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17 de janeiro de 2014

Cinema "Ninfomaníaca - Volume I"

Bueno, voltei! Para começar, desejo um tardio feliz 2014 de muita luz, muitas alegrias, muitas artes (ênfase para a sétima, por favor) e blá. 

O dinamarquês Lars von Trier, diretor, aborda o tema homônimo do título com densidade e nuances psíquicas claras. Divido em Joe jovem (Stacy Martin) e Joe agora.


Reprodução/Internet

 A história, dividida em capítulos, e em ordem de acontecimentos, é contada pela própria Joe (Charlotte Gainsbourg) para  Seligman (Stellan Skarsgard), que a encontra desacordada em um beco próximo à sua casa, e decide ajudar. Ao recuperar-se parcialmente da agressão, Joe inicia a narrativa desde sua juventude, tentando explicar o porquê de seu autojulgamento tão frio quanto o que ela faz no início sobre sua moral, com a frase "Eu sou uma pessoa ruim". Essa, dentre outras que fazem as vezes de carrascos de si mesma, é uma frase que insinua uma aceitação por ter sido agredida, como se ela fosse a responsável pelo que lhe acontece.

O primeiro volume é interrompido no momento em que ela fala para Seligman sobre o "não sentir mais nada" para Jerôme, que é (ou era, vai saber do volume II, né gente...) um cara sensual que ela deu uma zoada no início de sua vida ninfomaníaca, mas depois viu que podia ser legal e tals. 
 Reprodução/Internet

Reprodução/Internet

 A história é contada com características de Lars, como a acidez de comentários, e grafismos em momentos-chave para o roteiro. Esses insights são ilustrados e fixados como que para tornar claro e visível o subjetivo do sentimento
Reprodução/Internet


Reprodução/Internet

Não vejo o filme como um pornô mal feito, nem uma tal epopeia pornô, muito menos algo de mau gosto. Para mim, a intenção de Lars foi, mais uma vez, construir a personagem com densidade e afluentes para discussão, como o sentimento de culpa, o ser ninfomaníaca, a incompreensão do mundo, a rejeição do amor (até o encontrar...), e metáforas de luz que abraça o contexto.

A fotografia, de acordo com essa proposta pouco leve, vai ao encontro da trilha sonora que ficou show!

Participação de Uma Thurman fantástica! Ela entra e abala com graça (sim, de humor também) uma das cenas onde um tal Sr. H, decide que quer morar com a jovem Joe. Sério, muito bom.


Reprodução/Internet

Vale muito a pena assistir, e mais do que isso, tentar compreender realmente o que está sendo transmitido com a profundidade que a atriz se permite encarar a história.

Besitos de luz :)

ps: o início demorado do filme incomoda, e inquieta muita gente... se foi proposital? Imagina...
ps 2: problemas em ver bilolos pênis e periquitinhas vaginas? ou fique nu disso, ou não vá mesmo... sério. 



Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

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16 de outubro de 2013

Freud tem uma amante: desvende os encontros do psicanalista e sua cunhada



Cerca de 70 anos de burburinhos aqui e ali. Boatos rondaram estas últimas sete décadas sobre o romance de Sigmund Freud e Minna Bernays. Teria mesmo o pai da psicanálise um envolvimento com sua cunhada?

A fonte mais confiável foi Carl Jung, psiquiatra que disse ao mundo que a mocinha lhe contou sobre os encontros amorosos em 1957.

Em 1972, a filha mais nova do mestre, Anna Freud, doou a uma biblioteca dos EUA cartas pessoais do pai que não deveriam ser abertas à exposição pública. Mas as cartas tinham um vazio... Numeradas em ordem cronológica conforme as datas escritas, não existia um registro sequer entre 1885 e 1900, período em que começam a supor que a relação extraconjugal teria acontecido. 

Freud e sua espoca, Martha. Coitada... Cof cof.

Eis que em 2006, somente há sete anos atrás, um sociólogo alemão e espertinho encontrou um livro de registros de hóspedes em um motel na Suíça. E quem estava lá? Pois bem, Freud e sua amante, em 1898.

De Viena para Londres, a família do psicanalista se mudou em 1938 em uma fuga de ocupação nazista. Um ano depois, Sigmund Freud falece devido a um câncer na garganta. Dizem que com a “morte de seu amor”, Minna Bernays permaneceu isolada em seu quarto e em alguns meses após o ocorrido, morreu devido a uma insuficiência cardíaca...

Assim, “A Amante de Freud” mescla o real e o imaginário de Minna Bernays dividida entre o carinho por sua irmã e a paixão pelo cunhado. As autoras Jennifer Kaufman e Karen Mack reconstroem, juntas, os anos de relacionamento entre Freud e Bernays, mostrando a batalha do estudioso com suas teorias sobre a sexualidade e sua infelicidade no casamento.



A Amante de Freud
Autoras: Jennifer Kaufman e Karen Mack
Editora: Casa da Palavra
Páginas: 336
Preço: R$ 40





Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP

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