#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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23 de março de 2013

As quatro estações - Inverno

Uma das coisas que mais me fascinou durante meu ano gringo foram as quatro estações bem definidas. Lembrei direitinho quando a professora da 4ª série explicou como funcionavam as estações na Europa.

Pra começar eu cheguei lá durante o inverno e em época natalina. Imagina só a menina que saiu lá das Minas Gerais, de Varginha, vendo aquilo que parecia cena de filme. Canais com camadas finas de gelo refletindo as luzes de natal que decoravam toda a cidade. Eu saí de 33ºC pra enfrentar 0ºC, não preciso nem dizer que no começo eu não sentia frio, eu era com frio.

Mas o que mais me marcou foi quando eu vi a tão esperada neve, me lembro exatamente do dia em que caíram os primeiros flocos, eu e meus dois meninos com olhos grudados no vidro da janela para assistir e imediatamente nos equipamos com luvas e cachecóis e fomos brincar na neve. Sim, eu era a mais empolgada. Ficava nervosa se um deles tentava destruir minha bolinhas. Me senti no the sims de inverno.

Estava tudo bem até que chegou a semana mais crítica do ano, média entre -10ºC e -15ºC. Com isso aquela ideia de glamour do inverno foi pro brejo, você PRECISA optar pelo que realmente esquenta e às vezes precisa deixar o que combina de lado. Botas chiquérrimas dão lugar a botas a prova d’água, antiderrapantes e quentes, casacos de lá glamourosos dão lugar a casacos que mais parecem saco especiais para neve e sempre com luva, gorro, protetor de orelha e cachecol, e o pior de tudo, além do frio e da neve ainda estava escuro as 08h00 e não dava pra pedalar muito bem, muito menos dirigir. Achei que não aguentaria nada mais frio que isso até que enfrentei -25 na suíça. Mas aí cheguei à conclusão que depois de -15 não faz mais diferença.

Bom, e outra parte maravilhosa do frio é a vontade de beber vinho que triplica, todas as noites pedem um pouquinho praticamente. E se engana quem pensa que não dá pra beber cerveja, pois as especiais de inverno são as mais saborosas de todas (daquelas que com três copos você fica boracho).

A neve e muito bonita no primeiro dia e a beleza quase acaba quando no momento em que a  rotina começa. Bicicleta, carro, neve derretendo com sujeira e formando lama. Tombos, tombos e mais tombos. Mas só guardo boas recordações do inverno e da primeira vez que vi neve (Ah, e guardo também uma pequena cicatriz de um dos tombos).

P.S= Nada contra, mas quando vejo paulistano usando bota, lenço e casacão com pelinho em plenos 19ºC, eu dou uma risadinha interna.

Pela janela do quarto

Meu pimpolho encapotado



Por: Lara Monnerat
De: São Paulo
Email: laramonnerat@hotmail.com

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23 de fevereiro de 2013

Liberdade Holandesa - Parte II


Falamos um pouco da liberdade holandesa que todos já conhecem ou ao menos já ouviram falar, mas como disse anteriormente, a liberdade na Holanda vai muito além de drogas e prostituição.

Enquanto no Brasil o casamento gay começou a ser reconhecido a uns dois anos atrás, na Holanda a prática já é legalizada desde 2001. Inclusive a adoção é liberada para casais homossexuais (porém a criança deve ser Holandesa, restrição que não existe para casais heterossexuais). Em 2007 o governo afirmou que os responsáveis por realizar o casamento na prefeitura têm a liberdade de aceitar ou não o casamento gay o que causou muito rebuliço, os mais liberais são contra e afirmam que não importa o opção sexual do casal o casamento deve ser realizado, já os mais conservadores defendem o direito de recusar. Hoje em dia algumas cidades como Amsterdã têm suas próprias leis que obrigam todo juiz de paz realizar casamentos, seja de heterossexuais ou homossexuais. Eu vi muitos casais gays durante meu ano na Holanda, mas digo com certeza que são muito mais discretos lá do que aqui no Brasil. No geral os Holandeses não demonstram muito afeto em público, e com os gays não é diferente.

Outra liberdade polêmica é a eutanásia que no Brasil é considerada homicídio e na Holanda a prática foi legalizada em 2001 e desde 1990 já existia um “reconhecimento” onde o médico deveria seguir alguns critérios para que não fosse acusado de homicídio. Um cidadão holandês tem direito a apressar a morte e o pedido deve vir do próprio paciente que sofre de doença incurável ou dores insuportáveis. Somente no caso de crianças entre 12 e 16 anos que o desejo de apressar a morte deve ser acompanhado de uma autorização dos pais. Na lei o pedido não pode vir de terceiros em hipótese alguma. Algumas pessoas afirmam que na prática não é bem assim e que um numero não muito grande, mas significativo de casos em que a eutanásia é realizada sem o consentimento do paciente, seja por família querendo se livrar de pais idosos (por comodidade ou dinheiro por exemplo) ou hospitais querendo se livrar dos gastos altos e liberar leitos ocupados por pacientes em fase terminal. Mas sobre isso eu realmente não sei o que é mito e o que é verdade.

E por último a prática do suicídio assistido (que eu confesso que nem sabia da existência  antes de ir pra Holanda). Essa é a prática de interromper a vida legalmente, com auxílio de outro individuo (novamente crianças precisam de autorização dos pais). A lei ainda é estudada e no momento, por exemplo, estão debatendo sobre o suicídio assistido para pessoas com mais de 70 anos que alegam já ter vivido o suficiente.  Para mim essa é a prática que eu ainda não tenho uma opinião muito formada, não pelo direito de querer interromper a vida, mas pelo modo como isso é feito. O paciente precisa da aprovação de dois psiquiatras e eu penso como funciona essa aprovação, como é possível avaliar o sofrimento (psicológico) de alguém e afirmar se essa pessoa tem ou não ou direito de querer morrer. Mas eu não sei como funciona exatamente.

Essa foi a segunda e última parte sobre a liberdade nos países baixos, uns mais que outros mas são assuntos que geram polêmica até na Holanda, e no Brasil então nem se fala. São esses assuntos que causam as discussões mais acaloradas em aulas de direito e assuntos que mal são debatidos em aulas de religião. O que você acha?

Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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16 de fevereiro de 2013

Liberdade Holandesa - Parte I


Quando se fala em Holanda uma das principais coisas que lembramos é :  O país da liberdade. Pensamos em prostituição e drogas e mal sabemos que  a liberdade Holandesa vai muito mais além, é o país da ousadia. Mas não pense você que liberdade é sinônimo de casa da mãe Joana desordem, tudo funciona com leis.


Como todos já sabem, na Holanda a maconha e haxixe são legalizados, foi o primeiro país a começar com essa liberdade. Por todo o país existem centenas de coffeshops especializados com cardápios completíssimos que confundem qualquer turista/curioso. Mesmo com toda a liberdade os holandeses reclamam da fama de maconheiros, e muitos tem orgulho em afirmar que nunca experimentaram. A porcentagem de nativos que usam maconha regularmente é muito menor que em muitos países onde a droga é proibida, como nos EUA por exemplo. Por isso os turistas são uma grande fonte de renda para os donos dos estabelecimentos. Algumas das leis relacionadas a erva são: Cada pessoa pode comprar e andar com uma quantidade limitada, caso seja pega ela pode ser considerada negociante ilegal e entrará em apuros. Está liberado, mas somente para maiores de 18 anos (enquanto a cerveja é liberada a partir dos 16). Minha experiência: Minha academia era em frente á um coffeshop e eu analisava o público enquanto corria: Jovens, estudantes, gente mais rica, gente mais pobre, pais, engravatados. Vi muitas pessoas fumando enquanto caminhavam na rua e em lugares proibidos mas nunca vi uma baderna causa por usuário de maconha (já de bêbados, vi algumas várias).

Coffeshop em Amsterdã
Cárdápio

Vitrines
Sobre a prostituição, é uma atividade legal no país, um profissional do sexo legalizado paga impostos, tem carteira assinada e direito a aposentadoria. O Red Light District é famoso no mundo inteiro por suas vitrines, onde moças de biquine ficam dançando dentro da cabine e atraindo clientes e dizem que o preço é tabelado. Você, turista, não ache que pode sair fotografando, a ira dos cafetões lá é muito conhecida. Na prática a profissão precisa ser exercida por livre e espontânea vontade e o tráfico de pessoas obviamente é proibido, já na prática não é bem assim, estima-se que até 90% das mulheres trabalhem ilegalmente. Minha experiência: Sim, os seguranças/cafetões são nervosíssimos, já vi um jogando a máquina fotográfica de um turista no canal. Os preços não são tabelados, fizemos um amigo que estava com a gente bater em várias portas e achamos preços entre 70 e 120 euros. Talvez seja a área com mais turistas por metro quadrado da Holanda, mas também tem muito holandês em despedida de solteiro, festa de 18 anos masculina e claro, holandeses normais só querendo o serviço normal.

Mesmo com toda essa liberdade a Holanda é considerada um dos 10 países mais seguros pela ONU e a criminalidade só diminui, mas é claro que principalmente em Amsterdam é preciso ter um cuidadinho extra, afinal são muitos turistas e vários não são lá dos mais espertos Minha experiência: Confirmo, pois durante 12 meses só li sobre um caso de assassinato no metrô, ouvi uma história de uma menina que foi roubada com sistema de venda ‘’ebay’’, andava de bicicleta voltando dos bares de madrugada e nunca vi nada (Isso na região em que eu morava), só uma amiga foi abordada por um bêbado drogado no ponto do ônibus querendo dinheiro e abrindo a bolsa dela. E eu tomava cuidado em alguns bairros mais afastados de Haia, como as áreas perto da estação de trem Holland Spoor.

Esses dois tópicos são os mais lembrados por todos quando referimos à Holanda, mas no próximo texto falarei sobre a liberdade que vai muito além de drogas e prostituição. 

Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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26 de janeiro de 2013

Conexão Holanda: O programa de Au Pair


A minha coluna aqui se chama Conexão Holanda, mas por ironias da vida (ok, confesso, ironia das férias que precisei tirar) fui obrigada a me desconectar. Mas estou de volta para as colunas semanais dividindo e relembrando minhas experiências de um ano delicioso.

Como eu já contei, resolvi ser au pair na Holanda, um programa de intercâmbio que não precisa de tanto investimento para morar durante um ano na em outro país.

O que é ser Au Pair?
É um Intercâmbio cultural no qual você mora na casa de uma família e trabalha cuidando das crianças da casa e de todas as atividades relacionadas a elas e em troca você recebe um salário e a família é responsável por sua moradia e alimentação. Levando ao pé da letra, a expressão em francês significa “igual” e que na prática é mais ou menos assim: A Au Pair precisa ser tratada como membro da família, ou a mais perto disso possível e precisa se comprometer a fazer parte da família.

Requisitos para se tornar Au Pair na Holanda:
 - Ter idade entre 18 e 25 anos;
 - Ter experiência com crianças;
 - Possuir nível intermediário de inglês ou holandês;
 - Ter concluído o ensino médio;
 - Ser solteira/solteiro e sem dependentes;

Horários e salário:
Por lei, uma Au Pair na Holanda pode trabalhar no máximo 30 horas por semana e receber entre 300 e 340 euros por mês.

Como?
Você pode contratar agências de intercâmbio em todo o Brasil que te ajudarão com o processo ou poderá se inscrever em websites especializados em conectar famílias e Au Pairs.

Agora se eu pudesse definir a palavra Au Pair eu diria: Ganhar filhos que não são seus por um ano e se apaixonar loucamente por eles.  É aprender a cuidar e entender cada expressão dos pequenos. É pensar antes neles do que em você e em um dia frio doar a sua luva para um que esqueceu a dele na escola. É ser brava e firme quando não se comportam e ficar mordida quando os pais brigam com eles (mesmo que com motivo). É ensinar um pouco da cultura do seu país e morrer de orgulho quando eles aprendem a contar até 10 em português. É querer transferir o resfriado e febre das crianças diretamente para você. É fazer parte de uma família que não é a sua, é mesmo assim gostar muito deles. É ser mãe, pai, irmã mais velha, cavalinho e almofada.  É se sentir importante, pois os pais que nunca te viram antes confiam a coisa mais importante da vida deles á você. É viajar, visitar 13 países e conhecer culturas diferentes. É passar perrengue economizando dinheiro. É sentir saudades de casa. É ter todos os sentimentos e ainda por cima duplicados. É aproveitar ainda mais para acabar com a saudade. É se estressar e querer devolver as crianças para os pais e falar “Quem pariu Mateus que o embale”. É fazer amigos de todo mundo. É fazer amigas brasileiras que se encaixam na sua vida perfeitamente que parecem ser de infância.

 Mas repito: ser Au Pair é conhecer parte do mundo e ganhar crianças que você vai amar para o resto de sua vida.

Melhor Host Familly.

Entendem porque eu me apaixonei?

São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Foz e Sinop.

Colo bom

Trampolim 
Cultura Holandesa





Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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22 de dezembro de 2012

Conexão Holanda: Se minha magrela falasse


Na Holandinha as magrelas estão por toda parte, eu já sabia, mas não imaginava que era como é. Todo mundo tem uma: as crianças, os adultos, as au pairs, os velhinhos, magrinhos e gordinhos. E têm de todos os modelos: com cadeirinha, com cesta, com bolsas laterais, com caixas para carregar bebes, e algumas pessoas encaram a sua como abadá: super personalizada.– A Holanda é o único país em que o número de bicicletas é maior que o número de habitantes. Nos estacionamentos das estações de trem é possível ver centenas de bicicleta (eu ainda acho que eles compram bicicleta por kg para impressionar turista)

As crianças ganham uma bicicletinha sem pedal já com 2 anos, com 3 elas andam perfeitamente e com uns 5 pedalam sozinhas em sua própria bicicleta. E continuam pedalando quando vão pra a universidade, quando trabalham de terno e quando voltam da balada com micro saia e salto alto.

Eu aprendi a andar de bicicleta bem novinha e achei bem tranquilo. Meu primeiro passeio foi uma longa volta pela cidade, e comecei a aprender as regras, é preciso fazer sinal com o braço indicando onde vai virar, quando escurece (17h00 no inverno) tem que ligar a luz, as bicicletas têm preferência, mas em alguns lugares é preciso atravessar na faixa (os motoristas dos carros sabem do perigo que pode ser se quer encostar-se a um ciclista na rua e sabem o quão grande pode ser a dor de cabeça depois). Meu maior medo foi a primeira vez com o meu mais novo na cadeirinha, o que eu iria dizer aqui em casa se chegasse com o moleque esfolado? Mas me acostumei rapidamente e claro que com ele na bicicleta o cuidado era em dobro. E na hora do rush também e perigoso, bikes por todo o lado.

Andar de bicicleta é fácil, andar com uma criança na garupa e 3 mochilas é fácil, carregar uma bike na garupa de outra bike é fácil, mas meu amigo, quando venta e chove á coisa fica feia viu, um sentimento horrível de frio que causa até dor na testa, mas estamos falando de Holanda né, país conhecido pela chuva, vento e bicicleta, então não tem como fugir muito disso.

Sobre usar luz na bicicleta: LEVE A SÉRIO, eu não levei e dancei bonito. Resolvi ir ao banco, eram 22h00 e o banco ficava a 4 minutos pedalando da minha casa, mas quando virei na primeira esquina um senhor polícia e me mandou parar dizendo que era blitz, perguntou sobre minha luz traseira e eu não tinha, multa na lata, nada mais nada menos do que 51 euros. Depois daí andava sempre com uma lanterninha e durex no bolso, escurecia eu pregava a lanterna no guidão da magrela.

Eu usava minha bike para tudo, já esqueci que fui de bike e voltei pra casa andando, já pedalei de madrugada, já fui para outras cidades pedalando e passei vários momentos inesquecíveis com a Blú (Esqueci de comentar que esse era o nome da minha). Ah se minha magrela falasse....
Estacionamento


Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - Brasil
Email: laramonnerat@hotmail.com

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15 de dezembro de 2012

Conexão Holanda: A Minha Holandinha

Os Países baixos – vulgarmente conhecido por Holanda – é um país com pouco menos de 17 milhões de habitantes (menos que a região metropolitana de SP) e com uma área de pouco mais que 41 mil km ² (menor que o estado do Rio de Janeiro), e a língua oficial é a misturadegregocomrusso Holandês, é o país onde as pessoas colocam calendário com as datas de aniversário no banheiro (Juro, não é brincadeira, eles fazem isso de verdade.)

Alguns Holandeses gostam de falar com orgulho que “Deus pode ter criado o mundo, mas foram os holandeses que criaram seu país.”. Isso porque 1/3 do país se encontra abaixo do nível do mar (o ponto mais baixo do país está a exatos 7 metros abaixo do nível do mar). Com o aquecimento global e o aumento do nível do mar o país investe fortunas (0,3% do seu PIB aproximadamente) em tecnologias para conter a invasão do mar, a Holanda tem os maiores e mais famosos diques do mundo.

A Holanda é um dos países com mais habitantes por km quadrado e você esbarra em todos e em tudo nas ruas estreitas e as casas foram construídas já baseadas no tamanho do país, por isso são grudadas umas nas outras ou constroem uma casa grande em um terreno e essa casa é dividida em duas e por problemas de falta de resistência no solo era preciso reduzir ao máximo o peso das casas e por isso quase todas são feitas de tijolinhos e muitas janelas.

A culinária holandesa não é das melhores, para mim tudo de resume a batata e pepino mas eles têm alguns pratos típicos como o croquete (se você for ao Mc Donald's verá no menu o "Mc Kroket") e a sopa de ervilha (sim, eles defendem com unhas e dentes que sopa de ervilha é típica da Holanda). Mas enfim, por todas as coisas que a Holanda é conhecida a culinária não é uma delas.

O futebol é a paixão nacional assim como no Brasil, quando o time holandês entra em campo todos se vestem com a cor laranja para apoiar a seleção que também é conhecida pelo nome de “Laranja Mecânica” por causa da cor do seu uniforme. O uniforme é laranja devido ao sobrenome da família real holandesa, que é “Orange”. Preciso admitir que apesar da eliminação precoce na Eurocopa de 2012 eles têm um bom time e bons jogadores, mas toda vez que eles fazem piadinhas sobre o futebol brasileiro eu só respondo com “Quantas vezes mesmo a Holanda foi campeã da copa do mundo?”.

Isso foi uma visão geral da Holanda, pois os assuntos principais e mais famosos merecem um texto todinho só para eles.

Foi nesse país (apelidado carinhosamente de Holandinha) onde passei o melhor ano da minha vida e amanhã eu retorno as terras tupiniquins, mas não se preocupem, pois a Conexão Holanda continuará e dividindo aqui minhas experiências fará com que tudo fique vivo e fresquinho na minha memória.
Mc Kroket

Um dique holandês

Time de 1974



Por: Lara Monnerat
De: Delft - Holanda
Email: laramonnerat@hotmail.com

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8 de dezembro de 2012

Conexão Holanda: Onde, como por quê e quando?


Alguém diz Holanda e logo pensamos em tamancos de madeira, tulipas, moinhos, queijos, bicicletas e liberdade. Quando decidi vir para esse pequeno país não sabia muito mais do que isso e me surpreendi. Com a Conexão Holanda dividirei com vocês essa experiência deliciosa. 

Onde? Como? Por quê? Quando?
Sai do Brasil no dia 17 de dezembro de 2011, dia em que o sol brilhava e fazia 32ºC em São Paulo e estava com o coração tão apertado que parecia rosbife amarrado.

Nos últimos meses que antecederam minha partida os diálogos começavam mais ou menos assim assim:
-Vou fazer intercâmbio, serei Au Pair na Holanda.
-Au o que?
-Babá.
-Holanda? Por que Holanda? Umn, safadjénha.

Vou confessar: nunca passou pela minha cabeça ser Au Pair na Holanda, a única coisa que eu tinha certeza era que queria morar um ano na Europa. Aí veio a parte mais importante, o valor altíssimo dos programas mais tradicionais, o único que coube no meu bolso foi o de Au Pair (claro que isso não foi um problema, e sim a solução, já que sou apaixonada por crianças). 

Logo depois veio a escolha do país, Holanda o único país da Europa que tem o visto especial para Au Pair e que 99%* das pessoas falam inglês (a única língua além do português que sei me virar). Passei 2 horas na internet lendo sobre a Holanda e pronto, criei uma nova paixão. Tudo me pareceu tão perfeito que foi como se eu mesma tivesse inventado.

Tudo decidido (na minha cabeça) porque por mais que eu ache que sou dona do meu nariz, eu tinha 20 anos (hoje estou com 21) e um pai e uma mãe. Então veio a segunda fase do processo: preenchi tudo que eu podia, e fui pra casa dos meus pais com toda papelada pronta. Claro que eles fizeram as clássicas perguntas: Por que Au Pair? Por que Holanda? Mais as adicionais: Como assim minha filha? Um ano? E foi aí que eu gastei todo o meu dom de persuasão, todo mesmo, achei que nem ia sobrar mais pra faculdade, mas não me preocupei, corre a boca pequena que persuasão não é município nem cartão de crédito, então não tem limite. Pronto, fase 2: checked.

Depois disso tudo veio só a parte burocrática: Renovar passaporte, achar uma “host family”, legalizar documentos, conseguir o visto, e marcar as passagens.
Do momento que tive essa mirabolante ideia até o dia do meu embarque, foram exatos quatro meses. “O desejo é humano, demasiadamente humano” - e poderoso.

*Estatística baseada no ADL (Achismos da Lara)

Lara Monnerat
Delft - Holanda