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10 de julho de 2013

Senta que lá vem história: Conheça a trajetória de câmeras que marcaram época.

Não importa quão leiga é a pessoa, um objeto antigo sempre gera curiosidade… Quando eu ando pelas ruas com uma câmera tipo Rolleiflex pendurada no pescoço, sempre sou parado por pessoas que sempre perguntam coisas tipo: "Nossa, ela funciona?", "Você ainda encontra filmes para vender?", "Eu tive uma dessa", "Tira uma foto minha?"...

De fato, muita gente se interessa por câmeras antigas. É por esse motivo que eu resolvi escrever esse texto, para que essas pessoas percebam que a beleza destas câmeras vai além de sua estética.

Bom, então vamos ao que interessa!

Para essa primeira edição resolvi escolher 3 câmeras que revolucionaram sua área na fotografia: a Polaroid SX-70, Leica M3 e a Rolleiflex.
Vamos começar pela Polaroid SX-70.

Ahh Polaroid...

Tem alguma coisa sobre a ideia de imprimir suas fotos na hora que fascina muita gente até hoje na "era digital". A Polaroid usou uma estratégia de marketing muito interessante, praticamente criou um ritual: apontar a câmera, bater a foto, escutar um barulhinho e depois chacoalhar a foto até uma imagem magicamente aparecer… É genial, rolou até um arrepio aqui!  Mas na verdade tudo se resume a uma coisa: tanto hoje como na década de 70, se você tem uma Polaroid você é cool e seus amiguinhos vão gostar mais de você.

Andy Warhol sendo cool com sua Polaroid SX-70.

O modelo SX-70 foi o responsável por criar esse ritual e o primeiro que era facilmente utilizável. Sim, era apertar um botão e esperar. Só isso, sem ajustes de velocidade, abertura e suas implicações e até seu filho de 5 anos faria boas fotos com essa câmera, sem contar que era compacta, se dobra e se contorce toda até ficar do tamanho de um bloco de notas (vai, para época isso é bem pequeno). Por último, peço a permissão para dar a minha opinião pessoal: além de estar na modinha ela é linda.

Passamos para a Leica M3, a primeira Leica (se pronuncia "Laica") com baioneta. Quem conhece Leica sabe que estamos falando do supra-sumo de equipamento fotográfico. Quando eu disse que os amiguinhos gostam mais de quem tem uma Polaroid, nem te conto o que eles vão querer fazer se você tiver uma Leica (provavelmente roubar, já que Leicas são caríssimas). Pessoalmente eu as considero super estimadas, tem câmeras mais baratas que oferecem as mesmas coisas. Mesmo assim, não se pode negar que elas fizeram história nas mãos de fotógrafos como Henri Cartier Bresson ou Sebastião Salgado.

As Leicas são feitas para fotografia de rua: são silenciosas (para ninguém escutar que você está tirando uma foto), são discretas (para ninguém ver que você está tirando uma foto), o foco é rápido e preciso (típico das rangefindes), robustas, as lentes são muito boas, etc, etc... O complicado é ter coragem para sair na rua, no Brasil, com uma câmera de R$15.000.

Por fim, a Rolleiflex!

Como já dizia João Gilberto "…te fotografei com minha Rolleiflex, revelou-se sua enorme ingratidão…" Com uma câmera dessas, atualmente, João com certeza arrumaria uma musa mais grata! E de fato, a Rolleiflex é a câmera ideal para você fotografar a sua musa. Ela é ótima para retratos, mas não deixa de ser boa para foto-jornalismo, paparazzi e infelizmente fotografia de casamento. O problema é que os fotógrafos não tinham o menor cuidado com essas lindas máquinas e é por isso quase todas que você encontra hoje estão detonadas…
Rolleiflex: Essa belezinha foi considera notável em sua época pelo seu tamanho compacto e peso reduzido
        A Rolleiflex se diferenciou das outras câmeras médio formato porque mantinha a qualidade óptica e deixava tudo mais prático: você não mais demorava 20 minutos para tirar a foto, na Rolleiflex bastavam 10!

Brincadeiras à parte, ela é bem prática, virar o filme, focar com a tela de vidro despolido (muito mais brilhante que as concorrentes), ajustar a velocidade, a abertura e pronto (não é um Iphone mas é bastante prático). Você vai ter uma foto melhor que qualquer 35mm.

Quer saber mais sobre essas belezuras? Dê uma passadinha aqui: Lift 'n Cam



Por: Leo Lazzaro
De: São Paulo-SP


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