Senhoras
e senhores, lindos e lindas, meu povo e minha pova, olá! Meu nome é Ana Paula e eu vim aqui pra falar de teatro!
Hoje eu vou destacar três filmes
muito bons que nasceram nos palcos!
Vamos falar de O Auto da Compadecida,
Chicago e Trair e Coçar É Só Começar.
O Auto da Compadecida
O
Auto da Compadecida é um dos filmes nacionais de maior sucesso e
levou mais de 2 milhões de espectadores ao escurinho do cinema. O autor, Ariano
Suassuna, escreveu a peça de teatro em 1957. Em 1999, a Rede Grobo
exibiu uma minissérie baseada na história do mestre Suassuna e logo veio o
convite para fazer o filme. E que filme!
O Auto da
Compadecida conta a história de João
Grilo e Chicó, dois sertanejos
muito pobres que vivem de trambiques e pequenos negócios para sobreviver no
sertão nordestino. Em uma de suas jornadas, eles se envolvem com Severino de Aracajú, um temido
cangaceiro. Uma história de drama e comédia que faz com que o espectador fique
hipnotizado na cadeira. O destaque é pra cena do purgatório, onde João Grilo, o
padeiro e sua esposa, o padre, o bispo e Severino estão sendo julgados por seus
pecados e por fim só sobre João, que tem que pedir ajuda a Nossa Senhora para poder resolver seu problema.
Chicago
Quem nunca assistiu Chicago, não sabe o que está perdendo. A peça foi produzida em
1975, escrita por Fred Ebb e Bob Fosse e suas raízes vêm da história de Beaulah
Annan e Belva Gaertnet, duas mulheres acusadas de assassinato e absolvidas após
um certo tempo.
Chicago conta
a história de Roxie Hart, uma dona de
casa que sonha em ser uma grande estrela. Roxie é uma grande fã de Velma Kelly, uma estrela dos bares.
Velma ganha ainda mais fama quando mata seu marido e sua irmã – amante dele – a
sangue frio e vai para a prisão. Lá acaba encontrando Roxie, que foi presa por
matar seu amante Fred. Começa então uma disputa de egos entre as duas, enquanto
o advogado de ambas, Billy Flynn, tenta tirá-las da prisão. O destaque é para o
número musical Cell Block Tango, que
conta com as seis assassinas, inclusive Velma, que contam como assassinaram os
seus maridos. (“Eu estava cortando o
frango para o jantar. Então meu marido Wilbur entra na cozinha, louco de raiva
e grita que eu estou dando para o leiteiro. E foi aí que ele correu em direção
à minha faca. Ele correu em direção à minha faca dez vezes.”)
Trair
e Coçar É Só Começar
A peça é de Marcos Caruso e teve sua estreia em
1986, no Rio de Janeiro. Em 2006 a peça foi transformada em filme e acabou
virando um filme muito bom!
Trair e Coçar É Só
Começar conta a história de Olímpia, uma empregada doméstica muito
intrometida, que coloca um condomínio grande de classe média/alta de pernas
para o ar ao desconfiar que seus patrões são adúlteros. O destaque aqui não é
pra uma cena, mas sim pra genialidade e simplicidade da coisa. O autor mistura
tudo e dá um nó cego, mas no fim é só puxar uma das pontas para que tudo se
resolva. Genial!
É
isso gente, espero que tenham gostado! Vou continuar fazendo meus levantamentos
sobre peças que viraram filmes para contar aqui para vocês. Até semana que vem
(:
Por: Ana Paula Cadamuro
De: São Paulo - SP
Email: anapaula@revistafriday.com.br

























