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VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

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10 de julho de 2013

Um livro para comemorar o Dia do Rock, bebê!



Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. E se você acha que é um(a) grande cult deste universo musical, prepare-se para descobrir que o rock é muito mais do você conhece com “O Pequeno Livro do Rock”, de Hervé Bourhis.

Deparei-me com esta obra em minha primeira ida à Livraria Nove.Sete com os amigos, um espaço de livros infanto-juvenis incrível que tem aqui em São Paulo (e, para melhorar, ao lado da minha faculdade, no bairro Vila Mariana). Por estar em um local cheio de bonecos de papel machê, poesias e lugares para contos de fadas, veio à minha mente de que o livro seria voltado a crianças. Engano meu.



“O Pequeno Livro do Rock” é uma enciclopédia em quadrinhos que traçam uma linha cronológica da música. Apreciar suas páginas em preto e branco em um livro com formato de LP é desafiar-se a acertar artistas, estilos e anos – isso vale para todos que, assim como eu, são fãs do gênero.

Não há uma leitura linear e isso é um ponto positivo, sim. Isso porque Bourhis é capaz de apanhar praticamente todos os pontos importantes do Rock desde 1915 até 2009. Então com certeza você encontrará sua banda favorita aí, pois o livro te leva a uma viagem musical pelo Soul, Reggae, Hip Hop, Rockabilly, Pop, Punk Rock e até mesmo o tropicalismo brasileiro surge.

Então para se afundar nesta leitura nada de rotular algum estilo como “isso não é rock”. Algumas notas geram polêmica para sua mente, mas... Jogue-se nos quadrinhos, nas capas de CDs icônicas e descubra curiosidades sobre o mundo dos rockeiros. Há desde notas autobiográficas até as histórias de Bob Marley como vendedor de bijouterias e o primeiro encontro de John Lennon e Paul McCartney em uma igreja.




Outra característica fascinante do livro são as Batalhas Musicais, apresentadas em páginas duplas! Hervé seleciona duas bandas ou artistas de certo estilo e compara seus discos. Isso ocorre, por exemplo, com Michael Jackson vs. Prince, Nirvana vs. Pixies, David Bowie vs. Lou Reed. Você poderá ficar intrigado (a) com algumas comparações e acredito que esta seja uma intenção proposital do autor: revoltar-te.

Eu convido você, caro leitor/leitora, a entrar de cabeça nesta aula de história do rock. E se está embalado (a) no ritmo de preguiça das férias, basta “ouvir o livro”: nas páginas finais, “O Pequeno Livro do Rock” reúne uma imensa lista de hits icônicos do rock.



O Pequeno Livro do Rock
Autor: Hervé Bourhis
Editora: Conrad
Ano: 2010
Páginas: 224
Preço sugerido: R$ 39,20 (Fnac)

Por: Tatiane Gonsales
De: São Paulo - SP

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9 de abril de 2013

Não se fazem mais passado como antigamente #9 – Galileo, Galileo, Figaro, magnífico





A Night at the Opera_Queen
Gravadora: EMI
Lançamento: Novembro de 1975
Nota: 10/10

           




            Essa é uma coluna musical, nada a ver com Marco Feliciano. Mas vamos falar do maior viado que a música já viu.  Pois Freddie Mercury, indiscutivelmente, será sempre a cabeça das listas dos maiores vocalistas de todos os tempos (não, não é o Robert Plant, ok?) e sua banda, cheia de homens mas com o nome de Queen, será sempre relembrada como uma das mais geniais em todas as décadas. Um dos motivos é esse álbum, a pérola da banda.
           O que se lembra quando se fala Queen? Se você lembrou daquela animação de RadioGaga e aquela coisa contagiante de WeWill Rock You, melhor se acostumar com outra vista. O grupo dos três primeiros álbuns era um protótipo de heavy metal, com solos portentosos, vocais gritados (como essa, Stone Cold Crazy,que deu origem ao Trash Metal) e um Freddie um pouco mais hétero, de cabelos longos e sem o bigode (mas a voz, continua a mesma). Apesar do belo show e dos excelentes discos – a saber, Queen I e II, além do Sheer Heart Attack – a banda estava na pindaíba. Quanto mais show, menos grana. Aí eles começaram a suspeitar do empresário.


Hmmmmmmmm.
            Essa suspeita se confirmou em realidade, os caras o enxotaram da banda e criaram uma canção nada amigável para ele, que é Death on Two Legs, que abre o álbum. Apesar do epíteto “Dedicated to (...)”, não é difícil saber para quem eles cantavam os versos “But now you can kiss / my ass, goodbye
            O álbum tem uma produção que não dá para chamar menos do que “impecável”. Dirigidos por Roy Thomas Baker, a banda sai do unverso heavy e assume uma faceta única, que a tornou famosa: rock de letras melódicas, uso de coro, harmonias caprichadas ao extremo e A voz (sim, no maiúsculo mesmo) de Freddie.
            A parte operística pode ser sentida em músicas como Seaside Rendezvous, Lazing on a Sunday Afternoon e The Prophet Song. A banda sempre foi bastante democrática e, como todos ajudavam a compor, não é surpresa ver Brian May, o guitarrista-astrofísico do cabelão, cantando ’39, ou então o bateirista Roger Taylor dar o ar da graça em I’m in love with my car. John Deacon...bem, o baixista não canta, mas compôs o que, mesmo sendo para a sua esposa, é a música mais gay em todos os tempos.
No final estão as duas músicas que mais fazem o disco ser lembrado. O violão de 12 cordas e o piano são quase suficientes para tornar Love of My Life o clássico que causou o maior frissom da história dos shows (afinal, nem final de Libertadores fez oMorumbi tremer desse jeito). E a outra canção em questão é uma tal de BohemianRhapsody.
Apenas a canção mais cara da história, BoRhap nasceu de um devaneio do vocalista. Ele decidiu colocar todas as desilusões do pobre menininho da banda nos mais elementos possíveis para 6:07 de música, como ópera, solo de guitarra, balada, hard rock. Demonstrando humildade e nenhuma extravagância, cada um dos instrumentos foi gravado em um estúdio diferente em Londres. A introdução  não é nada mais do que a voz dos membros gravada 45 vezes – 180 no total! A fita, que era preta, ficou branca de tanto gasta, e a edição teve de ser feita na  fita adesiva mesmo.
            Aí a gravadora não quis lançar a música: muito longa para as rádios, they say it. Mas Freddie bateu o pé e a gravadora consentiu. O que se teve foi o melhor clipe pré-MTV, seis semanas no topo das paradas,  e um novo padrão de produção musical – além, é claro, de garantir os tubos cheios da banda pro resto da vida.
A partir dali, a carreira do grupo deslanchou. Veio o álbum A Day at the Races, que é o inverso do anterior, o excelente News of the World e outros oito álbuns até Innuendo, o último com Freddie nos vocais. Mesmo com altos e baixos, a banda sobreviveu com grandes sons, mas sempre à sombra do álbum da capa branca.
Mercury se foi em 1991, e aí a gente se pergunta: quem vai tomar o lugar? Robert Plant, Jon Anderson, Steven Tyler, todos esses tentaram, mas nunca conseguiram bater a voz-símbolo do rock. Nem eu . É, quando eu grito “Mamma mia, let me go” no chuveiro, e desafino horrivelmente, praguejo ao céus: Freddie, sua bicha do cassete.



Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba - SP
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