16 de dezembro de 2013

A febre dos aplicativos

Sempre tem uma novidade quando se trata de aplicativos: criatividade é o que não falta, sobretudo para uso nos celulares e tablets, milhões deles já estão disponíveis e vários viram sucesso da noite para o dia.

O termo “app” se tornou bastante comum.  Na língua inglesa, é uma abreviatura de “application”, aplicação em português. No conceito da informática, app é a abreviatura de aplicativo, programas específicos que podem ser baixados e instalados em determinados equipamentos eletrônicos.
 
Foto: Goodfon

Os apps podem ser adquiridos gratuitamente ou por meio de sites de downloads pagos e servem para facilitar o acesso a determinados tipos de conteúdo como notícias, jogos, mapas, localização, dados meteorológicos, áudio e demais tipos. No mercado global, em média, um app pode custa 2 euros, dependendo das opções.

Há apps gratuitos para qualquer usuário ou para assinantes de determinadas empresas de conteúdo como, por exemplo, assinantes de jornais que, para receber notícias e a versão digital da edição do dia em seu tablet, recebem um link para baixar ou atualizar o app que ativa automaticamente o acesso e visualização do conteúdo.

O mesmo ocorre para escutar estações de rádio e a discografia de algumas gravadoras. Além de se desenvolver e programar bons apps, as empresas desenvolvedoras são desafiadas a como distribuir seus aplicativos da melhor maneira possível, com bom preço qualidade.

Majoritariamente, os apps são muito utilizados em sistemas operacionais para smartphones como Symbian OS, iPhone OS, BlackBerry, Windows Mobile, Linux, Palm WebOS e Android.

O desafio é desenvolver apps que possam ser utilizados em diferentes sistemas e equipamentos dentro do conceito de convergência, porém cada empresa detentora dos direitos dos sistemas operacionais ainda geram apps de uso exclusivo para determinado ambiente de conteúdo.

Os apps também podem ser utilizados como ferramentas de marketing para divulgação de marcas e produtos. Empresas de pizzas já lançaram apps em que o cliente pode pedir sua pizza facilmente a partir da tela de seu smartphone ou tablet. A Google tem desenvolvidos aplicativos para agilizar as pesquisas via texto e voz nesses equipamentos.

A grande tendência é a dos apps serem oferecidos "gratuitamente" para atrair um maior número de usuários de determinado serviço digital de conteúdo e vendas. É a possibilidade que cabe nas pontas dos dedos.

O problema é que a febre de aplicativos e a empolgação no desenvolver e no baixar tem levado criadores e usuários a ignorar alguns princípios legais, o que já tem causado enormes incômodos e demandas no judiciário.

A grande maioria não lê ou ignora os termos de uso e as políticas de privacidade, as quais muitas vezes estão em idioma inacessível ou são extensos demais.

Com isso, o usuário passa a não ter conhecimento do que pode acontecer com seus dados, com suas informações e com os acessos que são permitidos às fotos, vídeos e históricos de pesquisa e busca.

A verdade é que o serviço não é de todo gratuito. Os dados sensíveis que fornecemos viram muito dinheiro e são negociados na rede, principalmente entre provedores.

Alguns aplicativos já possuem parceria direta com outros sites de relacionamento como o Facebook e o Lulu.

O Lulu localiza o perfil de todos os usuários do Facebook, sejam eles usuários ou não do aplicativo. Ué, mas isso pode? O Facebook pode fornecer meu perfil a um aplicativo como o Lulu mesmo sem que eu autorize? Mesmo que eu tenha todas as configurações de privacidade ativadas em último grau?

Sim! Pelo menos foi o que você mesmo disse ao Facebook quando criou sua conta! Estava na política de privacidade... E você não leu... Cri cri cri... Trata-se de um contrato de adesão!

O Facebook está autorizado por todos os seus usuários a utilizar todas as informações que possui e que lhe são fornecidas da forma que quiser. As informações passam a ser do site quando você as publica, mesmo que com graus de privacidade.

Sinistro, não é? O pior é que muitos termos de uso e muitas políticas de privacidade ainda não estão de acordo com a legislação brasileira. E mesmo assim, consumidores nacionais fazem uso e muitas vezes são prejudicados.

O que é necessário é um órgão ou uma Agência de Autorregulação que seja idônea para analisar a viabilidade dos aplicativos e se estão de acordo com nossa legislação antes que recebam autorização para serem baixados no Brasil.

Estamos no aguardo de algumas leis que talvez auxiliem um pouco em questões como esta, mas a conscientização dos usuários ainda é a maior saída.

Lembre-se: Nosso petróleo atual é a informação. Não lance fora o que pode ser usado contra você de várias formas.

Por: Dra. Thamyris Cardoso
De: Osasco -SP

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