31 de janeiro de 2014

Cinema - ''Grand Central''

Oi, gurizada! Semana passada, ao escolher algumas estreias para assistir, decidi por "Grand Central". O drama francês é produzido por Áustria e França, e dirigido pela novata (mas não tanto quase um tanto) Rebecca Zlotowski, promessa para o cinema francês de relato social tão retratado nas produções há algum tempo.
Reprodução / Divulgação

Alguns dos atores que participam do núcleo principal são Léa Seydoux (Karole - sim, a guria de Azul é a Cor Mais Quente), Tahar Lindo e Exótico Rahim (Gary - sim, do filme O Profeta), e Denis Ménochet (Toni - sim, de Bastardos Inglórios). Eles tem sintonia, e principalmente na primeira parte do filme, interagem de forma natural com o cenário e personagem fixo: a usina nuclear, onde é produzida grande parte da energia consumida no país. 
Reprodução / Internet

Toni (que trabalha na usina) pretende se casar com Karole (que também trabalha na usina), mas Gary (adivinha onde ele vai trabalhar?) seduz quase sem querer, só existindo mesmo e tals. Aaaacontece, que Karole e ele se apaixonam e colocam um par de chifres na cabeça do bom Toni. Gary, malandrão e machão, acaba por se expor demais à radioatividade do local (mas não importa porque ele quer dinheiro pra viver e tudo bem se expor mais um pouquinho pra ficar radioativo, com uma graninha, e perto da noiva do Toni), acaba também por engravidar a menina Karole, e acaba por ser descoberto. Acaba. Acaba com tudo, né? Mas ok...
Reprodução / Internet

Reprodução / Internet

Resumo: a história começa com a tal crítica social, segue por uma vertente que interage com o fura-olhismo romantismo das personagens mas se perde um pouco no fim, o que não permite aprofundar a discussão que poderia ser criada a partir dessas características: tanto das condições às quais as pessoas se submetem em lugares de alta periculosidade como este, quanto à mulher ser colocada ali como um ser secundário (que foi um dos tópicos mais criticados pelos especialistas em cinema no mundo), apesar da participação efetiva para o desenvolver da trama.

O fim é repentino, e nem permite a construção mental de finais secundários.
Reprodução / Internet

No roteiro são encontrados alguns pilares expostos: a condição social na França, onde a necessidade direciona pessoas com menos conhecimentos a cargos pouco significativos e por vezes perigosos; a forma como as usinas nucleares abrigam funcionários por período determinado, visto que passado algum tempo, a exposição radioativa obriga esses a deixarem o local; as relações conflituosas; e o enredo ilustrado com muito travelling, num plano que traz aproximação de quem assiste com os personagens
Reprodução / Internet

Mais um passo para a diretora Rebecca Zlotowski, que chegou há pouco, dirigiu Belle Épine (também com Léa), e apresenta uma ascendente forma de trabalhar com elementos clássicos (principalmente os do cinema francês), transformando-os em novas construções. Deve ser aperfeiçoado com essas experiências, e com certeza, outros bons trabalhos virão.

Fico na torcida para que ela reinvente esses elementos e construa suas características de forma mais contundente.

Até mais :)

Beijos de luz.


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbara.argenta@revistafriday.com.br

Você já curtiu a Revista FRIDAY no Facebook? faça como eles ;)

0 comentários: