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| Falta lixo na Suécia. Foto: Eduardo Andres |
Alcançar níveis mínimos de geração de poluentes e resíduos, e ainda ter total controle sob a destinação do que é gerado é o sonho de qualquer país, seja ele desenvolvido ou em desenvolvimento.
Com uma população de cerca 9,5 milhões de pessoas em um território de 450.295,00 km² a Suécia pode orgulhar-se de viver essa realidade. Em 2011 o país conseguiu evitar que 99% dos resíduos gerados fossem parar em aterros sanitários.
Parte disso deve-se, por que desde a década de 40 a Suécia tem se utilizado de incineradores para se livrar dos resíduos gerados, no início o processo de queima era transformado em energia térmica para redes de aquecimento de bairros. Com a chegada da década 70 houve um grande aumento na utilização dos incineradores que além de conseguirem suprir a demanda de aquecimento do país ainda tornaram-se importantes na geração de energia elétrica.
Em contrapartida a grande política ambiental do país incentiva a prática de reciclagem e separação do lixo doméstico. O governo até possui leis que obrigam as empresas a reciclarem níveis específicos de resíduos. Para fins de comparação, um cidadão norte-americano joga 70% mais resíduos fora do que um cidadão sueco.
Ou seja, a problemática da Suécia não é a escassez de resíduos, e sim, a falta de resíduos para serem queimados, se comparado ao grande número de incineradores disponíveis. Estes equipamentos sem utilização não fornecem energia térmica (atendidas por cerca de 810 mil casas) e nem elétrica (atendida por cerca de 250 mil casas), indispensáveis para matriz energética do país.
A solução adotada pela Suécia para minimizar esta deficiência foi importar lixo de outros países europeus, como; Inglaterra, Noruega, Holanda e Itália. Juntos, resultam em um adicional de cerca 1 milhão de toneladas de resíduos, frente a 2,5 milhão de resíduos produzidos pelo próprio país.
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| 1 milhão de toneladas de resíduos são importados para Suécia. Foto: Robynne Boyd/Creative Commons |
Não podemos dizer que a prática adotada pela Suécia é a mais ideal para o destino dos resíduos, já que queima-se os resíduos, gerando mais poluentes - ainda que de certa forma controlados - a fim de se evitar a contaminação do solo ou aquíferos. O que fica de conclusão é que a educação ambiental traz grandes benefícios quando aplicada da forma correta, pois exige muito das condutas do cidadão e mais ainda das empresas.
Por: Marcel da Silva
De: Blumenau - SC
Email: marcel@revistafriday.com.br























