A primeira, e mais árdua, etapa da vida homossexual é a auto-aceitação. O jovem gay convive com o conflito sem poder dividi-lo com ninguém. Não há como requerer o ombro de um amigo, já que o próprio jovem ainda não entendeu que não há erros em ser gay. Nessa etapa, muitos jovens desistem e acabam se reprimindo ou dando um fim a própria vida. Seria plausível a apresentação de estatísticas para demonstrar esse índice, mas, infelizmente, no Brasil ainda não há monitoramento quanto a essa questão.
Após todas as implicações que a auto-aceitação traz, o jovem parte para a etapa de apresentação de sua verdade ao mundo. É aí que novos conflitos surgem: pessoas que não entendem a condição/opção sexual diferente e os jovens gays que não entendem o estranhamento alheio. No mundo perfeito todas as pessoas entenderiam o fato das outras terem modos diferentes de buscar a felicidade;
No entanto, hoje, no Brasil, no mundo como um todo, AINDA não é assim. É necessário entender que os pais não tem uma rápida aceitação. É normal ser feliz com pessoas do mesmo sexo, não é "normal" para as outras pessoas conviverem abertamente com isso. Indispensável é criar uma barreira, uma auto-defesa para os golpes que podem ser deferidos. Saber que possivelmente haverão rejeições é importante para que não hajam esmorecimentos ao decorrer do caminho.
Costumo dizer: você demora anos para se aceitar, não exija que os outros te aceitem tão rápido e naturalmente. Viva sem a intenção de agredir e chocar as outras pessoas. Seja feliz!
Costumo dizer: você demora anos para se aceitar, não exija que os outros te aceitem tão rápido e naturalmente. Viva sem a intenção de agredir e chocar as outras pessoas. Seja feliz!
O meu nome é Gustavo Rodrigues, eu tenho 20 anos e orgulho de ser gay. Namoro com um garotão de 24 anos, mas ainda não tive a coragem necessária para contar aos meus pais. Contudo, não pretendo me abater com nada que tente barrar a minha felicidade.
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Adimiro você, sua coragem e posso dizer com toda certeza que me orgulho de ter você como um bom amigo!
ResponderExcluirMeu nome é Felipe Duarte tenho 27 anos a 2 anos sou casado com uma mulher maravilhosa e tenho orgulho em conviver e participar da vida de todos que fazem o bem, independente da opção sexual, religiosa cor ou raça.
...a verdade é que as pessoas não devem ser julgadas pela suas opções, e sim pelo que representam a sua família e a sociedade.
ResponderExcluirGustavo,
Viva este momento como se fosse único, ame sempre e seja amdo por todos a sua volta!!!
Ainda bem que existem pessoas inteligentes que sabem falar a respeitos de assuntos tão polêmicos em nossa sociedade sem cair na mesmice popular do senso comum. Confesso que como hetero ainda não entendo muita coisa sobre "opção” / “condição" sexual, mas pelo menos sei o que eu não devo pensar: preconceito. Essa palavra/pensamento é a chave principal de tudo. Muito mais até que aceitação, pois eu não aceito muita coisa, porem tento ao máximo não ter preconceitos. Preconceito é o embrião para violência, intolerância e outros holocaustos... Também não gosto muito dessa coisa de "Militância", ou Parada Gay, Negra... Acho que esses movimentos perderam um pouco o foco e viraram apenas uma balada a céu aberto. No entanto acho que as mudanças necessárias para vencer o câncer do preconceito será conquistado com educação. E sim, leva muito tempo. Gostei do que você comentos a respeito dos jovens gays que se preocupam quanto à aceitação imediata dos outros e mais próximos ante a sua revelação: “você demora anos para se aceitar, não exija que os outros te aceitem tão rápido e naturalmente. Viva sem a intenção de agredir e chocar as outras pessoas. Seja feliz!" Acho que é isso mesmo, a sociedade levará muito tempo para ao menos entender certas coisas, mas não devemos deixar de investir sempre em educação, educação, educação... Valeu, desculpa o tamanho do texto e obrigado pelo espaço
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