Odessa_Bee Gees
Gravadora: RSO
Lançado em: 22 de Fevereiro de 1969
Nota: 8.3 / 10
Agora, só em 2013.
Até.
Gravadora: RSO
Lançado em: 22 de Fevereiro de 1969
Nota: 8.3 / 10
A associação é clássica:
tente parar alguém na rua e pedir para que cante uma música dos Bee Gees. Não
importa quem, a trilha vai ser sempre a mesma: as músicas presentes no clássico
“Embalos de Sábado a noite”, aquele filme de 1979 em que John Travolta mostra
ao mundo seu rebolado, e que entupiu cinemas durante algum tempo. “Stayin’ alive”, “You should be dancing” e a baladinha “How deep is your love” até hoje são lembradas nos “momento saudade”
das rádios FM Brasil afora.
Mas quem resolver pesquisar a história dos irmãos Gibb
vai descobrir que essa é apenas a ponta do iceberg.
Antes de se renderem à era Disco – e encher os tubos de dinheiros com isso- os
rapazes fizeram de tudo: rock como os Beatles, psicodélico como Jefferson
Airplane e, quem diria, um ótimo álbum duplo com tudo isso. É o que provou ser
o Odessa.
Lançado no início de 1969, no ápice dos álbuns clássicos
de rock, tem uma produção impecável de Robert Stigwood – o mesmo que cuidou de
Eric Clapton – e um acabamento dos discos em uma caixinha de veludo. Menos
musical que o anterior Idea, o Odessa
tem mais experimentação, mais texturas diferentes e canções mais trabalhadas e
longas.
A introdutória, “Odessa (City in the black sea)”, é uma das melhores do álbum: Um tema sombrio, com sete minutos permeados com violão, violoncelo e um vocal equilibrado de Robin. Outra música onde ele solta seus agudos com vibrato é “Black Diamond”, essa já mais curta e com uma cara mais romântica.
Lançado no início de 1969, no ápice dos álbuns clássicos
de rock, tem uma produção impecável de Robert Stigwood – o mesmo que cuidou de
Eric Clapton – e um acabamento dos discos em uma caixinha de veludo. Menos
musical que o anterior Idea, o Odessa
tem mais experimentação, mais texturas diferentes e canções mais trabalhadas e
longas.A introdutória, “Odessa (City in the black sea)”, é uma das melhores do álbum: Um tema sombrio, com sete minutos permeados com violão, violoncelo e um vocal equilibrado de Robin. Outra música onde ele solta seus agudos com vibrato é “Black Diamond”, essa já mais curta e com uma cara mais romântica.
O irmão mais velho, Barry, é o
responsável pelas surpresas agradáveis do álbum: “Marley put drive”, junto com “Give
your best” são duas faixas inspiradas no country e no bluegrass
americano, com banjo e violino. O grupo chegou a se separar durante as
gravações do álbum, com Robin alegando não ter tanto espaço para cantar quanto
seu irmão. Por essas e outras razões o trabalho do irmão de cavanhaque seja,
pelo menos aqui, diminuído.
No segundo disco o experimentalismo do grupo fica mais visível:três das nove faixas são instrumentais, onde predominam a liderança de Maurice, o multi-instrumentista da família. Apesar de abrir com um single,”Lamplight”, a parte final é realmente mais progressiva e soturna. Alguns dos arranjos que se ouvem seriam repetidos anos depois, pela Electric Light Orchestra.
Quem chega ao final do segundo disco provavelmente passou por uma das obras mais desconhecidas e subjugadas do rock moderno. Os Bee Gees não são apenas “aquela banda do filme do Travolta” ou “os caras que cantaram com a Celine Dion”. O tempo enterrou essa grande obra de arte, mas, como eu sempre tenho dó de vocês, cá está o disco completo para quem quiser ouvir.
No segundo disco o experimentalismo do grupo fica mais visível:três das nove faixas são instrumentais, onde predominam a liderança de Maurice, o multi-instrumentista da família. Apesar de abrir com um single,”Lamplight”, a parte final é realmente mais progressiva e soturna. Alguns dos arranjos que se ouvem seriam repetidos anos depois, pela Electric Light Orchestra.
Quem chega ao final do segundo disco provavelmente passou por uma das obras mais desconhecidas e subjugadas do rock moderno. Os Bee Gees não são apenas “aquela banda do filme do Travolta” ou “os caras que cantaram com a Celine Dion”. O tempo enterrou essa grande obra de arte, mas, como eu sempre tenho dó de vocês, cá está o disco completo para quem quiser ouvir.
Agora, só em 2013.
Até.
Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba, SP















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