Strike a pose, everybody, pois semana passada foi tempo de temporada de moda em São Paulo (28/10 a 01/11) e, sob os rumores de crise e fortes novidades no line-up, marcas mostraram em solo paulistano o que iremos (ou não) vestir a partir de maio de 2014.
Lembrando que não somos formados pela Saint Martins (ainda), mas sabemos dar os nossos bons pitacos. Então, mesmo com um little delay fashion, vamos ver o que teve?
Lembrando que não somos formados pela Saint Martins (ainda), mas sabemos dar os nossos bons pitacos. Então, mesmo com um little delay fashion, vamos ver o que teve?
Alerta Trend
Osklen: Sr. Metsavaht marcou um golaço ao trazer uma coleção TODA inspirada no futebol, com direito à bolsa em formato de bola (clichê remodelado, ficou fresh!) e shapes esportivos e confortáveis. Novamente, Oskar uniu com maestria o vigor ambiental (tão em voga nessa década), através de couro de Pirarucú e tecidos sustentáveis, com uma modelagem característica da marca. A roupa se vende e grita conforto/estilo cool.
Vitorino Campos: O grande (e promissor) Vitorino uniu diversos pensamentos abstratos e apresentou uma coleção gelada, confortável e super sexy (mas beeem longe da vulgaridade), o que não é nada mal! É incrível como o designer consegue duplicar seu talento e mostrar essa mulher forte e que desfila poder minimalista/original em looks que vão da belas modelagens com lã à belas fendas. Ganhou pontos extras por encher a sala de desfiles em plena abertura (e jantar) da Chanel na Oca.
Pedro Lourenço: Trouxe parte da coleção apresentada em Paris no fim de setembro, em vídeo, mas com alterações para o inverno brasileiro. Os tecidos eram riquíssimos, com texturas, degradês e modelagens de quem tem know-how no sangue (vide os ensinamentos que Pedro recebeu desde a infância, crescendo dentro da moda). Texturas de escamas, mini pepluns, faixas, geometrismo... Com uma inspiração nada literal em Carmem Miranda (esqueça as frutas e a festa de cores), o designer fez um trabalho rico e futurista para o inverno 2014 (e as fãs dessa arte PIRAM!)
João Pimenta: O homem de João Pimenta é dândi, aventureiro e moderno. É incrível como o estilista projeta looks elegantes e cheios de história, seja no maxi alfinete que segura maxi suéteres e cachecóis, na aplicação de xadrez (alerta trend²³ reloaded) em couro ou em looks de alfaiataria. Até agora, o homem de 2014 vai ter alfaiataria (nada boring) em peso no closet.
Triton: Karen Fuke, criadora por trás da marca, decidiu misturar masculino e feminino com maestria para esta temporada. No masculino, pode-se ver um streetwear muito bem projetado, do caimento dos tecidos (frescos, urbanos e confortáveis) até as cores (preto, cinza, amarelo, laranja e azul, entre outras). Brincando com o jogo de opostos, a marca mudou o cenário ao trazer a coleção feminina com forte aposta numa "alfaiataria com moletom e pegada rocker"... difícil imaginar, né? É, mas a marca fez e conseguiu atrair desejo.
Glória Coelho: Depois de pular a temporada de Primavera/Verão, Glória Coelho retornou ao line up do SPFW com força, geometrismo, transparências (mas de novo, fresh), tules e uma identidade futurista, sua marca registrada. Pitágoras foi o motim desta coleção que brincava com estampas que ora se pareciam com cascos de tartaruga, ora simulavam a formação de pedras, num delicioso jogo de mostra/esconde.
Ronaldo Fraga: Botou a beleza e a feminilidade nordestina, muitas vezes oprimida, na passarela deste inverno 2014. Com um rico trabalho de bordado, tricôs (que na verdade eram pura seda!!!!) e ótimas saias em couro, o artista arrancou suspiro e apresentou um desfile coerente e emocionante. A roupa de Ronaldo Fraga é para ser emoldurada, não usada! ;
Amapô: "Ô, trem que pula, segura peão"! Sim, a Amapô "chocou" (agora positivamente) ao trazer uma coleção toda inspirada no interior do Brasil, apostando na moda caipira. Longe dos clichês de fivelas gigantescas, calça apertada e franjasZzZzZZzZRoinc, os cowboys e cowgirls da marca estavam jovens, modernos e vestiam peças confortáveis e cheias de uma identidade pincelada da grife, claro, e também de movimentos urbanos que combinaram perfeitamente com as padronagens de vaca e o jeans bruto, por exemplo.
Alexandre Herchcovitch Masculino: Lampião e todos seus comparsas entraram na coleção masculina de Inverno 2014. Alexandre conseguiu mostrar uma coleção masculina bem clara (e dramática) apresentando um fio de história com início (dos tons escuros e make "sujeira" nos modelos), meio (da estrela de 5 pontas ao animal print em matelassê) e fim (os inúmeros bolsos, cintos e fivelas que expressaram o desejo do homem daquela época em levar tudo o que lhe fosse útil bem próximo ao corpo).
Quem segura, mas não cai (ainda...)
Animale: Uma mulher misteriosa e sexy. Com inspiração na cultura Celta, a marca trouxe muitas transparências, cores fortes, couro e texturas com imitação de madeira (alerta trend!).
Acquastudio: Apostando no luxo e feminilidade dos anos 20, a Acquastudio apresentou uma mulher extremamente luxuosa e elegante para a temporada, o que pode ser visto no comprimento de saias e vestidos (de volta ao joelho), até a cintura marcada (presente em quase todos os looks). NEXT!
Alexandre Herchcovitch: Retratou a era vitoriana e as camisolas antigas para seu Inverno 2014, apresentando no Teatro Municipal de São Paulo. Com um ótimo trabalho de costura e rendas (algumas em parceria com Martha Medeiros), a grife iniciou a apresentação com looks com marrom claro, bege e branco (como nos antigos pijamas) e esquentou o clima com vermelhos, pretos e transparências. A cada temporada a grife continua seu legado, porém enxergamos que aos poucos esta mulher idealizada pela marca está envelhecendo, ganhando requinte, mas perdendo o brilho.
Tufi Duek: Esquentou os tambores com sua África (pelas lentes do fotógrafo Malick Sidibé), mostrando uma coleção forte, étnica e meio literal, porém dentro desta fase de marca que busca chamar a atenção com uma imagem de poder e força feminina. NEXT²
Forum: Veio geométrica, como a cidade gosta. Isso porque a marca resolveu homenagear São Paulo através de representações de casas, galpões e prédios, como o Copan, em estampas nos vestidos, calças, casacos e demais peças, desde o shape casulo até a silhueta bem sequinha (com peças confortáveis).
Ellus: Também apresentou sua coleção de Inverno no Teatro Municipal de São Paulo (depois de tanto tempo, as marcas resolveram apostar - novamente - nos espaços da cidade, como acontece TODA temporada em Paris). Inspirados no jeans bruto tão ovacionado no Japão, a grife apostou em cheio em calças, conjuntos e macacões em jeans com aplicação de couro e maxi bordados, montando uma "alfaiataria" super rica (e comercial).
Cavalera: O mundo árabe encontrou o punk para a coleção de inverno da Cavalera. Pincelando detalhes da cultura islâmica, a marca colocou moedas, estampas, lenços, flores e símbolos que denunciam a inspiração no velho mundo com acessórios bem urbanos, com as botas pesadas, correntes e algumas tachas.
Patrícia Motta: Estreante no line up, a estilista é expert quando o assunto é couro. Para a (primeira) temporada, a marca investiu em... couro, claro, com ótimos bordados e um rico (e trabalhoso, com certeza) efeito de costura. Metalizados e chamois também deram as caras em algumas peças ao fim do desfile. Alguns looks com aplicação de peles e plumas sob couro estavam meio perdidos em meio à coleção. Faltou um pouco de unidade, para não parecer confuso.
Reinaldo Lourenço: Paris, luxo e clichê foram os pontos iniciais da coleção do estilista. Para o Inverno 2014, muitas meias finas usadas com sandálias, decotes e mangas geométricas, prata, cinza, rosa e preto. A mulher idealizada por Reinaldo já acorda chique e com ares glamourosos/decadentes. Coleção mais comercial que a da temporada passada, mas de igual beleza e riqueza nos detalhes e na estética.Vitorino Campos: O grande (e promissor) Vitorino uniu diversos pensamentos abstratos e apresentou uma coleção gelada, confortável e super sexy (mas beeem longe da vulgaridade), o que não é nada mal! É incrível como o designer consegue duplicar seu talento e mostrar essa mulher forte e que desfila poder minimalista/original em looks que vão da belas modelagens com lã à belas fendas. Ganhou pontos extras por encher a sala de desfiles em plena abertura (e jantar) da Chanel na Oca.
Pedro Lourenço: Trouxe parte da coleção apresentada em Paris no fim de setembro, em vídeo, mas com alterações para o inverno brasileiro. Os tecidos eram riquíssimos, com texturas, degradês e modelagens de quem tem know-how no sangue (vide os ensinamentos que Pedro recebeu desde a infância, crescendo dentro da moda). Texturas de escamas, mini pepluns, faixas, geometrismo... Com uma inspiração nada literal em Carmem Miranda (esqueça as frutas e a festa de cores), o designer fez um trabalho rico e futurista para o inverno 2014 (e as fãs dessa arte PIRAM!)
João Pimenta: O homem de João Pimenta é dândi, aventureiro e moderno. É incrível como o estilista projeta looks elegantes e cheios de história, seja no maxi alfinete que segura maxi suéteres e cachecóis, na aplicação de xadrez (alerta trend²³ reloaded) em couro ou em looks de alfaiataria. Até agora, o homem de 2014 vai ter alfaiataria (nada boring) em peso no closet.
Triton: Karen Fuke, criadora por trás da marca, decidiu misturar masculino e feminino com maestria para esta temporada. No masculino, pode-se ver um streetwear muito bem projetado, do caimento dos tecidos (frescos, urbanos e confortáveis) até as cores (preto, cinza, amarelo, laranja e azul, entre outras). Brincando com o jogo de opostos, a marca mudou o cenário ao trazer a coleção feminina com forte aposta numa "alfaiataria com moletom e pegada rocker"... difícil imaginar, né? É, mas a marca fez e conseguiu atrair desejo.
Glória Coelho: Depois de pular a temporada de Primavera/Verão, Glória Coelho retornou ao line up do SPFW com força, geometrismo, transparências (mas de novo, fresh), tules e uma identidade futurista, sua marca registrada. Pitágoras foi o motim desta coleção que brincava com estampas que ora se pareciam com cascos de tartaruga, ora simulavam a formação de pedras, num delicioso jogo de mostra/esconde.
Ronaldo Fraga: Botou a beleza e a feminilidade nordestina, muitas vezes oprimida, na passarela deste inverno 2014. Com um rico trabalho de bordado, tricôs (que na verdade eram pura seda!!!!) e ótimas saias em couro, o artista arrancou suspiro e apresentou um desfile coerente e emocionante. A roupa de Ronaldo Fraga é para ser emoldurada, não usada! ;
Amapô: "Ô, trem que pula, segura peão"! Sim, a Amapô "chocou" (agora positivamente) ao trazer uma coleção toda inspirada no interior do Brasil, apostando na moda caipira. Longe dos clichês de fivelas gigantescas, calça apertada e franjasZzZzZZzZRoinc, os cowboys e cowgirls da marca estavam jovens, modernos e vestiam peças confortáveis e cheias de uma identidade pincelada da grife, claro, e também de movimentos urbanos que combinaram perfeitamente com as padronagens de vaca e o jeans bruto, por exemplo.
Alexandre Herchcovitch Masculino: Lampião e todos seus comparsas entraram na coleção masculina de Inverno 2014. Alexandre conseguiu mostrar uma coleção masculina bem clara (e dramática) apresentando um fio de história com início (dos tons escuros e make "sujeira" nos modelos), meio (da estrela de 5 pontas ao animal print em matelassê) e fim (os inúmeros bolsos, cintos e fivelas que expressaram o desejo do homem daquela época em levar tudo o que lhe fosse útil bem próximo ao corpo).
Quem segura, mas não cai (ainda...)
Animale: Uma mulher misteriosa e sexy. Com inspiração na cultura Celta, a marca trouxe muitas transparências, cores fortes, couro e texturas com imitação de madeira (alerta trend!).
Acquastudio: Apostando no luxo e feminilidade dos anos 20, a Acquastudio apresentou uma mulher extremamente luxuosa e elegante para a temporada, o que pode ser visto no comprimento de saias e vestidos (de volta ao joelho), até a cintura marcada (presente em quase todos os looks). NEXT!
Alexandre Herchcovitch: Retratou a era vitoriana e as camisolas antigas para seu Inverno 2014, apresentando no Teatro Municipal de São Paulo. Com um ótimo trabalho de costura e rendas (algumas em parceria com Martha Medeiros), a grife iniciou a apresentação com looks com marrom claro, bege e branco (como nos antigos pijamas) e esquentou o clima com vermelhos, pretos e transparências. A cada temporada a grife continua seu legado, porém enxergamos que aos poucos esta mulher idealizada pela marca está envelhecendo, ganhando requinte, mas perdendo o brilho.
Tufi Duek: Esquentou os tambores com sua África (pelas lentes do fotógrafo Malick Sidibé), mostrando uma coleção forte, étnica e meio literal, porém dentro desta fase de marca que busca chamar a atenção com uma imagem de poder e força feminina. NEXT²
Forum: Veio geométrica, como a cidade gosta. Isso porque a marca resolveu homenagear São Paulo através de representações de casas, galpões e prédios, como o Copan, em estampas nos vestidos, calças, casacos e demais peças, desde o shape casulo até a silhueta bem sequinha (com peças confortáveis).
Ellus: Também apresentou sua coleção de Inverno no Teatro Municipal de São Paulo (depois de tanto tempo, as marcas resolveram apostar - novamente - nos espaços da cidade, como acontece TODA temporada em Paris). Inspirados no jeans bruto tão ovacionado no Japão, a grife apostou em cheio em calças, conjuntos e macacões em jeans com aplicação de couro e maxi bordados, montando uma "alfaiataria" super rica (e comercial).
Cavalera: O mundo árabe encontrou o punk para a coleção de inverno da Cavalera. Pincelando detalhes da cultura islâmica, a marca colocou moedas, estampas, lenços, flores e símbolos que denunciam a inspiração no velho mundo com acessórios bem urbanos, com as botas pesadas, correntes e algumas tachas.
Patrícia Motta: Estreante no line up, a estilista é expert quando o assunto é couro. Para a (primeira) temporada, a marca investiu em... couro, claro, com ótimos bordados e um rico (e trabalhoso, com certeza) efeito de costura. Metalizados e chamois também deram as caras em algumas peças ao fim do desfile. Alguns looks com aplicação de peles e plumas sob couro estavam meio perdidos em meio à coleção. Faltou um pouco de unidade, para não parecer confuso.
Lino Villaventura: Apostou em uma coleção sexy e cheia de decotes, vestidos colados ao corpo, tecidos riquíssimos (de seda à jacquard) e muito brilho. Foi uma festa aos olhos, como Lino gosta e (sempre) faz. Pontos extras para o beijo no final do desfile, algo "inesperado".(really? beijo lésbico na moda ainda surpreende? Pára que eu quero descer!!)
Colcci: Fez o que os fãs da marca mais amam: continuou mostrando peças desejo para quem realmente compra as peças da grife. Couro (em mangas, barras, punhos, lapelas...), estampas de inverno, moletons e "bomber jackets" deram pinta na passarela. Gisele Bundchen estava gloriosa, as usual, e fez duas entradas na passarela (por R$3 milhões, dizem... e sem direito a campanha, só passarela!). #Fail
Uma Raquel Davidowicz: uniu, literalmente (ou não), arte e moda na passarela. Com modelos e dançarinos performando expressões corporais, a marca chamou a atenção para os tricôs, couros e veludos, com um shape bem confortável. Por ironia (ou não - novamente), as comparações com o show de dançarinos que Rick Owens apresentou no fim de Setembro em Paris foi inevitável. #fail
Fernanda Yamamoto: Uniu a feminilidade dos anos 50 com pitadas de japonismo, muita cor e casacos amplos. Pincelando tecidos metalizados, a estilista uniu (again) arte e moda para a coleção Inverno e ganhou pontos (again²) pelo trabalho de construção das peças. Lindo, mas sustenta?
Juliana Jabour: Apostou no moletom (novamente) com pitadas de streetwear e grafismos para sua coleção de Inverno. Foi comercial ao ponto de ser vendido hoje mesmo, o que pode ser péssimo!
FH por Fause Haten: Levou modelos e looks coloridos para a Avenida Paulista, fazendo uma mistura flash mob e mangás...
Têca por Helo Rocha: Uma coleção de bebeu muito do estilo boho, com longos esvoaçantes e estampas inspiradas na Art Nouveau. Momento #queanoéhoje?
Pat Pat's: Segunda (e mais jovem) marca de Patrícia Vieira (com sua filha, Andréa Vieira) e estreante no line up do evento, a grife trouxe uma coleção modesta, jovem e HIPER comercial. Píton em cinza, metalizados, estampas da Disney, franjas, couro e uma pegada rocker com estampas de bandas como Nirvana e The Doors marcaram presença na passarela. Momento #queanoéhoje?²
Por: Denilson Prata
De: São Paulo - SP
Email: denilsonprata@hotmail.com









































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