Eis
que é chegado o tempo dos troncos das jabuticabeiras se encherem das bolinhas
pretas cheias da polpa leitosa que inspira cozinheiros, comilões, crianças e até escritores como Monteiro Lobato.
Jabuticaba
Fonte:
www.nordeste1.com
A
versatilidade da jabuticaba faz com que a fruta brazuca seja excelente para o
preparo de compotas, geleias, sucos, licores e, surpreendentemente, até vinho!
Esse
tal vinho foi criado como uma alternativa à produção dos vinhos tradicionais; os
italianos que por aqui aportaram, não encontrando parreiras, mataram a vontade da
bebida utilizando a jabuticaba para a sua produção.
A
substituição deu tão certo que ainda hoje o vinho de jabuticaba faz sucesso. Na
cidade de Varre-Sai, noroeste fluminense, onde boa parte destes italianos se
firmaram, são produzidos cerca de 10 mil litros da bebida todo ano.
Além
da jabuticaba, outras frutas brasileiríssimas acompanham o clímax das
jabuticabeiras, como a pitanga e a uvaia (ou uvalha). Esta última, a menos
conhecida, tem a casca aveludada, e é caracterizada
pelo sabor exótico que mistura dulçor e acidez, acompanhados de um perfume
único.
Uvaia
Fonte:
www.apremavi.org.br
A
pitanga, por sua vez, vem ganhando mais fama através dos cosméticos
do que pelo seu uso na alimentação. Ainda assim, é sucesso nas mãos dos que
apreciam seu sabor intenso sabor floral.
Pitanga
Fonte:
www.sjbonline.com.br
Para
os conterrâneos paulistas, fica a dica: as três frutas são nativas da mata
atlântica; e, principalmente a jabuticaba, é relativamente fácil de ser
encontrada em mercados nessa época. Se não for possível se render ao bucolismo
e colher jabuticabinhas diretamente do pé, há alternativa!
O
importante é aproveitar porque as árvores são manhosas e logo, logo deixam de nos fornecer as frutas. Daí, só ano que vem...
Por: Raul Altran
De: São Paulo/SP
Email: raul.altran@gmail.com


















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