#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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16 de fevereiro de 2014

Cinema - "Ela"

Sem dúvida uma das melhores estreias que assisti nos últimos tempos. 

Divulgação - Internet

"Ela", do diretor Spike Jonze, usa uma linguagem simbólica e cheia de reentrâncias pra dissolver sua mensagem. Com Joaquin Phoenix no papel do solitário recém-separado, Theodore,  Amy Adams como a amiga de anos, Amy, e a voz do sistema operacional Samantha protagonista, Scarlett Johansson, "Ela" consegue permear os sentidos de quem senta para assistir.

A musa da atualidade, Scarlett Johansson, participa apenas como a voz do OS, mas sua entonação e emoção são o suficiente para dar vida ao sistema Samantha.

O roteiro gira em torno de Theodore, um solitário escritor que acaba de se separar de sua mulher, Catherine (Rooney Mara). Fascinado por tecnologia, o personagem adquire um sistema operacional supermoderno (Johanson), com uma programação avançadíssima de inteligência artificial, e acaba por envolver-se sentimentalmente com ela. Entretanto, as dificuldades desse relacionamento começam a aparecer, e ambos buscar uma forma racional de trabalhar com eles.


Reprodução - Internet

O longa, indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme, também concorre a Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Direção de Arte... ufa, tá bom, né?


Reprodução - Internet

Mais do que o destaque para a fotografia do filme, pode-se dizer que são colocadas algumas situações limite ali, tanto no plano da arte, quanto as que transcendem para a compreensão da atual realidade. A tecnologia e o ser humano estão ali como reflexos das atuais conjunções, e de como vivemos - ou tendemos a viver em breve.

A questão do isolamento físico e compartilhamento de experiências virtuais é uma delas. A entrega do personagem principal é um antagonismo se colocado ao lado da realidade pela qual ele é cercado, onde poucas pessoas "reais" fazem parte do seu dia-a-dia. 

A percepção do outro (ou a falta dela) ser mais apurada por conhecer de fato o que se está observando ou é apenas uma junção de fatos expostos por nós nas plataformas digitais?

Reprodução - Internet

Limitações virtuais, extensões digitais do nosso corpo, afinal, o que é possível absorver dessa nossa realidade?

Acredito que mais do que trazer a tona discussões sobre a influência e participação da tecnologia e suas mídias em nossa vida, a criação desse longa é mais do que apenas uma comédia romântica de autoexame, mas sim um início de exercício no sentido de entender como afetar e ser afetado por bombardeios diários de tecnologia pode nos transformar. Ou ainda administrar nossa vida, invertendo assim os papeis.

É bacana também como diretor mostra as decepções e as encaixa com o ambiente no qual o personagem se encontra naquele momento, tanto humanas quanto virtuais...

Sou uma aficcionada pelo digital, e por isso falo com segurança: não é uma crítica, e sim um a abertura para outros afluentes que a arte nos possibilita visitar.

Baita filme. Mais que recomendado!

Beijos no coração. 


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo -SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

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30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013: Direito e Tecnologia

Um ano agitado e intenso para todos que vivem rodeados e influenciados por tecnologia. E esta aproximou-se do direto como nunca, polemizando em muitas situações. Demoraríamos horas e horas discursando sobre os principais acontecimentos. Mas façamos menção a circunstâncias que mexeram com nossas vidas! 
Pessoas comuns, governos e seus governantes vigiados. O tempo todo. Ficção? Não. Edward Snowden foi um dos “nomes do ano”. Ex-agente da NSA mostrou ao mundo o poderio dos Estados Unidos, que nos monitoram com critérios duvidosos e intensidade igualmente estranha. Obama tomou medidas contra isso, mas somente após a pressão de diversos países e o “climão” criado por isso – com a Presidente do Brasil cancelando visita oficial, inclusive. 
Edward Snowden (Reprodução/Globo News)

PS4 ou Xbox One?! A tecnologia nos consoles atinge, por enquanto, seu ápice. Resolução perfeita, jogabilidade avançada e realismo impressionante. Seus antecessores já atingiram seus limites de hardware – o que não impediu o lançamento de muitos jogos. Preços dos novos consoles? Bom, considerando os impostos, figuramos como um dos países onde estes serão comercializados com os maiores preços. De pensar que fora do Brasil, 2 milhões deles já foram vendidos. 
Apesar da votação em regime de urgência, diversas mudanças no texto e um dia para debates com especialistas no assunto no Congresso Nacional, o Marco Civil não foi votado este ano. Aguardaremos mais alguns meses pela definição deste assunto tão importante para todos internautas. A lei 12.737/2012 (conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”) entrou em vigor – alterou o Código Penal, tipificando condutas ocorridas no meio eletrônico, principalmente quando lembramos das hipóteses de invasão de computadores. 
Revolução Junina. O poder de mobilização das Redes Sociais. Quando escrevi uma monografia sobre este tema meses antes do início das manifestações, não imaginava que 2013 seria lembrado como um ano em que pessoas que nunca se viram, lutariam juntas por um mesmo objetivo – não, não foi pelos R$ 0.20. E muitos sequer saíram dos seus quartos, escritórios e nem levantaram a cabeça, após confirmarem participação nos protestos pelo Facebook. O cartaz “Chegou a hora de sair do Face” foi erguido por uma infinidade de Jovens – sim, me inclui na multidão! – que pediram respeito, igualdade e transparência aos seus pares, governantes e desconhecidos.  
Manifestantes de junho (Reprodução/Notícias do Dia Online)

Fotomemes se multiplicaram nos comentários do Facebook. GIF’s ainda não são permitidos (“para nossa alegria”, #quemlembra?). Imagens chamam mais atenção do que textos. Os “filósofos e poetas” de timeline deixaram de escrever e passaram a colocar fotos – mesmo com autorias diversas das verdadeiras, um dos males da Internet. Agregamos valor ao camarote, ou melhor, aos nossos perfis, com humor e originalidade. Rimos muito. Debatemos. Fomentamos discussões outrora inimagináveis. O acesso ao conhecimento amplia-se. Louva-se quem dissemina raridades e compartilha opiniões na Rede.  
Esta é a verdadeira sociedade do conhecimento. Da informação. Ou como costumo dizer em minhas palestras, do curtir, comentar e compartilhar. Google Glass. Lulu. Tubby. Tecnologias vestíveis, como os smartwatches – relógios integrados aos smartfones. Impressoras 3D. Venda da Nokia. Novos capítulos da briga Apple e Samsung (mais derrotadas para essa última) pelas patentes. E tantos e tantos assuntos, acontecimentos, experiências, descobertas... 2013 nos deixa muito conteúdo, conhecimento e inovações. Que 2014 seja um ano incrível para cada um de vocês.

(Reprodução/Hamari Web)
 
Obrigado por acompanharem esta coluna e que o sucesso, alegria, saúde, prosperidade e paz caminhem lado a lado com vocês em todos os dias do ano que está para nascer! 
Forte abraço e um FELIZ ANO NOVO!!!

Por: Sidnei Curzio Junior
De: São Paulo - SP
Email: scurziojr@gmail.com

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6 de dezembro de 2013

Bitcoin: do submundo da internet para a carteira


Promessa do futura da economia, conheça as Bitcoins

Hoje em dia é muito normal pagarmos contas pela internet, fazer transferências bancárias, compras e até créditos para celular e jogos online, tudo pelo cartão de crédito ou serviços online, como Paypal e Pagseguro. Mas todas estas operações são feitas usando moedas reais, de fato, como o Real, o Dólar e Euro. Eis que, nos últimos tempos, uma nova moeda anda chamando a atenção de investidores no mundo inteiro: a Bitcoin.

A Bitcoin é uma moeda online, que surgiu em 2008, trocada apenas pelo computador e com aspirações enormes: revolucionar as finanças globais da mesma maneira que a internet revolucionou as mais diversas indústrias. Os maiores apoiadores da moeda até publicaram um manifesto no YouTube explicando como a moeda funciona e o que eles esperam com ela.

Todo o sistema e lógica foi criado por uma pessoa (ou um grupo) que se intitula Satoshi Nakamoto. Nunca se soube quem ele é, onde mora, nem se é uma pessoa ou várias. O código surgiu na internet e logo ganhou adeptos. Devido a essa origem "obscura" a moeda foi rapidamente adotada para fins duvidosos na deep web, parte da internet oculta, um point para estupradores, traficantes, e todo o tipo de gente que você não gostaria de encontrar em uma rua escura, à noite. A moeda começou a ser usada para pagar serviços e drogas, mas logo saiu deste meio e foi para a "superfície", o lado da internet que navegamos normalmente.

A moeda é trocada via P2P (lembram do antigo E-mule? Pois é, mesma tecnologia) e não tem intermediários, como bancos ou empresas. O dinheiro é transferido de pessoa para pessoa direto, sem juros ou taxas, via computador, tudo em um ambiente seguro e criptografado.O mais estranho é a forma de se conseguir as bitcoins: elas são geradas pelos próprios usuários. No "mundo real" o dinheiro sempre foi atribuído a algo: ouro, cédulas, prata, entre outros objetos ou símbolos valiosos. Em bitcoins foi eliminado toda a necessidade física: os próprios usuários podem "gerar" a moeda, a chamada mineração de bitcoins. O conceito é até que simples: seu computador fica com um aplicativo aberto "doando" memória para o servidor de transações, utilizando seu processador como fonte. Quanto mais memória doada, mais as chances de conseguir bitcoins quando a "fornada" sair. Nem é preciso dizer que o processo é demorado, e leva a capacidade do seu computador ao máximo. Hoje em dia existem máquinas montadas exatamente para mineração de bitcoins, não só com processadores mas com placas de vídeo, todas funcionando no máximo de sua capacidade para minerar.




001 sonho: bitcoins serem mais aceitas no Brasil

Mercado não explorado

As bitcoins não são aceitas em muitos lugares (no Brasil, praticamente nenhum), o que torna os utilizadores um pouco raros. Mesmo assim, sites brasileiros que comercializam bitcoins são encontrados facilmente na internet, como o BitcoinBrasil.com.br e o MercadoBitcoin.com.br. As pessoas que não podem ou não preferem minerar ficam na parte mercadológica: compram e vendem as moedas em uma espécie de câmbio.

O fotógrafo Allex Ferreira é dono do Brasil Bitcoin, uma comunidade dedicada a trocar informações e negociar as moedas virtuais. Mesmo não tendo suporte nas moedas em terras tupiniquins, as moedas podem, muito bem, serem úteis, segundo ele: "Já consegui comprar com bitcoins peças de computador, passagens de avião, e mais um monte de coisa".

Allex comercializa bitcoins há quase 2 anos e diz que o comércio da moeda é como qualquer outro. "É como vender limão numa feira. As pessoas me adicionam, perguntam por quanto que eu vendo cada moeda e eu dou o valor. Pego a cotação do dia e vendo", comércio este que deve dar bastante lucro. A última cotação do Bitcoin sinalizou que cada moeda está custando $1000. CADA UMA.

Para aqueles que começaram a minerar e investir cedo, os early adopters, as bitcoins são um bom negócio. Nos primeiros anos a mineração não era tão competitiva, mas aquelas centenas ou milhares de moedas adquiridas há tempos atrás atualmente valem bastante.

Se você está pensando em investir ainda dá tempo: o sistema foi feito para suportar só 21 milhões de bitcoins. Quando elas pararem de ser geradas, as que já existem dariam conta de circular e girar uma economia própria. Com uma boa pesquisa e máquinas muito potentes, a mineração pode render bons frutos.
Se quiser vender, o mercado está aí cheio de oportunidades, porém é sempre necessário ter um capital inicial. Afinal, pode não parecer, mas moedas não caem das árvores.

 
Por: Rafael Trocatti
De: São Paulo - SP
Email: rafael@revistafriday.com.br

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1 de novembro de 2013

Mudanças, tecnologia e Google+

Agora eu sou o cara da tecnologia. PÁ!
Sim, galera, o Trocatti, da moda e seus afins, agora é o cara da tecnologia da Friday! Deixei meu posto há um tempo para o talentoso Denilson tomar conta, e sei que ele o fará com carinho. 

Agora sou o moço que vai falar sobre tecnologia sem conhecer nada disso, ou seja: vamos aprender juntos tudo sobre gadgets, processadores e todas essas palavras que soam tão bonitas nas vozes de técnicos que nunca se fazem entender. Não vai ter essa de dados muito específicos, de números e letras complicadas, vamos sentar em uma mesa de bar e falar sobre o que der na telha. Vamos nos divertir (espero). 

Mas não vou deixar vocês assim, de mãos abanando, vou apresentar um conteúdo que chegou recentemente em minhas mãos: as novidades do Google +:

Apesar de estar longe de ser a rede social mais utilizada, o Google+ existe e eu curto bastante, gosto da dinâmica dele, dos círculos (posteriormente copiados pelo Facebook), gosto do Hangouts, gosto dos conteúdos postados lá (pelo menos da galera que eu sigo) e da integração completa que ele faz com outros serviços do Google. 

O G+ possui uma ferramenta que se chama Autoawesome (esse nome é lindo) que melhora suas fotos automaticamente e ainda transforma em animação fotos parecidas. Sim, é quase um GIF automático. O recurso não é novo, mas é incrível. Conversas em vídeo agora suportam, além de texto, GIF's! SIM, eu amei isso. Os Hangouts agora possuem filtros, pra você ficar lindão conversando com a galera.

E é só. 
Com amor, 

Trocatti.

Por: Rafael Trocatti
De: São Paulo - SP
Email: rafael@revistafriday.com.br

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12 de setembro de 2013

5 novidades exclusivas do iPhone 5c

Após o tão esperado lançamento do  iPhone 5C , muitas críticas foram feitas à Apple:  "imitando a nokia", "é de plástico", "muito barato todo mundo vai comprar", "coisa de pobre" (COISA DE POBRE É JOGAR LATINHA NO PALCO, GANHOU CORTESIA, DÁ NISSO)
Para rebater essas críticas a empresa resolveu fazer uma linha de aplicativos exclusivos para o iOS7, disponível apenas quando o celular  tão criticado chegar ao mercado.

ESQUENTA

Gosta de cultura popular? Um aplicativo repleto de fotos da Regina Cazé, dicas de passos de danças populares, rádio e a função "VEM QUE VEM QUE VEM KIKANDO" quando o celular estiver em modo vibracall.

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iBombril

Quantas vezes você teve que colocar aquele Bombril na ponta da antena da TV para ela funcionar melhor? Em parceria como a fábrica de esponjas de aço a Apple criou um app que aumenta a recepção UHF/VHF de qualquer dispositivo que trabalhe nessa frequência. O slogan será : "Faltou Bombril? iPhone 5C supriu!", lembrando que o uso do celular para ariar panelas não é indicado.


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Case Exclusivo I LOVE PROTECTION

Você gosta de deixar tudo que compra de novo com o plástico de proteção? Pensando nisso foi criado um case exclusivo feito de plástico bolha, acompanha também película para tela do celular (opções com glitter também).


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GRITE POR MIM APP.

Pensando nos usuários que utilizam o transporte público que eventualmente avistam algum conhecido na rua  e acabam colocando a cabeça para fora da janela do ônibus para gritar o nome do conhecido, foi criado um aplicativo que o usuário grava o nome do seu amigo e, junto com altos falantes de 10 Watts RMS cada, que vem junto com o aparelho, faz com que a pessoa escute seu nome claramente estando até 20 metros de distância. As caixas que vem inclusas também tem entrada USB para você poder colocar seu pendrive e poder ouvir sua músicas favoritas em alto e bom som no busão, playlist exclusivo ELETROFUNK por apenas R$1,99 no iTunes para usuários deste app.


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GIF ALL

Existe coisa mais linda no mundo da internet do que um belo giffcheio de brilhos e frases motivacionais? NÃO, NÃO EXISTE! Sendo assim, este aplicativo permite que você poste Gifs em todas as Redes Sociais que você bem entender, desde que o mesmo contenha o famoso efeito brilho (glitter), imagens de fadas, flores em gerais, frases motivacionais ou dias da semana (~*~tenha uma ótima segunda-feira~*~,  por exemplo).



Com todos esses itens e aplicativos exclusivos a meta da Apple e mostrar ao mundo toda a funcionalidade do seu novo celular iPhone 5C, o que nos resta é esperar como as vendas do aparelho irão se sair no mercado.


Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul - Rio Grande do Sul
Contato: cassiano@revistafriday.com.br


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6 de fevereiro de 2013

Livros morrerão ou não? Eis a questão

E agora?!

Eram cerca de cem manuscritos que compunham a biblioteca da Universidade de Cambridge em 1427. Sim, apenas cem livros, mas que eram comercializados com valores que se assemelhariam à venda de casas de luxos. De repente, Gutenberg revoluciona o universo dos livros com a prensa móvel: assim, torna-se possível fazer muitíssimas cópias de uma mesma obra no tempo em que um monge levava para terminar um só manuscrito.

Só que... esta revolução acabou. E seu fim se deu justamente por uma nova borracha na história do impresso: o avanço do digital – que veio acompanhado da nossa amada internet. Hoje, com o advento dos tablets e smartphones, o número de indivíduos que trocam o jornal, por exemplo, por um aplicativo online aumenta gradativamente.

Contudo, aconteceu o que ninguém aguardava em relação à comercialização de livros: nada. Isso mesmo. A venda de livros não sofreu um arranhão diante da ascensão do mundo virtual. Muito pelo contrário. Depois do poderoso-chefão Google, o grande negócio online é a Amazon, site varejista que iniciou seu comércio como uma espécie de livraria – e ganhou sua versão brasileira em dezembro de 2012, versão esta que oferece, até então, apenas livros digitais E então nos perguntamos: por que os livros não morreram com toda essa tecnologia invadindo seu espaço?

A resposta é simples: ainda são poucas as pessoas que gostam de ler um livro inteiro – ou conseguem – na tela de um computador ou aparelho móvel. Parece que a melhor tecnologia à leitura profunda é o modo arcaico do papel branco com letras pretas. Sem contar que aqueles que gostam de ler sentem um afeto físico pelos livros. Afinal, curtimos tocá-los, virar as páginas e ver uma estante cheia. É como um fetiche.

Mas até quando isso durará? O grande medo de alguns e desejos de outros é de que surja algo que venha a substituir a atividade de ler livros. Assim como o DVD extinguiu o VSH e o CD, a fita-cassete; e hoje ambos geram dúvidas quanto ao tempo de vida que ainda terão.



É aí que lançam o famoso Kindle, da Amazon, em 2007. Você adquire um aparelho e baixa qualquer livro de um catálogo de milhares e milhares de títulos. Não é fantástico poder ler mais de duas mil obras em um objeto móvel de 400 gramas? Sim e não. O Kindle não é sensível ao toque. Torna-se chato apertar botões para trocar de página. Então chega o iPad, da Apple, para curar este problema. Mas não. O iPad não substituirá os livros. Isso porque sua tela de LCD faz com que seus olhos implorem por descanso longe da luz emitida pela tela e, portanto, será difícil – eu diria, por experiência, impossível – ler um livro todo.

Se alguma empresa conseguirá unir o que há de melhor na leitura de livros e de aparelhos móveis? Já tem gente trabalhando nisso, mas aguardaremos para saber a resposta. Enquanto isso, prefiro caçar blocos de caracteres jogados em papel, deitar em minha cama e mergulhar em uma boa leitura.


Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP

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