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Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

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CINEMA: Sassy Pants

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VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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14 de março de 2014

Cinema "Eles Voltam"

Vencedor oficial na categoria de Melhor Longa de Ficção no Festival de Brasília, "Eles Voltam", dirigido por Marcelo Lordello, sensibiliza para o nosso cotidiano e disparidades sociais. 


Foto: Divulgação

Marcelo Lordello, o novo Cara: nascido em Brasília e radicado em Recife, começou a trabalhar com filmes ainda na faculdade, de forma amadora. 

Com o passar do tempo, e hoje trabalhando também com filmes publicitários, Lordello pode ser considerado um novo e promissor personagem do cinema brasileiro.


 Foto: Reprodução/Internet

Foto: Reprodução/Internet

Fugindo de esteriótipos e amarras de mercado, e buscando um viés seu, o diretor consegue imprimir a verdade que inspira o tema em cada cena de seus trabalhos, aparentemente sem pensar o que o público comprará, mas sim o que pode querer ver retratado, criando vínculos com o enredo.

Eles Voltam, le filme interessante: os irmãos Cris (Maria Lindíssima Luiza Fofa Tavares) e Peu (Georgio Bom Ator Kokkosi) viajam com seus pais por uma estrada de Pernambuco, e no meio do caminho são deixados na estrada. Eles, acreditando que os pais querem apenas assustá-los para que não briguem tanto, esperam horas até que voltem para os buscarem, mas isso não acontece. Peu vai buscar ajuda, mas também não volta. 


Foto: Divulgação

E é a partir desse ponto, que Cris, então convencida por um jovem desconhecido com o qual ela se assusta em um primeiro momento, começa sua peregrinação por redutos antes desconhecidos dela. O desfecho do que aconteceu para que os pais dos jovens os deixassem desprotegidos em um lugar desconhecido, que após certo tempo pode ser deduzido pelo público, traz a revolução discreta que a experiência causou na menina.

O Filme, e suas coisas de ideia e produção:  o longo prólogo é mantido de forma paralela aos sentimentos dos personagens que dele participam. Planos abertos, que demonstram o quão instáveis os irmãos estão ali, são sustentados por períodos longos sempre alinhados ao sentimento não exteriorizado de quem é focado. 

A sequência do filme revela situações com as quais Cris não está acostumada, como escassez de recursos, moradias precárias, contatos com pessoas com as quais ela em outra situação provavelmente não interagiria, e pobreza. As relações de poder e sociais são escancaradas a cada sequência.


Foto: Divulgação

Apesar de não percebermos desespero na menina, e vermos sim uma serenidade mesclada com preocupação de como voltar para casa, depreende-se de cada gesto sutil da acanhada Cris que mudanças estão acontecendo nela como pessoa. São esse movimentos, junto aos close, plano aberto, e gestos delicados da competente (e estreante) Maria Luiza, que dão as notas que embalam a ideia do filme: mostrar de forma abstrata as mudanças e evoluções acontecidas com um adolescente desamparado ali.

Marcelo Lordello apresenta o longa como uma realidade, graças a amigos que junto a ele abraçaram o projeto. Com uma verba de cerca de 47 mil reais, distribuída entre pessoas e materiais, o diretor arrisca e consegue de uma forma particular e sem as achismos do que o público irá querer, sair do circuito das mostras e salas de cinéfilos para o grande público. A distribuição do filme para as salas pode parecer acanhada, mas é uma alegria tê-lo perto com a arte e comprometimento que transbordam da tela.

Se alguma perto de ti estiver com Eles Voltam em cartaz, mais que sugiro!

Ficha:
Eles Voltam
De Marcelo Lordello 
Com Maria Luiza Tavares, Elayne de Moura e Georgio Kokkosi.
Drama - 2012 - 95 minutos - Brasil 


Beijinho de luz :)



Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com

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21 de fevereiro de 2014

Cinema: "12 Anos de Escravidão"

A habilidade de Steve McQueen como cineasta que privilegia a beleza das cenas nunca esteve em dúvida, mas em “12 Anos de Escravidão” ele casa essa habilidade com uma narrativa forte e a suporta com uma profundidade de emoção que está ausente em seu trabalho anterior, “Shame”.

Foto: Reprodução/Internet
O resultado é extraordinário. Ao relatar o conto de Solomon Northup, o diretor britânico pode construir seu filme com uma poderosa narrativa de redenção, ao mostrar as inúmeras formas em que a escravidão corrompe todos aqueles que se são contaminados por ela. Desta forma, “12 Anos de Escravidão” parece digno de comparação com “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg, encontrando no caminho um equilíbrio entre trazer um assunto doloroso para a atenção de um grande público, sem suavizar a crueldade da época. 

Foto: Reprodução/Internet
Foto: Reprodução/Internet
A abordagem de McQueen é inteligente e medida. Ele sabe que esse material exerce um poder inerente, e que tudo o que ele tem a fazer é torná-lo honesto e sem adorno. O filme se mantém em um silêncio latente por quase todo seu tempo de execução, até que, em uma cena de encerramento estilhaçada, toda essa raiva, dor e desespero finalmente transborda.

Foto: Reprodução/Internet
“12 Anos de Escravidão” é, sem dúvida nenhuma, um feito extraordinário, com uma narrativa impiedosa e uma força emocional cumulativa. Belo e devastador.


Até mais ler.


Por: Pietro Tarantelli
De: São Paulo - SP
Email: tarantellipietro@gmail.com

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16 de fevereiro de 2014

Cinema - "Ela"

Sem dúvida uma das melhores estreias que assisti nos últimos tempos. 

Divulgação - Internet

"Ela", do diretor Spike Jonze, usa uma linguagem simbólica e cheia de reentrâncias pra dissolver sua mensagem. Com Joaquin Phoenix no papel do solitário recém-separado, Theodore,  Amy Adams como a amiga de anos, Amy, e a voz do sistema operacional Samantha protagonista, Scarlett Johansson, "Ela" consegue permear os sentidos de quem senta para assistir.

A musa da atualidade, Scarlett Johansson, participa apenas como a voz do OS, mas sua entonação e emoção são o suficiente para dar vida ao sistema Samantha.

O roteiro gira em torno de Theodore, um solitário escritor que acaba de se separar de sua mulher, Catherine (Rooney Mara). Fascinado por tecnologia, o personagem adquire um sistema operacional supermoderno (Johanson), com uma programação avançadíssima de inteligência artificial, e acaba por envolver-se sentimentalmente com ela. Entretanto, as dificuldades desse relacionamento começam a aparecer, e ambos buscar uma forma racional de trabalhar com eles.


Reprodução - Internet

O longa, indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme, também concorre a Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Direção de Arte... ufa, tá bom, né?


Reprodução - Internet

Mais do que o destaque para a fotografia do filme, pode-se dizer que são colocadas algumas situações limite ali, tanto no plano da arte, quanto as que transcendem para a compreensão da atual realidade. A tecnologia e o ser humano estão ali como reflexos das atuais conjunções, e de como vivemos - ou tendemos a viver em breve.

A questão do isolamento físico e compartilhamento de experiências virtuais é uma delas. A entrega do personagem principal é um antagonismo se colocado ao lado da realidade pela qual ele é cercado, onde poucas pessoas "reais" fazem parte do seu dia-a-dia. 

A percepção do outro (ou a falta dela) ser mais apurada por conhecer de fato o que se está observando ou é apenas uma junção de fatos expostos por nós nas plataformas digitais?

Reprodução - Internet

Limitações virtuais, extensões digitais do nosso corpo, afinal, o que é possível absorver dessa nossa realidade?

Acredito que mais do que trazer a tona discussões sobre a influência e participação da tecnologia e suas mídias em nossa vida, a criação desse longa é mais do que apenas uma comédia romântica de autoexame, mas sim um início de exercício no sentido de entender como afetar e ser afetado por bombardeios diários de tecnologia pode nos transformar. Ou ainda administrar nossa vida, invertendo assim os papeis.

É bacana também como diretor mostra as decepções e as encaixa com o ambiente no qual o personagem se encontra naquele momento, tanto humanas quanto virtuais...

Sou uma aficcionada pelo digital, e por isso falo com segurança: não é uma crítica, e sim um a abertura para outros afluentes que a arte nos possibilita visitar.

Baita filme. Mais que recomendado!

Beijos no coração. 


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo -SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

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7 de fevereiro de 2014

Cinema: "Trapaça"

Todo mundo parece estar se divertindo muito em Trapaça, o novo filme de David O. Russel. Os atores - quase todos eles já trabalharam com o diretor no passado - tiveram papéis extravagantes que se estendem de forma surpreendente, e Russell lhes dá liberdade para se deixarem levar por esses personagens e correrem com eles.

Foto: Reprodução/Internet
O filme é vagamente baseado no chamado escândalo Abscam dos anos 1970, embora pareça que o interesse de Russell nesta história seja apenas intermitente. Trapaça se revela uma meditação sobre “role-playing”, uma homenagem carinhosa a uma era e, acima de tudo, uma vitrine para um grupo de atores que o diretor claramente adora. Essa devoção ao seu elenco permite que Russell produza alguns momentos maravilhosos, porém em detrimento ao efeito geral do filme.

Foto: Reprodução/Internet
Os atores parecem disfarçados. Como Irving Rosenfeld, um malandro de baixa renda aparentemente feliz em ser insignificante, Christian Bale é uma mistura de cabelinho esquisito e intestino pesado. Sua amante e parceira no crime é a bela Sydney Prosser (Amy Adams), que às vezes brinca com um sotaque Inglês tenso e traz uma sexualidade provocante ao seu desempenho, coisa que nunca vimos antes em Adams. Seu golpe bancário os coloca em contato com um homem do FBI chamado Richie DiMaso (Bradley Cooper), um agente ambicioso com um desonesto cabelinho crespo, que se perde nas possibilidades da operação policial, sempre em expansão, que ele trama. Todos esses personagens estão sempre tentando mudar, assumir uma nova persona, mas Trapaça continua empurrando-os em direções diferentes como a série de elaborados empregos do casal protagonista.

Foto: Reprodução/Internet
Foto: Reprodução/Internet
Histórias de vigaristas como esta muitas vezes me fazem pensar que o momento é fundamental. A narrativa precisa bloquear o espectador e nos manter viciados em cada turno da trama, mas também precisa se ​​encaixar como um relógio. Russell desconsidera essa noção enquanto divaga o golpe principal para entrar em algum momento cômico ou dramático com seus atores, o que dá um ritmo estranho – como um botão de parar/iniciar – e uma sensação de que ninguém tem muita certeza de que tipo de filme Trapaça está destinado a ser. O nível de detalhes na caracterização de Bale e Adams lança uma luz crua sobre Jennifer Lawrence, que se apresenta no inapropriado papel de esposa negligenciada de Irving e que nada pode fazer com um personagem tão mal concebido em um script. Russell gosta de armar cenas em uma excêntrica intensidade maníaca, mas o ritmo escapa por toda parte - especialmente na desesperadamente lenta hora de abertura – e o filme parece que poderia facilmente se perder por pelo menos vinte minutos num material estranho.

Foto: Reprodução/Internet

Claro que Trapaça não aspira ser mais do que uma forma de passar o tempo no cinema. O tímido cartão de abertura (“Algumas coisas mostradas aqui realmente aconteceram) e o bizarro detalhe da década de 70 devem rapidamente lhe dar uma pista para o fato de que o filme é uma espécie de brincadeira. Mas a minha decepção resultou mesmo do fato de que eu não me diverti tanto quanto senti que deveria – o meu prazer foi continuamente interrompido pela construção irregular do filme –, e que eu poderia ver momentos de potencial não realizados aqui. O estilo de Russell pode gerar um eletricidade legítima, mas ele muitas vezes parece feliz demais a frente de montagens definidas de músicas clássicas dos anos 70, sem a disciplina necessária para parar o filme a partir da sensação de inchaço e permitir que o enredo se afaste para o final. Tem ocorrido muita conversa a respeito de Trapaça ser um pouco mais do que um pastiche de Martin Scorsese, mas eu não o vejo dessa forma. Este é muito mais um filme de David O. Russell, e o único trabalho que parece uma pálida imitação do seu próprio autor.


Até mais ler.


Por: Pietro Tarantelli
De: São Paulo
Email: tarantellipietro@gmail.com

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24 de janeiro de 2014

Cinema: "O Lobo de Wall Street"

O Lobo de Wall Street funciona como um sucessor espiritual de Os Bons Companheiros e Casino - também de Martin Scorcese -, e, ao mesmo tempo como uma grande tarefa para esse aclamado diretor de 71 anos de idade: recuperar a energia das cenas que esses filmes fizeram há décadas.

Foto: Reprodução/Internet
Martin Scorsese ataca com uma ferocidade que é emocionante testemunhar. Este retrato da vida de excessos e da criminalidade de Jordan Belfort é um dos filmes mais audaciosos do diretor, três horas ricamente divertidas na companhia de personagens repelentes. O filme não condena explicitamente Belfort e seus amigos arrogantes pelo seu comportamento (na verdade, ele se alinha com o ponto-de- vista do corretor, com DiCaprio atuando como um narrador pouco confiável); ele simplesmente apresenta os seus estilos de vida decadentes, amorais para nós, e permite vislumbres das consequências para aqueles que foram vítimas desses homens repugnantes. 

Foto: Reprodução/Internet
Foto: Reprodução/Internet
Scorsese dispara em todos os cilindros aqui, com seu empolgado trabalho de câmera e sua ótima edição - sendo perfeitamente adequado para as desventuras movidas a drogas de Belfort. O Lobo de Wall Street também é, de alguma forma, o filme mais engraçado de 2013, com uma série de cenas divertidas realizadas por um elenco que claramente saboreia a oportunidade de se soltar desta forma.

Foto: Reprodução/Internet
Embora executado por três horas, O Lobo de Wall Street parece não conter dezenas de materiais estranhos, e quarenta anos depois de Caminhos Perigosos, é espantoso que o velho Martin ainda esteja fazendo filmes estimulantes, inquietantes e hilariantes como este.


Até mais ler.


Por: Pietro Tarantelli
De: São Paulo -SP
Email: tarantellipietro@gmail.com

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17 de janeiro de 2014

Cinema "Ninfomaníaca - Volume I"

Bueno, voltei! Para começar, desejo um tardio feliz 2014 de muita luz, muitas alegrias, muitas artes (ênfase para a sétima, por favor) e blá. 

O dinamarquês Lars von Trier, diretor, aborda o tema homônimo do título com densidade e nuances psíquicas claras. Divido em Joe jovem (Stacy Martin) e Joe agora.


Reprodução/Internet

 A história, dividida em capítulos, e em ordem de acontecimentos, é contada pela própria Joe (Charlotte Gainsbourg) para  Seligman (Stellan Skarsgard), que a encontra desacordada em um beco próximo à sua casa, e decide ajudar. Ao recuperar-se parcialmente da agressão, Joe inicia a narrativa desde sua juventude, tentando explicar o porquê de seu autojulgamento tão frio quanto o que ela faz no início sobre sua moral, com a frase "Eu sou uma pessoa ruim". Essa, dentre outras que fazem as vezes de carrascos de si mesma, é uma frase que insinua uma aceitação por ter sido agredida, como se ela fosse a responsável pelo que lhe acontece.

O primeiro volume é interrompido no momento em que ela fala para Seligman sobre o "não sentir mais nada" para Jerôme, que é (ou era, vai saber do volume II, né gente...) um cara sensual que ela deu uma zoada no início de sua vida ninfomaníaca, mas depois viu que podia ser legal e tals. 
 Reprodução/Internet

Reprodução/Internet

 A história é contada com características de Lars, como a acidez de comentários, e grafismos em momentos-chave para o roteiro. Esses insights são ilustrados e fixados como que para tornar claro e visível o subjetivo do sentimento
Reprodução/Internet


Reprodução/Internet

Não vejo o filme como um pornô mal feito, nem uma tal epopeia pornô, muito menos algo de mau gosto. Para mim, a intenção de Lars foi, mais uma vez, construir a personagem com densidade e afluentes para discussão, como o sentimento de culpa, o ser ninfomaníaca, a incompreensão do mundo, a rejeição do amor (até o encontrar...), e metáforas de luz que abraça o contexto.

A fotografia, de acordo com essa proposta pouco leve, vai ao encontro da trilha sonora que ficou show!

Participação de Uma Thurman fantástica! Ela entra e abala com graça (sim, de humor também) uma das cenas onde um tal Sr. H, decide que quer morar com a jovem Joe. Sério, muito bom.


Reprodução/Internet

Vale muito a pena assistir, e mais do que isso, tentar compreender realmente o que está sendo transmitido com a profundidade que a atriz se permite encarar a história.

Besitos de luz :)

ps: o início demorado do filme incomoda, e inquieta muita gente... se foi proposital? Imagina...
ps 2: problemas em ver bilolos pênis e periquitinhas vaginas? ou fique nu disso, ou não vá mesmo... sério. 



Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

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20 de dezembro de 2013

Cinema - Razões para assistir "Última Viagem a Vegas"

A reunião de Billy (Michael Douglas), Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline) não poderia ser menos que muito boa. Há quem diga que poderia ter sido extraído muito mais dos atores, mas acredito que se você for aberto a aproveitar a sessão, sairá feliz.
Divulgação: Internet

O roteiro, apesar de um pouco clichê, tem atores mais que capacitados para representar e dar vida à sua história, que o torna mais do que muitos críticos chamaram de "uma versão geriátrica de 'Se Beber Não Case'".

O longa, dirigido por Jon Turteltaub, mostra o reencontro de amigos de infância para a despedida de solteiro de Billy, em Las Vegas. A proposta arranca risadas e (menos, mas também) algumas emoções mais dramáticas.

Enfim, às razões:

1 - Robert De Niro está no filme.


Foto: Divulgação

2 - As nuances de humor que cada personagem carrega oferece peso às construções de cena, que não deixam o longa pesado ou cansativo.

3 - O humor de Morgan Freeman é engraçado de verdade.

4 - A superproteção com idosos e a consequente pré-disposição a julgá-los pouco capazes é um tema pincelado no filme.

5 - Mary Steenburgen (mandando bem na cantoria) está ótima como a cantora de um "hotel-espelunca", e a química com a história e demais personagens é visível.


Foto: Divulgação
6 - A trilha sonora é muito bacana, montada por Mark Mothersbaugh.

7 - Vitalidade e possibilidade de curtir uma idade tão recheada de conhecimento (e de drinks) são amplamente explorados no decorrer do filme.

8 - A participação de 50 Cent em uma cena indica que ele está vivendo o ''outro lado'' de quando hospeda-se nos hotéis da vida por aí. Vai entender...

9 - Vegas é a própria fotografia e plano de fundo numa história que encontra alguns paradoxos como velhice, bebedeiras, traição, amor, amizade, festas e bom-humor.


Foto: Divulgação

10 - A qualidade da interpretação e a produção hollywoodiana são um casamento interessante para quem quer dar uma volta pela sétima arte, sem muitas intenções viscerais com relação ao roteiro, mas sim para aproveitar o tempo dando umas gargalhadas.

11 - Assistam. A menos que a ideia seja pensar muito e refletir sobre questões filosóficas, você vai curtir esse filme que pincela temas sérios com amenidades bem-humoradas.

Espero que curtam!

Beijos.

AH! E Feliz Natal, e Feliz Ano Novo, e muitas coisas boas nesses novos dias, onde a alegria será de todos, é só querer todos nossos sonhPAREI

Até!

Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

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7 de dezembro de 2013

Cinema: "Como Não Perder Essa Mulher"

Bom, o cara já chegou com proposta e direção meiga e abusadinhas. Com roteiro, direção e atuação principal de Joseph Gordon-Levitt, "Como Não Perder Essa Mulher" (original "Don Jon") abre as portas para esse lindo, num início bastante interessante.
Foto: Reprodução/Internet
 O roteiro segue vertentes diversas, mas tem como tema principal o vício em pornografia na internet. Sim, pois é. O diretor traz para discussão os valores de instituições como a família e a Igreja. Também aborda os relacionamentos com uma visão que poderia parecer machista, mas acaba por traduzir-se em duelos entre realidade e expectativa.

Jon (Joseph Gordon-Levitt) é o cara forte, sem muitas ambições, e que valoriza algumas coisas na vida, e frisa: assistir pornografia é uma delas, dentre família, Igreja e seu carro. Ele é barman e faz um rodízio infinito de mulheres nas noites em seu apartamento e tals. Acontece que um dia ele encontra Bárbara (Scarlett Johansson) e se apaixona. Ou acha que se apaixona. A guria faz algumas exigências para que a relação avance (diferente das outras que saíam liberando a tcheca com bem menos dificuldade), mas como ele a considera a mulher "mais linda que já viu", sucumbe aos pedidos. Após um tempo, o namoro é terminado por Bárbara, que tinha como uma de suas imposições em relação a ele que não assistisse pornografia. Aconteeeeece, minha gente, que o cara é viciado em pornowebss, e ela não gosta e termina o namoro porque viu o histórico que o bonito esqueceu de apagar, e daí acaba com ele, e fim, e zás. Nesse meio tempo, ele conhece Esther (Julianne Moore) e começa algo mais bonito e verdadeiro com ele mesmo, descobrindo uma outra forma de fazer amorzinho. Uma mais legal, segundo ele (e segundo o desfecho do filme também).
Foto: Reprodução/Internet
Galera, o filme tem intenções que, para mim, ficaram bem claras: 

- Jogar a discussão dos relacionamentos na tela (one more time);
- Evidenciar o quão hipócritas, dominadoras e controladoras as pessoas podem ser;
- Deixar na cara das meninas que caras (e meninas) assistem pornô e fim. E gente, enquanto não for um vício e essas coisas radicais, OK, sabe? Assistem mesmo. Meninas  e meninos com menos de 15 anos, aceitem essa verdade da vida: geral do baile já viu - ou vai ver - um pornozinho;
- Esbarrar em críticas ao papel designado e legitimado das instituições fundamentadas, como família e Igreja;
- Vícios podem ser superados com o tratamento certo.
- Não temos um Joseph Gordon-Levitt aqui pelo Brasil.

As inserções cômicas são divertidas, de fato. Acontece que o filme perde o ritmo em alguns momentos, o que é algo bem perdoável, vai. O cara estreou seu primeiro longa, e ainda há de avançar muito em suas técnicas.
Foto: Reprodução/Internet
Legal colocar também que sua atuação, juntamente com a de Julianne Moore (incrível em sua evolução durante o filme - pra mim poderia até ter mais dela, foi fantástica), são bastante convincentes. Ela, como sempre, consegue embeber de sentimentalismo a sua expressão, e carregar a cena que a envolve. Demais!

Considero essa estreia convincente. Nada que se diga "nossa que maravilhosa", mas bastante convincente. A naturalidade com que as coisas acontecem trazem até, em certos momentos, bastante proximidade com os casais que estão por perto na sala e reagem com uns "aaah é?"... Enfim.

Pra fechar, gostaria de dar duas dicas:

1- Se tu tens ciúme do boy, ou da menina, não vá com ele(a). Tem muita bunda, insinuação, movimentação, barulhos sensuais e coisas do gênero.
2 - Se tu tens vergonha de falar sobre sexo, ou qualquer coisa ligada a sexo com seus pais, não recomendo que vá com eles.

 Recomendado!

Beijos :)

Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: (barbara.argenta@revistafriday.com.br

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22 de novembro de 2013

Cinema "Blue Jasmine"

Olá, gentes. Tudo? Tudo ótimo, obrigada, de nada. Fui ao cinema para assistir o esperado - há tempos - Blue Jasmine, de Woody Allen. 
Foto: Divulgação/Internet
Muito tem se falado sobre ser um dos seus melhores filmes (não concordo, but...), mas ainda assim, é impossível não compreender o porquê do cineasta ser um dos maiores e mais interessantes diretores de filmes comerciais atualmente. Sempre criando, sempre lançando, e sempre pontuando - agora mais, depois menos, mas sempre pontuando. 
Foto: Divulgação/Internet
Jasmine (a sensacional Cate Blanchett) é casada com Hal (Alec Baldwin, novamente com Woody Allen) e tem uma típica vida de mordomias bancada pelo marido, que é um empresário bem-sucedido. Entretanto, as negociações ilícitas das quais Hal participa são descobertas e com isso Jasmine é obrigada a realocar seu padrão de vida, tanto no pessoal quanto financeiramente. Sua irmã Ginger (Sally Hawkins) a recebe para morar temporariamente com ela, mas em uma estrutura muito menos glamurosa do que a personagem de Blanchet está acostumada. Com essas reviravoltas exibidas (em um momento cronológica, em outro de lembranças), Woody Allen transita nos entremeios do cômico e do dramático.
Foto: Divulgação/Internet
Foto: Divulgação/Internet
A profundidade, psicológica e de personalidade, de Jasmine é constantemente apontada. Com a capacidade de casar trilha e momento, a direção do filme pontua para agregar valor aos momentos explícitos do longe de ódio, e leveza.
Foto: Divulgação/Internet

Foto: Divulgação/Internet
Mais do que contar uma história, Woody Allen reitera a consistência (ou falta dela) dos valores que permeiam nosso meio. As inversões, e desmoralizações constantes vindas de Jasmine para Ginger, por esta não "se importar com ser pobre", e levar mais em consideração o sentimento que a estrutura material que a envolve, são levantadas com frequência.

O encerramento do longa traz para reflexão itens como o dinheiro, a verdade, e as relações em si. 
Foto: Divulgação/Internet
Mais do que captar e retransmitir as emoções de sua personagem com maestria, Cate Blanchet impera nesse filme que, certamente, é um daqueles para assistir mais de uma vez.

Mais que recomendado!

Beijinhos de luz.


Por: Bárbara R. Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br


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26 de outubro de 2013

Cinema: Mato Sem Cachorro

Sandy bêbada e Gabriela Duarte tooooooda trabalhada na cachaça. Pois sim, esse filme mostra coisas nunca mostradas na TV brasileira, minha gente!!. 

Sim, eu insisto nas produções brasileiras. E olha... Nesse aqui, acertaram o tom. "Mato Sem Cachorro" é o primeiro longa de Pedro Amorim, e acerta nas desconstruções realizadas durante essa comédia romântica.

Foto: Reprodução

O filme inicia com uma cena bastante interessante: o passeio de um casal aparentemente perfeito, quando, em slow, a cena segue um viés mais real que romantizado, da verdade cotidiana. A partir daí, identifica-se já o segmento da trama, cheia de reviravoltas e situações cômicas.

Foto: Reprodução
A história de Zoé (Leandra Fucking Leal), uma produtora ~descolada~ e Deco (Bruno Lindo Gagliasso), um cara com talento para mixagens zoadíssimas de vídeos e músicas mas bem introvertido, inicia com a repentina entrada de Guto (Guto mesmo), o cão lindo/fofo que é parte fundamental do desenrolar da história. A separação do casal, logo no início, é estopim para as ideias de Deco, que na realidade, ainda gosta de Zoé (ah, jura?!). Leléo (Danilo Gentili) entra para dar seu ''Q'' cômico às cenas e utiliza do seu próprio estilo de humor para atingir o público, ou seja, aquele humor cortante e grosseiro que por vezes quase constrange (ou constrange mesmo, principalmente idosos mais conservadores e pessoas que não consideram adequada a utilização de termos chulos em momento algum).

As piadas feitas com "paulistas x cariocas" são sacadas à parte. rs

 
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A fotografia, com direção de Gustavo Hadba (o mesmo de Faroeste Caboclo), merece atenção pois acompanha o vigor da comédia romântica clássica que o longa apresenta.

Foto: Reprodução

AH SIM, como esquecer... Sandy é alvo de Deco, que flagra a personagem da cantora (interpretando ela mesma) em uma blitz COM-PLE-TA-MEN-TE alterada. A mixagem que é feita por ele rende comentários durante diversos momentos do filme, e um processo também. Já Gabriela Duarte, aquela linda, surge como ~prospect~ de Leléo, e bah... como dizer de uma forma delicada... sim, claro: enche o c... digo, a cara, de pinga, o que rende algumas gargalhadas também. Em alguns momentos ela faz a linha Gentili e mete o pé no palavrão também.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução
É uma boa comédia romântica e acredito que, assim como eu, muita gente vai sentir a nostalgia de um tempo de comédia brasileira, já passado, que nunca viveu :)


Beijos de luz no coração.


Mato Sem Cachorro

Direção: Pedro Amorim 
Com: Bruno Gagliasso, Leandra Leal, Danilo Gentili  
Gênero: Comédia/Romance 
Brasil, 2013.


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo -SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br

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