#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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16 de outubro de 2013

Freud tem uma amante: desvende os encontros do psicanalista e sua cunhada



Cerca de 70 anos de burburinhos aqui e ali. Boatos rondaram estas últimas sete décadas sobre o romance de Sigmund Freud e Minna Bernays. Teria mesmo o pai da psicanálise um envolvimento com sua cunhada?

A fonte mais confiável foi Carl Jung, psiquiatra que disse ao mundo que a mocinha lhe contou sobre os encontros amorosos em 1957.

Em 1972, a filha mais nova do mestre, Anna Freud, doou a uma biblioteca dos EUA cartas pessoais do pai que não deveriam ser abertas à exposição pública. Mas as cartas tinham um vazio... Numeradas em ordem cronológica conforme as datas escritas, não existia um registro sequer entre 1885 e 1900, período em que começam a supor que a relação extraconjugal teria acontecido. 

Freud e sua espoca, Martha. Coitada... Cof cof.

Eis que em 2006, somente há sete anos atrás, um sociólogo alemão e espertinho encontrou um livro de registros de hóspedes em um motel na Suíça. E quem estava lá? Pois bem, Freud e sua amante, em 1898.

De Viena para Londres, a família do psicanalista se mudou em 1938 em uma fuga de ocupação nazista. Um ano depois, Sigmund Freud falece devido a um câncer na garganta. Dizem que com a “morte de seu amor”, Minna Bernays permaneceu isolada em seu quarto e em alguns meses após o ocorrido, morreu devido a uma insuficiência cardíaca...

Assim, “A Amante de Freud” mescla o real e o imaginário de Minna Bernays dividida entre o carinho por sua irmã e a paixão pelo cunhado. As autoras Jennifer Kaufman e Karen Mack reconstroem, juntas, os anos de relacionamento entre Freud e Bernays, mostrando a batalha do estudioso com suas teorias sobre a sexualidade e sua infelicidade no casamento.



A Amante de Freud
Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack
Editora: Casa da Palavra
Páginas: 336
Preço: R$ 40





Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP

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12 de junho de 2013

Personagem antissocial salva um enredo despedaçado


Oi, meu povo lindo!

Sei que dei uma sumidinha, mas final de semestre na faculdade, trabalho, Iniciação Científica... Vixe. Peço desculpas por isso.

Enfim, primeiramente, Feliz Dia dos Namorados! Abracem e beijem muito seus amores. E para quem é solteiro, vale a mesma dica.

Aproveitando esta intensidade do amor (haha), vamos abordar de um livro que mexe com as emoções - e até virou filme.



Ao abordar a palavra “Asperger” é possível que perguntem se é de comer. A síndrome é pouco conhecida e não há estudos que comprovem o porquê de alguns indivíduos apresentarem-na em seus jeitos de ser. Trata-se de um nível de autismo marcado por dificuldades em estabelecer relações sociais, tendência em trazer a qualquer conversa seus próprios valores e a não compreensão de sentidos abstratos. Ao falar a um asperger que está “verde de fome”, o mesmo pode encarar seu rosto e dizer que é mentira, uma vez que sua cor de pele não estará esverdeada.

Contudo, a síndrome constantemente é acompanhada de uma extensa memória para dados e datas, além de habilidades superiores em áreas de interesse excêntrico do portador, principalmente lógica, matemática e... Computação. E este é considerado o superpoder de Lisbeth Salander, a hacker protagonista da Trilogia Millenium.

 “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, primeiro livro da série, é capaz de instigar os leitores a viajar com uma personagem tão intrigante. Vista por uns como doente e por outros como antissocial e violenta, seu temperamento forte e aparência chamativa camuflam o talento como investigadora de uma reconhecida empresa de segurança. Seu chefe concede-lhe as mais árduas tarefas, já que sabe que ela é capaz de descobrir segredos ocultos em códigos digitais.

“Uma pálida e anoréxica, jovem, com cabelo curto e bagunçado, e de piercings no nariz e na sobrancelha. Tinha uma tatuagem de vespa no pescoço, uma tatuagem de laço em volta do bíceps do braço esquerdo e outro no seu tornozelo esquerdo. Quando usava camiseta regata era possível ver parte de sua tatuagem de dragão pelo ombro esquerdo”. Assim é a primeira aparição da moça – que marca até a bela capa do livro em que há o desenho de um dragão em laranja queimando e também a versão em inglês da obra, intitulada de “The Girl with the Dragon Tattoo”.

Alvo de preconceitos e atos violentos por conta do modo de se trajar e comportar, a personagem-chave tenta despertar o medo naqueles que a cercam como fonte para impor respeito. Em meio a ataques com sprays de pimenta, golpes de boxe e pistolas elétricas, Lisbeth Salander acha-se preparada para toda e qualquer situação. Ao longo da trama percebe que não é capaz de administrar todos os fenômenos à sua volta, o que desperta o foco do leitor para saber como a personagem lidará com situações que fogem de suas mãos. 



Início feito para bocejos

Stieg Larsson inspira-se em Pippi Meialonga, personagem que dá título à série de livros infanto-juvenis da autora sueca Astrid Lindgren, para moldar Lisbeth. A construção da protagonista que mescla inocência infantil com dificuldades de ser adulta faz com que o livro tenha um ritmo parado e cansativo até sua aparição. O outro personagem-protagonista da série, Mikael Blomkvist, apresentado desde as primeiras das mais de 500 páginas do livro, é entediante até o momento em que seu enredo é amarrado com a da poderosa hacker.

O livro intercala a vida de Mikael e Lisbeth. Em grande parte, seus dramas são abordados de forma separada. Ele, editor-chefe da revista Millennium – que dá nome à trilogia de Larsson -, veículo que desmascara escândalos relacionados a finanças. Ela, uma moça de aparência punk e com problemas relacionados à tutela e que prepara um dossiê sobre a vida de Blomkvist a um dos clientes da empresa que atua.

A obra abre-se em um prólogo sobre um senhor que recebe quadros com plantas secas em seus aniversários porém, não se sabe o remetente. A trama então já forma um ponto de interrogação na mente dos leitores. Se havia o pressuposto de que logo tal questionamento seria respondido, estávamos enganados. “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” preocupa-se em detalhar minuciosamente as peculiaridades de cada personagem apresentado. O desfecho do prólogo – aliás, de todo o enredo em si – compõem pouco espaço do livro e apenas suas páginas finais.

Pós-prólogo, segue a narrativa com Mikael Blomkvist sendo declarado culpado no caso de difamação de Hans-Erik Wenneström, importante personalidade sueca. O texto se prende em abordar passo a passo do afastamento de Mikael pela revista e retoma conversas passadas do jornalista. É um vai-e-vem de presente e pretérito que chega a fazer com que a leitura por muitas vezes mereça uma pausa para bocejos.



Quebra de enredo

Complicada a situação em definir “Os Homens que não Amavam as Mulheres” como uma história. É mais correto denominá-lo como trama. A obra mistura diferentes situações que, quando combinadas, culminam na evolução de fatos sobre mulheres violentadas sexualmente na Suécia. Isso não é perceptível de início, mas cada ponte estabelecida textualmente mostra uma ligação com abusos no país.

Uma das passagens que marcam pulos narrativos da trama é que, após demonstrar todo o caso de Blomkvist e os processos dos quais é acusado, eis que ele é convocado por Henrik Vanger, patriarca de um clã e industrial aposentado, para averiguar o desaparecimento de sua sobrinha que ocorreu há 36 anos. Com a desconfiança de que alguém de sua família a assassinou, o jornalista deverá escrever sua biografia, o que dá a desculpa ideal para entrevistar demais parentes. A partir deste caso, a obra passa a obter um ritmo de leitura mais dinâmico.

A falha fica por conta da execução narrativa. Como autor, Stieg Larsson investe em laudas e mais laudas para debater o dilema moral de Blomkvist ao início do livro. Não deixa de ser um aspecto original ao não dar continuidade ao prólogo logo de cara, mas a quebra do clímax presenciado no prólogo é frustante, causando desinteresse pelo personagem apresentado depois – Blomkvist. 

Parece que Larsson inicia um novo rascunho da obra e a trama segue a um novo enredo, relacionado com a investigação do crime da família Vanger. Perde-se a linha de raciocínio. Não se encontra correlações entre o prólogo, as acusações judiciais do caso Wenneström contra o jornalista e a menina que evaporou do mapa há quase quatro décadas – esta última abordagem ganha dois epílogos em meio ao livro, o que deixa as ligações da trama ainda mais confusas.

Somente quando próximo às páginas finais do livro o casal protagonista – Mikael e Lisbeth - se une para desvendar o estranho sumiço de Harriet Vanger juntos. Com isso o leitor compreende que as histórias têm nexo entre si nos 45 minutos do segundo tempo de jogo literário.

A grande família

Recheado de dados, “Os Homens que não Amavam as Mulheres” apresenta a família Vanger com parentes numerosos, cada qual com suas peculiaridades. Isso exige que o leitor volte constantemente para a página que apresenta uma árvore genealógica para relembrar quem é filho de quem e qual a relação entre os personagens. São tantos nomes a decorar que seria necessário abordar todos os níveis de parentesco de cada novo membro apresentado.

Os Vangers constituem uma história de conteúdo pesado, retratando variadas formas de opressão às mulheres. Os dados reais apontados pelo autor sobre este tipo de violência na Suécia são chocantes. Isso causa o questionamento da trama relatada no decorrer do livro ter possibilidades de ser real. É assustador, mas fascinante por nos levar aos costumes e circuito de verdades no país.



O silêncio final

Stieg Larsson lança em “O Homem que não Amava as Mulheres” um furacão ao leitor logo no início da leitura. É preciso encontrar a ordem dos fatores diante ao caos de informações repassadas e que não parecem ter ligações. Só que é exatamente neste fator que se constrói um ponto positivo à obra: o incrível final, capaz de alinhar todas as ideias avoadas até então.

Ao terminar o livro, o leitor imerge no silêncio enquanto processa toda a trama em sua cabeça. O interessante não é a construção do enredo em si, mas o modo como a violência contra as mulheres é abordada em uma linguagem nua e crua.

O romance policial enche-se de investigações que se desconectam e depois formam um elo. Apesar da taxa de leitura tornar-se lenta no início da narrativa, ao final dela é improvável não formular hipóteses sobre o que ocorreu com a desaparecida Harriet Vanger. Aquela famosa fórmula de “quem matou?” sempre dá certo. 

Mas o livro torna-se recomendável permitir ao leitor se deliciar com as peculiaridades dos personagens, principalmente de Lisbeth Salander, protagonista pela qual se cria uma empatia desde seus primeiros traços retratados.

Autor

A trilogia Millenium foi escrita pelo sueco Stieg Larsson antes mesmo de ser lançada. O escritor faleceu em 2004, aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco. Os livros foram disponibilizados na Suécia entre 2005 e 2009, alcançando mais de 60 milhões de cópias vendidas em 50 países.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” transformou-se em longa-metragem na Suécia e logo foi readaptado em Hollywood, com o ator Daniel Craig (atual James Bond no filme “007”) no papel do protagonista.

Stieg Larsson trabalhou na agência de notícias TT e é coautor de “Extremhögern”, livro sobre a extrema direita sueca, e teve forte atuação na luta por direitos humanos, o que fez com que sua carreira profissional fosse marcada por diversas ameaças de morte.

Por ser jornalista e fundar uma revista que denuncia organizações neofascistas e racistas – chamada Expo -, críticos abordam que o personagem Mikael Blomkvist seria o alterego de Larsson. Será?


OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras:
Ano: 2005
Páginas: 524
R$ 28,30 (Livraria Saraiva)






Para quem ficou curioso, confere aí o trailer da versão cinematográfica:








Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP
Email: tatiane@revistafriday.com.br

Opinião: a sofredora, a biscate e a apaixonada

O amor, ah... o amor. O que dizer deste sentimento que move montanhas, que edifica o homem, que causa DST's. Dia dos namorados é sempre igual ~~as folhas caem no quintal~~ nas redes sociais: gente que odeia a data, gente que ama a data e gente que sofre com a data.

Para debater sobre este assunto, eu trago hoje à Friday três pessoas que defendem muito bem cada ponto de vista para sabermos a opinião que os mesmos tem sobre o tema: "DIA DOS NAMORADOS NA INTERNET", podem entrar. (CASOS DE FAMÍLIA)



~~SOFREDORAS~~



Fábio Velozo é dá página "Namorada Sinistra", criador da page "B1tch" e envolvido em vários outros projetos no facebook (SIM, ELE NÃO TRABALHA) tem a seguinte opinião:

"O dia dos namorados é uma coisa bem legal para quem está namorando pq quem está namorando pode comemorar o dia dos namorados e quem está solteiro não pode, quem está solteiro fica só na inveja de quem está ganhando presentes. A inveja bate na hora que eu vejo todo mundo postando fotos os seus amores e eu não posso pois sou o amante da história."

Ou seja, RECALQUE DE SOLTEIRA NÃO ATINGE PRESENTE DE MOZÃO.


~~BISCATES~~




Por outro lado, @userporra, o criador da página "Conselhos de Biscat", com seus anos de internet e biscatisse afirma: 

"Dia dos namorados na "internê" pra mim é como qualquer outro dia em que eu poderia estar pedindo um boy em namoro só pra poder ganhar presente e depois de uma semana terminar. Porque convenhamos, ninguém merece ficar amarrado no mês de junho, com tanta festa junina boa e oportunidade de pegar geral. Namorado pra quê se eu posso passar o dia dos namorados pegando quem eu quiser? Biscat esperta é biscat solteira."

Prioridades em primeiro lugar né, gente. 


~~APAIXONADOS~~



Para dar a opinião dos apaixonados, chamo ao palco da revista Friday @raafaab! Vulgo Mozão. 



"Acho que tratar de amor só se for fora da internet.
Lindo fora dela, engraçado dentro dela. Assim como 
qualquer outra data que se comemore virtualmente TUDO É 
COMÉDIA NA INTERNET. Mas, pessoalmente falando, dia dos namorados
é sim uma data "bonitinha" de se comemorar, algo cafona,
mas que ainda tá com tudo em cima. Já virtualmente falando,
"NAMORO É PRA QUEM PODE KIRIDINHA" e tambem que dia 12 de
junho é dia dos namorados e o resto é dos S O L T E I R O S
hahahahahaha e o melhor dessa data é ver como as pessoas
dão importancia para ter alguém do lado como se somente esse
dia elas estivessem sozinhas, esquecendo de todos os outro dias, meses
e anos que passaram sem ngm e não morreram. Virtualmente falando:
"HOJE O DIA É DOS NAMORADOS MAS A NOITE É DOS SOLTEIROS" e pessoalmente
falando: TCHAU GENTE TO INDO NAMORAR!"

___________________________________

Agora vamos conversar com a nossa psicologa  Anahy Damico, MENTIRA.

Assim como qualquer outra data, dia dos namorados pode encher o saco quando se está na internet, é um chora pra lá, melação pra cá, odeio dia dos namorados acolá.
Independente de todas as opiniões queria desejar um feliz dia dos namorados para você que prometeu gravar e depois  apagar, para você que disse que o gosto era doce, para você que reclama do dia dos namorados mas chora quando está sozinha, para você que é solteiro, para a tua mãe aquela namoradeira. 





Por: Cassiano Brezolla
De: Caxias do Sul
Email: cassiano@revistafriday.com.br

25 de fevereiro de 2013

AMOR - Vencedor do Oscar na categoria "Filme estrangeiro"


Ganhador do Oscar de ~melhor~ filme estrangeiro.

Gente, escrevi esta assim que assisti, mas como não publiquei, envio agora. Apesar de não ser uma estreia, acredito que é legal dar os meus humildes créditos à produção.

Aqui:

Embriagante.

Apenas essa palavra cabe hoje, para mim, como definição pra este longa de Michael Haneke. O cineasta inicia o filme impactando. Seu perfil de dissecar situações/personalidade, mantem-se bastante ativo, obrigada. Mas em outra posição. Velhinhos sensíveis... não. Que se amam, sim. Mas sem fugas românticas pra esse tal amor. 

Existe cumplicidade e parceria entre o casal, isso fica claramente exposto no início do filme, antes de Anne sofrer um derrame.



Haneke e sua capacidade de interiorizar na história o realismo do que se quer passar, é fascinante. Cabe salientar que a interpretação de Emmanuelle Riva como Anne, e Jean-Lois Trintignant como Georges, foram milimétrica e gentilmente cedidas um ao outro, pelos próprios. A capacidade não era dúvida, mas a maestria da interação nas cenas... foi surpreendente.

O toque gelado em alguns momentos é praticamente sentido fisicamente pelo público. Não por frieza, mas pela forma nua com a qual o amor ali se projeta, às vezes de forma inversa ao que se é consenso dele. 

A dignidade, os conceitos de velhice, opções e liberdade de ação são foco. Giram em torno deles como que colocando-os como  autossustentáveis. 

Recursos de recorte das cenas com a interação de luz e formas retas - geralmente cômodos da própria casa - trazem a sensação de estar próximo do que ali acontece. A cadeira de rodas parece tornar-se um personagem, aparecendo, e acabando por direcionar o filme ao redor do que acontece com Anne. Fica como que observadora do que se passa ali no quarto.

As reações e surpresas durante o filme, ficam por conta das... reações. Limites são provados ali, um para o outro.

Escuridão e silêncios também são elementos ativos da produção, e moldam o sentimento. Traduzem a experiência do casal, e tudo que ela envolve.

As posições de câmera são trabalhadas de forma com que, apesar da proximidade que acabamos por deixar acontecer, mantêm o público como público, numa visão externa. Talvez isso explique a condição de susto em determinados momentos do filme. A proximidade condicionada pelo posicionamento que nos é colocado, e não uma identificação necessariamente.

E bom... ainda estou bêbada. 

PS: O texto terminou mais ou menos como o filme é finalizado. Talvez isso possa ter acentuado essa minha... não sensibilidade, mas alcoolismo psicológico (existe? expressão ~neologística~?) 

Enfim...

Até mais.


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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26 de janeiro de 2013

Conexão Holanda: O programa de Au Pair


A minha coluna aqui se chama Conexão Holanda, mas por ironias da vida (ok, confesso, ironia das férias que precisei tirar) fui obrigada a me desconectar. Mas estou de volta para as colunas semanais dividindo e relembrando minhas experiências de um ano delicioso.

Como eu já contei, resolvi ser au pair na Holanda, um programa de intercâmbio que não precisa de tanto investimento para morar durante um ano na em outro país.

O que é ser Au Pair?
É um Intercâmbio cultural no qual você mora na casa de uma família e trabalha cuidando das crianças da casa e de todas as atividades relacionadas a elas e em troca você recebe um salário e a família é responsável por sua moradia e alimentação. Levando ao pé da letra, a expressão em francês significa “igual” e que na prática é mais ou menos assim: A Au Pair precisa ser tratada como membro da família, ou a mais perto disso possível e precisa se comprometer a fazer parte da família.

Requisitos para se tornar Au Pair na Holanda:
 - Ter idade entre 18 e 25 anos;
 - Ter experiência com crianças;
 - Possuir nível intermediário de inglês ou holandês;
 - Ter concluído o ensino médio;
 - Ser solteira/solteiro e sem dependentes;

Horários e salário:
Por lei, uma Au Pair na Holanda pode trabalhar no máximo 30 horas por semana e receber entre 300 e 340 euros por mês.

Como?
Você pode contratar agências de intercâmbio em todo o Brasil que te ajudarão com o processo ou poderá se inscrever em websites especializados em conectar famílias e Au Pairs.

Agora se eu pudesse definir a palavra Au Pair eu diria: Ganhar filhos que não são seus por um ano e se apaixonar loucamente por eles.  É aprender a cuidar e entender cada expressão dos pequenos. É pensar antes neles do que em você e em um dia frio doar a sua luva para um que esqueceu a dele na escola. É ser brava e firme quando não se comportam e ficar mordida quando os pais brigam com eles (mesmo que com motivo). É ensinar um pouco da cultura do seu país e morrer de orgulho quando eles aprendem a contar até 10 em português. É querer transferir o resfriado e febre das crianças diretamente para você. É fazer parte de uma família que não é a sua, é mesmo assim gostar muito deles. É ser mãe, pai, irmã mais velha, cavalinho e almofada.  É se sentir importante, pois os pais que nunca te viram antes confiam a coisa mais importante da vida deles á você. É viajar, visitar 13 países e conhecer culturas diferentes. É passar perrengue economizando dinheiro. É sentir saudades de casa. É ter todos os sentimentos e ainda por cima duplicados. É aproveitar ainda mais para acabar com a saudade. É se estressar e querer devolver as crianças para os pais e falar “Quem pariu Mateus que o embale”. É fazer amigos de todo mundo. É fazer amigas brasileiras que se encaixam na sua vida perfeitamente que parecem ser de infância.

 Mas repito: ser Au Pair é conhecer parte do mundo e ganhar crianças que você vai amar para o resto de sua vida.

Melhor Host Familly.

Entendem porque eu me apaixonei?

São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Foz e Sinop.

Colo bom

Trampolim 
Cultura Holandesa





Por: Lara Monnerat
De: São Paulo - SP
Email: laramonnerat@hotmail.com

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15 de novembro de 2012

Conexão Dublin: Quando a saudade bate...

Eu e meus pais
Começo meu texto pedindo desculpas. Inicialmente não queria escrever algo melancólico e "para baixo", mas sinto que é uma das melhores formas de aliviar meus pensamentos e coração. Sim meus caros, a saudade e solidão entraram pela porta da frente de casa e com direito a ponta-pés para me acordar... e conseguiram!

Domingo passado, após uma longa e agitada noite no pub que trabalho, só queria saber de deitar na cama e apagar. Sonhar, pra quê? Apesar desligar a cachola e o corpo. Infelizmente não tive tanto sossego assim... Devo ter deitado lá pra 5 horas da manhã de domingo e às 11 já tinha acordado - e do pior jeito possível. Sonhei que minha poodle Pitucha tinha morrido. Abri os olhos e, antes de me dar conta que era um pesadelo, desabei no choro. Sabe quando junta todos os motivos do mundo: saudade, tristeza, medo, solidão...? Pois é! Parecia que tinha levado um soco no estômago pois até dificuldade de respirar eu senti.

Minha companheira de 14 anos
Devo ter ficado uns 10 minutos chorando e pensando em como quem eu amo está. Naquele momento, só queria ver meus pais e minha Pitucha. Pra falar a verdade, ainda quero... Sabe, intercâmbio não é só alegria como se pensam. É medo, insegurança, solidão. Durante esses 3 meses e algumas semanas, cresci demais como pessoa. Enfrentei situações que nunca imaginei, além das dificuldades diárias com o idioma ainda não fluente. 

Acredito que a parte mais difícil é a saudade! Depois do pesadelo, tive que ligar para minha casa no Brasil para saber como as coisas estavam e chorei mais ainda quando meu pai falou que a Pitucha estava tomando banho. Que alívio cara! Naquele instante, pegaria o primeiro voo para vê-los e abraçá-los com toda minha força! E confesso que só sosseguei mesmo quando vi minha poodle pelo Skype.

Às vezes bate aqueles cinco minutos de desespero, de largar tudo e voltar para o aconchego. Mas, quando penso em tudo o que eu enfrentei para estar aqui, a Mariana sensata reaparece - e com força total, como agora escrevendo este texto para vocês! Não, nada veio fácil como gostaria que fosse e vários sacrifícios foram feitos para que este meu sonho se realizasse! É daí que tiro forças para continuar firme e forte! 

Mas confesso a vocês que estou ansiosa para que Maio chegue. Se tudo der certo conforme o planejado, terei de 2 a 3 semanas de folga para curtir meus amores ai no Brasil - família, bichos de estimação, amigos... Até lá, ainda aprendo a lidar melhor com meus sentimentos...

Por: Mariana Perez
De: Dublin - Ireland
Email: mariana@revistafriday.com.br

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