#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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26 de julho de 2013

Estreia "Simplesmente Uma Mulher"

Gente linda, mais uma (dentre tantas) estreia nos cinemas. Do diretor Rachid Bouchareb, "Simplesmente Uma Mulher" (original: Just Like A Woman) tem no enredo diversos clichês. Trata-se do encontro de duas mulheres que tem em sua intimidade fracassos pessoais e profissionais. Marilyn (Sienna Miller), norte-americana, toda errada na vida: perde o trabalho e descobre um chifre um caso extraconjugal de seu marido - ao mesmo tempo. Já a pequena Mona (Golshifteh Farahani), indiana, sofre com a cobra sogra que a atormenta por ainda não ter engravidado.



Marilyn, loira, absoluta, decide então participar de um concurso de dança, tentando dar uma virada em sua vida recentemente ferrada transformada. Paralelo a isso, Mona foge de casa, sozinha, desesperada, após uma situação chata com sua sogra. As duas se encontram em um lugar X (apenas X, não se sabe mesmo onde é) dos Estados Unidos e decidem ir até a cidade do teste de dança da dona Marilyn. No caminho, passam por um processo de autoconhecimento, discriminação por suas origens e percalços por serem... bom... mulheres.

A história, de pouca profundidade, pode ser considerada boa. Não mais que isso. É interessante notar que os pontos que poderiam se tornar alvo de reflexão por sua densidade, foram transformados em mais um ponto do filme, numa sequência ritmada em level easy Carla Perez. 

As interpretações são razoáveis e a interação de culturas colocada de maneira leve. Alguns momentos como quando Marilyn é expulsa de seu emprego com um saco de lixo que tinha suas coisas dentro, trazem subjetividade à cena: vida em frangalhos da pequena e doce Marilyn jogada cruel e friamente num saco de lixo preto de 50 litros.

As mudanças de paisagem durante a evolução do filme são ponto positivo: destacam-se pela coerência com os sentimentos exprimidos pelas personagens. Alguns enquadramentos valorizam tanto essa questão, que tornam Sienna e Golshifteh coadjuvantes. Detalhe da fotografia, que foi feliz ao conseguir captar o intuito do diretor em sua transposição do roteiro para a tela.





Um filme com clichês, sem um desfecho (o que adoro), mas bonitinho pra assistir com o noivinho, amiguinho, coleguinha... Relata, enfim, a busca eterna pelo que queremos. O que se quer, afinal? Essa coisa inata do ser humano buscando felicidade e tentando entender suas motivações.

E menos polêmico que outros do mesmo diretor como Fora da Lei, que tratou da indepêndencia da Argélia, e causou em Cannes.

Bonitinho, afinal. 

Beijo no coração.




Por: Bárbara R. Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br

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14 de junho de 2013

Estreia: O Grande Gatsby

Oi!

Gente, fui assistir o filme já com o coração na mão dado o histórico de Baz Luhrmann e sua ~personalidade filmográfica~. As câmeras em constante movimento, o show de cores, brilhos, numa pegada (quaaase) kitsch, são sua marca registrada, bem como os romances que o enredo traz, geralmente impossíveis. 




Ao filme: O rico jovem Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) é objeto de curiosidade de Nick Carraway (Tobey Maguire), seu vizinho. Ao receber o convite para participar de uma de suas festas atende ao chamado e a partir daí entra em um universo paralelo à sua realidade. A prima de Nick, Daisy Buchanan (Carrey Mulligan), é casada com Tom Buchanan (Joel Edgerton) e posteriormente Gatsby faz uso de sua aproximação ~despretensiosa~ com Nick para retomar o contato com a jovem. Deste momento em diante dá-se uma série de acontecimentos que levam a um desfecho ligado à crítica da sociedade retratada ali, na década de XX, e seus afluentes.

O filme, que já teve outras versões gravadas anteriormente (a mais famosa, em 1974, de Jack Clayton), adquiriu o estigma de ser 'pouco possível' em versão cinematográfica, nunca alvoroçando ou chegando próximo do sucesso de um dos romances mais famosos da literatura norte-americana.


Acontece que comparações entre livros e filmes não deveriam ser feitas, na minha modesta e completamente irrisória opinião, pelo simples fato de serem dois ambientes completamente diferentes. Um e outro modo de transmitir a história correm em paralelo, nunca convergindo, pois a essência ali está, mas as ferramentas para trazer o público até ela são claramente desniveladas (horizontalmente, por favor, tenho um tombo por livros também).






As fracas atuações: a menina Carrey supera todos os outros nesse (triste) quesito. A personagem podia não requerer nada de efeito monstruoso, mas o básico da atuação dela como personagem importante pareceu tão despretensioso que nada agregou para diferenciar-se de ser "mais uma atriz". Tobey Maguire e Leonardo DiCaprio são razoáveis, com ápices na expressão do Seu Leonardo. Joel Edgerton, para mim, foi a surpresa, tanto em efeito quanto em expressão. 



Fiquei em dúvida até pouco tempo se havia gostado ou não. A trama, que tem origem no livro homônimo de F. Scott Flitzgerald, não foi levada por ele. Ao contrário, pareceu secundária frente ao espetáculo montado. Ao fim, quando a característica estética desmonta e o tal amor impossível torna-se protagonista, encontramos a essência e aí até rolam uns chorinhos pela sala.

Se levados em consideração todos os aspectos, admito que impressiona. Impressiona mas, a mim, deixemos claro, não comoveu. Exceto no fim.

E no fim... bom, acaba.

Beijos de luz no coração puro de todos.


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo -SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br

27 de maio de 2013

"Faroeste Caboclo" estampa capa do Jornal Noticias Populares

Para reforçar mais ainda o lançamento de Faroeste Cabocloque estreia nessa sexta-feira, 31/05/2013 nos cinemas brasileiros, AgênciaClick Isobar, recriou uma edição especial do extinto jornal Noticias Populares (NP) para anunciar o filme.

O jornal, que circulou de 1963 até 2001, pertencia ao grupo FolhaE para quem não se lembra ou não sabe, o NP ficou famoso por estampar em suas capas e matérias, noticias sensacionalistas com títulos escabrosos que chamavam a atenção de quem passava pela banca

Na época, o pessoal costumava dizer que se você torcesse o jornal era capaz de vazar sangue.

AgênciaClick Isobar, convocou os principais responsáveis pelo jornal para um brainstorm e decidir quais seriam as manchetes que estampariam o duelo de João de Santo Cristo e Jeremias, o amor de Maria Lucia e o trafico de drogas em Brasília.

Uma excelente estratégia de marketing. Eu que já estava ansioso pela estréia do filme, me empolguei mais ainda.

Confira como foi o processo criativo:


Por: Elidio Santos
De: São Paulo - SP
Email: elidio@revistafriday.com.br

11 de maio de 2013

Estreia: Em Transe

Oi!

Pois cá estamos, frente a um filme que baaaaaah... surpreendeu. A mim, certamente. Cheguei ao cinema pronta para assistir o filme que se encaixasse no meu horário e PAH, "tem 'Em Transe' moça, pode ser?" CLARO QUERIDA, MANDA ESSE! E veio. Treze reais e um homem sensual recolhendo os tickets depois, lá estou. Aguardando sem obesas expectativas. E bom... surpreendida. Ao filme...




O diretor Danny Boyle (o mesmo de "Quem Quer Ser um Milionário" e "127 horas") inicia a trama com a narrativa sendo feita pela personagem. Isso muda no decorrer da trama, pois ela encontra seu ritmo e torna-se interessante por sua movimentação, e integração do ator apenas aos eventos do filme, de fato. 

Steve (James McAvoy) trabalha com leilões de obras valiosas, e em seus momentos de descanso, investe alto em jogos de azar. Esses tais momentos resultam em uma dívida de jogo com valor elevado, e então ele recorre a "serviços" de uma gangue. O líder da quadrilha que ajuda Steve, é Franck (Vincent Cassel), que paga a dívida, mas como pagamento pede um dos quadros da galeria. E aqui, pessoa amiga que lê esta resenha, é que o bicho começa a pegar. É armado, com a parceria de Steve, o roubo da peça. Entretanto, o líder dispara contra Steve uma pancada na cabeça durante o assalto. Esse ~tapinha forte~ o deixa desnorteado quando acorda, perdendo a lembrança de onde havia escondido o quadro, seu pagamento para a gangue. É então, contratada pela quadrilha uma hipnoterapista (Rosario Dawson) para movimentar a mente do jovem. Aqui o filme começa com aquela velha nova história onde já não sabemos mais o que é real, e o que é invenção da mente, envolvendo todos os personagens do filme. Bom... melhor assistir.




O roteiro, de John Hodge baseado no filme de Joe Ahearne, com mesmo nome, é levado pela velocidade da trama - meio TV / meio cinema - em sua formatação. É visível que o diretor afetado embala quem assiste. O tanto de furos encontrados em uma segunda vez que o filme é assistido (sim, assisti novamente) sem a tensão e inquietude da tentativa de prever o desfecho inevitáveis da primeira vez, permite visualizar tudo com mais perícia.

É interessante e insinuante. O desenvolvimento dos aspectos morais e a ~transcendência~ da hipnose no seu conceito (aqui já dialogando com a ética/falta de/moralidades), também são pontos interessantes para a construção do material ali envolvido na personalidade dos envolvidos.

Interessante também é perceber como as pessoas reagem ao filme. Parece que todos saem um pouco desnorteados, tentando entender se realmente assimilaram o filme como ele foi proposto para ser assimilado. A compreensão da história não é em si um problema, acredito, mas sim o definir para si mesmo que a divisão entre real e fantasioso foi colocada em seu devido lugar durante o encaixe das cenas em sua mente, para acerto final alinhado com o diretor.

Enfim... é isso, pessoal. Mais que recomendado. 

Bom filme!

Beijo de luz no coraçãozinho puro de cada um.



Por: Bárbara R. Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br

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10 de março de 2013

Estreia "A Parte dos Anjos" e só

Oi povo!

Assim, assisti ontem essa estreia imaginando que pudesse ser um filme de roteiro simples, mas com alguma intensidade, característica do diretor.


Engano meu.

O diretor Ken Loach, que sempre marca com suas posições sociais, aqui mais uma vez o faz mas com outra intensidade. A história passa-se em Glasgow, Escócia, e tem início forte. São pessoas que obtiveram penas no tribunal a serem cumpridas com serviços comunitários. Dentre eles, Robbie (Paul Brannigan). Ele destaca-se durante uma viagem com companheiros de pena, por perceber sua capacidade de degustar whiskys com precisão surpreendente. 





A partir daí desenrola-se a história. Os jovens, pessoas boas (sem ironia) vão em busca de um barril de whisky extremamente valioso por sua raridade, tentando vender um pouco deste ~prarrecadá uma verba~, coisa que não conseguem com emprego, dada sua condição social setenciada e crise da época no país. 

O roteiro é leve, e com tiradas ótimas. Faz o pessoal no cinema gargalhar em alguns momentos, em coro. Mas são pontuais. Ser leve não implica necessariamente que o diretor afastou-se de sua carga de tensão social, mas sim, que abrandou um pouco nessa produção, após tantas. Não falta a crítica, implícita na situação dos personagens principais, na história da distribuição de renda e nos motivos que levam todos a convergirem no tal barril de carvalho americano.

Vale atentar para as "caras e bocas" dos personagens. As expressões são tão sutis e próximas, que quem assiste em pelo menos um momento vai relacionar com alguma pessoa próxima a si.

As paisagens são um ponto à parte. 

Mas sendo bem sincera, ainda prefiro o forte Ken Loach.

Enfim, é é legal sim, engraçado sim, tem a crítica ainda sim, mas tudo bastante... dissolvido.

Cuuuriosidade: "A parte dos anjos" é chamada a evaporação de 2% do álcool com o passar dos anos. 


E pra vocês que ainda poderão ir ao cinema hoje, seguem ouuuuutras estreias:


  •  Oz, Mágico e Poderoso
  •  Amor é Tudo o que Você Precisa
  •  Amigos Inseparáveis
  •  Quarteto
  •  Killer Joe - Matador de Aluguel
  •  Mulheres Africanas - A Rede Invisível (brasileiro... pensando seriamente em assistir este)

Beijos de luz





Por: Bárbara R. Argenta
De: São Paulo - sp
Email: contato@revistafriday.com.br

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12 de fevereiro de 2013

Estreia: O Amante da Rainha

Oi, lindezas!

Gente... esse filme do seu Nikolaj Arcel... bah. Ainda sinto os suspiros e pausas na respiração, em grupo, dentro da sala de cinema. É de uma complexidade encantadora.

Nada boba, essa produção dinamarquesa foi indicada ao Oscar de filme estrangeiro. Já no Festival de Berlim 2012, houve duas premiações com os troféus de melhor roteiro (de Arcel e Rasmus Heisterberg) e melhor ator para Mikkel Boe Folsgaard, intérprete do rei Christian VII.





O filme é bastante denso por envolver conflitos, sociais e pessoais nos quais os personagens estão envolvidos, interligados. O período histórico é Idade Média, "Idade das Trevas". Nesse período a princesa da Inglaterra, Caroline Mathilde (Alicia Vikander) casa-se com o rei da Dinamarca, Christian VII, que é considerado pelos nobres próximos, louco e incapaz de reger o trono que ocupa, tornando-se ali mera peça política. Mads Mikkelsen, que interpreta o médico Johann Struensee, chega na trama para cuidar do rei e suas crises, mas Christian acaba por fazê-lo além de seu médico particular, principal conselheiro. Dados aí os ingredientes para o ''triângulo capenga'' que o filme forma. Um rei pouco lúcido, influenciável e por vezes intimidado. O público, no decorrer do longa, acaba por apiedar-se deste. O médico, com "desvio Iluminista", e Caroline. Esses dois apaixonam-se, seus ideais são bastante próximos, e aqui o embrião da mudança na história da Dinamarca é criado.



seu rei e o médico sedutor


A claridade e escuridão que se intercalam durante o filme, mostraram-se pra mim um reflexo do estado de espírito que em dado momento nos era alçado. A fotografia delicadamente trabalhada para a época, é fascinante. Momentos escuros do filme me lembraram muito outro filme, este francês, de época "O Nome da Rosa". Mesma época, mesmas referências. Claras referências.



rainha safada e médico seduzindo


A intensidade na reciprocidade de trocas entre Mikkelsen e Vikander é marcante. Isso faz o público compreender a partir de que momento o interesse mútuo inicia. As tiradas do Rei também são dignas de um comentário a parte: elas são refinadamente simples, e isso é o suficiente pra ser a medida de leveza, dentro de um período socialmente instável e em situações pessoais tão particulares, que o filme pedia.

A parte em que ela tem um filho do Seu Dotôr, os exilamentos feat. decapitações e outros detalhes do fim do filme, acho digno de serem assistidos. As relações são postas à prova a cada momento-chave. E são muitos. Sim... são. Desde a relação do rei com sua mãe, passando pelo Conselho da Dinamarca com seu rei, Christian e sua esposa, e dona Caroline e Struensee.  Poder e desejos são elementos fortes aqui.


É um filme longo, mas vale cada minuto na poltrona. Assista, sim?


That's all folks.


Estamos de volta. :)




Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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17 de janeiro de 2013

Estreia "Bárbara" e o saco de pipoca sem fim

Oi, nenos.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que juro (pela perna de Blondor da Viviane Araújo) que assisti a "Bárbara" pela sinopse, e não pelo sonoridade gostosa que tem esse nome, e habitual simpatia e modéstia das pessoas que o têm.

Dito isso, ao filme.




Em breves linhas: a história se passa na época da Guerra Fria, quando havia ainda a divisão da Alemanha Oriental e Ocidental. Nesse contexto, Bárbara (médica pediátrica) é enviada para o interior da Alemanha Oriental, punição por ter tentado tirar visto para a outra Alemanha, e vive sob vigilância do governo da época. Entretanto, mesmo com forte escolta, ela e seu homem (que vive no lado Ocidental) elaboram um plano para que ela saia ilegalmente do país. No hospital para o qual ela foi enviada, desconfia que André, médico também, está ali para vigiá-la e informar o governo sobre sua rotina. Então, desenvolve-se a história e as relações vão se fazendo, desfazendo e refazendo.

Essa produção alemã, com direção de Christian Petzold (que por sinal ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim 2012), é envolvente e cheia de recursos. Recursos cinematográficos que levam o público a enveredar pela situação da personagem homônima do título, trabalhando com imagem, sombra, sons e respiração muito particulares.




Desde o início da exibição, é deixado bastante claro que a situação histórica serve como fundo. Os sentimentos dela são exteriorizados, e o ambiente os reflete. Sua impaciência por sair da parte oriental, pode ser colocada junto ao som do relógio como único movimento sonoro durante cenas longas do filme. A frieza com que ela trata todos, pode ser como que o produto da repressão, do cerceamento de sua liberdade. Isso fica bastante claro no filme, bem como a sensibilidade demonstrada por ela quando com seus pacientes, implicando o quão aprazível sua profissão é, para sua construção.

Cenas escuras explicitam a tensão da época, e a agitação dos ventos que remetem ao local em movimento também são sentidos. Um ~bucolismo velado~ é percebido nas roupas e rotina interiorana.

O filme é capaz de entreter do início ao fim (em seus 105 min), e envolver o público numa reflexão - não identificação necessariamente, sobre o que se quer, e o que realmente se quer. Movimentos externos que modificam nosso interior, e quando se percebe que a mudança ocorreu.

O desfecho se faz realmente no final. Não tão imprevisível, mas simplório e de forma serena.Os olhares e expressões, sons de fundo e silêncios alternados são característicos e cabem perfeitamente na proposta. Isso me fez ficar tão sensível que chorei quando saí e vi um guri segurando um "abraço com cheiro de ~suvaquinho~ grátis" na rua. Podem julgar.

Fiquei tão envolvida que minha pipoca média (R$7,50) ficou quase intacta. QUASE. E eu adoro pipoca.




Oooooutras estreias são:

Sacrifício: direção de Kaige Chen. Clã, inimigos do clã, grávida, vingança, sacrifício, Zhao, Cheng Ying, drama.

Jack Reacher - O Último Tiro: direção de Christopher McQuarrie. Saindo de um livro para o cinema, atirador, suspeito óbvio, busca pelo suspeito-não-obvio-provável-culpado, segredo, violência, Tom Cruise, lindo, Ação.

Uma Família em Apuros: direção de Andy Fickman. Avós, netos, quadradisscçes, modernidades, infância perdida, infância buscada, infância encontrada, comédia.

A Viagem: direção de Andy Wachowski, Lana Wachowski e Tom Tykwer. Várias histórias, passado presente futuro, como uma ação pode desencadear revoluções, grande elenco, adaptação que muitos duvidavam/duvidam/tiveram confirmação/amaram/odiaram, ação, ficção científica, mistério, aventura. 

Além das Montanhas: direção de Cristian Mungiu. Amigas, monastério isolado, separação, reencontro, padre pensando que a garota tá possuída, felicidade, simplicidade, Romênia, França, Bélgica, drama.


Até logo!

Beijos iluminados na testa esfoliada.


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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14 de dezembro de 2012

Estreias: ''Infância Clandestina'' e eu.

Primeiramente gostaria de mandar um beijo pra gurizada da Friday que deixou euzinha aqui com as estreias - cinema, um beijo pro motorista do ônibus que cantarolava Madonna hoje pela manhã, e um beijinho pra Xuxa, claro. É isso.




Bom, começamos hoje, aqui, nesse exato momento, mais uma colaboraçãozinha novata 2012/13: a dos comentários quinzenais sobre estreias no cinema. Comentários estes pessoais e intransferíveis da titia babi/bah/@babiargenta/+14 impublicáveis. 

Tá, não intransferíveis. Só pessoais mesmo.

A ideia é trazer informação sobre as produções independentes, hollywoodianas, bollywoodianas, outras tantas, e o que eles tem a nos oferecer. Sejam eles bons ou ruins, brasileiros ou estrangeiros, com ingressos caros ou muito caros, em cinemas agradáveis ou dividindo o espaço com fãs de RebelQUALQUER BANDA,  a gente vai dar uma assistidinha de leve pra saber o que está acontecendo com a nossa rica 7ª arte.



Começo com Infância Clandestina, uma coprodução Argentina-Espanha-Brasil, dirigida por Benjamín Ávila. A história (real, vivida pelo diretor do filme) percorre pontos da "rotina" de uma família unida por ideais, em seu retorno a Argentina durante o período ditatorial que o país enfrenta. A visão do jovem Juan/Ernesto, filho de 12 anos, é a apresentada. A família tenta mante-lo em uma rotina ~normal~ que inclui escola, namoradinhas e essas coisas de guri novo. Ao mesmo tempo, sua vida é cercada por cuidados, visto que a família (esta como instituição mesmo, é colocada todo o tempo em evidência durante o filme) é considerada ameaça por serem questionadores do governo vigente. São líderes militantes ativos, e suas ações pedem trocas de identidade, viagens camufladas, e locais seguros/escondidos. O desfecho... impressiona (no sentido literal mesmo da palavra). É lindo e impressionante. Sim.

A utilização dos grafismos, tipo HQ mesmo, em alguns momentos mais... tensos do filme, dão uma tônica que mescla a violência com as imagens de uma mente ainda jovem (apesar do histórico de vida do menino), e prende a atenção de quem assiste. Num todo a utilização desse recurso para a composição foi fundamental para constituir a sensação de quem deixa a sala após assistir o filme.

COISA LINDA. QUASE CHOREI.


Sério. Bom filme. Mesmo.

E prfv ficando até o fim dos créditos, sim?


Temos outras estreias também para estes dias.

Algumas norte-americanas, aquela coisa de Hollywood com as atrizes do tapete vermelho lindas/bem maquiadas/magras, com traços de humor e uma leveza em seus roteiros:
"A Escolha Perfeita" - Direção de Jason Moore
"Quatro amigas e um casamento" - Direção de Lesley Headland

"Na Terra de Amor e Ódio" em uma linha mais Jolie (roteiro e direção da própria Angelina Jolie, aliás) com as causas, história local, dramas regionais e paixão entre uma muçulmana bósnia e um militar sérvio. Quase fui assistir este, mas por horários não rolou. #chatiada

Amor. Rua. Marido. Uma chifradinha de leve (será? um chute apenas). Amor de novo. Canadá. Parece um bom filme pelo que li até agora... Parece bem leve também. Eis uma pedida agradável. Direção de Sarah Polley em "Entre o Amor e a Paixão" (o locutor do Vídeo Show seria a pessoa perfeita para ler isso).

"A Última Casa da Rua" é um suspense feat. terror, com direito a assassinos que moram na floresta ao lado da sua (caso você seja a adolescente Elissa), um bom bairro e sobrevivente. É dirigido por Mark Tonderai.

Em "A Sombra do Inimigo" temos mais um suspense. Rob Cohen dirige este, e trabalha com elementos investigativos na trama. Parece interessante...

E por hoje é isso, gente... ;)


Beijos de luz.



Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: babi.argenta@gmail.com

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31 de agosto de 2012

Um divã para dois


Não sei se alguém com mais de 20 anos de casamento (além dos meu pais) lêem a minha coluna, mas fica aqui a pergunta: Qual a coisa mais diferente que você já fez para tentar salvar um relacionamento em crise?
Em “Um Divã Para Dois”, Meryl Streep é Kay, casada a 31 anos com Arnold (Tommy Lee Jones), um contador rabugento e com uma rotina tediosa, o que não deixa Kay feliz. Decidida a mudar esta situação, ela usa todas as economias que tem no banco para bancar um retiro em Maine, Califórnia, com um famoso terapeuta de casais (Steve Carrell).
A princípio, Arnold é contra, mas acaba cedendo ao pedido da mulher. Ao iniciar a terapia, o personagem de Carrell bombardeia o casal com perguntas incômodas sobre sua intimidade as quais acabam sendo refletidas no espectador. A partir daí, começa uma jornada de redescobrimento de Kay e Arnold como companheiros e sobre os desejos, anseios e fantasias de cada um.
Como já disseram por aí, “Meryl Streep poderia interpretar o Batman e ainda assim seria o certo”. A forma como ela vai da comédia ao drama em poucos minutos de filme é algo extraordinário. Tommy Lee Jones não fica atrás, arrancando boas risadas do público com o seu jeito grosseirão.
Dirigido por David Frankel (“O Diabo Veste Prada”, em 2006), “o filme é sobre a vida”, como já disse Meryl em uma entrevista. "Mostra como é possível viver com alguém durante um tempão e ignorar os problemas que começam a surgir. Para mim, essa ignorância cria uma ameaça dentro de casa." (fonte)


Aproveita que o filme está em cartaz no cinema e boa sessão!

Elenco: Meryl Streep, Steve Carell, Tommy Lee Jones, Elisabeth Shue, Jean Smart, Susan Misner, Marin Ireland, Ben Rappaport, Brett Rice, Daniel Flaherty, Kayla Ruhl, Lee Cunningham, Patch Darragh.
Direção: David Frankel
Gênero: Comédia Dramática
Ano: 2012

Por: Natália Farkatt
De: Natal - RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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20 de julho de 2012

RESENHA/ESTRÉIA: Valente


É quase impossível não gostar dos filmes da Pixar, responsável por alguns dos maiores filmes das últimas décadas, como Toy Story, Procurando Nemo, Os Incríveis e Raratouille. Em 2012, o estúdio resolveu sair da temática animais-objetos-falantes e presenteou o seu público com uma heroína e, ainda por cima, princesa: Merida, protagonista de "Valente" que chegou recentemente aos cinemas brasileiros.
A história se passa na Escócia, onde Merida foi educada, desde pequena para ser uma princesa e se comportar como tal. O problema é que a menina possui um grande espírito aventureiro e não quer saber de bons costumes e nem de se comportar como uma verdadeira dama, o que causa diversos conflitos com a Rainha. Para fortalecer alianças entre os clãs, os reis trazem deus primogênitos para, através de um desafio, um deles conseguir a mão de Merida em casamento. Só que, não satisfeita com o seu futuro, foge de casa e com ajuda das "luzes mágicas" encontra uma velha bruxa que a ajuda a mudar sua mãe e se livrar do casamento.

Valente marca sua estréia no mundo das princesas Disney com direito a todos os elementos já conhecidos: Um reino, rei, rainha e a bruxa (que desta vez, não é má). Apenas duas coisas faltaram: O vilão e o príncipe. Porém, o longa mostrou que um filme infantil de aventura não precisa necessariamente ter um elemento do mal para ser derrotado, existem outros obstáculos que precisam ser ultrapassados: o orgulho e a compreensão entre as pessoas e entre pais e filhos.
Para as crianças, é apenas mais um filme engraçadinho. Já para os mais crescidos, vale a pena a reflexão. E para mim, vale a pena sonhar em ter filhos (um dia, quem sabe) ruivinhos e de cabelos rebeldes.
Ah, e o príncipe? Oras, quem precisa de um quando se tem liberdade?
Bom filme!

Elenco: Vozes no Originais de: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Kevin McKidd, Julie Walters, Billy Connolly
Direção: Brenda Chapman e Mark Andrews
Gênero: Animação
Duração: 100 min
Ano: 2012


Por: Natália Farkatt
De: Natal - RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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29 de junho de 2012

ESTREIA: Para Roma com amor


Woody Allen, apesar de ter raízes cinematográficas nova iorquinas, está numa fase de mochileiro. Após filmes em Londres, Barcelona e Paris, chegou a vez do cineasta apostar na Itália, com o filme “Para Roma, com amor” que chega esta sexta na sala dos cinemas brasileiros.


O filme nos coloca em contato com um reconhecido arquiteto americano revivendo sua juventude; um simples romano de classe média que de repente se transforma na maior celebridade de Roma; um jovem casal provincial cheio de encontros e desencontros românticos; e um americano diretor de ópera procurando colocar um agente funerário cantando no palco.


Diferente do último filme, “Meia noite em Paris”, este não mostra o lado cultural e romântico da cidade, mas sim obviedades e alguns conceitos sobre o que é Roma. Traz também quatro histórias diferentes, as quais, diferente de outros filmes como “Simplesmente amor”, não são interligadas.
Com um toque de comédia, “Para Roma com amor” é um filme pra quem gosta de historinhas românticas ou apenas quer apreciar um pouco esta bela cidade européia. Boa sessão!

Elenco: Alec Baldwin, Ellen Page, Roberto Benigni, Penélope Cruz, Jesse Eisenberg
Direção: Woody Allen
Gênero: Comédia
Duração: 111 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Ano: 2012

Por: Natália Farkatt
De: Natal - RN
Email: natalia@revistafriday.com.br

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1 de junho de 2012

ESTREIA: Branca de Neve e o Caçador

Parece que 2012 é mesmo o ano de grandes produções cinematográficas e, para isso, vale tudo: adaptações de livros famosos, musicais de Broadway e também de clássicos da literatura infantil. Depois do não tão bom “Espelho, Espelho meu”, estrelando Lily Collins e Julia Roberts, “Branca de Neve e o caçador” com Kristen Stewart e Charlize Theron chega esta sexta às telonas brasileiras.



Em "Branca de Neve e o Caçador", Branca é uma incrivelmente bela jovem com cabelos escuros, peles claras, e lábios avermelhados. A beleza de Branca de Neve é o seu maior problema, pois quando ela vira a mais linda de todas, ela se transforma em uma ameaça para sua Madrasta, Ravenna.
Porém, o que a malvada tirana nunca imaginou, é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando a arte da guerra com o caçador (Chris Hemsworth, Thor), que foi enviado para matá-la. Sam Claflin (Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas) se une ao elenco como o príncipe há muito tempo encantado pela beleza e pelo poder de Branca de Neve. (fonte)



Quem é acostumado com o clássico da Disney de 1937, perceberá que a história foi atualizada, incorporando elementos dos novos tempos, a começar pela própria protagonista, a qual, diferente das históricas clássicas (e até mesmo da própria Bella de Crepúsculo – que tornou a Kristen muito mais famosa), é corajosa, guerreira e independente, não ficando submissa e a esperar pelo príncipe encantado para salvá-la. 


Além disso, também encontra-se no filme elementos estranhos ao conto original dos Irmãos Grimm, são eles:
Fadinhas - Branca de Neve vai parar em uma floresta encantada habitada por pequenas fadas que lembram a Sininho, de Peter Pan.
Troll - A figura mitológica do folclore escandinavo que povoa os livros O Senhor dos Anéis aparece aqui tentando devorar Branca de Neve.
Joana D’Arc - A santa parece ter sido a inspiração para a indumentária de Branca de Neve, que lidera um exército e até reza um Pai Nosso.
Diana e o Cervo - Quando Branca de Neve encontra um cervo mágico, a cena remete à mitologia romana e à deusa Diana, da caça e dos animais. (fonte)



Ainda não assisti ao filme, mas nada que um bom trailer não desperte a curiosidade, né?



Curtiu? Então vá até o cinema mais próximo e boa sessão!


Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Felicity Jones, Riley Keough
Direção: Rupert Sanders
Gênero: Aventura
Duração: 125 min.
Distribuidora: Paramount


Por: Natália Farkatt
De: Natal
Email: natalia@revistafriday.com.br
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