Às vezes a surpresa bate na
porta. Comigo e com você, algumas vezes até. “Como assim tal cantor morreu?”. Foi assim com Michael Jackson, foi
assim com Amy Winehouse, assim foi com Lennon, Sinatra e tantos outros. Como a
editoria aqui é rock - e rock antigo- vamos falar de algumas mortes
relacionadas aos moços das guitarras. No caso de hoje, uma tragédia que, no
próximo domingo, completa 54 anos. O evento conhecido como The Day the music died, ou simplesmente “O dia em que a
música morreu” foi um acidente eu levou, pra sete palmos, vários artistas de
uma vez.
3 de
fevereiro de 1959. No meio de uma turnê pelo meio-oeste americano, o pequeno
avião que levava os cantores da "The WInter Dancy Party" espatifou-se a pouco depois da decolagem, num lago
no estado de Iowa. Dentro da aeronave estavam três dos maiores nomes do rock
and roll americano à época: Buddy Holly, “The Big Bopper” Richardson e Ritchie Valens.
O primeiro, com óculos wayfarer e perfil de nerd, estourava com Peggy Sue. O segundo, o menos conhecido
da turma, estava entrando nas paradas com ChantilyLace. E o terceiro, um imigrante de mexicanos de apenas 17 anos, arrasava
bailes com seu primeiro -e obviamente- último sucesso (sim, você conhece).
Dizem
que o destino é implacável, e essa afirmação é válida no caso de Ritchie: ele
nunca tinha viajado de avião na vida, e ganhou o lugar do outro cantor, Dion
DiMucci, da Dion and the Belmonts, no cara ou coroa. Ao ver que era ele o
escolhido a pagar os 36 dólares da viagem, resolveu entrar. Uma de suas frases
finais foi: “É a primeira vez que ganho qualquer coisa na vida”. Pra quem
acredita, é um prato cheio.
Não foram poucos os influenciados por esta tragédia. Grande parte da obra de rock and roll original estava nos destroços daquele pequeno avião. Do
outro lado do país, em Nova Iorque, um adolescente, entregador de jornais, estava estarrecido pela
notícia que estava nos jornais a tiracolo. O nome dele era Don
McLean e o enigmático poema que compôs sobre aquele dia virou uma
canção-símbolo de sua época, alcançando o topo das paradas. Virou uma American Pie.
O problema é que este desastre não foi o único. No
próximo post, o mais sangrento episódio das tragédias do rock: quando (quase)
uma banda inteira foi pro saco. Até
Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba - SP



















