4 de março de 2013

Para a moda, com amor

ALERTA: post opinativo, não leia se curtir demais um mimimi.


Ano passado, conheci um estilista que, antes de conversarmos, não sabia da existência. Jum Nakao me inspirou de diversas maneiras, mas a mais importante delas foi a minha visão da moda.

Antes, ele desfilava sua coleção nos principais circuitos de moda do país, inclusive o SPFW, onde, em junho de 2004, o desfile conceitual “A Costura do Invisível” surpreendeu a todos. Se você conhece o desfile em questão, ótimo, se não conhece, corre ver no link.

Depois de uma pequena conversa, fui buscar mais sobre o artista que Jum Nakao era antes de eu ter contato com a moda (sorry, sou 9nho) e me supreendi com a criatividade que ele sempre colocou nas criações. Vendo o sucesso que ele tinha, me surpreendeu mais ainda ele ter largado a moda e demorei a notar o que ele notou em 2004.

Segundo o que percebi de tudo o que li de Jum Nakao, ele desistiu da moda brasileira por ter visto nela uma necessidade de ser vendida demasiada e o esquecimento da criatividade nas criações.

Prefiro não citar um estilista brasileiro super bem cotado que ainda está nos circuitos nacionais e internacionais de moda, que associa seu nome à marcas como Chilli Beans a cada mês, pois isso geraria mais mimimi ainda. Rsrs.
(Fonte da imagem: lookbook.nu)

Pensando no que Jum Nakao me mostrou, comecei a notar uma moda masculina enfadonha, previsível e até chata, principalmente na moda das ruas. O hype está tão repetitivo que cada look que aparece no famoso lookbook.nu me gera um bocejo.

A moda masculina já foi pior, eu admito, mas hoje, com todos os recursos e possibilidades que temos disponível, porque continuar batendo na tecla da calça-skinny-com-barra-dobrada-mostrando-o-calcanhar? Acho essa moda de calça de pular brejo muito enjoativa e desnecessária. Além de tudo, ela vai te deixar com as pernas menores.

O pior de tudo não é o estilo da calça-skinny-com-barra-dobrada-mostrando-o-calcanhar, e sim a ausência de personalidade e inovação nas criações. Com o estilo muito copiado, a originalidade se perde e com ela, o caráter pessoal da moda.

Que tal deixar um pouco de lado o que está em alta nas ruas e focar mais em se expressar? Vamos viver em um mundo mais original e autêntico =D

Com amor,

Trocatti.

Por: Rafael Trocatti
De: Embu das Artes - SP
Email: rafaeltrocatti@gmail.com

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