#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens

27 de junho de 2013

Sexo, drogas e... Um gato?



Não, não é “rock’n’roll”. É um gato mesmo. Daqueles que miam, ronronam e são felpudos. 

Londres é o pano de fundo para uma história verídica. Indivíduos trafegando de um lado a outro parecem lotar as calçadas com seus passos apressados. Em meio à multidão e à luta contra o tique-taque do relógio, um gato laranja que parece sorrir. Não importa o barulho à sua volta, o felino esboçava uma expressão um pouco torta que se assemelhava a um sorriso.

Ao lado do gato, está seu dono, James Bowen. Músicas do Oasis são tocadas em seu violão e quando o repertório se encerra, ele se abaixa para o pequeno Bob e pede para que ele cumprimente o público. O gato mexe os bigodes, estende a pata para James.

Assim se inicia “Um Gato de Rua Chamado Bob”, de James Bowen. Antes de se chamar Bob, o gato foi encontrado pelo autor doente e maltratado, bem em frente à sua casa, e de lá nunca mais saiu. Era estranho o gato nunca ir embora; então James decidiu dedicar seu tempo para cuidar do animalzinho.

Mas não para aí. O gato foi a saída que James encontrou para se ver livre das... Drogas. Isso mesmo, o músico de rua deixou de lado a heroína graças a um gatinho, gatinho este que o acompanha sempre de cachecol e em silêncio dentro da caixa de guitarra.

"Era como se ele soubesse o que eu estava sentindo. Algumas vezes enquanto eu cochilava, ele se aproximava de mim e colocava o rosto perto do meu, como se dissesse: 'Tudo bem aí, companheiro? Estou bem aqui se precisar de mim'”.

James Bowen teve uma dura infância. Seus pais se separaram, sua mãe o deixava sozinho para trabalhar e depois dava mais atenção ao seu padrasto do que a ele. James sofria bullying na escola. Tudo isso culminou em um adolescente rebelde e viciado em drogas.

Ao receber alta da clínica de reabilitação, James alugou um pequeno e precário apartamento e com auxílio do governo passou a procurar um emprego. Sua vida profissional não saia como ele queria, afinal, ser supervisionado e ainda estar em tratamento dificultava as coisas. Assim, ele pegou seu violão e decidiu tocar na rua em troca de algumas moedas. O que conseguia não era grande coisa, mas ele conseguia sobreviver.

Com tantos olhares do público e sucesso em vendas do livro, o universo cinematográfico já se fixou na história e comprou direitos de adaptação de imagem para levar a histórias às telonas.

James diz que não se cansa de compartilhar sua história pois quer tocar as pessoas assim como foi tocado. E a lição de vida que ele dá é a de que todos devem estar atentos aos “seres invisíveis” espalhados pela cidade. Por muitas vezes lidamos com situações que passam despercebidas a olho nu e são estes simples detalhes que podem alterar nossa vida para melhor, mesmo com um gatinho. É comovente quando o escritor diz que Bob fez a capa de invisibilidade que o cercava cair e, a partir daí, as pessoas começaram a sorrir para ele, a conversar com ele e ele se tornou alguém para o mundo.

Segue abaixo um vídeo de James e Bob:



“Um Gato de Rua Chamado Bob”
Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Número de páginas: 240
Preço sugerido: R$ 19.90 (Saraiva)





Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP
Email: tatiane@revistafriday.com.br

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)

16 de fevereiro de 2013

Liberdade Holandesa - Parte I


Quando se fala em Holanda uma das principais coisas que lembramos é :  O país da liberdade. Pensamos em prostituição e drogas e mal sabemos que  a liberdade Holandesa vai muito mais além, é o país da ousadia. Mas não pense você que liberdade é sinônimo de casa da mãe Joana desordem, tudo funciona com leis.


Como todos já sabem, na Holanda a maconha e haxixe são legalizados, foi o primeiro país a começar com essa liberdade. Por todo o país existem centenas de coffeshops especializados com cardápios completíssimos que confundem qualquer turista/curioso. Mesmo com toda a liberdade os holandeses reclamam da fama de maconheiros, e muitos tem orgulho em afirmar que nunca experimentaram. A porcentagem de nativos que usam maconha regularmente é muito menor que em muitos países onde a droga é proibida, como nos EUA por exemplo. Por isso os turistas são uma grande fonte de renda para os donos dos estabelecimentos. Algumas das leis relacionadas a erva são: Cada pessoa pode comprar e andar com uma quantidade limitada, caso seja pega ela pode ser considerada negociante ilegal e entrará em apuros. Está liberado, mas somente para maiores de 18 anos (enquanto a cerveja é liberada a partir dos 16). Minha experiência: Minha academia era em frente á um coffeshop e eu analisava o público enquanto corria: Jovens, estudantes, gente mais rica, gente mais pobre, pais, engravatados. Vi muitas pessoas fumando enquanto caminhavam na rua e em lugares proibidos mas nunca vi uma baderna causa por usuário de maconha (já de bêbados, vi algumas várias).

Coffeshop em Amsterdã
Cárdápio

Vitrines
Sobre a prostituição, é uma atividade legal no país, um profissional do sexo legalizado paga impostos, tem carteira assinada e direito a aposentadoria. O Red Light District é famoso no mundo inteiro por suas vitrines, onde moças de biquine ficam dançando dentro da cabine e atraindo clientes e dizem que o preço é tabelado. Você, turista, não ache que pode sair fotografando, a ira dos cafetões lá é muito conhecida. Na prática a profissão precisa ser exercida por livre e espontânea vontade e o tráfico de pessoas obviamente é proibido, já na prática não é bem assim, estima-se que até 90% das mulheres trabalhem ilegalmente. Minha experiência: Sim, os seguranças/cafetões são nervosíssimos, já vi um jogando a máquina fotográfica de um turista no canal. Os preços não são tabelados, fizemos um amigo que estava com a gente bater em várias portas e achamos preços entre 70 e 120 euros. Talvez seja a área com mais turistas por metro quadrado da Holanda, mas também tem muito holandês em despedida de solteiro, festa de 18 anos masculina e claro, holandeses normais só querendo o serviço normal.

Mesmo com toda essa liberdade a Holanda é considerada um dos 10 países mais seguros pela ONU e a criminalidade só diminui, mas é claro que principalmente em Amsterdam é preciso ter um cuidadinho extra, afinal são muitos turistas e vários não são lá dos mais espertos Minha experiência: Confirmo, pois durante 12 meses só li sobre um caso de assassinato no metrô, ouvi uma história de uma menina que foi roubada com sistema de venda ‘’ebay’’, andava de bicicleta voltando dos bares de madrugada e nunca vi nada (Isso na região em que eu morava), só uma amiga foi abordada por um bêbado drogado no ponto do ônibus querendo dinheiro e abrindo a bolsa dela. E eu tomava cuidado em alguns bairros mais afastados de Haia, como as áreas perto da estação de trem Holland Spoor.

Esses dois tópicos são os mais lembrados por todos quando referimos à Holanda, mas no próximo texto falarei sobre a liberdade que vai muito além de drogas e prostituição. 

Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)