23 de agosto de 2013

Bling Ring: A Gangue de Hollywood

Estreou nos cinemas "Bling Ring: a gangue de Hollywood". O filme dirigido por Sofia Coppola é baseado em fatos reais e foi publicado no artigo de Nancy Jo Sales (2010) na Vanity Fair, intitulado originalmente "The Suspects Wore Louboutins". 



A história (já conhecida de muitos) gira em torno um grupo de jovens moradores de Los Angeles que são fascinados e atraídos pela atmosfera de riqueza, luxo e status. "Bling Ring", como ficou conhecida a gangue, invade casas de artistas - Paris Hilton, Orlando Blom, etc., etc., - e deleita-se com o que encontram nas residências dos famosos, levando para casa o que lhes convém: bolsas, joias, dinheiro, bebidas - todos de marcas conceituadas como Chanel, Gucci e muuuito Louboutin.




As personagens transitam entre o claro fútil e o realisticamente (oi?) inconcebível, como não se preocupar em ser pegas por circuitos de monitoramento das casas. As personalidades deles são facilmente identificáveis durante o filme, como que personificando a atmosfera na qual o grupo está inserindo e externando em forma de comportamento todo o ambiente ao redor. A partir deste momento, o público começa a criar um conceito do como encarar a situação exposta pela cineasta. Desde a explícita futilidade ali arraigada e propulsora das ações dos jovens até as cenas onde eles cantam embalados pelo gangsta rap em diversas partes do filme, o roteiro tem ritmo e desenvolve a proposta a que foi criado.

A diretora não analisa nem aprofunda-se em julgamentos, mas traz temáticas para discussão: a futilidade; a facilidade de encontrar informações na rede e como utilizar-se delas; necessidade de (auto)afirmação para os "amigos" nas redes sociais e em grupos de amigos próximos fisicamente também; superficialidade e ambiente pouco concreto, baseado no material. Alguns outros subtemas também podem ser pontuados mas não com tanta clareza. A subjetividade de quem assistir fica responsável por essa detecção. 





Personagens secundários como a mãe de Nicki também chamam a atenção. Ela, especificamente, por tentar moldar um mundo ideal em aulas na própria casa e aparatos morais cor de rosa para suas filhas, e paralelamente, desconhecendo os atos das meninas durante os meses em que ocorreram os crimes. Como se a aparência e a falta de tato para trabalhar com a realidade no cotidiano da família fossem ali representativos do geral e predominantes.

O viés moral do filme pode ser encontrado, com destaque ínfimo, em Marc (Israel Broussard), que reage contra a permanência deles nos locais, mas é facilmente manipulado por Rebecca (Katie Chang), líder do grupo e sua melhor amiga.



Enfim... vale a pena conferir não apenas pelo particular efeito do ambiente superficial que hoje é criado em diversos meios, mas também para observação dos efeitos e reações que o psicológico desenvolve com esses estímulos duvidosos do life style  ali presente.


Bling Ring: a gangue de Hollywood
Katie Chang - Rebecca
Emma Watson - Nicki
Israel Broussard - Marc
Taissa Farmiga - Sam
Claire Julien - Chloe
Carlos Miranda - Rob


Beijos :)


Por: Bárbara Argenta
De: São Paulo - SP
Email: barbaraargenta@revistafriday.com.br

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