Só
para refrescar a memória do leitor, a Melissa é aquela marca que
fez o inesperado de ter renascido das cinzas e se tornar reconhecida
pelos sapatos que, na minha época, eram exclusividade das crianças.
Muitos
designers já deram seus pitacos nas coleções da Melissa, como
Pedro Lourenço, Vivienne Westwood, Jason Wu, Alexandre Herchcovitch
(qual fast-fashion não fez parceria com ele?) e muitos, muitos
outros.
Vale
lembrar que essa “democratização” da haute couture não é
vista só aqui no Brasil. A originalmente sueca H&M faz isso a
todo tempo, com estilistas e grifes como Versace, Martin Margiela,
Comme des Garçons, Jimmy Choo, Lanvin e outros, incluindo também
Karl Lagerfeld.
Mas,
até que ponto as parcerias da alta moda com lojas populares são
benéficas?
Bom, um sapato de plástico da Melissa por Karl Lagerfeld não é um sapato Chanel. Um acessório Lanvin para H&M não é um acessório Lanvin. O que eu quero dizer é que estes produtos criam (e se aproveitam) de uma falsa ideia de exclusividade, eles dão ao consumidor um gostinho do paraíso, mas sem sequer tirar os pés da vida real. É como vender o aroma de uma fruta da qual, na verdade, você nunca poderá dar uma mordida.
Bom, um sapato de plástico da Melissa por Karl Lagerfeld não é um sapato Chanel. Um acessório Lanvin para H&M não é um acessório Lanvin. O que eu quero dizer é que estes produtos criam (e se aproveitam) de uma falsa ideia de exclusividade, eles dão ao consumidor um gostinho do paraíso, mas sem sequer tirar os pés da vida real. É como vender o aroma de uma fruta da qual, na verdade, você nunca poderá dar uma mordida.
Por: Rafael Trocatti
De: Embu das Artes - SP
Email: rafaeltrocatti@gmail.com
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