#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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3 de outubro de 2013

Eu Acho que já Ouvi!#4- Don't Worry be Happy de Bobby McFerrin

A "musica boa" é um termo popularmente usado para expressar a qualidade de um som. Os nossos ouvidos muito tem a agradecer pelo alento. Para ilustrar, dos cinco sentidos a audição é o primeiro a desenvolver-se no feto e o que permite o primeiro contato com o mundo. Contudo, essa sensibilidade pode ser equiparada ao nosso coração. Ao caminhar por ai cantarolamos, criando sons diferentes para imitar instrumentos musicais, assobios e batucadas na mesa de trabalho. Isso é arte! Voilà...
Exemplo os Beat Box que apenas com a vibração vocal reproduzem fielmente sons de instrumentos que vão desde metais a cordas e percussões.
  


Agora dá para imaginar um artista que transforma sua única voz em duetos ou trio?
É possível para Bobby Mc Ferrin, que nasceu no dia 11 de março de 1950 em New York. Esse cantor possui a habilidade de produzir sons rítmicos enquanto inala o ar para fazer os seus vocais em de grande criatividade. É filho de cantores de opera e a sua sina foi seguir esse mesmo caminho trabalhando como instrumentista, simulando diversas sonoridades.
Em 1988, McFerrin teve um grande sucesso com "Don't Worry, Be Happy" e ele ficou sem jeito com seu inesperado" boom" comercial, ganhando até o Grammy por ser um artista intrínseco. 

Essa canção retrata de uma forma simples, que a vida não deve ser encarada tão duramente. Ele aponta em cada estrofe situações do cotidiano que causa aborrecimentos e preocupações. É uma canção amiga que te faz pensar.  A tradução literal do titulo é " Não se preocupe, seja feliz". 
Fiquem agora com o vídeo e letra desse grande sucesso:




Don't Worry Be Happy


Here's a little song I wrote

You might want to sing it note for note

Don't worry, be happy



In every life we have some trouble

But when you worry you make it double

Don't worry, be happy



Don't worry, be happy now

Oo, ooo...



Don't worry, be happy(4x)

Oo, ooo...



Ain't got no place to lay your head

Somebody came and took your bed

Don't worry, be happy



The land-lord say your rent is late

He may have to litigate

Don't worry, be happy



Look at me, I'm happy



Don't worry........ be happy



let me give you my phone number

when you worry, call me I will make you happy



Don't worry...... be happy



Ain't got no cash, ain't got no style

Ain't got no girl to make you smile

Don't worry, be happy



'Cause when you worry your face will frown

And that will bring everybody down

So don't worry, be happy



Don't worry, be happy now

Oo, ooo...



Don't worry, be happy (4X)

Oo, ooo...



Don't worry, don't worry, don't do it, be happy

Let the smile on your face

Don't bring everybody down like this



Don't worry, people will soon pass

what ever it is



Don't worry, be happy



I am not worried, "I am happy"




Não Se Preocupe, Seja Feliz

(Tradução)


Aqui está uma pequena canção que escrevi

Você pode cantá-la nota por nota

Não se preocupe, seja feliz



Em toda vida existem problemas

Mas enquanto se preocupa você os duplica

Não se preocupe, seja feliz



Não se preocupe, seja feliz agora

Oo, ooo...



Não se preocupe, seja feliz

Não se preocupe, seja feliz



Não tem um lugar para deitar a sua cabeça

Alguém levou a sua cama

Não se preocupe,seja feliz



Seu senhorio diz que o aluguel atrasou

Ele terá que questionar em juízo

Não se preocupe, seja feliz



Olhe para mim, Eu sou feliz



Não se preocupe, seja feliz



Deixe me dar o meu telefone

Quando você se preocupar, me telefone eu te farei feliz



Não se preocupe, seja feliz



Não tem dinheiro e nem estilo

Não tem garota para fazê-lo sorrir

Não se preocupe,seja feliz



Porque quando você se preocupa sua face franzi

E isso leva todos para baixo

Então não se preocupe,fique feliz



Não se preocupe,fique feliz agora

Oo, ooo...



Não se preocupe,seja feliz

Oo, ooo...



Não se preocupe, não se preocupe, não faça isso ,seja feliz

Deixe um sorriso na sua face

Não deixe todos pra baixo



Não se preocupe as pessoas passarão logo

Seja o que for



Não se preocupe,seja feliz



Eu não estou preocupado, eu estou feliz
Por: Paloma Saints
De: Matão-SP
Email: p.saintslive@gmail.com

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23 de abril de 2013

Não se fazem mais passados como antigamente #10 - Rock, mas rock com classe

          Você mesmo já viu algum olhar torto, no ônibus, no metrô ou, quem sabe, em casa, pra aquele solo de guitarra lindo, espetacular, fruto de improvisações e notas e notas e notas em uma escala. Por mais inteligente, melódica e emocionante que seja a canção, sempre – e aqui poderia entrar facilmente a caixa alta -  vão haver aquelas vozes que vão dizer que "é cru, que não tem o poder de um Mozart" e outros impropérios. Isso quando não se satisfazem e dizem que é do capeta mesmo.
Mas não sejamos vingativos. Apenas apresentemos o remédio pra essas pessoas. No caso, um tanto de finesse não faz mal a ninguém. E, se tratando de rock com classe, o homem  por trás de tudo é Richard Chesse.
Até na mosh ele tem classe.

Tá. Você (talvez) nunca ouviu falar de Richard Cheese. Mas sempre tem a primeira vez.
Richard é um dos maiores expoentes da lounge music – uma perna do jazz, mais calma, mais levada e com ritmos que mais se assemelham às hoje finadas musiquinhas de elevador. Porém grande parte das suas composições não são próprias, mas sim releituras de grandes clássicos do rock. E o resultado, pra quem ouve, é um misto de risadas e uma boca aberta de surpresa. É primoroso.
Primeiro exemplo: pegue a Rage Against The Machine. Pegue Guerrilla Radio.  Aquela coisa de funk metal pesada, o Zack de La Rocha correndo no palco e o Tom Morello com aquela parafernalha toda.  Com Cheese, a nova Guerrilla Radio parece perder todo o ar pesado e passa a parecer que está sendo tocado em algum saguão de cassino. Se você não prestar atenção, até parece que não se canta o refrão. Uma música nova, de ambiente agradabilíssimo, que integra o primeiro álbum, Lounge Against The Machine- que ainda conta com pérolas como Holiday in Cambodia dos Dead Kennedys e Bullet in the Blue Sky, de uma das fases mais pesadas do U2.
         Segundo exemplo: o nu metal de Chop Suey, cujas frases...bem...quase ninguém consegue falar. Cheese  pega aqueles rapidez toda do System of a Down e transforma em uma letra compassada, mais lenta e não menos cômica. Do segundo álbum, Tuxicity – um trocadilho do álbum da SOAD, Toxicity, e do terno smoking, o tuxedo- ainda surgem versões de Weezer, Beck, Britney Spears... a lista vai longe
         Com 48 anos, Richard – esse é apenas o nome artístico de Mark Davis – ainda lança álbuns, com versões simplesmente espetaculares para grandes ícones sonoros. Para 2013 é aguardado o ao vivo, Live at the North Pole - mesmo que seus shows se resumam a obscuras casas de jaz e recepções a noivos. Os álbuns, com nomes a parte,tais como sua obra-prima OK Bartender, ou o mais roqueiro Aperitif for Destruction,  têm coisas que eu levei tempo pra acreditar que existem. Os exemplos de Welcome to the Jungle, Beat it, Like a G6, Another Brick in The Wall, Enter Sandman,  Bohemian Rhapsody. E aqui, uma menção honrosa àquela que me fez rir sozinho por quatro dias inteiros: Stairway to Heaven – SIM ELE FEZ ISSO.


O greatest hits da criança.

          Então, quando você achar útil, baixe umas músicas dele, coloque no seu fone mais próximo e entregue àquele que te enche o saco, que manda você ouvir Caetano e Chico. Dê também uma dose de whisky 12 anos, com um cubinho de gelo, para que ele rode as pedrinhas, com o dedo, enquanto, sem saber, aproveita o melhor do rock mundial. Vingue-se, mas se vingue com classe.




Por: Guilherme Mendes
De: Carapicuíba - SP
Email: guilherme@revistafriday.com.br

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26 de março de 2013

Não se fazem mais passados como antigamente #8 - Discografia é para os fracos.


                Virou moda falar que, quando algum cantor famoso bate as botas- tá aí o Emílio Santiago e aquele skatista caiçara como exemplos- os “fãs de momento”vão correndo baixar a discografia. Foi assim com a Amy, com o Michael Jackson, vai ser assim quando o próximo rockstar bater as botas.
                Sorte desses “fãs” que Zappa morreu em 1993, bem antes dos downloads da net. Ou então eles estariam em grandes apuros.



                Isso porque nenhum autor musical moderno a fazer sucesso mundial foi tão prolífico como Frank Vincent Zappa. O americano lançou nada menos que 94 álbuns oficiais, sendo 81 deles de estúdio. Como a carreira dele durou de 1966 (com o lançamento do icônico Freak Out!) até o ano de sua morte, isso dá uma média de 3,48 álbuns por ano! Só em 1979 foram 5! Mesmo assim, uma boa parte destes trabalhos, 32 deles, foram lançados após sua morte (um deles inclusive chegou ao mercado em Setembro passado).
                A irreverência por detrás do cabelão e do bigode, se escondia uma das mentes mais sistemáticas do rock and roll: a sua banda – a não menos importante The Mothers of Invention-  continha membros geniais (Steve Vai era um deles) e todos vivam sob um regime opressor sem drogas nem álcool. Nem ao menos um cigarrinho, e isso tudo muito antes de existir o straight edge.
                O som produzido por ele até hoje intriga os críticos: do rock progresssivo à música ambiente, passando pelo jazz, instrumentais, conversas, operas, proto-punk e experimental,  Zappa fez de tudo em mais de 800 composições. Algumas delas tem detalhes interessantíssmos. Vamos falar de três que são os mais com a cara de Zappa:

                We’re Only in It For The Money: Um clássico pra todos que vieram depois dele, inclui conversas de telefone, improvisações e solos virtuosos. Isso é pouco, se comparado com a capa abaixo (que dispensa maiores explicações).
Bem...já vi em algum lugar.


                Thing-Fish: Quando Zappa decidiu investir na Opera, o libreto que ele construiu não foge a sua ideia principal – não ter ideia principal, Um rasgo seco sobre a AIDS (a doença estava, em 1984, em seu auge), feminismo, eugenia e teorias da conspiração, tudo isso é fieto dentro de um musical da Broadway de um musical da Broadway sobre um musical da Broadway. Confuso à primeira vista, mas divertidíssimo, como a única composição dele a ir parar na MTV, You Are What You is.

                Shut Up ‘n Play Yer Guitar: Um dos meus favoritos – junto com o Hot Rats -  é uma sequência de instrumentais que beiram o psicodélico. O destaque é a guitarra primorosa  de Zappa, que toma ângulos e tempos variáveis em cada canção, mudando de rumo de uma hora pra outra. Quando parece que está perdido, voilà, a batida soa precisa como um relógio.

Pra quem quiser conhecer a obra do cara, a discografia pode ser baixada aqui. Vá ouvindo de poucos. Afinal, 12 Gb de música não são pra todos.

Por: G.L.Mendes
De: Carapicuíba - SP
Email: contato@revistafriday.com.br

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