Aconteceu no final do ano passado. Sentada na mesa da cozinha, olhava aquela ave rechonchuda e pelada na minha frente enquanto tentava descobrir qual seria o melhor jeito de fazer aquilo. Bem, uma mulher tem de fazer o que uma mulher tem de fazer, mãos à obra, pensei.
Enquanto me preparava para rechear aquele peru digno de filmes de comédia, comecei a pensar sobre coisas que costumam nos afligir na época do Natal. O que é que eu vou comprar de presente pro filho da vizinha? Como era mesmo aquela receita de doce da vovó? Será que se eu comer aquele bolo de frutas eu vou sair muito da minha dieta? E entre outros pensamentos importantes dessa época, o que mais costuma me encontrar em tempos como estes é: Papai Noel existe? Quero dizer, quando é que ficou convencionado que Papai Noel surgiria em meados de novembro em forma de chantagem para criancinhas ao redor do mundo, e desapareceria em dezembro com a promessa de um ano melhor? Devo confessar que desde criança fui condicionada a acreditar em fadas que dançam no jardim, duendes que somem com as minhas coisas, bruxas - por quem eu sempre tive especial admiração - mas principalmente no coelhinho da páscoa, que é muito meu amigo, já que eu nasci em abril, e no Papai Noel. Quando comecei a desconfiar que seria um pouco inviável para um senhor de seus 80 anos viajar pelo mundo inteiro em uma noite, descer pelas chaminés - ou escalar pelas janelas de um prédio, como era o meu caso - e entregar todos os presentes do mundo em uma só noite fiquei ligeiramente desapontada.
Porém, contrariando especialistas que desencorajam os pais a ensinarem seus filhos a crer na existência do bom velhinho, minha mãe continuou enfeitando a casa, montando a árvore e lembrando-me de escrever uma cartinha todos os anos.
Acreditar em Papai Noel - porque não? As pessoas acreditam em cada coisa hoje em dia...
E o peru? Ficou divino. Semana que vem conto mais sobre a receita.
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| Foto: GoodFon |
Enquanto me preparava para rechear aquele peru digno de filmes de comédia, comecei a pensar sobre coisas que costumam nos afligir na época do Natal. O que é que eu vou comprar de presente pro filho da vizinha? Como era mesmo aquela receita de doce da vovó? Será que se eu comer aquele bolo de frutas eu vou sair muito da minha dieta? E entre outros pensamentos importantes dessa época, o que mais costuma me encontrar em tempos como estes é: Papai Noel existe? Quero dizer, quando é que ficou convencionado que Papai Noel surgiria em meados de novembro em forma de chantagem para criancinhas ao redor do mundo, e desapareceria em dezembro com a promessa de um ano melhor? Devo confessar que desde criança fui condicionada a acreditar em fadas que dançam no jardim, duendes que somem com as minhas coisas, bruxas - por quem eu sempre tive especial admiração - mas principalmente no coelhinho da páscoa, que é muito meu amigo, já que eu nasci em abril, e no Papai Noel. Quando comecei a desconfiar que seria um pouco inviável para um senhor de seus 80 anos viajar pelo mundo inteiro em uma noite, descer pelas chaminés - ou escalar pelas janelas de um prédio, como era o meu caso - e entregar todos os presentes do mundo em uma só noite fiquei ligeiramente desapontada.
Porém, contrariando especialistas que desencorajam os pais a ensinarem seus filhos a crer na existência do bom velhinho, minha mãe continuou enfeitando a casa, montando a árvore e lembrando-me de escrever uma cartinha todos os anos.
Acreditar em Papai Noel - porque não? As pessoas acreditam em cada coisa hoje em dia...
E o peru? Ficou divino. Semana que vem conto mais sobre a receita.
Por: Bianca Chaer
De: São Paulo, SP
Email: bianca.chaer@gmail.com
















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