#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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10 de fevereiro de 2014

Democracia ou Santo Ofício?

Não é de hoje que falar o que se pensa é motivo das mais diversas sanções, mesmo com mudanças legislativas. Expor opinião ainda é perigoso e a repressão ocorre das formas mais diversas. Quando o Estado não pune, a sociedade o faz.
A censura é tão antiga quanto a sociedade humana. Para algumas pessoas ela representa a violação do direito de livre expressão; para outras representa um instrumento necessário à defesa dos princípios morais. 
O fato é que ela existe em todas as comunidades humanas, presentes ou passadas e em qualquer parte do mundo. De forma política, moral ou religiosa, a censura baseia-se em certos princípios reunidos em uma ideologia pré definida que orienta sua atividade fiscalizadora e/ou repressora. No entanto, em alguns casos, ela tem servido para encobrir interesses particulares de pessoas ou de grupos.  
Foto: menacemovimento.blogspot.com 

Conceitualmente, exerce-se a censura por meio do exame e da classificação do que se considera imoral, crime, pecado, heresia, subversão ou qualquer outro ato suscetível de supressão e/ou punição exemplar. 
A Grécia antiga foi a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para a censura, com base no princípio de que o governo da pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que portanto podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Mesmo na sociedade ateniense, mais liberal, alguns delitos de opinião podiam ser punidos com a morte, como prova a execução de Sócrates, obrigado a beber cicuta ao ser condenado por irreligiosidade e corrupção dos jovens. 
O respeito a alguns princípios de ordem parecia tão arraigado na sociedade de Atenas, que até mesmo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a censura como um dos requisitos essenciais ao governo. 
Durante todo o período medieval as autoridades eclesiásticas impuseram uma rígida concepção do mundo, com base em princípios que se queriam eternos e imutáveis. Os tribunais do Santo Ofício exerciam uma censura de caráter moral, político e religioso, sendo os réus submetidos a torturas, a longos períodos de prisão ou à morte na fogueira. 
Depois da Reforma Cristã Protestante, o clima geral de intransigência religiosa, tanto nos países católicos quanto nos protestantes, deu ensejo ao recrudescimento das práticas repressoras. A Igreja Católica publicou, durante o Concílio de Trento, o Index librorum prohibitorum, relação de obras cuja leitura era terminantemente proibida aos fiéis. Nos países protestantes, as proibições não se limitavam aos livros católicos, mas também aos de outras igrejas reformadas.
No mundo moderno alguns fatores impuseram várias modificações no conceito de censura. Tal processo foi fruto de um longo trabalho de educação que permitiu um espírito crítico mais aguçado; a disseminação de obras, desde as artísticas às de informação, como as enciclopédias, diminuíram o grau de desinformação e minimizaram superstições e preconceitos.
No Brasil, desde a Constituição do Império havia a garantia da liberdade de expressão, o que foi preservado até a Constituição de 1937. Já no período conhecido como Estado Novo durante o governo do presidente Vargas, o princípio constitucional da liberdade de pensamento desapareceu.
A Constituição de 1967, outorgada nos governos militares, não aboliu o princípio da liberdade de pensamento, mas impôs uma delimitação que restringia sua aplicação, condicionando-os aos parâmetros da ordem pública e dos bons costumes.
O ordenamento jurídico de 1967 restringiu, ainda, a liberdade da livre manifestação do pensamento, ao impor sanções jurídicas a todo aquele que abusasse do direito individual com o objetivo de opor-se ao governo. Essa disposição ficou explícita nos artigos 150, parágrafo 8 e 151 da Constituição de 1967.
O direito a liberdade de expressão é caracterizado como direito da personalidade, integrante do estatuto do ser humano, fundamental para a concretização do princípio da dignidade da pessoa humana e determinada, para quem o incorpora, especificas funções. Ele é garantia individual e protege a sociedade contra o arbítrio e as soluções de força.
Vale ressaltar que, quando se restringe a liberdade de um indivíduo, não somente o direito deste é atingido, mas também o de toda a comunidade de receber e debater as informações. Caracteriza-se, assim que a liberdade de expressão atinge o indivíduo e a interação da sociedade.
Na atual Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, várias inovações foram conferidas em relação a liberdade de manifestação do pensamento, dando maior amplitude no rol de direitos e garantias individuais. Em todas as suas formas, a liberdade de expressão é um direito fundamental e intransferível, inerente a todas a pessoas, e um requisito para a existência de uma sociedade democrática (Artigo 5, IX). 
Não podemos confundir liberdade de expressão com práticas de crimes contra a honra ou utilizar de forma abusiva deste direito. Uma regra básica de convivência social é compreender que o direito individual termina quando esbarra em direito alheio, mas isso não significa que  expor opiniões ou pensamentos contrários  ao senso comum é algo que deva ser punido. 
Censura de caráter moral, filosófico, ético político e religioso, são características medievais e não combinam com o sistema adotado em nosso Estado, o qual é laico, democrático e que confere soberania ao povo. Todos podem se manifestar! Influenciar-se ou não, há fortes ou fracos para isso. Se não houver concordância com o que fora exposto, também é garantia constitucional o Artigo 5, V (Resposta Proporcional). Caso contrário, voltamos ao Santo Ofício e mandamos à fogueira o que levamos toda uma história para conquistar: A liberdade.


Por: Dra. Thamyris Cardoso
De: São Paulo - SP
Email: contato@revistafriday.com.br

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10 de outubro de 2013

Yes, Nós Temos Bananas!

             E jabuticaba, cambuci, acarajé, coxinha, pato no tucupi, goiabada, pequi, feijoada, mangaba, uvaia... E a lista segue sem fim!


 A gastronomia brasileira nunca esteve tão em alta como agora, com a valorização do que é nosso, dos ingredientes da nossa terra, do que foi construído com o sincretismo de todas as culturas que por aqui passaram. O cool hoje é ser regional, usar ingredientes típicos, enaltecer o que tem de melhor nos nossos pratos e fazê-los ser dignos de admiração.
Fonte: http://www.centroculturalbrasilusa.org/ENGLISH/DiscoverBrazil/FeijoadaRecipe.html




Restaurantes brasileiros já estão entre os melhores do mundo (com destaque para o D.O.M., comandado por Alex Atala, atual sexto melhor) e paga-se – e muito – para comer comida brasileira, seja típica ou reinventada nas mais variadas modices e fusões que se possa imaginar.


A caipirinha está na lista de drinks oficiais da IBA (International Bartenders Assiociation), o açaí processado já virou comidinha do dia a dia e a cachaça vem ganhando espaço entre os mais tradicionais destilados.


Essa breve enumeração dos feitos modernos da gastronomia brasileira já seria suficiente para abrirmos uma garrafa de Guaraná Jesus estalando de gelada e brindarmos em comemoração, não? Mas tem muito mais! E, ao que tudo indica, essa valorização está se solidificando, perdendo o status de moda e recuperando um braço da identidade nacional. 



Fonte: http://www.salvador-bahia.travel/blog/?p=121



Tudo isso, porém, vem inserido em um contexto social no qual os mais variados fatores nos fazem viver de modo acelerado, num mundo express, onde o tempo para assuntos de cozinha é coisa rara. Acontece aí um fato curioso: essa “nova” situação social, ironicamente, nos afasta dos saberes e das tradições ao mesmo tempo em que as valorizamos cada vez mais; muitas vezes, acabamos por transformar a cultura em algo virtual ao invés de vivê-la e entendê-la, mesmo quando ela está tão próxima. E, como no caso da gastronomia, acabamos por limitá-la a um artigo de compra.

Quem sabe como é originalmente consumido o açaí, no norte do país? Quantos de nós sabemos como é feito pão de queijo? O que é priprioca, tão usada nos restaurantes brasileiros moderninhos? Como surgiu a cachaça?


A valorização da gastronomia brasileira é motivo de comemoração, mas não podemos esquecer de conhecê-la e entendê-la, muito mais do que tê-la no cotidiano de forma vazia. O assunto vai além de gostar ou não de cozinha... A reflexão sobre a alimentação de uma população é também reflexão sobre a própria população. E é o que buscarei com esta coluna: o pensar sobre a cozinha brasileira. A reflexão vem do levantar de fatos, curiosidades, lendas e tudo mais que envolva um ingrediente, uma receita, um ritual... Entender as influências, discutir hábitos, e refletir sobre como tudo se juntou, se transformou, se moldou e construiu o que existe hoje.


Afinal, temos muito mais que bananas! Temos uma riquíssima cultura, cheia de delícias, ingredientes únicos e muita, muita história. Que tal começarmos a descobri-la? (;

Por: Raul Altran
De: São Paulo - SP

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23 de maio de 2013

#VooContraOCâncer; ajude O Hospital do Câncer de Barretos a ter um Aeroporto funcionando


A agencia de publicidade WMcCann lançou nessa terça (21/05/13) a campanha #VooContraOCâncer, criada para incentivar companhias aéreas a criarem voos comercias para o aeroporto de Barretos e com isso ajudar o hospital do Câncer de Barretos a receber mais visitas.

Barretos, conhecida por ser a cidade dos Rodeios, possui outro importante símbolo de orgulho. O maior hospital do Câncer da América Latina, que de tão moderno e especializado, é referencia mundial no tratamento da doença. E o que é melhor, atende a todos através do SUS, ou seja, de graça.

Uma fama que atrai pessoas dos quatro cantos do país e que viajam centena de quilômetros, normalmente de ônibus, para se tratar lá. Dependendo da distância, há quem passe mais de dois, tres, quatro...cansativos dias na estrada.

Mesmo assim, você acredita que Barretos tem um aeroporto, prontinho, localizado a menos de 8 km do hospital? Dai você perguntaria: então porque as pessoas preferem passar dias na estrada a algumas horas no avião?

Pois é, mas não se trata de escolha, mas de falta de opção. O fato é que o aeroporto de Barretos não recebe voos comercias. Nenhuma companhia área investiu até hoje. E olha que a pista possui toda infraestrutura necessária.

É ai que entra a WMcCann. Eles criaram uma ação social para convencer as empresas de aviação a investir no mercado aeroviário de Barretos.

Essa é a deixa para eu te pedir: acesse o site Voo Contra O Câncer, embarque nessa ideia e ajude o Hospital de Barretos a continuar a cuidar mais e melhor da saúde  de jovens, adultos e crianças com câncer. Eles contam com nos.

Por: Elidio Santos
De: São Paulo SP
Email: elidio@revistafriday.com.br

9 de maio de 2013

Uma geração que ama vomitar arco-íris


Prazer, Roberto Ferrari ao dispôr de vocês, etc etc. Vou ser colunista aqui da Friday quinzenalmente, sempre nas quintas-feiras, intercalando com o Cassiano Brezolla (bjs brezz!) e o assunto é internet (sim sim, vcs já sabem). E já que somos todos antenados e conectados, não vou enrolar muito e vou usar muito de links inclusos no texto para mais informações. (Assim evito aquele lance de se apresentar e que eu acho algo muito chato). Enfim.

Não é preciso rolar muito o cursor para encontrar imagens de animaizinhos fofinhos no Facebook. É, indiscutivelmente, o conteúdo mais compartilhado por diferentes tipos de pessoas. Isso quando não são bebezinhos rindo, simulando conversas ou apenas soltando puns. Quando vemos, estamos vomitando arco-íris perante tanta fofura. Mas, convenhamos, é impressionante como uma foto de um gatinho ~atacando~ o vidro, por exemplo, consegue ser um coringa de likes. Não importa se a origem de tal material é uma página de auto-ajuda, humor ou SAfAdINhAS e AsSanHAdInHaS. A viralização é quase certa.


quantos likes merece esse shrekzinho???


Talvez isso seja um problema. Imagens fofinhas são o ponto fraco dos internautas, até mais que petições online. Não admiro que nas próximas eleições candidatos não usem algum meme bonitinho como propaganda política, por exemplo. Imagine você, ~leitora linda e bela~, navegando pelos feeds do seu Facebook e *boom* um cachorrinho manhoso lambendo o próprio nariz aparece na sua tela e, você, num ato impulsivo devido a tanto arco-íris saindo pela sua boca vai lá, clica em compartilhar e ainda escreve AAAWWWWNWNWNNN. Depois de receber doze likes, cinco comentários e três compartilhamentos, percebe que todos estão interagindo num post que começa com "LEITORA LINDA E BELA COMPARTILHOU UMA FOTO DE METE TUDO E COM FORÇA". Aí não né (ou sim, sei lá).

me ame

"Aff Robertos mazoq vc quer dizer com tudo isso??BARRA?". Não sei. Nessa primeira coluna não tenho resposta, nem solução para o que apresentei. Estamos num ciclo que não consigo identificar e agimos de forma boba por causa de sentimentos bons. Talvez seja por isso que digam que "bichinhos fofinhos fofinhos é só amor". Se é que me entendem.


#aretuzacurtiuisso





Por: Roberto Ferrari
De: Porto Alegre/RS
Email: rob.script@gmail.com

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A publicidade na luta contra o Crack

Diversas campanhas são feitas para conscientizar a população sobre as consequências devastadoras do uso do Crack, principalmente adolescentes.  A maioria são válidas, mas uma delas me chamou muito a atenção.


Aconteceu há algumas semanas, dentro da Galeria do Rock em São Paulo. Foram instalados em diversos pontos do prédio painéis com cartazes feitos de papel à base de trigo , que tinham impressos a imagem de um rosto (feminino ou masculino)e os dizeres "O CRACK CONSOME”.

Dentro da estrutura do painel havia um inusitado elemento: uma impressionante quantidade de vermes, que aos poucos consumiam os banners feitos de trigo. Era possível ver os asquerosos bichos passeando e se alimentando da peça publicitária.


A sensação de nojo e desconforto conseguiu transmitir ao publico que visitava a Galeria (em sua maioria jovens) uma noção mais próxima do real do que esse tipo de entorpecente é capaz de fazer com uma pessoa.

Uma experiência e campanha de conscientização perfeita, já que no entorno daquela região, o que mais presenciamos são usuários dessa maldição chamada crack. Confira o vídeo; vale muito a pena.

Informações da produção da campanha e vídeo:

Agência: Talent
Produtora do filme: Malabar Filmes (fb.com/MalabarFilmes)
Produtora de Áudio: Motora (fb.com/motora.audio)
Direção de cena: Danilo Marques/Albert Klinke
Direção de fotografia: Maurício Tibiriçá
Montagem: Bira Lavor
Ass. Montagem: Gustavo Schrank
Finalização: Felipe de Luca
Coord. de Produção: Gustavo Michelin

Por: Elidio Santos
De: São Paulo - SP
Email: elidio@revistafriday.com.br

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6 de julho de 2012

A Procura da Espiritualidade


Não busque a espiritualidade dos empresários do sagrado. 
Ela sofre com os aidéticos e as epidemias. 
Não se engane com a fisionomia alegre dos falsos espirituais. 
Ela não tem teto e vive a procura de um pedaço de terra. 

Não procure nos grandes templos. 
Ela perambula nas cracolândias da vida. 
Não fique decepcionado se não encontrar. 
Ela está nas lágrimas de sangue, suor e dor. 
Não busque este caminho espiritual nas nuvens. 
Ela caminha nos becos, vinhelas e favelas. 


Esqueça a espiritualidade da condenação. 
Ela se faz presente no olhar carinhoso e no aperto de mão
Apague os caminhos espirituais do fanatismo e da discriminação. 
Ela não tem sexo, religião, etnia, classe social ou política. 
Não exija uma experiência extraordinária. 
Ela acontece no ordinário da vida.  

Não pinte o seu rosto ou o seu caminhar. 
Ela vive com os índios, os negros e marginalizados. 
Não busque em livros ou ritos. 
Ela não se deixa aprisionar em teologias ou dogmas. 
Não tente aprisioná-la em crenças ou igrejas. 
Ela ultrapassa os muros da religiosa. 
Não tenha medo de procurá-la nas grandes metrópoles. 
Mas não se esqueça de contemplá-la na zona rural e nas aldeias. 
Veja o brilho dos seus olhos no verde das florestas e nas aves. 
Mas saiba ouvir o seu grito de morte na poluição dos rios.
Não busque uma espiritualidade silenciosa 
Ela grita na vida dos presidiários e drogados.


Não procure a espiritualidade nos templos televisivos. 
Ela caminha com o mendigo no silêncio da noite 
Fuja das promessas espirituais dos marqueteiros da religião
Ela silencia na dor dos índios e na saudade dos migrantes. 


Frei Petrônio de Miranda, Padre Carmelita da Ordem do Carmo, estudante de Jornalismo da Fapcom - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. 
- Contatos: Twitter, Site e Facebook
- Escrito no Convento do Carmo, São Paulo, 05 de julho-2012.

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