californiano e tive a oportunidade de ir num festival incrível: Cinco de Mayo, que acontece em Oldtown, naquele lugar que contei onde se concentram os melhores restaurantes mexicanos. Essa festa já rola desde 1983, acontece nos dias 4 e 5, e tem atração para todas as idades. Além dos restaurantes tradicionais da região, você se depara com uma imensidão de barraquinhas com comida típica, bebidas, artesanato e cultura mexicana por todos os lados. A alegria das danças, músicas contagiantes dos Mariachis (que me arrancaram lagriminhas de tão lindo) e um colorido mágico dos trajes, fez com que me sentisse em casa e que o sangue latino fervesse dentro de mim! Não só eu, mas meus amigos de Taiwan, Turquia, Suécia e até mesmo americanos entraram na dança e fizeram bonito. Uma festa regada a muita tequila, cerveja Corona e tchetchererê. Sim, Gustavo Lima e você, foi umas das músicas mais tocadas no festival.
Mas na segunda-feira, 6 de maio, ainda em clima de festa, nunca poderia imaginar o que me aguardava. Não acordei muito bem nesse dia, mas eu tinha gosto de ir para a faculdade e nem isso me faria ficar em casa. Além disso, eu tinha uma série de entrevistas para realizar por conta de um projeto de pesquisa. Assim que fui entrevistar uma professora, junto com a minha amiga indiana Neha, tive que sentar, pois o mal-estar veio muito forte. Nesse momento comecei a sentir cólicas muito fortes e, um professor que seria entrevistado logo em seguida, teve que me socorrer. Minha amiga Christina e Aya seguiram junto comigo para o Scripps Memorial Hospital, onde o atendimento foi de imediato. Em menos de 10 minutos eu já havia sido levada para uma sala, medicada, feito exame de sangue e lavada para uma série de outros exames.
Eu fiquei pasma com a agilidade, eficiência, atenção e educação que recebi de TODOS profissionais de saúde. Com o passar do tempo, mais amigas minhas foram chegando no hospital para me distrair e tranquilizar enquanto o resultados dos exames não chegava. Como já era tarde e tinha aula cedo no outro dia, insisti para que fossem embora e que eu daria notícias se precisassem, mas no momento em que elas haviam deixado a sala, o médico entrou e disse logo de cara: você tem um cisto hemorrágico de 8 cm no ovário, não sabemos se está torcido com o seu ovário direito e faremos o possível para preservá-los.
Meu primeiro pensamento foi: FO***! Liguei na hora chorando para as minhas amigas voltarem, por que eu iria para o centro cirúrgico logo mais. Receber a notícia não foi a pior parte, mas sim ter que ligar para os meus pais no Brasil e falar que eu estava prestes a morrer, hahaha adoro um drama! Brincadeira a parte, eu tive que engolir o choro e falar da forma mais amena possível. Lembro que minha mãe pedia desesperada para adiar a cirurgia, mas não era possível, sem contar que ela ainda estava no processo de retirada de passaporte. Eu não tinha opção a não ser fazer a cirurgia e rezar para que tudo desse certo. Com todas essas histórias de erros médicos, que cortam a perna errada, extraem o órgão errado, eu ficava orientando o médico que o corte era do lado direito... hahahahahaha. Esses foram alguns dos resultados do meu medo, sem contar que já na mesa de cirurgia eu pedia insistentemente para o anestesista não me deixar morrer. Ele, muito carinhoso, sorriu e me dopou.
Depois de momentos de aflição, acordei com dois amigos meus no quarto, cantando Gangster Paradise (um dos hits da volta do festival cinco de mayo hahaha) e tirando fotos de mim, belamente descabelada e grogue na cama! Vai dizer que não é uma lembrança animal? Hahahaha. Para espanto de muitos, não atrasei nenhum trabalho ou lição de casa e em uma semana já estava indo normalmente para a faculdade. Um mês depois eu já estava caindo no samba, ainda que contra a orientação médica, que recomendou 6 meses de recuperação.
Passado tudo isso começaram a chegar contas e mais contas do hospital, totalizando $ 39.000,00 dólares. Eu só tinha uma coisa na cabeça: fali meu pai! Mas achava tudo aquilo muito estranho, pois eu havia fechado junto com o meu curso o seguro saúde da faculdade, que dá cobertura 100% em casos como o meu. Depois de investigar, vi que era falta de comunicação entre o seguro saúde da faculdade e o hospital, que demorou alguns meses para ser resolvido por conta de análise dos serviços prestados pelo Scripps Memorial.
Dica: nunca viagem sem um seguro saúde! Existem seguros aqui no Brasil, mas eu recomendo que você feche o seguro oferecido pela faculdade.
Mas na segunda-feira, 6 de maio, ainda em clima de festa, nunca poderia imaginar o que me aguardava. Não acordei muito bem nesse dia, mas eu tinha gosto de ir para a faculdade e nem isso me faria ficar em casa. Além disso, eu tinha uma série de entrevistas para realizar por conta de um projeto de pesquisa. Assim que fui entrevistar uma professora, junto com a minha amiga indiana Neha, tive que sentar, pois o mal-estar veio muito forte. Nesse momento comecei a sentir cólicas muito fortes e, um professor que seria entrevistado logo em seguida, teve que me socorrer. Minha amiga Christina e Aya seguiram junto comigo para o Scripps Memorial Hospital, onde o atendimento foi de imediato. Em menos de 10 minutos eu já havia sido levada para uma sala, medicada, feito exame de sangue e lavada para uma série de outros exames.
Eu fiquei pasma com a agilidade, eficiência, atenção e educação que recebi de TODOS profissionais de saúde. Com o passar do tempo, mais amigas minhas foram chegando no hospital para me distrair e tranquilizar enquanto o resultados dos exames não chegava. Como já era tarde e tinha aula cedo no outro dia, insisti para que fossem embora e que eu daria notícias se precisassem, mas no momento em que elas haviam deixado a sala, o médico entrou e disse logo de cara: você tem um cisto hemorrágico de 8 cm no ovário, não sabemos se está torcido com o seu ovário direito e faremos o possível para preservá-los.
Meu primeiro pensamento foi: FO***! Liguei na hora chorando para as minhas amigas voltarem, por que eu iria para o centro cirúrgico logo mais. Receber a notícia não foi a pior parte, mas sim ter que ligar para os meus pais no Brasil e falar que eu estava prestes a morrer, hahaha adoro um drama! Brincadeira a parte, eu tive que engolir o choro e falar da forma mais amena possível. Lembro que minha mãe pedia desesperada para adiar a cirurgia, mas não era possível, sem contar que ela ainda estava no processo de retirada de passaporte. Eu não tinha opção a não ser fazer a cirurgia e rezar para que tudo desse certo. Com todas essas histórias de erros médicos, que cortam a perna errada, extraem o órgão errado, eu ficava orientando o médico que o corte era do lado direito... hahahahahaha. Esses foram alguns dos resultados do meu medo, sem contar que já na mesa de cirurgia eu pedia insistentemente para o anestesista não me deixar morrer. Ele, muito carinhoso, sorriu e me dopou.
Depois de momentos de aflição, acordei com dois amigos meus no quarto, cantando Gangster Paradise (um dos hits da volta do festival cinco de mayo hahaha) e tirando fotos de mim, belamente descabelada e grogue na cama! Vai dizer que não é uma lembrança animal? Hahahaha. Para espanto de muitos, não atrasei nenhum trabalho ou lição de casa e em uma semana já estava indo normalmente para a faculdade. Um mês depois eu já estava caindo no samba, ainda que contra a orientação médica, que recomendou 6 meses de recuperação.
Passado tudo isso começaram a chegar contas e mais contas do hospital, totalizando $ 39.000,00 dólares. Eu só tinha uma coisa na cabeça: fali meu pai! Mas achava tudo aquilo muito estranho, pois eu havia fechado junto com o meu curso o seguro saúde da faculdade, que dá cobertura 100% em casos como o meu. Depois de investigar, vi que era falta de comunicação entre o seguro saúde da faculdade e o hospital, que demorou alguns meses para ser resolvido por conta de análise dos serviços prestados pelo Scripps Memorial.
Dica: nunca viagem sem um seguro saúde! Existem seguros aqui no Brasil, mas eu recomendo que você feche o seguro oferecido pela faculdade.
Aquele abraço!
Por: Mayara Camilo
De: São Paulo - SP

























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