Nada prende mais um telespectador do que uma boa cena de sexo. Por mais que saibamos que nossa vida está longe de seguir um roteiro, gostamos de assistir as cenas e fantasiar com as possibilidades. Até tentamos forjar a mesma situação dos filmes (não? Ninguém faz isso?), simulando o mesmo cenário, as mesmas falas. A verdade é que nos filmes as cenas de sexo sempre parecem melhores do que realmente são. O envolvimento visual é de tirar o fôlego dos reles mortais. Pensando nisso, resolvi postar aqui as 5 cenas inesquecíveis de sexo nos cinemas:
1- O Império dos Sentidos (1976) O polêmico filme japonês de Nagisa Oshima foi baseado em uma história real que relata o envolvimento secreto de uma empregada com o seu patrão. O destaque vai para os atores que fizeram desse filme erótico uma verdadeira obra de arte. Com cenas reais e muito francas de sexo, o filme gira em torno da busca dos protagonistas pelo prazer. Surpreendente, o filme consegue relacionar os atores principais aos coadjuvantes, que também estão envolvidos na erotização da trama. Há cenas de bacanais, um ovo que é introduzido na vagina da protagonista Eiko Matsuda e a ejaculação de Tatsuya Fuji em sua boca. Assista o filme aqui.
Imagem: www.cronicapopular.es
2- O Último Tango em Paris (1972)
Protagonizado pelo ilustre Marlon Brando, o drama dirigido por Bernardo Bertolucci é um clássico do cinema erótico. Além das cenas de sexo fantasiadas e ditadas por Bertolucci, o filme traz uma verdadeira inquietação em relação ao sexo casual. A liberdade vivida pela atriz Maria Schneider vê-se interrompida quando submetida as vontades de Paul (Brando). Uma das cenas mais polêmicas é uma em que ele força a realização do sexo anal utilizando manteiga como lubrificante.
Imagem: cineinblog.atarde.uol.com.br 3- Ensaio Sobre a Cegueira (2008) Baseado na obra do gênio Saramago, o filme não é, certamente, o que eu chamo de um filme erótico. Porém, a cena de sexo protagonizada por Mark Ruffalo e Alice Braga foi uma das mais comoventes cenas de sexo que eu já assisti. Não por ser excitante, porque realmente não é, mas sim, por demonstrar a condição de animal no qual estão submetidos e, para isso, nada melhor do que a representação através do sexo, totalmente guiado pelo instinto. Em uma cidade em que todos são acometidos por uma cegueira repentina, com exceção da atriz Julianne Moore, que assiste a relação sexual de seu marido (Mark Ruffalo) com Alice Braga, sobreviver é a palavra de ordem. Assista aqui a uma das cenas mais chocantes do filme, em que mulheres são obrigadas a fazer sexo em troca de comida. Imagem: marcelokeiser.blogspot.com 4- A Insustentável Leveza do Ser (1988)
O filme adaptado do romance do autor tcheco Milan Kundera, relata situações amorosas e não-amorosas entre Tomas, Teresa e Sabina. Apesar de Tomas não querer compromisso em seus relacionamentos, não consegue desvincular-se das duas moças. A surpresa nos relacionamentos está no envolvimento entre Sabina, que representa a "leveza" por conseguir trair e se relacionar livremente, e Teresa. Sensual, a cena de sexo entre Teresa e Tomas no espelho realmente merece destaque e a fama concebida. Assista aqui a uma cena do filme. Imagem: obviousmag.org 5- Cisne Negro (2010) Primeiramente, gostaria de alertá-los para nunca (eu disse NUNCA) assistirem esse filme acompanhado da sua mãe. Por se tratar de ballet, assunto adorado pela minha mãe, levei-a ao cinema para assistir o filme e digo: me arrependo amargamente dessa ideia. Cisne Negro foi o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz a Natalie Portman e não foi por menos: a cena de sexo protagonizada com a Mila Kunis é algo surreal (literalmente). Como há muito tempo não via em filmes atuais, foi um verdadeiro tapa na cara da sociedade (e na minha, pela minha mãe). Assista aqui a cena do filme. Imagem: screened.com
A vida de quem gosta de filme é assim: Sempre tem aquele título que todo mundo sempre fala muito bem, mas você nunca se deu ao trabalho de assistir. O primeiro que eu falei aqui foi "Forrest Gump" e hoje trago pra vocês "Apenas uma vez".
É engraçado que sempre que falamos em (filmes) musicais, relacionamos aquele modelo comercial ou estilo Broadway, o que causa certa irritação nas pessoas (e me faz ir ao cinema sozinha por falta de companhia). Mas antes que você desista de ler sobre/assistir o filme em questão, saiba que ele não se encaixa nos padrões ~tradicionais~.
A história tem como palco principal a cidade de Dublin, na Irlanda, onde somos apresentados a um músico de rua, que após o término de um romance saiu do interior do país para trabalhar com seu pai numa loja de consertos de aspiradores de pó e como músico nas horas vagas. Um dia ele conhece uma jovem mãe, vendedora de flores e imigrante vinda da República Tcheca, que ainda tenta se encontrar na nova cidade.
No decorrer da história ambos descobrem que tem interesses em comum, como a paixão pela música, que é usada como linguagem e tema central do filme. É importante ressaltar também que são os dois personagens que guiam a história, mas eles não são chamados por um nome próprio, apenas "a garota" e "o rapaz", os quais reconhecem o talento um do outro e se juntam para, mutuamente, tornar os seus sonhos realidade.
Com uma fotografia maravilhosa, história simples e trilha sonora ganhadora do Oscar, "Apenas uma vez" é um bom filma para assistir no final de semana e pensar sobre as escolhas que fazemos na vida.
Elenco: Alaistair Foley, Bill Hodnett, Catherine Hansard, Danuse Ktrestova, Darren Healy, Geoff Minogue, Gerard Hendrick, Glen Hansard, Kate Haugh, Leslie Murphy, Mal Whyte, Markéta Irglová, Pat McGrath, Sean Miller, Senan Haugh Direção: John Carney Gênero: Musical/Romance
Ano: 2006
Por: Natália Farkatt
De: Natal-RN
Email: natalia@revistafriday.com.br
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Sei que dei uma sumidinha, mas final de semestre na faculdade, trabalho, Iniciação Científica... Vixe. Peço desculpas por isso.
Enfim, primeiramente, Feliz Dia dos Namorados! Abracem e beijem muito seus amores. E para quem é solteiro, vale a mesma dica.
Aproveitando esta intensidade do amor (haha), vamos abordar de um livro que mexe com as emoções - e até virou filme.
Ao abordar a palavra “Asperger” é possível que perguntem se é de comer. A síndrome é pouco conhecida e não há estudos que comprovem o porquê de alguns indivíduos apresentarem-na em seus jeitos de ser. Trata-se de um nível de autismo marcado por dificuldades em estabelecer relações sociais, tendência em trazer a qualquer conversa seus próprios valores e a não compreensão de sentidos abstratos. Ao falar a um asperger que está “verde de fome”, o mesmo pode encarar seu rosto e dizer que é mentira, uma vez que sua cor de pele não estará esverdeada.
Contudo, a síndrome constantemente é acompanhada de uma extensa memória para dados e datas, além de habilidades superiores em áreas de interesse excêntrico do portador, principalmente lógica, matemática e... Computação. E este é considerado o superpoder de Lisbeth Salander, a hacker protagonista da Trilogia Millenium.
“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, primeiro livro da série, é capaz de instigar os leitores a viajar com uma personagem tão intrigante. Vista por uns como doente e por outros como antissocial e violenta, seu temperamento forte e aparência chamativa camuflam o talento como investigadora de uma reconhecida empresa de segurança. Seu chefe concede-lhe as mais árduas tarefas, já que sabe que ela é capaz de descobrir segredos ocultos em códigos digitais.
“Uma pálida e anoréxica, jovem, com cabelo curto e bagunçado, e de piercings no nariz e na sobrancelha. Tinha uma tatuagem de vespa no pescoço, uma tatuagem de laço em volta do bíceps do braço esquerdo e outro no seu tornozelo esquerdo. Quando usava camiseta regata era possível ver parte de sua tatuagem de dragão pelo ombro esquerdo”. Assim é a primeira aparição da moça – que marca até a bela capa do livro em que há o desenho de um dragão em laranja queimando e também a versão em inglês da obra, intitulada de “The Girl with the Dragon Tattoo”.
Alvo de preconceitos e atos violentos por conta do modo de se trajar e comportar, a personagem-chave tenta despertar o medo naqueles que a cercam como fonte para impor respeito. Em meio a ataques com sprays de pimenta, golpes de boxe e pistolas elétricas, Lisbeth Salander acha-se preparada para toda e qualquer situação. Ao longo da trama percebe que não é capaz de administrar todos os fenômenos à sua volta, o que desperta o foco do leitor para saber como a personagem lidará com situações que fogem de suas mãos.
Início feito para bocejos
Stieg Larsson inspira-se em Pippi Meialonga, personagem que dá título à série de livros infanto-juvenis da autora sueca Astrid Lindgren, para moldar Lisbeth. A construção da protagonista que mescla inocência infantil com dificuldades de ser adulta faz com que o livro tenha um ritmo parado e cansativo até sua aparição. O outro personagem-protagonista da série, Mikael Blomkvist, apresentado desde as primeiras das mais de 500 páginas do livro, é entediante até o momento em que seu enredo é amarrado com a da poderosa hacker.
O livro intercala a vida de Mikael e Lisbeth. Em grande parte, seus dramas são abordados de forma separada. Ele, editor-chefe da revista Millennium – que dá nome à trilogia de Larsson -, veículo que desmascara escândalos relacionados a finanças. Ela, uma moça de aparência punk e com problemas relacionados à tutela e que prepara um dossiê sobre a vida de Blomkvist a um dos clientes da empresa que atua.
A obra abre-se em um prólogo sobre um senhor que recebe quadros com plantas secas em seus aniversários porém, não se sabe o remetente. A trama então já forma um ponto de interrogação na mente dos leitores. Se havia o pressuposto de que logo tal questionamento seria respondido, estávamos enganados. “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” preocupa-se em detalhar minuciosamente as peculiaridades de cada personagem apresentado. O desfecho do prólogo – aliás, de todo o enredo em si – compõem pouco espaço do livro e apenas suas páginas finais.
Pós-prólogo, segue a narrativa com Mikael Blomkvist sendo declarado culpado no caso de difamação de Hans-Erik Wenneström, importante personalidade sueca. O texto se prende em abordar passo a passo do afastamento de Mikael pela revista e retoma conversas passadas do jornalista. É um vai-e-vem de presente e pretérito que chega a fazer com que a leitura por muitas vezes mereça uma pausa para bocejos.
Quebra de enredo
Complicada a situação em definir “Os Homens que não Amavam as Mulheres” como uma história. É mais correto denominá-lo como trama. A obra mistura diferentes situações que, quando combinadas, culminam na evolução de fatos sobre mulheres violentadas sexualmente na Suécia. Isso não é perceptível de início, mas cada ponte estabelecida textualmente mostra uma ligação com abusos no país.
Uma das passagens que marcam pulos narrativos da trama é que, após demonstrar todo o caso de Blomkvist e os processos dos quais é acusado, eis que ele é convocado por Henrik Vanger, patriarca de um clã e industrial aposentado, para averiguar o desaparecimento de sua sobrinha que ocorreu há 36 anos. Com a desconfiança de que alguém de sua família a assassinou, o jornalista deverá escrever sua biografia, o que dá a desculpa ideal para entrevistar demais parentes. A partir deste caso, a obra passa a obter um ritmo de leitura mais dinâmico.
A falha fica por conta da execução narrativa. Como autor, Stieg Larsson investe em laudas e mais laudas para debater o dilema moral de Blomkvist ao início do livro. Não deixa de ser um aspecto original ao não dar continuidade ao prólogo logo de cara, mas a quebra do clímax presenciado no prólogo é frustante, causando desinteresse pelo personagem apresentado depois – Blomkvist.
Parece que Larsson inicia um novo rascunho da obra e a trama segue a um novo enredo, relacionado com a investigação do crime da família Vanger. Perde-se a linha de raciocínio. Não se encontra correlações entre o prólogo, as acusações judiciais do caso Wenneström contra o jornalista e a menina que evaporou do mapa há quase quatro décadas – esta última abordagem ganha dois epílogos em meio ao livro, o que deixa as ligações da trama ainda mais confusas.
Somente quando próximo às páginas finais do livro o casal protagonista – Mikael e Lisbeth - se une para desvendar o estranho sumiço de Harriet Vanger juntos. Com isso o leitor compreende que as histórias têm nexo entre si nos 45 minutos do segundo tempo de jogo literário.
A grande família
Recheado de dados, “Os Homens que não Amavam as Mulheres” apresenta a família Vanger com parentes numerosos, cada qual com suas peculiaridades. Isso exige que o leitor volte constantemente para a página que apresenta uma árvore genealógica para relembrar quem é filho de quem e qual a relação entre os personagens. São tantos nomes a decorar que seria necessário abordar todos os níveis de parentesco de cada novo membro apresentado.
Os Vangers constituem uma história de conteúdo pesado, retratando variadas formas de opressão às mulheres. Os dados reais apontados pelo autor sobre este tipo de violência na Suécia são chocantes. Isso causa o questionamento da trama relatada no decorrer do livro ter possibilidades de ser real. É assustador, mas fascinante por nos levar aos costumes e circuito de verdades no país.
O silêncio final
Stieg Larsson lança em “O Homem que não Amava as Mulheres” um furacão ao leitor logo no início da leitura. É preciso encontrar a ordem dos fatores diante ao caos de informações repassadas e que não parecem ter ligações. Só que é exatamente neste fator que se constrói um ponto positivo à obra: o incrível final, capaz de alinhar todas as ideias avoadas até então.
Ao terminar o livro, o leitor imerge no silêncio enquanto processa toda a trama em sua cabeça. O interessante não é a construção do enredo em si, mas o modo como a violência contra as mulheres é abordada em uma linguagem nua e crua.
O romance policial enche-se de investigações que se desconectam e depois formam um elo. Apesar da taxa de leitura tornar-se lenta no início da narrativa, ao final dela é improvável não formular hipóteses sobre o que ocorreu com a desaparecida Harriet Vanger. Aquela famosa fórmula de “quem matou?” sempre dá certo.
Mas o livro torna-se recomendável permitir ao leitor se deliciar com as peculiaridades dos personagens, principalmente de Lisbeth Salander, protagonista pela qual se cria uma empatia desde seus primeiros traços retratados.
Autor
A trilogia Millenium foi escrita pelo sueco Stieg Larsson antes mesmo de ser lançada. O escritor faleceu em 2004, aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco. Os livros foram disponibilizados na Suécia entre 2005 e 2009, alcançando mais de 60 milhões de cópias vendidas em 50 países.
“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” transformou-se em longa-metragem na Suécia e logo foi readaptado em Hollywood, com o ator Daniel Craig (atual James Bond no filme “007”) no papel do protagonista.
Stieg Larsson trabalhou na agência de notícias TT e é coautor de “Extremhögern”, livro sobre a extrema direita sueca, e teve forte atuação na luta por direitos humanos, o que fez com que sua carreira profissional fosse marcada por diversas ameaças de morte.
Por ser jornalista e fundar uma revista que denuncia organizações neofascistas e racistas – chamada Expo -, críticos abordam que o personagem Mikael Blomkvist seria o alterego de Larsson. Será?
OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES Autor: Stieg Larsson Editora: Companhia das Letras: Ano: 2005 Páginas: 524 R$ 28,30 (Livraria Saraiva) Para quem ficou curioso, confere aí o trailer da versão cinematográfica:
Depois de
tanto trabalhar em vários posts (um) durante todo ano de 2012, peguei umas merecidas e justas férias (só que não), e cá estou
novamente para tratar dos assuntos “ambientalísticos”.
Durante
este período de férias alguns de vocês, assim como eu, devem ter
acompanhado ou ouvido falar, em meio aos especiais de final do ano da
Globo, da exibição da microssérie de 4 capítulos intitulada XINGU. Pois esta série na verdade é um filme, de mesmo nome.
O que a Globo simplesmente fez foi dividi-lo em 4 partes (parabéns,
Globo!).
Acontece
que uma semana antes da exibição dessa estranha versão adaptada,
assisti o filme original, e gostei tanto do que vi, que me inspirei a
contar a história dessas importantes - as vezes desconhecidas -
figuras da nossa cultura e o que eles nos trouxeram de tão
importante e valioso: a consciência da importância de preservarmos
a cultura dos povos indígenas.
Orlando,
Cláudio e Leonardo Villas Bôas, três jovens de 27, 25 e 23 anos
respectivamente, que perderam seus pais ainda muito cedo, com o segundo grau por concluir e trabalhando em importantes empresas da cidade de
São Paulo, sentiam-se vazios, não eram da cidade grande, sonhavam
com o interior e com o “verde”.
Em 1943,
quando souberam da Expedição Roncador-Xingu,
criada pelo então Presidente Getulio Vargas, com o intuito de
explorar os locais inóspitos do Brasil Central a fim de levar a
modernidade para a região, trataram de se inscrever, porém, não
foram aceitos, somente sertanejos estavam sendo recrutados, pois
estes eram vistos como mais fortes e resistentes do que o homem da
cidade. Foi então que tiveram a ideia de se passar por sertanejos
analfabetos. Deixaram a barba crescer e aparaceram maltrapilhos na
Barra do Garça, local onde estava acontecendo o recrutamento.
Prontamente foram aceitos. Conseguiram. Estavam dentro de uma
aventura que perduraria por mais de 42 anos.
Pouco
tempo depois de entrarem para equipe de desbravadores, os irmãos já
haviam conseguido cargos de liderança, eles comandavam as equipes e
lideravam os sertanejos. No decorrer de suas andanças pelo Brasil
selvagem, os irmãos abriram picadas, se confrontaram com animais
selvagens, plantas venenosas, malária, mortes, e o que os mudaria
para sempre, os povos nativos. Enquanto os encontros com povos
indígenas eram feitos, na maioria das vezes, de forma amigável pelos
irmãos, mais de 4 postos militares e 19 áreas de pouso eram criadas
ao redor de toda a região. Durante todo esse período mais de 1500
quilômetros de trilhas foram criadas, dando origem a 43 vilas e
cidades. 5 mil índios foram identificados.
Durante
o contato com os índios, Leonardo, o irmão mais novo, acabou se
envolvendo com uma índia da etnia Kamayurá, esposa do chefe da
Tribo. Este fato, juntamente com discórdias entre os irmãos,
cominaram na saída do irmão caçula da expedição. Leonardo voltou
para cidade juntamente com a índia e uma criança da qual não se
sabe até hoje ser seu filho ou não. Em 1961, aos 43 anos de idade
Leonardo morreu em decorrência de problemas cardíacos.
Neste
mesmo ano, após muitos esforços e a aliança de pessoas influentes do meio político como Marechal Cândido Rondon,
Darci Ribeiro e o Sanitarista Noel Nutels, os irmão promovem a
criação do Parque Nacional do Xingu, este com 27 mil quilômetros
quadrados, até hoje é considerado a reserva indígena mais
importante das Américas. Atualmente no Parque, hoje chamado de
Parque Indígena do Xingu, vivem mais de 6 mil índios, de 10
diferentes línguas em 18 aldeias.
Pelos
feitos realizados em prol do Parque do Xingu, da qual chamavam de
“Sociedade de Nações” os irmãos foram indicados ao “Prêmio
Nehhu da Paz”, ao famoso “Prêmio Nobel da Paz”, entre muitos
outros, inclusive diversas homenagens póstumas.
Em
1967, apoiaram a criação da Fundação Nacional do Índio –
Funai. Em 1978, após 42 anos, a jornada dos irmãos chega ao fim,
eles deixam o Parque do Xingu e vão para São Paulo, onde tornam-se
assessores da Presidência da Funai. Durante este período sempre
estiveram em apoio aos índios, realizando inúmeras conferências e
visitas ao Parque. Neste mesmo período, os dois irmãos escreveram o
livro A Marcha para o Oeste,
relatando em detalhes tudo o que foi vivido para criação do Parque.
No total escreveram mais de 12 livros e inúmeros artigos em jornais
e revistas internacionais, inclusive a National Geographic
Magazine.
Cláudio
Villas Bôas faleceu em 1 de março de 1998 aos 82 anos de idade, em
sua casa, o apartamento que dividia com Orlando, vítima de um Ataque
fulminante no coração. Em 2000, Orlando foi demitido da Funai, o
que gerou grande revolta por parte da população e exigiu inclusive
uma retratação formal por parte do Presidente Fernando Henrique
Cardoso. Já no final de sua vida Orlando começou a escrever a sua
autobiografia, que só foi lançada após seu falecimento. Orlando
Villas Bôas faleceu em 12 de dezembro de 2002, aos 88 anos, por
falência múltipla dos órgãos.
Para
encerrar deixo uma frase escrita por Orlando e que descreve
perfeitamente a gana e vontade desses três irmãos preocupados com a
cultura e a história desse país, atentos que o meio ambiente é a
relação pura entre homem e natureza, e que para demonstrar isso não existe melhor
exemplo do que eles, os índios.
As
histórias e aventuras desses irmãos só puderam se escritas com o
apoio do livro "Arraia de fogo" de José Mauro de
Vasconcelos, que descreve com bastante detalhes as histórias e ao filme Xingu que
serviu de inspiração para que eu pudesse escrever este post.
Abaixo, confira o trailer do filme, vale a pena assistir!
Espero que tenham gostado! Até semana que vem!
Por: Marcel da Silva
De: Blumenau - Santa Catarina
Email: marceljlsilva@hotmail.com
Você já curtiu aRevista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)
Hey, como vão? Sou a Tatiane Gonsales, uma das mais novas integrantes da Revista Friday! A cada 15 dias deixarei aqui meu registro a respeito de lançamentos, best-sellers ou causarei polêmicas debaterei aspectos a respeito da Literatura.
O mês de dezembro chegou, trazendo as tradicionais festas de final de ano e a famosa brincadeira de amigo-secreto. E nessa troca de presentes, muitos colocam livros na lista de “coisas que eu gostaria de ganhar”. Então aí vai uma boa sugestão para presentear o colega, a namorada, o vizinho e a avó – e, claro, para quem não dispensa uma boa leitura nas férias -: o thriller policial “O Pesadelo”, que chegou às livrarias brasileiras em novembro.
A obra é a continuação do quebra-cabeça de Lars Kepler, o pseudônimo de um casal sueco que conquistou diversos leitores com o livro “O Hipnotista” e sua trama desenvolvida através dos olhos do detetive Joona Lima. Nesta primeira peça da coletânea, o policial investiga o estranho assassinato de uma família sueca. O único sobrevivente à cena do crime é um jovem de 15 anos; e aparentemente o assassino também o queria morto, afinal, o garoto possui mais de cem facadas pelo corpo! Para desvendar o massacre, Joona recorre a um hipnotista que não realiza trabalhos há dez anos e é acusado de ser antiético.
(Foto: Reprodução)
A história mexe com a imaginação por sua riqueza de detalhes em cada capítulo: há descrições fortes que nos levam a criar a cena perfeita do que está sendo relatado – o que tornou o livro um best-seller internacional. E estas descrições são mescladas a conflitos de relacionamento, questões familiares, cenas de sexo e surpreendentes ligações de fatos que, à primeira vista, não pareciam ter sentido algum!
Aliás, é essa a peça-chave da série que te envolve da primeira à última página: a surpresa. Em dado momento você, em sua concepção, tem a certeza de que tal personagem foi responsável pelo crime; após alguns capítulos, você aposta em outro personagem; e depois outro e outro. No final, não sabe mais quem deve apontar como assassino e... PÁ! O livro desvenda cada detalhe do crime de uma forma que você, com certeza, não havia imaginado.
O sucesso da obra de Lars Kepler foi tamanho que o livro ganhou sua versão cinematográfica! O filme foi lançado em setembro na Suécia e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil (todos chora e torce, né?).Enquanto isso, dá para conferir o trailer:
Assim, “O Pesadelo” traz de volta Joona Lima, que agora é responsável por decifrar dois novos enigmas. O corpo de uma jovem é encontrado pela polícia dentro de uma lancha próxima ao arquipélago de Estocolmo – grande centro urbano e cultural da Suécia. Médicos afirmam que ela afogou-se ao constatarem seus pulmões cheios d’água. Porém, – tãn tãn tããããããn! – o barco está intacto e a garota, com corpo e roupas totalmente secas. No dia seguinte, um funcionário de alto escalão do governo aparece enforcado em seu apartamento ao som de uma música de violino; dizem que o mesmo suicidou-se, maaaas... O salão tem pé-direito alto e não há um móvel sequer que ele possa ter utilizado para subir.
Esta segunda obra de um grande quebra-cabeça tenta desvendar se há um vínculo entre estes dois crimes através da psicologia obscura de cada um dos personagens que revelam que, muitas vezes, temos de lutar contra nossas próprias motivações e medos.