#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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21 de outubro de 2013

O emprego muda sua #identidade?

Quanto custa seu estilo? Um salário razoável e alguns benefícios compensam uma mudança drástica na maneira como você se veste (e se comporta)? Que peça do seu guarda-roupas você já não usa mais neste novo trabalho? Parece loucura, mas a maioria dos jovens não pensa duas vezes antes de jogar todo o "gingado" e "estilo" para o alto, se isso garantir um novo cargo no mercado de trabalho. 


"Ora ora, melhor ter uma conta gorda do que pagar de moderninho na rua e viver contando moedas", me disse um certo jovem, recentemente. Pensando nisso, vamos à nossa questão fashion/psicológica de hoje: Até quando vale a pena mudar (ou pelo menos tentar mudar) sua #identidade? Dois pensamentos!

Primeiro: Ter uma noção básica de como se vestir para o novo trabalho é algo normal, quase que obrigatório (pensando bem, é indispensável!), mas não custa reforçar: o profissional de hoje tem vontade e um certo frescor, além de sempre estar equilibrado com o novo ambiente. Se o local permite, ele prefere usar peças neutras como jeans escuros, pólos e camisetas sem estampas, para vagas mais informais, ou calças sociais (corte reto), camisas brancas ou azuis (bem passadas!) para vagas que exigem maior discrição. Só não vale generalizar!


Dica: Por mais que o novo job exija uma modernidade latente, aparecer na hora H com os tênis sujos, por exemplo, te coloca há anos-luz do emprego. "Mas o que vale é o potencial, certo?" Não só isso, mas um conjunto perfeito de dedicação e boa noção (com o perdão da rima). Afinal, não adianta receber a estrelinha de funcionário do mês e todo dia ter que almoçar sozinho na "sala das vassouras". O mercado é implacável e avassalador (dig din dig din).


Segundo: Seja completo e fiel à suas convicções! Não adianta passar por uma peneira de estilo e depois ver tudo água abaixo por 1 ou 2 zeros a mais no fim do mês! Não existem aqui, acusações de alienação (pelo menos de maneira direta), apenas um convite para que todos os novos universitários, freelancers, contratados e futuros desempregados, contem até 20 antes de se deixarem levar pelo cenário milagroso que, por experiência, pode enganar!

Lutar por melhores conquistas é algo lindo, desde que isso não interfira na maneira com que você enxerga a sua realidade. Às vezes, mudar o foco pode ser algo mais útil (e rentável) do que se enfiar na primeira "seletiva" que aparecer. Novos cursos, novos contatos, novos gostos (e até novos sapatos) podem te levar muito mais longe do que a conquista do carro novo e do celular que reconhece suas digitais (mas não vale para dedos amputados! #fail). Se você já começa essa tão sonhada etapa mudando o que sempre acreditou e levou como filosofia, quem garante que seus ideais não serão os próximos afetados? 


Pensando nisso, está na hora de limpar aquele tênis cool, pegar a calça mais discreta (e bacana!) e marchar rumo ao job perfeito que, pra relembrar, aceita sua identidade como um todo. Mudanças são sempre bem vindas, mas primeiro elas precisam partir de você! "E quanto ao terno e a gravata?" Ah, fuck the police! 

Por: Denilson Prata
De: São Paulo - SP
Email: denilsonprata@hotmail.com

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7 de outubro de 2013

Habemus CARÃO!

Entra temporada, sai temporada, Primavera, Verão, Outono e Inverno... O semestre na moda chega à sua reta final e o cenário está carimbado de looks fantásticos, bons lançamentos, algumas montagens batidas e muito, mas muito... carão! Isso mesmo, carão! Do grego "narcisus" (#brinks!) ao latim "caraus" (#brinks²), este meme facial insiste na ideia de que arrogância é sinônimo de estilo e sofisticação, passando por riqueza e com direito a uma pitada de individualidade.
Ora ora, mas você sabe identificar um carão fashion? Não? Eles estão por todos os lugares! Quer ver? Vamos lá: Bata uma palma toda vez que você ver ou lembrar de alguém: 

- Dando aquela arrumada no cabelo ao sair do carro (de óculos escuros, mesmo sendo 18h45!), corrigindo os fios que ficaram ainda mais belos com o vento (está um calor terrível e não venta há dias!) - clap! 

- Cruza a faixa de pedestre como se fosse a passarela do XVIII Victoria's Secret Fashion! O glamour só acaba quando o sinal abre antes do planejado... RUN GIRL! clap! clap!

- Tira fotos na entrada de TODOS os desfiles da temporada, mas não sabe soletrar o nome do estilista. Na saída da sala, comenta em voz alta que gostou do vestido transparente (organza? renda? seda? somebody help me!) e que aquele modelo é um gato... clap! clap! clap!

- Bate ponto todo domingo a noite em livrarias modernas e cheias de gente sofisticada (com o copo de café preferido dos rich and famous na mão, óbvio!). Olha as revistas e demonstra certa análise. Quando você chega perto, percebe que na página só tinha propaganda... clap! clap! clap! clap!

- Adora comprar peças íntimas em lojas caras, pois na hora H é fundamental aparecer com um desenho de cachorro narigudo ou consoantes entrelaçadas (hora do sexo é hora de relembrar as lições da cartilha Caminho Suave, certo?). clap! clap! clap! clap! clap!

- As fotos do "look do dia" estão sempre impecáveis, em dias ensolarados e com iluminação perfeita. As poses são elegantes e a forma física invejável... pena que a legenda é "tons pasteis" (vou querer 1 de queijo com tomate e orégano, por favor!).  clap! clap! clap! clap! clap! clap!
- Segura a bolsa com a mão torta (como as tops fazem em editoriais de moda), porém se esquece de toda a sofisticação na hora de acenar para o taxi... "Ah, não aceita crédito...?" Xiiiiii, vai ter que esperar o 565B - Jardim Pocilga! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap!

- O casaco já está impecável, mas nada se compara ao toque milagroso no ombro esquerdo para "arrumar" o fiapo que insiste em dar as caras! - clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap!

- Usa peças da estação, é elegante, pele sedosa, flutua pelo hall... (Mas não sabe segurar o elevador e não retribui "Bom Dia"). clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap! clap!

- Teve uma crise nervosa/AVC e por isso aparece em TODAS as fotos fazendo biquinho e cara de piedade/ostentação! Aplausos por 5 minutos consecutivos!


Fácil, não? Por mais que pareça loucura, isso acontece com frequência e se torna motivo para muitas chacotas dentro e fora do mundinho fashion. Com tanta liberdade de expressão e com o uso da tecnologia, todos os desfiles, coleções, estilistas e tendências entraram de vez para a democracia fashion, o que, segundo especialistas, facilitou a multiplicação desse gene mutante caracterizado pela expressão facial tão enigmática! 
Seria #raiva? Seria #estilo? Seria #fome? Talvez, mas acima de tudo, trata-se de preguiça, ou melhor, ausência de coragem de propor algo sólido, socializar com o próximo de forma que ambos possam trocar algo benéfico. Carão é tão útil e coerente como "usar luvas e colocar um anel", já dizia Cecília Meireles! 

Hugs ;)

Por: Denilson Prata
De: São Paulo - SP
Email: denilsonprata@hotmail.com

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9 de setembro de 2013

O dono dessa roupa já morreu?

Sabe aquela expressão típica de vó que diz que "a calça está tão grande, que pelo visto o dono já morreu"? Então, achei uma explicação bem cabível para isso...
Tá, primeiro vou me apresentar: Hello hello hello pessoal! Essa é minha primeira aparição aqui na Revista Friday e vou escrever quinzenalmente sobre moda, estilo e comportamento, além de trazer algumas novidades, dicas e pitacos sobre esse mundinho diferenciado. Vamos nessa?


Então, para começar, preciso dividir o seguinte pensamento com vocês: Você é estiloso, se veste de forma interessante e tem charme, certo? Ótimo, mas e se junto com tudo isso, você não tivesse um tostão no bolso? É, #amigues, em tempos de crise (frases de jornal), é preciso (saber viver?) lidar com a pobreza involuntária da melhor maneira possível e ainda pagar de "cool". Bom, recentemente andei zanzando pelos bairros de moda popular aqui de São Paulo e fiquei impressionado com a quantidade de bazares e brechós, e o melhor, com preços de morrer, literalmente.

Você vestiria uma roupa usada? Tem gente que aceita, mas também já vi pessoas condenando esse "truque fashion". Por mais que a "tendência" de abusar do estilo retrô me cause certa preguiça, confesso que a ideia de trocar algumas peças do guarda-roupa por modelos de segunda mão seja uma forma inteligente de abusar da moda do passado e brincar com a tão surrada dica de se vestir no Hi-Lo (neste caso, o "Hi" são as peças novas e o "Lo" as mais antiguinhas).


Quer a verdade? Esqueça a ideia do "usei do brechó porque sou cool" e prefira a teoria do "fui lá porque me recuso a pagar R$180 numa calça. Beijos!". Por mais que pareça loucura, há jovens, por exemplo, que se recusam a descer do salto fashion só porque estão passando por uma onda de vacas etíopes, por isso apelam para o tricô étnico de R$ 7, mesmo que o primeiro dono já esteja na Terra do Nunca. 

Em uma época onde um slogan (finalmente) firmou que ser diferente é normal, porque não investir em um gosto próprio e dar mais uma chance para o passado mostrar que (ainda) tem razão? Pensando nisso, a dica desta semana é: vá a um bazar, desses de bairro mesmo, ligue seu "alerta trendy" e toque nas roupas. Sinta que, além do tecido meio áspero e até surrado, elas podem dar ainda mais cor e vida para o seu estilo. 


E quanto ao antigo dono, o falecido? Bom, deixe a peça de molho em água fria com uma pitada de sal grosso, lavando normalmente em seguida... Não há Mun Ra Fashion que resista - HÁ! 



Por: (Denilson Prata)
De: (São Paulo - SP)
Email: (denilsonprata@hotmail.com)

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