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9 de setembro de 2013

O dono dessa roupa já morreu?

Sabe aquela expressão típica de vó que diz que "a calça está tão grande, que pelo visto o dono já morreu"? Então, achei uma explicação bem cabível para isso...
Tá, primeiro vou me apresentar: Hello hello hello pessoal! Essa é minha primeira aparição aqui na Revista Friday e vou escrever quinzenalmente sobre moda, estilo e comportamento, além de trazer algumas novidades, dicas e pitacos sobre esse mundinho diferenciado. Vamos nessa?


Então, para começar, preciso dividir o seguinte pensamento com vocês: Você é estiloso, se veste de forma interessante e tem charme, certo? Ótimo, mas e se junto com tudo isso, você não tivesse um tostão no bolso? É, #amigues, em tempos de crise (frases de jornal), é preciso (saber viver?) lidar com a pobreza involuntária da melhor maneira possível e ainda pagar de "cool". Bom, recentemente andei zanzando pelos bairros de moda popular aqui de São Paulo e fiquei impressionado com a quantidade de bazares e brechós, e o melhor, com preços de morrer, literalmente.

Você vestiria uma roupa usada? Tem gente que aceita, mas também já vi pessoas condenando esse "truque fashion". Por mais que a "tendência" de abusar do estilo retrô me cause certa preguiça, confesso que a ideia de trocar algumas peças do guarda-roupa por modelos de segunda mão seja uma forma inteligente de abusar da moda do passado e brincar com a tão surrada dica de se vestir no Hi-Lo (neste caso, o "Hi" são as peças novas e o "Lo" as mais antiguinhas).


Quer a verdade? Esqueça a ideia do "usei do brechó porque sou cool" e prefira a teoria do "fui lá porque me recuso a pagar R$180 numa calça. Beijos!". Por mais que pareça loucura, há jovens, por exemplo, que se recusam a descer do salto fashion só porque estão passando por uma onda de vacas etíopes, por isso apelam para o tricô étnico de R$ 7, mesmo que o primeiro dono já esteja na Terra do Nunca. 

Em uma época onde um slogan (finalmente) firmou que ser diferente é normal, porque não investir em um gosto próprio e dar mais uma chance para o passado mostrar que (ainda) tem razão? Pensando nisso, a dica desta semana é: vá a um bazar, desses de bairro mesmo, ligue seu "alerta trendy" e toque nas roupas. Sinta que, além do tecido meio áspero e até surrado, elas podem dar ainda mais cor e vida para o seu estilo. 


E quanto ao antigo dono, o falecido? Bom, deixe a peça de molho em água fria com uma pitada de sal grosso, lavando normalmente em seguida... Não há Mun Ra Fashion que resista - HÁ! 



Por: (Denilson Prata)
De: (São Paulo - SP)
Email: (denilsonprata@hotmail.com)

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