16 de fevereiro de 2013

Liberdade Holandesa - Parte I


Quando se fala em Holanda uma das principais coisas que lembramos é :  O país da liberdade. Pensamos em prostituição e drogas e mal sabemos que  a liberdade Holandesa vai muito mais além, é o país da ousadia. Mas não pense você que liberdade é sinônimo de casa da mãe Joana desordem, tudo funciona com leis.


Como todos já sabem, na Holanda a maconha e haxixe são legalizados, foi o primeiro país a começar com essa liberdade. Por todo o país existem centenas de coffeshops especializados com cardápios completíssimos que confundem qualquer turista/curioso. Mesmo com toda a liberdade os holandeses reclamam da fama de maconheiros, e muitos tem orgulho em afirmar que nunca experimentaram. A porcentagem de nativos que usam maconha regularmente é muito menor que em muitos países onde a droga é proibida, como nos EUA por exemplo. Por isso os turistas são uma grande fonte de renda para os donos dos estabelecimentos. Algumas das leis relacionadas a erva são: Cada pessoa pode comprar e andar com uma quantidade limitada, caso seja pega ela pode ser considerada negociante ilegal e entrará em apuros. Está liberado, mas somente para maiores de 18 anos (enquanto a cerveja é liberada a partir dos 16). Minha experiência: Minha academia era em frente á um coffeshop e eu analisava o público enquanto corria: Jovens, estudantes, gente mais rica, gente mais pobre, pais, engravatados. Vi muitas pessoas fumando enquanto caminhavam na rua e em lugares proibidos mas nunca vi uma baderna causa por usuário de maconha (já de bêbados, vi algumas várias).

Coffeshop em Amsterdã
Cárdápio

Vitrines
Sobre a prostituição, é uma atividade legal no país, um profissional do sexo legalizado paga impostos, tem carteira assinada e direito a aposentadoria. O Red Light District é famoso no mundo inteiro por suas vitrines, onde moças de biquine ficam dançando dentro da cabine e atraindo clientes e dizem que o preço é tabelado. Você, turista, não ache que pode sair fotografando, a ira dos cafetões lá é muito conhecida. Na prática a profissão precisa ser exercida por livre e espontânea vontade e o tráfico de pessoas obviamente é proibido, já na prática não é bem assim, estima-se que até 90% das mulheres trabalhem ilegalmente. Minha experiência: Sim, os seguranças/cafetões são nervosíssimos, já vi um jogando a máquina fotográfica de um turista no canal. Os preços não são tabelados, fizemos um amigo que estava com a gente bater em várias portas e achamos preços entre 70 e 120 euros. Talvez seja a área com mais turistas por metro quadrado da Holanda, mas também tem muito holandês em despedida de solteiro, festa de 18 anos masculina e claro, holandeses normais só querendo o serviço normal.

Mesmo com toda essa liberdade a Holanda é considerada um dos 10 países mais seguros pela ONU e a criminalidade só diminui, mas é claro que principalmente em Amsterdam é preciso ter um cuidadinho extra, afinal são muitos turistas e vários não são lá dos mais espertos Minha experiência: Confirmo, pois durante 12 meses só li sobre um caso de assassinato no metrô, ouvi uma história de uma menina que foi roubada com sistema de venda ‘’ebay’’, andava de bicicleta voltando dos bares de madrugada e nunca vi nada (Isso na região em que eu morava), só uma amiga foi abordada por um bêbado drogado no ponto do ônibus querendo dinheiro e abrindo a bolsa dela. E eu tomava cuidado em alguns bairros mais afastados de Haia, como as áreas perto da estação de trem Holland Spoor.

Esses dois tópicos são os mais lembrados por todos quando referimos à Holanda, mas no próximo texto falarei sobre a liberdade que vai muito além de drogas e prostituição. 

Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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