7 de outubro de 2013

Conexão Ásia: Um continente e um documentário em 45 dias


Em junho do ano passado, estávamos morando na cidade de Perth, na Austrália. Era o final do nosso intercâmbio, ficamos lá durante um ano e meio estudando e trabalhando. Depois te ter vivido tantas experiências, e de ter trabalhado bastante, nós precisávamos de férias.

E para essas férias escolhemos a Ásia, por ser perto da Austrália, ouvimos histórias bacanas de amigos que nos indicaram e os preços de passagens áreas eram bons. Nós tínhamos um dinheiro guardado, mas não era muito. Começamos a pesquisar em agências de viagens e então decidimos fechar para o Vietnã, Camboja, Tailândia e Indonésia. Nós pedimos para a agente de viagens checar todos os vistos que iríamos precisar para entrar nesses países. Para a nossa surpresa e alegria, brasileiros não precisavam de visto em nenhum deles!

As acomodações não eram tão baratas para fechar tudo na agência, em nossas pesquisas na internet e conversas com amigos, percebemos que podíamos colocar um pouco de aventura e emoção a essas férias e deixar hotéis e hostels para fecharmos durante a viagem, e assim, criamos um desafio.

E esse desafio era atravessar a Ásia, passando por 4 países em 45 dias. Não importava o meio de transporte, e sim a imersão na cultura local. E além disso, tínhamos o sonho e o desejo de gravar um documentário para dar dicas e mostrar tudo o que vivemos, o haveanicetrip.tv

Por que 45 dias? Porque esse era o tempo restante que tínhamos de visto para voltar para a Austrália para pegar nossas coisas e embarcar de volta para o Brasil depois do mochilão.

Compramos apenas as passagens para ultrapassar as fronteiras entre um país e outro, para evitar problemas como extorsão e roubo, fomos instruidos pela agência e também por nossas pesquisas. No Vietnã, por exemplo, chegamos no aeroporto da cidade do norte, Hanoi, e a nossa passagem para o próximo destino era no aeroporto da cidade do sul, Hoi Chi Min ou mais conhecida como Saigon. Eram 15 dias para conhecermos todo o Vietnã e chegar no dia e hora certos  para o próximo vôo.

Nesse meio tempo, de uma cidade a outra, pesquisávamos a nossa acomodação e dessa forma conseguíamos achar preços melhores e sem as taxas da agência.

Com tudo planejado, passagens na mão, mochilões prontos, nosso coração só faltava explodir de tanta ansiedade!  O grande dia chegou e partimos para o aeroporto internacional de Perth – Austrália.

Chegamos com duas horas de antecedência, o primeiro destino era Vietnã, nosso vôo não era direto, tínhamos uma escala na China. Logo fomos avisados que havia um atraso. Passadas duas horas, mais um aviso de atraso… e assim foi… até completarmos oito horas de espera!

Nem imaginávamos que esse era só o começo de uma verdadeira aventura, cheia de imprevistos! Quando finalmente chegamos na China, já era quase uma hora da manhã, com a diferença do tempo local. Estávamos exaustos e o nosso próximo vôo era só às 6 da manhã. Por conta do atraso, a empresa aérea, nos pagou acomodação para aquela noite e comida.

Quando fui pegar minha mala, não a achava! Os funcionários não tinham ideia do que poderia ter acontecido! Depois de uns 15 minutos de estresse, acharam a bendita! E finalmente pegamos o ônibus que nos levaria para o nosso descanso, de apenas 3 horas, até o momento que tínhamos que estar de volta no aeroporto.

No meio do caminho, nosso ônibus parou. Olhamos para fora da janela e tinham policiais investigando uma van. Ao perguntar, nos informaram que estava acontecendo um sequestro ali, bem em nossa frente. Era muita emoção para um começo de viagem!
Vista da janela de nosso hotel em Quanzhou, China

Será que nunca chegaríamos a nosso destino? Que nosso tão sonhado documentário iria por água abaixo? Finalmente chegamos no hotel. Só o que nos restava era descansar algumas horinhas e torcer para que o outro dia fosse mais tranquilo.
Amanhecer em Quanzhou, China
Aeroporto de Quanzhou, China
Embarcamos no avião com destino a cidade de Hanoi – Vietnã. E rapidinho, cerca de quatro a cinco horas de viagem, estávamos aterrizando. Pegamos nossa bagagem e então passamos pelo departamento da polícia federal deles, que checam os vistos. Vimos um aviso de que o visto custava US$35. Passamos sem nenhuma preocupação, pois nossa agente tinha checado e brasileiros não precisavam de visto.

Só que não! Nos pararam exigindo o visto e dizendo que nossa agente checou errado. Brasileiros precisam sim de visto. Os dois caras parados na nossa frente, fardados, com armas e calçando chinelos eram soldados e nos disseram o seguinte, após uma breve reunião entre eles: “Vocês têm duas opções: ou voltam para a China ou nos pagam US$300 cada um e damos o visto para vocês”.

Isso era praticamente todo o valor em dinheiro que tínhamos na carteira, pretendíamos passar pelo menos uma semana com aquele valor. Não tínhamos escolha, pagamos, pois não podíamos voltar para a China, lá também precisávamos de visto.

Pedimos um comprovante daquela corrupção, e nos deram um de pacote de turismo naquele mesmo valor. Nós reclamamos, e eles disseram que era o que tínhamos, era pegar ou largar. Pegamos… e saímos de lá assustados e decepcionados com a forma que fomos recebidos.


Em nosso próximo post, contaremos sobre nossas aventuras em Hanoi e tudo que a cidade tem de bom para oferecer. Até lá!

Tem alguma dúvida sobre roteiros de viagem para a Ásia? Deixe seu comentário.

Por: Fernanda Mizzin e Marcus Farias
De: São Paulo - São Paulo
Email: planejamentow4b@gmail.com

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)

0 comentários: