1 de novembro de 2013

Valentín

Quando a gente é criança temos uma visão bem diferente do mundo em que vivemos, mas não nos damos conta disso até que nos tornamos adultos e começamos a enxergar a realidade como ela é.
No filme argentino de 2002 o protagonista da história é Valentín, um menino que sonha em ser astronauta e mora sozinho com sua avó, recém-viúva. Filho de pais separados, a casa tem clima de solidão e o menino dedica o seu tempo livre à construção de foguetes e treinamentos espaciais, interrompidos por visitas ocasionais do seu pai e do seu tio. É uma criança de poucos amigos, restrito apenas à um coleguinha da escola e um vizinho pianista, o qual parece não se importar com a diferença de idade entre os dois e trata Valentín de igual para igual.
No auge dos seus oito anos de idade, é ele quem narra sua história, colocando a sua visão infantil sobre os acontecimentos que o rodeiam: a escola, o pai, a mãe que sumiu da sua vida, sobre a nova namorada do pai, além das suas opiniões sobre a vida adulta e a dificuldade que eles possuem de viver a vida de forma plena e sem problemas.
O filme é uma autobiografia do próprio diretor, Alejandro Agresti, filho de pai católico e mãe judia, que viu o casamento dos seus pais se desintegrarem e diversas mudanças políticas e sociais na Argentina da década de 60, tudo isso passado através de uma deliciosa simplicidade infantil, onde Valentín tenta a todo custo ajudar as pessoas que lhe rodeiam.
Elenco: Rodrigo Noya, Carmen Maura, Julieta Cardinali, Alejandro Agresti
Direção: Alejandro Agresti
País: Argentina
Ano: 2002

Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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