#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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10 de dezembro de 2013

Não se fazem mais passados como antigamente #25 - Ao vivo o negócio é outro

Domingo, seis da manhã. Essa coluna começa a ser escrita essa hora, sob um sol incrível que, por questões de bom senso, não foi para o Instagram. Começa rápido, muitos toques por minuto – essa introdução foi em meio minuto ou menos. Mas começa sem assunto. Então eis que, ligando a TV em um desses canais da Cultura, qual não é a surpresa que, na mesma hora que Padre Marcelo canta para seus cinquenta, sessenta mil fieis, aparece o The Who destruindo seus instrumentos em My Generation?
                Vamos falar disso então. Ao que parece, quem sabe faz ao vivo.

*

                Então, em meia hora, a coluna está pronta. Os discos essenciais ao vivo estão separados. Pra quem me chama de conservador ou chato na hora de falar de música, digo que ouvi vossas reclamações e, entre os essenciais, tem de tudo: gente que você pode ver ao vivo, gente que você pode ver em DVD (pois já morreu) e gente que você pode até tentar imitar em casa. Afinal de contas, mais do que deliciosos, são inspiradores. Vamos lá:


           


  Alchemy, do Dire Straits






                Antes daquele clipe inovador de Money For Nothing; antes de serem as estrelas a lotar o estádio de Wembley treze noites: antes de tudo isso, os caras do Dire Straits eram rapazes do subúrbio, pobres (o nome da banda é uma gíria para estar em “falência”) e que tocavam em casas pequenas, sem fazer muito barulho para que as pessoas conversassem. Mas o sucesso veio, e eles precisaram tocar em casas maiores. E quando esse dia chegou (dias: 22 e 23 de Julho de 1983), o resultado foi aterrador.
                A sonoridade é espetacular. O disco/VHS com o show mostra uma banda que é esforçada, que tem habilidade em certos momentos mas que, por mais que se esforce, não tira o foco das atenções para Mark Knopfler, “O” vocalista, guitarrista, compositor e chefe do circo. Estrelismo? Talvez, mas o cara realmente é muito bom.
                O que ouvir: Once upon a time in the West, Tunnel of Love e Sultans of Swing, que é esse orgasmo de guitarra abaixo ou, se você tiver tempo, o show todo. Duas vezes.

           

                Zoo TV, do U2
                Eu era fã dos caras com 12 anos. Era março de 2006 e, quando houve aquele frisson pela vinda deles ao Brasil, eu comprei o disco mais recente à época (How to dismanle an atomic bomb) e comecei a prestar atenção na produção deles. Porém nada, absolutamente nada, me hipnotizou mais do que o DVD com o show da turnê Zoo TV, realizado em 1993, na cidade de Sydney.
                Há quem fale na turnê do “360”, que foi megalômano, que era transcendental, mas nem ela consegue se comparar à primeira megaturnê da banda – e, consequentemente, da história. Pois naquela época, até mesmo Bono Vox não era um bom rapaz (fumava, bebia e tudo o que um rockstar faz).  Além da superprodução, o caráter de “crítica à era moderna” dava o tom.
O palco era decorado com antenas; gigantescos telões reproduziam o que se passava na TV (no show do DVD a programação é a da TV australiana, e Bono fica zapeando os canais, pra lá e pra cá). Ele encarna o demônio McPhisto e liga, em algum momento, para a um número da região, simplesmente para falar com alguém que lhe dê ouvidos – um diabo deprimido. Enfim, tudo o que jamais houve em cima do palco veio tudo de uma vez para um show da banda irlandesa. A turnê seguinte, Popmart, foi ainda maior, ainda mais gigante, mas a música...
                O que ouvir: Mysterious Ways, Even Better Than The Real Thing ou, se você tiver tempo, o show todo.

       

             

            
P*U*L*S*E, do Pink Floyd.






A Hammersmith Apollo, uma casa de espetáculos em Londres, é um dos solos mais sagrados para o rock. Ali o Dire Straits gravou o Alchemy e, em 1994, o Pink Floyd fazia um de seus últimos shows na face da terra, antes do vocalista e líder da banda, David Gilmour, dizer chega (e deixar milhões de corações em pedaços).
                A turnê que promoveu o disco de adeus da banda, TheDivision Bell, era tudo menos discreta: luzes, projeções, e um inspiradíssimo grupo (que além dos quatro membros principais, contava com coro, um segundo guitarrista, baterista e tecladista). Nessas 2h24 de show, o principal destaque é a execução do principal álbum da banda na íntegra: as dez faixas do Dark Side of the Moon ao vivo são feitas sob medida para arrepiar pelos de braços e pernas (como já dissemos pra vocês lá no começo dessa coluna).
                O que ouvir: qualquer uma, mas Run Like Hell e a versão de quase dez minutos do hino Confortably Numb, que sempre será, na opinião do reles autor aqui, a versão definitiva e a resposta sobre todas as coisas. Se você tiver tempo, qual é o problema em ver o show todo? Eu mesmo já o fiz, umas trinta ou quarenta vezes mesmo...

           


 One More Car, One More Rider, de Eric Clapton 






                A frase “Clapton is god” foi pixada nos muros de Londres em 1963. Mas só na época de lançamento desse disco/DVD que a coisa realmente fez sentido. Gravado em agosto de 2001 em duas noites no Staples Center, arena em Los Angeles, o show era parte da turnê do disco Reptile. O palco, ao contrário dos caras do U2, não tinha nada. O que dava total atenção ao homem atrás da guitarra.
                O cantor mistura os clássicos que essa coluna já mandou goela abaixo para vocês: Layla, Cocaine, Badge, River of Tears e outras com músicas mais conhecidas e recentes. Outra face do guitarrista é bastante visível: durante os anos 90  ele desenvolveu alguns trabalhos com violão, e o reflexo disso é parte do show ser acústica.
                O que ouvir: Tears in Heaven, Change the World ou, se você tiver tempo, o show todo.
        

                H.A.A.R.P, do Muse      
                Sim, os anos 2000 revelam grandes shows. Inspirados um pouco no Zoo TV (eles também têm antenas no palco) e na iluminação do Pink Floyd, o trio mostra, em uma hora e meia, o que a maioria das bandas de hoje levariam dez, quinze horas em cima do palco fazendo.
                O segredo da coisa toda é, sem dúvida, Matt Bellamy, uma versão moderna e infinitamente inferior ao Freddie Mercury. Mas, muito longe de ser ruim, Bellamy comanda pianos e uma guitarra que, em todos esses anos nessa indústria vital, foi a primeira vez que me aparece. O talento dele – e por que não dos outros dois da banda que eu mal lembro o nome – pode ver visto na íntegra no YouTube, um show que arrepiou mais de 134.287 pessoas no estádio de Wembley nas noites de 16 e 17 de Junho - foi a primeira banda a esgotar os ingressos no novo estádio.
                O que ouvir: Kinghts of Cydonia, Plugin Baby e o cover feroz  de Feeling Good, de Nina Simone ou, se tiver tempo, o show todo. Ou, se tiver dinheiro, vá ao Lolla 2014 e veja-os ao vivo.
          

                Rock em Seine 2007, do Arcade Fire
                Um amigo meu mandou o vídeo desse show via e-mail, desses corporativos quando você tá entediado, com a seguinte descrição “assiste só essa intro e tá bom”. Assisti a tal introdução, coisa de vinte segundos e, nessa semana e meia em que ele me indicou, já vi o show inteiro três vezes.
                Se em 2007 o Arcade era apenas uma banda indie com dois bons álbuns produzidos (Funeral e Neon Bible) e um clipe ou outro na faixa matinal da MTV, a sua atuação em cima do palco parece fazê-los tratar-se de veteranos do pop mundial. Nesse show do tradicional festival francês, os integrantes – treze, quinze, sei lá eu – são ativíssimos, barulhentos e, ao mesmo tempo, bastante melódicos. Se a grande preocupação de uma banda alternativa é parecer alternativa sobre todas as coisas, o que parece pairar sobre o Arcade Fire é apenas o desejo de uma ótima performance.
                O que ouvir: a introdução extremamente zoeira; o show todo e, se sobrar grana, compra também ingresso pro Lolla - o Arcade se apresenta pela primeira vez em oito anos no país, isso no segundo dia do festival.

E, aqui duas semanas, na véspera de Natal, a resenha do galo para vocês. Stay tuned.

Por: Guilherme Mendes
De: Carapicuíba - SP
Email: g.lazaro@outlook.com

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26 de fevereiro de 2013

Não se fazem mais passados como antigmente #6- O "quarentão"

Dark Side of The Moon
1973
EMI
Nota: 10/10

                 Nunca vou conseguir negar que Pink Floyd é, de longe, minha banda favorita. Também não vou conseguir falar de Dark Side of The Moon sem ser piegas ou parcial. Então não considerem o relato abaixo como sério (se quiserem):


                Nesta sexta, 1º de Março, o Dark Side of The Moon completa 40 anos. Talvez esse seja um fato para apenas os ouvintes da Kiss ficarem sabendo, ou apenas os mais aficionados em rock progressivo, aqueles barbudos loucos, terem uma vaga lembrança da data. Marca não apenas o ressurgimento da banda, mas um marco na indústria fonográfica, nos índices de vendas e na estética dos álbuns.
Esse sou eu sendo imparcial com os
álbuns que escrevo.
                Sobre as faixas, não se tem muito a dizer: dez canções, ligadas umas às outras -característica de um álbum conceitual-, com os vocais do guitarrista da banda, David Gilmour, e outras harmonias brilhantes do engenheiro de som da banda, Alan Parsons. O baixista e “dono” da banda, Roger Waters, canta as duas últimas, Brain Damage e  Eclipse, em um tom quase religioso, quase que como uma oração. Dois dos melhores solos de guitarra da banda saem dali: Money e Time tem batidas estranhas, correm em tempos diferentes, tem, respectivamente, barulho de dinheiro e de despertadores em sua introdução. Até hoje algo vanguardista.
                Outra faixa, The Great Gig In The Sky, que fecha o lado 1, mostra um sentimentalismo ímpar no grupo: Após gravarem a parte instrumental, sugeriram a Clare Torry, uma das backing vocals do grupo, que gravassem um improviso por cima. Sem saber muito o que fazer,  ela começou a gritar. O que sai dali são cinco minutos que muitos fãs da banda dizem lembrar ao sexo – ou a algo tão bom quanto. O álbum é um retrato de várias fases da banda: da psicodelia muito louca de Any Color You Like até a a calma super produzida de Us and Them- talvez a minha favorita entre todas ali dentro.
                Roger Waters, o criador do conceito do álbum, desenvolveu letras sobre amor, tempo, dinheiro, ganância e, óbvio, a morte.  Como disse no livro “Bastidores do Pink Floyd”, o sentido do Lado Escuro da Lua eram as vozes que permeiam  as canções.  Gente como Paul e Linda McCartney responderam às questões feitas por Waters, mas acabaram não entrando na produção final. Sobrou a Gerry O’Driscoll, zelador da Abbey road Studios – sim, o álbum foi gravado lá- a dar grande parte das vozes sombrias, e a fechar o álbum, filosofando gravemente: “There’s no dark side of the moon really, matter of fact she’s all dark” (“Não há lado escuro da lua. Na verdade ela toda é escura).
                Com o álbum pronto, a banda agindo como de costume (diga-se: faltando à entrevistas e criticando a imprensa), o álbum chegou às lojas em 1/3/1973. Os fãs e não-fãs se surpreenderam com a capa, hoje junto com a Sgt. Peppers’ Lonely Heart Club Band a mais famosa e funcional em todos os tempos: nada além de um prisma em fundo preto, refratando uma luz em um arco-íris. A ideia veio do designer da banda, Storm Thorgerson, que queria representar o poder da humanidade. Nada mais simbólico e gracioso.
                Antes do DSoTM, o Pink Floyd era uma banda de festivais underground, com excelentes álbum de música psicodélica. Ao mesmo tempo, os quatro garotos de Cambridge tentavam desvincular-se da imagem do antigo vocalista, Syd Barrett, que não aguentou as pressões da fama (o que viria a ser o mote do álbum seguinte, Wish You Were Here, de 1975). Graças a singles como Money, a banda ganhou status, fama, shows com casas lotadas - e um pequeno complexo de deus, que acabaria agravando as tensões entre os membros, e provocando o fim da formação original uns oito anos depois. 
                As vendas dificilmente encontram paralelo: Mais de 40 milhões de álbuns vendidos, 741 semanas entre os mais vendidos da Billboard – 15 anos! As lendas são muitas: De que a EMI, a gravadora, teve de criar novas fábricas apenas para o disco, de que a banda não precisaria mais trabalhar depois dali (o que é meia verdade), entre muitas outras. Mas a principal, sem dúvida alguma, é a estranhíssima relação do álbum com o filme “O Mágico de Oz”. A banda nega veementemente, mas assista e tire suas próprias conclusões.
                   40 anos depois, a incógnita permanece: seria mesmo o Dark Side of The Moon a obra mais influente da música moderna? A capa, conhecida e visível de longe, é a mais conhecida entre as capas? Não se sabe. Talvez se precise de mais 40 anos para que se descubra o real valor dessa obra.




Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba

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1 de janeiro de 2013

Não se fazem mais passados como antigamente #2 – As maiores músicas de todos os tempos (literalmente)

Canções: não importa o ritmo, autor, tema, são quase sempre iguais. As faixas quase sempre escritas para a mesma estrutura (introdução, verso-refrão duas vezes, algum solo e refrão de novo). Desde o início dos tempos é assim e até o fim dos tempos, provavelmente, será. Mas graças ao bom e velho rock, essa lógica às vezes é alterada, para que se possa dar espaço para a liberdade do artista, que normalmente não consegue colocar suas ideias em apenas três ou quatro minutos.



Explica-se: Devido à alta rotatividade das rádios, que precisam tocar bastantes canções, o tempo destinado a elas costuma ser milimetricamente medido, entre dois minutos e meio a quatro minutos. Se tiver paciência ou curiosidade, qualquer hora, pare e note o tempo de música dos maiores sucessos das rádios brasileiras, e verá que realmente faz sentido. Até o início dos anos 60 músicos como Elvis, Cash e Roy Orbinson tinham canções que chegavam, no máximo, a 180 segundos. Aí vieram os rebeldes.

Tudo começou com aquele jovem questionador do violão-e-gaita, señor Bob Dylan: o cantor folk, ídolo de 10 entre 10 músicos americanos, desafiou a ditadura das rádios no seu sexto álbum, o (coloque aqui o seu adjetivo positivo) Highway 61 Revisited.  A faixa de abertura, “Like a Rolling Stone” era (e é) uma composição a frente do seu tempo: a letra com personagens enigmáticos, uma sequência vocal trôpega e um refrão que, pela primeira vez, fazia uma  perguntava aos ouvintes. Tudo isso em 6:09, o dobro do tempo usual. Mesmo com a relutância das rádios, a música foi ao ar, sem cortes, e alcançou o #2 nas paradas. De lambuja a Rollign Stone a escolheu "a maior canção de todos os tempos"


Esse feito abriu espaço para mais bandas apostarem nas chamadas “Músicas de Banheiro”, aquelas em que, quando você vai ao toalete, elas não acabam. A maioria, realmente, não nasceu pra rádio, mas algumas lograram bastante sucesso. Os britânicos do Led Zeppelin não lançaram “Stairway to heaven” como um single, mesmo assim, a música entrou no ar, com seus 8 minutos e 2 segundos, mais de 2 milhões de vezes nas rádios americanas, fazendo-a, assim, a mais tocada em todos os tempos.

  (A segunda da lista, convenhamos, também não é lá tão curta).

Todo mundo conhece o Rush como a banda de “Tom Sawyer”, aquela do MacGyver. Mas o power-trio canadense também teve sua fase progressiva, das mais consistentes: a faixa-título do álbum 2112 é uma epopeia de 20 minutos, com um tema pouco cabeça: a revolta de um cidadão contra o sistema em que vive, numa galáxia distante num futuro distante (pra ser bem sucinto).



Em um disco de vinil cabem, em média, 20 minutos de gravação em cada lado. Uma banda comum produzia, em média, cinco músicas em cada lado (os Beatles já chegaram a colocar oito), mas o Pink Floyd essa média era riscada dos planos. Em quatro álbuns, colocaram apenas uma música em cada lado do LP (Em 1969, com um solo de teclado de 13 minutos; em 1970; e em 1975, que ficou tão grande que teve de ser cortada em dois). Mas Echoes, que ocupava o lado B do disco Meddle, de 1972, é uma jornada de 22 minutos com questões metafísicas, passagens perturbadoras e solos espetaculares. Não ao acaso, é uma das favoritas dos fãs.


Para finalizar, uma pergunta: se uma música de 20 minutos, que ocupasse um lado do disco, não fosse o suficiente, porque não aumentar- ainda mais? Depois do lançamento do Aqualung, o álbum mais aclamado do Jethro Tull (vai dizer que você não conhece essa), o vocalista Ian Anderson ficou desapontado com as críticas, que diziam que o álbum, que pra ele era folk, na verdade era progressivo. Como resultado dessa birra, um ano depois ele aparece com Thick as a Brick, um disco de uma faixa só, uma canção-poema que ocupa os dois lados do disco – 43 minutos!  Talvez Niemeyer tivesse tempo hábil para tal.


Deixei de citar alguns exemplos clássicos, como os caras da Allman Brothers Band, os do Yes e do Genesis, além dessa pérola do Mike Portnoy (a maior que eu encontrei). Mas vamos combinar, haja neurônios para tantos épicos.

E feliz 2013. Dessa vez sem fim do mundo.


Por: G.L. Mendes
De: Carapicuíba - SP
Email: 

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