Ray Bradbury é um escritor americano de ficção-cientifica mais conhecido por suas obras “Fahrenheit 451” e “Crônicas Marcianas”. Apesar de não ter concluído sua formação acadêmica, se tornou um dos mais famosos escritores de ficção-cientifica de todos os tempos, ganhando importantes prêmios com mais de 30 livros publicados durante sua vida. “Licor de Dente-de-Leão” é algo entre o autobiográfico e o fantástico. O livro conta a história de Douglas Spaulding, da cidade de Green Town e do verão de 1928. Douglas tem doze anos e acaba de perceber que está vivo. O verão sempre parece promissor com todas as aventuras e com os dentes-de-leão, colhidos para fazer o licor que vai durar o ano todo.
Mas esse verão em particular conta com experiências marcantes na vida do menino. É durante esse tempo que ele conhecerá a maquina da felicidade, o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos, a bruxa do tarô e muitos outros acontecimentos que o mudarão para sempre.
E quando um livro é o livro mais lindo do mundo? Quando você está lendo e quer terminar logo, só pra poder passar a última página, voltar para o começo e ler tudo de novo? É assim que é "Licor de Dente-de-Leão" funciona. Só basta um gole para aquecer seu coração e você lembrar das memórias que estava começando a esquecer. O livro me lembrou muito a esperteza e inocência que aparecem nas crianças de "O Sol É Para Todos" clássico americano da autora Harper Lee. Douglas e principalmente seu irmão caçula Tom (meu personagem favorito), têm aquela sabedoria que só a infância carrega e que às vezes se perde com o tempo.
Ray Bradbury escreve de um jeito único sobre as pequenas coisas maravilhosas da vida e sobre como é a percepção do mundo através dos olhos de uma criança que está prestes a começar a vida adulta. Vale a pena ler e reler.
“– Tom, se este ano passou desse jeito, como será o ano que vem: melhor ou pior?
– Não pergunte a mim. – Tom soprou uma melodia em um caule de dente-de-leão. – não fui eu quem fez o mundo. – Ele pensou no assunto. – Mas alguns dias eu sinto que fui. – Ele cuspiu com felicidade.”“– Tom, se este ano passou desse jeito, como será o ano que vem: melhor ou pior?
Por: Virgínia Fróes
De: Natal - RN
Email: virginianavarro17@gmail.com



















