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16 de dezembro de 2013

12 Shoes For 12 Lovers

O que você faz quando termina um relacionamento, as vezes meio conturbado, para homenagear o ex-amor? Alguns riscam o carro do falecido, outros choram enquanto dublam All By Myself, mas Sebastian Errazuriz fez diferente. 



Ele chegou até a gigante marca de sapatos Melissa (que é brasileira, mas tem um forte mercado nos EUA e Europa) e disse: "Quero fazer uma coleção de sapatos para minhas 12 ex-namoradas mais inesquecíveis, cada uma com uma característica e gênio (difícil, por sinal), e cada traço dessa relação deve aparecer no sapato".


E assim surgiu a coleção 12 Shoes For 12 Lovers, composta por 12 pares de sapato com saltos vertiginosos, design futurista e uma descrição pessoal sobre a relação do autor com cada dita cuja (uma "carta" pessoal que explica o porque da cor e forma do sapato).












Por mais que as "homenageadas" fiquem desapontadas com o formato da peça (ou ironia) ligados à ela, Sebastian garante que nunca citou nomes e nem deu mais detalhes sobre suas relações passadas. Porém, se você é uma das 12 exs do artista, recomenda-se que toda a coleção seja vista com muita atenção e cuidado, afinal, se seu ex faz um sapato no formato de pedra e dedica para você... algo nessa relação está muito errado, certo?


As corajosas (e estilosas) de plantão podem comprar as peças da coleção à venda na famosa/rica/moderna Miami Art Base (em Miami, claro!). Afinal, essas peças são verdadeiras obras de arte (e como quase toda obra de arte, prepare o bolso, já que Miami é looooooonge e essa coleção de sapatos-conceito NÃO deve ser muito barata!). Gostou? No site do artista é possível ver a descrição de todas as peças, com nome e uma mensagem pessoal de Sebastian para cada amada. Vale o click!

Por: Denilson Prata
De: São Paulo - SP
Email: denilsonprata@hotmail.com

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10 de abril de 2013

Quando a haute couture se rende à fast-fashion


Recentemente, Karl Lagerfeld lançou sua linha de calçados de plástico em parceria com a brasileira Melissa. É a primeira contribuição que o Kaiser faz com uma marca brasileira, mas colocou todo o bom humor da Melissa e o arrojamento de Lagerfeld. A coleção tem até salto com sorvete e promete esvaziar as prateleiras.

Só para refrescar a memória do leitor, a Melissa é aquela marca que fez o inesperado de ter renascido das cinzas e se tornar reconhecida pelos sapatos que, na minha época, eram exclusividade das crianças.

Muitos designers já deram seus pitacos nas coleções da Melissa, como Pedro Lourenço, Vivienne Westwood, Jason Wu, Alexandre Herchcovitch (qual fast-fashion não fez parceria com ele?) e muitos, muitos outros.

Vale lembrar que essa “democratização” da haute couture não é vista só aqui no Brasil. A originalmente sueca H&M faz isso a todo tempo, com estilistas e grifes como Versace, Martin Margiela, Comme des Garçons, Jimmy Choo, Lanvin e outros, incluindo também Karl Lagerfeld.

Mas, até que ponto as parcerias da alta moda com lojas populares são benéficas?
Bom, um sapato de plástico da Melissa por Karl Lagerfeld não é um sapato Chanel. Um acessório Lanvin para H&M não é um acessório Lanvin. O que eu quero dizer é que estes produtos criam (e se aproveitam) de uma falsa ideia de exclusividade, eles dão ao consumidor um gostinho do paraíso, mas sem sequer tirar os pés da vida real. É como vender o aroma de uma fruta da qual, na verdade, você nunca poderá dar uma mordida.

Por outro lado, há coleções que são incríveis, como a que a Versace fez para a H&M há uns anos. O ponto é: não adianta comprar apenas pelo nome na etiqueta, compre pela peça, pois se não, você estará sendo enganado pela indústria.

Por: Rafael Trocatti
De: Embu das Artes - SP
Email: rafaeltrocatti@gmail.com

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