Oi!
Gente, fui assistir o filme já com o coração na mão dado o histórico de Baz Luhrmann e sua ~personalidade filmográfica~. As câmeras em constante movimento, o show de cores, brilhos, numa pegada (quaaase) kitsch, são sua marca registrada, bem como os romances que o enredo traz, geralmente impossíveis.
Ao filme: O rico jovem Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) é objeto de curiosidade de Nick Carraway (Tobey Maguire), seu vizinho. Ao receber o convite para participar de uma de suas festas atende ao chamado e a partir daí entra em um universo paralelo à sua realidade. A prima de Nick, Daisy Buchanan (Carrey Mulligan), é casada com Tom Buchanan (Joel Edgerton) e posteriormente Gatsby faz uso de sua aproximação ~despretensiosa~ com Nick para retomar o contato com a jovem. Deste momento em diante dá-se uma série de acontecimentos que levam a um desfecho ligado à crítica da sociedade retratada ali, na década de XX, e seus afluentes.
O filme, que já teve outras versões gravadas anteriormente (a mais famosa, em 1974, de Jack Clayton), adquiriu o estigma de ser 'pouco possível' em versão cinematográfica, nunca alvoroçando ou chegando próximo do sucesso de um dos romances mais famosos da literatura norte-americana.
Acontece que comparações entre livros e filmes não deveriam ser feitas, na minha modesta e completamente irrisória opinião, pelo simples fato de serem dois ambientes completamente diferentes. Um e outro modo de transmitir a história correm em paralelo, nunca convergindo, pois a essência ali está, mas as ferramentas para trazer o público até ela são claramente desniveladas (horizontalmente, por favor, tenho um tombo por livros também).
As fracas atuações: a menina Carrey supera todos os outros nesse (triste) quesito. A personagem podia não requerer nada de efeito monstruoso, mas o básico da atuação dela como personagem importante pareceu tão despretensioso que nada agregou para diferenciar-se de ser "mais uma atriz". Tobey Maguire e Leonardo DiCaprio são razoáveis, com ápices na expressão do Seu Leonardo. Joel Edgerton, para mim, foi a surpresa, tanto em efeito quanto em expressão.
Fiquei em dúvida até pouco tempo se havia gostado ou não. A trama, que tem origem no livro homônimo de F. Scott Flitzgerald, não foi levada por ele. Ao contrário, pareceu secundária frente ao espetáculo montado. Ao fim, quando a característica estética desmonta e o tal amor impossível torna-se protagonista, encontramos a essência e aí até rolam uns chorinhos pela sala.
Se levados em consideração todos os aspectos, admito que impressiona. Impressiona mas, a mim, deixemos claro, não comoveu. Exceto no fim.
E no fim... bom, acaba.
Beijos de luz no coração puro de todos.
Gente, fui assistir o filme já com o coração na mão dado o histórico de Baz Luhrmann e sua ~personalidade filmográfica~. As câmeras em constante movimento, o show de cores, brilhos, numa pegada (quaaase) kitsch, são sua marca registrada, bem como os romances que o enredo traz, geralmente impossíveis.
Ao filme: O rico jovem Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) é objeto de curiosidade de Nick Carraway (Tobey Maguire), seu vizinho. Ao receber o convite para participar de uma de suas festas atende ao chamado e a partir daí entra em um universo paralelo à sua realidade. A prima de Nick, Daisy Buchanan (Carrey Mulligan), é casada com Tom Buchanan (Joel Edgerton) e posteriormente Gatsby faz uso de sua aproximação ~despretensiosa~ com Nick para retomar o contato com a jovem. Deste momento em diante dá-se uma série de acontecimentos que levam a um desfecho ligado à crítica da sociedade retratada ali, na década de XX, e seus afluentes.
O filme, que já teve outras versões gravadas anteriormente (a mais famosa, em 1974, de Jack Clayton), adquiriu o estigma de ser 'pouco possível' em versão cinematográfica, nunca alvoroçando ou chegando próximo do sucesso de um dos romances mais famosos da literatura norte-americana.
Acontece que comparações entre livros e filmes não deveriam ser feitas, na minha modesta e completamente irrisória opinião, pelo simples fato de serem dois ambientes completamente diferentes. Um e outro modo de transmitir a história correm em paralelo, nunca convergindo, pois a essência ali está, mas as ferramentas para trazer o público até ela são claramente desniveladas (horizontalmente, por favor, tenho um tombo por livros também).
As fracas atuações: a menina Carrey supera todos os outros nesse (triste) quesito. A personagem podia não requerer nada de efeito monstruoso, mas o básico da atuação dela como personagem importante pareceu tão despretensioso que nada agregou para diferenciar-se de ser "mais uma atriz". Tobey Maguire e Leonardo DiCaprio são razoáveis, com ápices na expressão do Seu Leonardo. Joel Edgerton, para mim, foi a surpresa, tanto em efeito quanto em expressão.
Fiquei em dúvida até pouco tempo se havia gostado ou não. A trama, que tem origem no livro homônimo de F. Scott Flitzgerald, não foi levada por ele. Ao contrário, pareceu secundária frente ao espetáculo montado. Ao fim, quando a característica estética desmonta e o tal amor impossível torna-se protagonista, encontramos a essência e aí até rolam uns chorinhos pela sala.
Se levados em consideração todos os aspectos, admito que impressiona. Impressiona mas, a mim, deixemos claro, não comoveu. Exceto no fim.
E no fim... bom, acaba.
Beijos de luz no coração puro de todos.
Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo -SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br





















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