Em junho do ano passado, estávamos morando na cidade de Perth, na Austrália. Era o final do nosso intercâmbio, ficamos lá durante um ano e meio estudando e trabalhando. Depois te ter vivido tantas experiências, e de ter trabalhado bastante, nós precisávamos de férias.
E para essas férias escolhemos a Ásia, por ser perto da Austrália, ouvimos histórias bacanas de amigos que nos indicaram e os preços de passagens áreas eram bons. Nós tínhamos um dinheiro guardado, mas não era muito. Começamos a pesquisar em agências de viagens e então decidimos fechar para o Vietnã, Camboja, Tailândia e Indonésia. Nós pedimos para a agente de viagens checar todos os vistos que iríamos precisar para entrar nesses países. Para a nossa surpresa e alegria, brasileiros não precisavam de visto em nenhum deles!
As acomodações não eram tão baratas para fechar tudo na agência, em nossas pesquisas na internet e conversas com amigos, percebemos que podíamos colocar um pouco de aventura e emoção a essas férias e deixar hotéis e hostels para fecharmos durante a viagem, e assim, criamos um desafio.
E esse desafio era atravessar a Ásia, passando por 4 países em 45 dias. Não importava o meio de transporte, e sim a imersão na cultura local. E além disso, tínhamos o sonho e o desejo de gravar um documentário para dar dicas e mostrar tudo o que vivemos, o haveanicetrip.tv.
Por que 45 dias? Porque esse era o tempo restante que tínhamos de visto para voltar para a Austrália para pegar nossas coisas e embarcar de volta para o Brasil depois do mochilão.
Compramos apenas as passagens para ultrapassar as fronteiras entre um país e outro, para evitar problemas como extorsão e roubo, fomos instruidos pela agência e também por nossas pesquisas. No Vietnã, por exemplo, chegamos no aeroporto da cidade do norte, Hanoi, e a nossa passagem para o próximo destino era no aeroporto da cidade do sul, Hoi Chi Min ou mais conhecida como Saigon. Eram 15 dias para conhecermos todo o Vietnã e chegar no dia e hora certos para o próximo vôo.
Nesse meio tempo, de uma cidade a outra, pesquisávamos a nossa acomodação e dessa forma conseguíamos achar preços melhores e sem as taxas da agência.
Com tudo planejado, passagens na mão, mochilões prontos, nosso coração só faltava explodir de tanta ansiedade! O grande dia chegou e partimos para o aeroporto internacional de Perth – Austrália.
Chegamos com duas horas de antecedência, o primeiro destino era Vietnã, nosso vôo não era direto, tínhamos uma escala na China. Logo fomos avisados que havia um atraso. Passadas duas horas, mais um aviso de atraso… e assim foi… até completarmos oito horas de espera!
Nem imaginávamos que esse era só o começo de uma verdadeira aventura, cheia de imprevistos! Quando finalmente chegamos na China, já era quase uma hora da manhã, com a diferença do tempo local. Estávamos exaustos e o nosso próximo vôo era só às 6 da manhã. Por conta do atraso, a empresa aérea, nos pagou acomodação para aquela noite e comida.
Quando
fui pegar minha mala, não a achava! Os funcionários não tinham ideia do que
poderia ter acontecido! Depois de uns 15 minutos de estresse, acharam a bendita!
E finalmente pegamos o ônibus que nos levaria para o nosso descanso, de apenas
3 horas, até o momento que tínhamos que estar de volta no aeroporto.
No meio do caminho, nosso ônibus parou. Olhamos para fora da janela e tinham policiais investigando uma van. Ao perguntar, nos informaram que estava acontecendo um sequestro ali, bem em nossa frente. Era muita emoção para um começo de viagem!
![]() |
| Vista da janela de nosso hotel em Quanzhou, China |
Será que nunca chegaríamos a nosso destino? Que nosso tão sonhado documentário iria por água abaixo? Finalmente chegamos no hotel. Só o que nos restava era descansar algumas horinhas e torcer para que o outro dia fosse mais tranquilo.
![]() |
| Amanhecer em Quanzhou, China |
![]() |
| Aeroporto de Quanzhou, China |
Embarcamos no avião com
destino a cidade de Hanoi – Vietnã. E rapidinho, cerca de quatro a cinco horas
de viagem, estávamos aterrizando. Pegamos nossa bagagem e então passamos pelo
departamento da polícia federal deles, que checam os vistos. Vimos um aviso de
que o visto custava US$35. Passamos sem nenhuma preocupação, pois nossa agente
tinha checado e brasileiros não precisavam de visto.
Só que não! Nos pararam exigindo o visto e dizendo que nossa agente checou errado. Brasileiros precisam sim de visto. Os dois caras parados na nossa frente, fardados, com armas e calçando chinelos eram soldados e nos disseram o seguinte, após uma breve reunião entre eles: “Vocês têm duas opções: ou voltam para a China ou nos pagam US$300 cada um e damos o visto para vocês”.
Só que não! Nos pararam exigindo o visto e dizendo que nossa agente checou errado. Brasileiros precisam sim de visto. Os dois caras parados na nossa frente, fardados, com armas e calçando chinelos eram soldados e nos disseram o seguinte, após uma breve reunião entre eles: “Vocês têm duas opções: ou voltam para a China ou nos pagam US$300 cada um e damos o visto para vocês”.
Isso era praticamente todo
o valor em dinheiro que tínhamos na carteira, pretendíamos passar pelo menos uma
semana com aquele valor. Não tínhamos escolha, pagamos, pois não podíamos
voltar para a China, lá também precisávamos de visto.
Pedimos um comprovante
daquela corrupção, e nos deram um de pacote de turismo naquele mesmo valor. Nós
reclamamos, e eles disseram que era o que tínhamos, era pegar ou largar. Pegamos…
e saímos de lá assustados e decepcionados com a forma que fomos recebidos.
Em nosso próximo post,
contaremos sobre nossas aventuras em Hanoi e tudo que a cidade tem de bom para
oferecer. Até lá!
Tem alguma dúvida sobre roteiros de viagem para a Ásia? Deixe seu comentário.
Por: Fernanda Mizzin e Marcus Farias
De: São Paulo - São Paulo
Email: planejamentow4b@gmail.com



















0 comentários: