E agora?!
Eram cerca de cem manuscritos que compunham a biblioteca da Universidade de Cambridge em 1427. Sim, apenas cem livros, mas que eram comercializados com valores que se assemelhariam à venda de casas de luxos. De repente, Gutenberg revoluciona o universo dos livros com a prensa móvel: assim, torna-se possível fazer muitíssimas cópias de uma mesma obra no tempo em que um monge levava para terminar um só manuscrito.
Só que... esta revolução acabou. E seu fim se deu justamente por uma nova borracha na história do impresso: o avanço do digital – que veio acompanhado da nossa amada internet. Hoje, com o advento dos tablets e smartphones, o número de indivíduos que trocam o jornal, por exemplo, por um aplicativo online aumenta gradativamente.
Contudo, aconteceu o que ninguém aguardava em relação à comercialização de livros: nada. Isso mesmo. A venda de livros não sofreu um arranhão diante da ascensão do mundo virtual. Muito pelo contrário. Depois do poderoso-chefão Google, o grande negócio online é a Amazon, site varejista que iniciou seu comércio como uma espécie de livraria – e ganhou sua versão brasileira em dezembro de 2012, versão esta que oferece, até então, apenas livros digitais E então nos perguntamos: por que os livros não morreram com toda essa tecnologia invadindo seu espaço?
A resposta é simples: ainda são poucas as pessoas que gostam de ler um livro inteiro – ou conseguem – na tela de um computador ou aparelho móvel. Parece que a melhor tecnologia à leitura profunda é o modo arcaico do papel branco com letras pretas. Sem contar que aqueles que gostam de ler sentem um afeto físico pelos livros. Afinal, curtimos tocá-los, virar as páginas e ver uma estante cheia. É como um fetiche.
Mas até quando isso durará? O grande medo de alguns e desejos de outros é de que surja algo que venha a substituir a atividade de ler livros. Assim como o DVD extinguiu o VSH e o CD, a fita-cassete; e hoje ambos geram dúvidas quanto ao tempo de vida que ainda terão.
É aí que lançam o famoso Kindle, da Amazon, em 2007. Você adquire um aparelho e baixa qualquer livro de um catálogo de milhares e milhares de títulos. Não é fantástico poder ler mais de duas mil obras em um objeto móvel de 400 gramas? Sim e não. O Kindle não é sensível ao toque. Torna-se chato apertar botões para trocar de página. Então chega o iPad, da Apple, para curar este problema. Mas não. O iPad não substituirá os livros. Isso porque sua tela de LCD faz com que seus olhos implorem por descanso longe da luz emitida pela tela e, portanto, será difícil – eu diria, por experiência, impossível – ler um livro todo.
Se alguma empresa conseguirá unir o que há de melhor na leitura de livros e de aparelhos móveis? Já tem gente trabalhando nisso, mas aguardaremos para saber a resposta. Enquanto isso, prefiro caçar blocos de caracteres jogados em papel, deitar em minha cama e mergulhar em uma boa leitura.
Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP
Email: tatiane@hotmail.co.uk

















Eu acredito que os livros não vão desaparecer tão cedo, arrisco dizer que eles nunca morreram. Ainda bem! hahaha Hoje, a imensa maioria dos leitores prefere ler o livro físico e vê-lo lindamente na estante.
ResponderExcluirEu jamais vou trocar um livro de papel por um e-book, para ler em um tablet. Só se o livro for bem curtinho, de poemas, por exemplo. Mesmo assim, como eu vou fazer para sublinhar, marcar a página, desenhar um coração ao lado do verso que me fez sorrir como uma boba?
Como a autora do texto diz, o livro físico tem todo um fetiche ao redor dele. É isso mesmo que acontece. Os leitores amam sentir a textura da folha, cheirar as páginas, ficar minutos admirando a vitrine de uma livraria. Sei lá, é quase como mágica.
Vida longa aos livros, amém!
Beijos,
Pri
www.multicromatica.blogspot.com
www.gostosurasmaistravessuras.blogspot.com
Olá, Pri!
ResponderExcluirPeço desculpa pela demora em responder seu comentário.
Fico feliz que compartilha da mesma opinião que eu! Tenho um carinho especial pelos livros físicos. E, como disse, tenho todo um fetiche ao segurá-los!
Então vamos torcer juntas para que o digital nunca venha a estragar esta nossa magia, não é mesmo?
Agradeço por expressar seu ponto de vista aqui!
Beijo e ótima noite.
Ps: A única coisa que nos difere é que eu não consigo riscar meus livros. Gosto de preservá-los a ponto de quando eu puder reler os mesmos, ser como a primeira vez.