Oi, gurizada! Semana passada, ao escolher algumas estreias para assistir, decidi por "Grand Central". O drama francês é produzido por Áustria e França, e dirigido pela novata (mas não tanto quase um tanto) Rebecca Zlotowski, promessa para o cinema francês de relato social tão retratado nas produções há algum tempo.
Alguns dos atores que participam do núcleo principal são Léa Seydoux (Karole - sim, a guria de Azul é a Cor Mais Quente), Tahar Lindo e Exótico Rahim (Gary - sim, do filme O Profeta), e Denis Ménochet (Toni - sim, de Bastardos Inglórios). Eles tem sintonia, e principalmente na primeira parte do filme, interagem de forma natural com o cenário e personagem fixo: a usina nuclear, onde é produzida grande parte da energia consumida no país.
Toni (que trabalha na usina) pretende se casar com Karole (que também trabalha na usina), mas Gary (adivinha onde ele vai trabalhar?) seduz quase sem querer, só existindo mesmo e tals. Aaaacontece, que Karole e ele se apaixonam e colocam um par de chifres na cabeça do bom Toni. Gary, malandrão e machão, acaba por se expor demais à radioatividade do local (mas não importa porque ele quer dinheiro pra viver e tudo bem se expor mais um pouquinho pra ficar radioativo, com uma graninha, e perto da noiva do Toni), acaba também por engravidar a menina Karole, e acaba por ser descoberto. Acaba. Acaba com tudo, né? Mas ok...
Resumo: a história começa com a tal crítica social, segue por uma vertente que interage com o fura-olhismo romantismo das personagens mas se perde um pouco no fim, o que não permite aprofundar a discussão que poderia ser criada a partir dessas características: tanto das condições às quais as pessoas se submetem em lugares de alta periculosidade como este, quanto à mulher ser colocada ali como um ser secundário (que foi um dos tópicos mais criticados pelos especialistas em cinema no mundo), apesar da participação efetiva para o desenvolver da trama.
O fim é repentino, e nem permite a construção mental de finais secundários.
No roteiro são encontrados alguns pilares expostos: a condição social na França, onde a necessidade direciona pessoas com menos conhecimentos a cargos pouco significativos e por vezes perigosos; a forma como as usinas nucleares abrigam funcionários por período determinado, visto que passado algum tempo, a exposição radioativa obriga esses a deixarem o local; as relações conflituosas; e o enredo ilustrado com muito travelling, num plano que traz aproximação de quem assiste com os personagens.
Mais um passo para a diretora Rebecca Zlotowski, que chegou há pouco, dirigiu Belle Épine (também com Léa), e apresenta uma ascendente forma de trabalhar com elementos clássicos (principalmente os do cinema francês), transformando-os em novas construções. Deve ser aperfeiçoado com essas experiências, e com certeza, outros bons trabalhos virão.
Fico na torcida para que ela reinvente esses elementos e construa suas características de forma mais contundente.
Até mais :)
Beijos de luz.
Reprodução / Divulgação
Reprodução / Internet
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Reprodução / Internet
O fim é repentino, e nem permite a construção mental de finais secundários.
Reprodução / Internet
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Fico na torcida para que ela reinvente esses elementos e construa suas características de forma mais contundente.
Até mais :)
Beijos de luz.
Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br





















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