#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

Mostrando postagens com marcador tablets. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tablets. Mostrar todas as postagens

6 de fevereiro de 2013

Livros morrerão ou não? Eis a questão

E agora?!

Eram cerca de cem manuscritos que compunham a biblioteca da Universidade de Cambridge em 1427. Sim, apenas cem livros, mas que eram comercializados com valores que se assemelhariam à venda de casas de luxos. De repente, Gutenberg revoluciona o universo dos livros com a prensa móvel: assim, torna-se possível fazer muitíssimas cópias de uma mesma obra no tempo em que um monge levava para terminar um só manuscrito.

Só que... esta revolução acabou. E seu fim se deu justamente por uma nova borracha na história do impresso: o avanço do digital – que veio acompanhado da nossa amada internet. Hoje, com o advento dos tablets e smartphones, o número de indivíduos que trocam o jornal, por exemplo, por um aplicativo online aumenta gradativamente.

Contudo, aconteceu o que ninguém aguardava em relação à comercialização de livros: nada. Isso mesmo. A venda de livros não sofreu um arranhão diante da ascensão do mundo virtual. Muito pelo contrário. Depois do poderoso-chefão Google, o grande negócio online é a Amazon, site varejista que iniciou seu comércio como uma espécie de livraria – e ganhou sua versão brasileira em dezembro de 2012, versão esta que oferece, até então, apenas livros digitais E então nos perguntamos: por que os livros não morreram com toda essa tecnologia invadindo seu espaço?

A resposta é simples: ainda são poucas as pessoas que gostam de ler um livro inteiro – ou conseguem – na tela de um computador ou aparelho móvel. Parece que a melhor tecnologia à leitura profunda é o modo arcaico do papel branco com letras pretas. Sem contar que aqueles que gostam de ler sentem um afeto físico pelos livros. Afinal, curtimos tocá-los, virar as páginas e ver uma estante cheia. É como um fetiche.

Mas até quando isso durará? O grande medo de alguns e desejos de outros é de que surja algo que venha a substituir a atividade de ler livros. Assim como o DVD extinguiu o VSH e o CD, a fita-cassete; e hoje ambos geram dúvidas quanto ao tempo de vida que ainda terão.



É aí que lançam o famoso Kindle, da Amazon, em 2007. Você adquire um aparelho e baixa qualquer livro de um catálogo de milhares e milhares de títulos. Não é fantástico poder ler mais de duas mil obras em um objeto móvel de 400 gramas? Sim e não. O Kindle não é sensível ao toque. Torna-se chato apertar botões para trocar de página. Então chega o iPad, da Apple, para curar este problema. Mas não. O iPad não substituirá os livros. Isso porque sua tela de LCD faz com que seus olhos implorem por descanso longe da luz emitida pela tela e, portanto, será difícil – eu diria, por experiência, impossível – ler um livro todo.

Se alguma empresa conseguirá unir o que há de melhor na leitura de livros e de aparelhos móveis? Já tem gente trabalhando nisso, mas aguardaremos para saber a resposta. Enquanto isso, prefiro caçar blocos de caracteres jogados em papel, deitar em minha cama e mergulhar em uma boa leitura.


Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)