Sempre tem uma novidade quando se trata de aplicativos: criatividade
é o que não falta, sobretudo para uso nos celulares e tablets, milhões deles já
estão disponíveis e vários viram sucesso da noite para o dia.
O termo “app” se tornou bastante comum. Na língua inglesa, é uma abreviatura de
“application”, aplicação em português. No conceito da informática, app é a
abreviatura de aplicativo, programas específicos que podem ser baixados e
instalados em determinados equipamentos eletrônicos.
Os apps podem ser adquiridos gratuitamente ou por meio de
sites de downloads pagos e servem para facilitar o acesso a determinados tipos
de conteúdo como notícias, jogos, mapas, localização, dados meteorológicos,
áudio e demais tipos. No mercado global, em média, um app pode custa 2 euros,
dependendo das opções.
Há apps gratuitos para qualquer usuário ou para assinantes
de determinadas empresas de conteúdo como, por exemplo, assinantes de jornais
que, para receber notícias e a versão digital da edição do dia em seu tablet,
recebem um link para baixar ou atualizar o app que ativa automaticamente o
acesso e visualização do conteúdo.
O mesmo ocorre para escutar estações de rádio e a
discografia de algumas gravadoras. Além de se desenvolver e programar bons
apps, as empresas desenvolvedoras são desafiadas a como distribuir seus
aplicativos da melhor maneira possível, com bom preço qualidade.
Majoritariamente, os apps são muito utilizados em sistemas
operacionais para smartphones como Symbian OS, iPhone OS, BlackBerry, Windows
Mobile, Linux, Palm WebOS e Android.
O desafio é desenvolver apps que possam ser utilizados em
diferentes sistemas e equipamentos dentro do conceito de convergência, porém cada empresa detentora dos direitos dos sistemas operacionais ainda geram apps
de uso exclusivo para determinado ambiente de conteúdo.
Os apps também podem ser utilizados como ferramentas de
marketing para divulgação de marcas e produtos. Empresas de pizzas já lançaram
apps em que o cliente pode pedir sua pizza facilmente a partir da tela de seu
smartphone ou tablet. A Google tem desenvolvidos aplicativos para agilizar as
pesquisas via texto e voz nesses equipamentos.
A grande tendência é a dos apps serem oferecidos
"gratuitamente" para atrair um maior número de usuários de determinado
serviço digital de conteúdo e vendas. É a possibilidade que cabe nas pontas dos
dedos.
O problema é que a febre de aplicativos e a empolgação no
desenvolver e no baixar tem levado criadores e usuários a ignorar alguns
princípios legais, o que já tem causado enormes incômodos e demandas no
judiciário.
A grande maioria não lê ou ignora os termos de uso e as
políticas de privacidade, as quais muitas vezes estão em idioma inacessível ou
são extensos demais.
Com isso, o usuário passa a não ter conhecimento do que pode
acontecer com seus dados, com suas informações e com os acessos que são
permitidos às fotos, vídeos e históricos de pesquisa e busca.
A verdade é que o serviço não é de todo gratuito. Os dados
sensíveis que fornecemos viram muito dinheiro e são negociados na rede,
principalmente entre provedores.
Alguns aplicativos já possuem parceria direta com outros
sites de relacionamento como o Facebook e o Lulu.
O Lulu localiza o perfil de todos os usuários do Facebook,
sejam eles usuários ou não do aplicativo. Ué, mas isso pode? O Facebook pode
fornecer meu perfil a um aplicativo como o Lulu mesmo sem que eu autorize?
Mesmo que eu tenha todas as configurações de privacidade ativadas em último
grau?
Sim! Pelo menos foi o que você mesmo disse ao Facebook
quando criou sua conta! Estava na política de privacidade... E você não leu...
Cri cri cri... Trata-se de um contrato de adesão!
O Facebook está autorizado por todos os seus usuários a
utilizar todas as informações que possui e que lhe são fornecidas da forma que
quiser. As informações passam a ser do site quando você as publica, mesmo que
com graus de privacidade.
Sinistro, não é? O pior é que muitos termos de uso e muitas
políticas de privacidade ainda não estão de acordo com a legislação brasileira.
E mesmo assim, consumidores nacionais fazem uso e muitas vezes são
prejudicados.
O que é necessário é um órgão ou uma Agência de
Autorregulação que seja idônea para analisar a viabilidade dos aplicativos e se
estão de acordo com nossa legislação antes que recebam autorização para serem
baixados no Brasil.
Estamos no aguardo de algumas leis que talvez auxiliem um
pouco em questões como esta, mas a conscientização dos usuários ainda é a maior
saída.
Lembre-se: Nosso petróleo atual é a informação. Não lance
fora o que pode ser usado contra você de várias formas.
Por: Dra. Thamyris Cardoso
De: Osasco -SP





















