Na época que participava do Monty Python, Terry Gilliam começou fazendo animações sem sentido, envolvendo cabeças que se abriam e pés gigantes, para as vinhetas da série. Depois, passou a trabalhar na direção de cinema, sendo responsável por filmes como “Monty Python e o Cálice Sagrado”, “Irmãos Grimm” e “Os 12 Macacos”. Porém, a sorte não é a melhor amiga de Gilliam quando se trata de direção de filmes. Prova disso é “O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”, que se tornou mais famoso talvez pelo fato de um dos seus atores principais, Heath Ledger, ter falecido enquanto o filme estava sendo rodado.
O longa conta a história do Dr. Parnassus, o qual tem a capacidade de inspirar a imaginação das pessoas, faz um pacto com o diabo para ser imortal, mas a um preço: Teria que entregar para o diabo qualquer filho que ele tivesse quando completasse 16 anos. Enquanto isso, Parnassus viaja com sua trupe, composta por sua filha Valentina (Lily Cole), seu assistente Percy (Verne Troyer) e do mágico Anton (Andrew Garfield), proporcionando as pessoas a chance de transcender a realidade e entrar num universo mágico sem limites. Poré, tudo muda quando encontram Tony (Heath Ledger/Johnny Depp/Colin Farrel/Jude Law), pendurado pelo pescoço em uma ponte de Londres. Após o resgate, Tony começa a ajudar Parnassus a ganhar uma nova aposta feita contra o diabo: conseguir cinco almas antes do aniversário e Valentina (em três dias), em troca da anulação do pacto anterior.
De fato, o que mais chama atenção em todo o filme são os seus recursos gráficos e a capacidade de reproduzir o que seria o imaginário do ser humano para a realidade. Além das viagens entre imaginário e realidade, o longa nos proporciona críticas às pessoas que deixaram de sonhar, as histórias que deixamos de viver, os erros que não assumimos e ao capitalismo. Apesar de ter perdido um dos seus atores principais, Gilliam contou com a ajuda de Depp, Law e Farrel para dar continuidade à história. Não que a morte do Heath Ledger tenha sido uma coisa boa (saudades, Heath!), porém, o rumo que a história tomou após o ocorrido, foi o que tornou o filme tão bom que nem parecem alterações feitas de última hora.
Que rumo foi esse? Ah, isso eu vou deixar pra vocês imaginarem até assistirem ao filme. Boa sessão!
Direção: Terry Gilliam
Gênero: Fantasia, Aventura
Duração: 123 min
Ano: 2010
Por: Natália Farkatt
De: Natal - RN
Email: natalia@revistafriday.com.br
















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