#05: Visibilidade Trans

Confira na capa do mês de fevereiro da Revista Friday, uma entrevista sobre os desafios de uma pessoa trans, com a ativista LGBT Rebecka de França.

INTERNET: Mudanças, tecnologia e Google+

Confira algumas mudanças que o google+ realizou para agradar os usuários.

Conexão Canadá: Vancity- The Journey begins

Camila Trama nos conta um pouco de seu intercâmbio em alguns lugares do Canadá.

CINEMA: Sassy Pants

Rebeldia, insatisfação e as paixões fazem parte do cotidiano de todos os adolescentes, confira a resenha do filme Sassy Pants.

VITRINE: O universo feminino de Isadora Almeida

Inspirada por ilustrações de moda, estamparia e coisas que vê por aí, conheça o trabalho da ilustradora mineira Isadora Almeida.

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3 de setembro de 2013

Não se fazem mais passados como antigamente # 19- O mês dos shows

Senhoras e senhores, ladies and gentlemen, preparem seus cartões de crédito: setembro é, de longe, o mês com a maior quantidade de grandes shows no país em muito, muito tempo. 47 shows internacionais (4 megashows com mais de 10 mil pessoas; 11 grandes shows de 2 a 10 mil pessoas; e 33 shows para até 2 mil pessoas).   Uma constelação de artistas vai passar pelos palcos brasileiros, para os mais variados tipos de ouvidos. Achamos bom vocês irem abrindo as carteiras.

*
Bora pra fila? (Reprodução)


Há uma série de fatores para todo mundo escolher um mês em especial para aportar na terra brasilis, mas o principal deles ocorre na cidade maravilhosa: o Rock in Rio dispõe de grana suficiente para entortar as turnês de grandes bandas mundiais – o Iron está tocando pela Europa, John Mayer passando pelos EUA e o Muse idem. Com a vinda deles para um show no RJ, cresce a chance de que eles toquem em outras cidades brasileiras e sul-americanas. Fora estes, outros já estavam marcados há tempos. Com foco especial aos amigos paulistas, respire fundo e vamos à lista:




The Offspring (skatistas e ex-emos do mundo todo, uni-vos!)
Onde: Credicard Hall
Quando: dia 15 de setembro, às 20h
Quanto: de R$ 90 à R$ 500

Nunca fui fã. Um amigo meu (que ajuda bastante nas pautas aqui) costuma falar que "é o show que, se perguntam onde eu está indo, eu digo que é na padaria e não no show". Se me perguntassem quem eu acho que são fãs da banda, diria que, em sua maioria, são skatistas que nunca levam a sério a canção mais legal deles (Why don’t you get a job?). Mas como eu sou um velho inveterado que entendo pouco o rock dos anos 90, desconsidere. Afinal de contas, vai que é legal né? Uma pena que o Chorão tenha morrido, logo seria o CBJR a banda de abertura.
O que ouvir: quem sou eu pra falar de Offspring? (qualquer coisa vai ser motivo de reclamação, logo...)
 Look: Calça colada, um All Star cheio de quadriculados por uma bic azul e camisetas da banda. A segurança pede para que não levem seus shapes - já que não há pista de skate na plateia.  



Matchbox Twenty (eles voltaram – e eu sofri calado)
Onde: Espaço das Américas
Quando: dia 17, às 19h30
Quanto: de R$ 210 à R$ 320

A gente falou do Rob Thomas no post passado.  Lá ele era um cantor solo, apenas num freela. Aqui ele volta com uma das mais consolidadas e bem-sucedidas bandas dos últimos 20 anos, com o primeiro disco depois de 10 longos invernos parados.
O que ouvir: apenas ouvir o álbum de estreia, Yourself or someone like you, já basta pra começar a gostar da banda.
 Look: qualquer roupa, contanto que tenha algum rasgo proposital. Camisas do Nirvana com aquele emoticon ridículo serão barradas na entrada.


Living Colour (sdds Guitar Hero 3)
Onde: Bourbon Street (em Moema)
                                                                       Quando: dia 17, às 20h
                                                                        Preço: de R$150,00 à R$260,00

Eu lembro de como era difícil - e maneiro - tocar Cult of Personality no Guitar Hero 3. Foram meses de prática para que me arriscasse no nível Expert. E, só depois de muito tempo, fui parar pra ouvir a banda. E  sim, eles são excelentes naquilo que fazem - pelo som metal, sempre suspeitei que fossem brancos - e prometem tocar o álbum de estreia, o aclamado Vivid, de 1988, na íntegra.
O que ouvir: Elvis is Dead, Glamour Boys e o inspiradíssimo The Chair in the doorway, álbum de retorno da banda, lançado em 2009.
 Look: Camisa de flanela, cabelo com dreads pequenos que te façam parecer filhos do Zach de la Rocha, do Rage Against the Machine.




  Bruce Springsteen and the E Street Band (Deus abençoe os cosméticos Ivone I)
Onde: Espaço das Américas
Quando: dia 18, às 21h
Quanto: de R$ 260 à R$ 560

(Fonte: reprodução)
Chame a mamãe que, em 1984, achava ele um tesão! Chame o papai que adorava quando ele colocava um colete jeans e ficava parecendo um cover do Sérgio Mallandro! Diga que o Brasil é uma vergonha cantando Born in the USA.  Bruce  o Roberto Carlos americano  encerra no Brasil uma das mais lucrativas turnês do ano sobre um dos melhores álbuns do ano passado, em shows que raramente duram menos de 3h30.  Springsteen e a sua banda de apoio – a não menos genial E Street Band  também tocam dia 21 no Rock in Rio (ingressos quase esgotados). É, sou suspeito pra falar dele.
O que ouvir: Além da clássica Born in the U.S.A., o destaque é o álbum mais recente, Wrecking Ball.
 Look: Roupas de caminhoneiro, operário ou metalúrgico. Faixa no cabelo e cara de ianque também conta ponto.




John Mayer (Sindicato das Cocotas de SP e "cerveja de hipster" apresentam: John Mayer e banda!)
Onde: Arena Anhembi
Quando: dia 19, às 20h45
Quanto: de R$ 240 à R$ 500

Pega garotas? (Reprodução)




O show favorito das garotas que não curtem música brasileira (taí o evento do show no facebook que não me deixa mentir) vai ser protagonizado pelo guitarrista americano (lembrado por um amigo meu como “o cara que copiava o Clapton”) junto com o cantor de abertura, o legendário e extraordinário e histórica...Philip Philips. Lembra? Aquele que venceu o American Idol. 
O que ouvir: Músicas que ele imita o Clapton (em questão de estilo, quase todas).
 Look: Para os rapazes solteiros, invistam na camisa xadrez e sapatênis - hetero - com calça jeans, aquele creme no cabelo à lá Caio Castro (mesmo que você seja um gordo barbado e do cabelo crespo como eu, o look também ajuda).



Iron Maiden (foto) / Slayer / Ghost B.C. (é pau, é pedra II)
Onde: Arena Anhembi
Quando: dia 20, às 18h
Quanto: de R$ 260 à R$ 450

Pauleira. Isso pode definir, sucintamente, o que deve ser o show com três dos quatro membros do dia do metal no Rock in Rio (o que ficou de fora foi o Avenged, ou seja...). Junto ao sempre presente Iron Maiden (com uma média de um show a cada dois anos em terras tupiniquins), os americanos do Slayer trazem um show aguardadíssimo (mais pelo fato do falecimento do guitarrista Jeff Hanneman do que pelo show em si) e o Ghost vai tentar calar a boca dos fãs da banda principal – os fãs de Iron não aceitam muito bem o caráter mascarado e sombrio que os suecos sem-nome impuseram em seu segundo álbum, Infestissumam.
Em algum momento da vida você já trombou
com essa múmia (Reprodução)
O que ouvir: Iron Maiden tem um monte, mas vai ter pentelho enchendo falando "ah, mas falta x nessa sua lista". Slayer tem a histórica Raining Blood - uma das bases do trash metal - e War Ensemble. Ghost...bem, se você aguentar essa coisa melosa que é o álbum deles, vá em frente.
 Look: Vá à Galeria do Rock e entre na primeira loja. Nela, pegue a primeira camisa. Ou é Iron ou Metallica. Caso não dê certo, peça ajuda ao adolescente ou tiozão mais próximo.




   Jon Bon Jovi (Deus abençoe os cosméticos Ivone II)
   Onde: Estádio do Morumbi
   Quando: dia 21, às 16h
   Quanto: de R$ 180 à R$ 680



E msm e? (Reprodução)
                Quem nunca abriu a janela, colocou a cara pra fora e esgoelou um It’s my liiiiiiiiiiiiiife, is now or never? Ou um Livin’ on a prayer no final de todo mundo odeia o Chris?  O cantor – versão americana do Fábio Jr. –  faz uma escala em São Paulo menos de 24 horas depois de tocar no palco Mundo do festival carioca. O álbum mais recente deles, What About Now, não foi lá muito bem recebido. Mas, novamente, quem não cantaria com o loiro. (Atenção: o show de abertura é com o Nickelback, cuja única coisa que eu lembro é o vocalista Chad Kroeger, dos cabelos de miojo e etc).
O que ouvir: Bon Jovi é uma fábrica de hits. Do primeiro álbum aos sucessos mais atuais, como We werent' born to follow, é difícil topar com alguma coisa ruim. Já Nickelback... a Mix ainda toca essa banda?
 Look: Mesmo do Bruce Springsteen. Camisas com foto do cantor em poses complicadas ou alguma roupa de tia também formam uma boa parada.

           *

                Isso para citar apenas alguns dos principais shows de rock da cidade. O site do Rockinchair, especializado nessa atividade, te dá a lista completa. E fora que em outubro ainda temos Black Sabbath - sim, tio Ozzy vem aí! -, Aerosmith e Whitesnake. Se preparem, ou vão ficar em casa chorando de fone no ouvido.

                E nos falamos no próximo post.

Por: Guilherme Mendes
De: Carapicuíba - SP
Email: guilherme@revistafriday.com

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15 de agosto de 2012

HUASKA


              Se liga nessa então: samba com rock com bossa nova com metal... Eu sinceramente não sei como definir, mas já imaginou uma música assim? A Huaska não só imaginou como botou em prática. “A ideia veio de querer fazer um rock pesado e em português. A levada do violão deu uma brasilidade que acabamos incorporando nas composições e virou a principal característica da banda” – dizem os integrantes. A banda é formada por Rafael Moromizato (vocal), Alessandro Manso (guitarra e violão), Carlos “Blinque” Milhomem (guitarra), Caio Veloso (bateria) e Júlio Mucci (baixo) e teve seu início em 2002, em São Paulo. Não pararam por aí, lançando seu primeiro EP logo em 2003 e tocando em diversas casas de shows diferentes de São Paulo, Curitiba e outras cidades do interior. Sabe o resultado dessa mistura toda? A liberdade musical. Fugindo totalmente do clichê, a banda também escolheu um nome diferente e que “tem vários significados, mas não escolhemos por causa de nenhum em específico. Achamos o nome legal e que tinha a ver com a banda” – falaram os meninos.



            Além do primeiro EP chamado “Mimosa Hostilis”, já lançaram outros três álbuns: “E Chá de Erva Doce” (2006), “Bossa Nenhuma” (2009) e “Samba de Preto” (2012). No terceiro CD, eles fizeram aquele som que sempre sonharam em fazer: um mix de Bossa Nova com MPB com Samba de Raiz e finalmente misturado com o peso do rock.

Em relação ao mais novo disco, ele foi totalmente estudado para convidar quem ouve a se empolgar e ir até o final. A primeira faixa “Ainda Não Acabou” de cara faz um casamento entre samba e rock. A faixa seguinte, “Samba de Preto”, que tem a participação da Elza Soares, fez com que a cantora definisse o som dos caras como um batizado do Rock and Roll para o Samba e um batizado do Samba para o Rock and Roll. Depois, a terceira faixa “Foi-se” consagra o Bossa Metal e induz o ouvinte a ouvir as outras sem estranhar a tal mistura, que vamos combinar: É SENSACIONAL!

            E os caras estão indo longe! “Vamos gravar agora em setembro o clipe da faixa título ‘Samba de Preto’ com Elza Soares. Fizemos uma participação num samba enredo que vai concorrer para ser o oficial da Mocidade (RJ) no Carnaval 2013. Enquanto isso estamos tocando para divulgar o CD” – disseram.

            Completando dez anos e com apoio total do produtor e arranjador Eumir Deodato, a banda utiliza instrumentos típicos do samba como tamborins, bumbo e pandeiro, juntamente com riffs e vocal bem pesado.

            Depois de tanta inovação, vale muito a pena conhecer. Ficou curioso? Então ouve!


Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo - SP
Email: may.munhos@gmail.com // 8kproducoes@gmail.com

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25 de julho de 2012

Command6


“O nome da banda surgiu da palavra ‘Comando’, porém por questões de registro precisou ser alterado e após algumas modificações passou a ser esse. O número 6 representa a simbologia que acreditamos e o que gostamos de pensar” – diz Bruno Luiz, guitarrista da banda Command6, e, para quem acha que o Metal está extinto, é porque ainda não os conhece. A banda paulistana formada por Wash (vocal), Bruno Luiz (guitarra), Attillio Negri (guitarra), Johnny Hass (baixo) e Bugas (bateria), trabalha para que o Metal vá além dos limites do gênero, tendo grandes influências como Sepultura, Judas Priest e Slipknot.

Amigos há muito tempo, a banda que se iniciou em 2008 teve constantes mudanças positivas tanto na amizade como no profissional, como completa Bruno: “Já éramos amigos. O que muda constantemente é a maneira de enxergar as coisas. Você precisa estar preparado para tentar entender qual será o melhor caminho a se seguir pela frente. No começo, não tínhamos o costume de pensar em tantas coisas além de tocar a melhor música que podíamos”. Hoje em seus shows, procuram manter a amizade com os amigos ‘das antigas’, tanto que sempre no final das apresentações o Bruno contou que sempre rolam as típicas ‘jams’, em que eles convidam seus amigos para tocarem no palco com eles. E ainda rola a convite para os amigos irem até os ensaios – “Nós achamos extremamente necessário manter esse costume de praticar ‘covers’ nos nossos ensaios, pois isso os torna mais divertidos” – diz Bruno.



Com apenas cinco meses de carreira, os caras já lançaram logo seu primeiro material expressivo, o álbum “Evolution?”, e para Bruno Luiz “O ‘Evolution?’ por si só, foi a maior porta que conseguimos abrir! O que aconteceu depois disto foi consequência de um trabalho em grupo e tentamos aproveitar cada momento aquela época”. As letras das músicas desse CD são frutos da mente de Wash, que é louco por natureza. Eles procuram passar nas canções um incômodo e a vontade de provocar mudanças baseadas em política e filosofia.

Após o lançamento do primeiro disco, a Command6 saiu em turnê por todo Brasil, fazendo diversos shows em vários estados, o que fez com que a banda ganhasse ainda mais fãs e sua página do Facebook passasse de mil curtir. 

Além de tanto sucesso, a banda já dividiu o palco com uma banda que, além de grande influencia, é grande ídolo para os caras: Angra! E melhor do que só dividir o palco, receberam vários elogios do Rafael Bittencourt (principal compositor da banda) – “Não existe satisfação maior do que ser reconhecido por um ídolo” – diz Bruno – “O Angra sempre será uma das maiores bandas de Metal brasileiro e eu me sinto honrado por ter dividido o palco com eles” – completa. E bota honra nisso, hein?

Command6 foi revelação em 2009 e, no mesmo ano, participou da Expomusic, tendo destaque em 2010 pela revista Roadie Crew, além de terem feito parte da coletânea da Revista 77, participado do programa Backstage (Kiss FM) e terem sido entrevistados pelo site Whilpash Net (que é especializado em Rock e Metal).

Mas eles ainda não param por aí e pelo visto nem pretendem parar! “O que mais queremos agora é ter a oportunidade de levar a nossa música para outras cidades do Brasil. Além disso, estamos tendo mais contato com pessoas do exterior e é a nossa maior pretensão: levar o Metal brasileiro para todos os lugares do mundo. Então temos bastante coisa para fazer (risos)”. E com esse potencial e sucesso todo, é claro que a batalha valerá muito a pena. 

Hoje, a banda comemora quatro anos na ativa e lança seu segundo álbum, o “Black Flag”, que está disponível para download.




CONHEÇA A COMMAND6:
SITE OFICIAL

Por: Mayara Munhós
De: São Bernardo do Campo - SP
Email: may.munhos@gmail.com // 8kproducoes@gmail.com

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6 de junho de 2012

COLUNA DE PESO: Arco-Íris de Metal

Rob Halford, vocalista do Judas Priest.

Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza, David Bowie, Freddie Mercury, entrem outros, além de terem o Rock como ligação, também, tinham outro fator em comum: mantinham relações com pessoas do mesmo sexo.

Todo mundo sabe disso. Estas eram e são estrelas do Rock, pois a fama destes ultrapassava as barreiras do gênero musical. Porém... e no Heavy Metal? Como é pouco conhecida pelas massas, muitos associam o fã de Metal com o estereótipo do ser machista e rústico. Se “sair do armário” para um roqueiro é difícil, imagine um headbanger?

Na década de 80, o Metal era visivelmente dividido em duas partes. De uma lado havia as bandas de Heavy e Thrash Metal que gostavam de ser agressivas e que vestiam couro ou jeans. Do outro, tinha as bandas de Hard Rock do movimento Glam Metal que usavam um visual andrógeno, ou seja, aparentavam um hibrido entre homem e mulher. Agora dê uma olhada nas imagens abaixo.

Quem você apontaria como gay? A banda da esquerda ou o vocalista da direita?
Poison, banda de Hard Rock.
Halford, vocalista de Haevy Metal.













Se você escolheu a imagem da esquerda, você se deixou levar pela aparência. A banda Poison fez sucesso na década de 80, auge do Hard Rock (vulgarmente conhecido como Metal Farofa), e seguiram o velho jargão “Sexo, drogas e Rock n´Roll” com muitas mulheres (não só esta banda como muitas deste gênero).  Era comum outras pessoas fazerem piadas com o visual exagerado destes grupos, mas a sexualidade era inquestionável.

Em 1998, Rob Halford (o “Metal God”) veio a público e assumiu a homossexualidade. O vocalista do Judas Priest foi o primeiro do estilo musical a se assumir. A notícia, de certo modo, serviu para diluir preconceitos como os citados no começo deste artigo. Halford era o oposto do que o público imaginava como músico gay, pois utilizava roupas de couro, tachinhas e rebites nos shows. A verdade é que este visual foi inspirado nas boates GLS que ele frequentava.

O Metal God deu uma entrevista, ao site Pollstar, e o homossexualismo foi abordado. “Algumas pessoas estão preparadas para viverem suas vidas de uma maneira invisível. Há milhões de pessoas como nós que mantém suas vidas privadas e estão felizes em fazer isso. E há alguns de nós que percebe que se você tem força - e eu acredito que é uma questão de força - você tem que avançar e dizer a todos quem você é. Eu digo, você vai a lugares como Amsterdã e é como 'Do que você está falando? Você é gay. Então, o que isso tem a ver com qualquer coisa?' Eu queria que o mundo fosse todo assim, mas não é. Eu penso, particularmente no metal, ainda há um nível de incompreensão. Ainda há um nível de fobia e intolerância. Mas pra mim, e para nós no PRIEST, nós nunca realmente - 'sofremos' não é a palavra - nós nunca fomos expostos a esse tipo de reação. Porque nós ainda temos milhões de fãs que nos amam. Então aqui vamos nós. Talvez eu seja o único - você conhece o show 'Little Britain'? - talvez eu seja o único gay por aqui", afirmou. Porém ele estava errado, pois se descobriu depois que não era o único.

Kristian Espedal, mais conhecido com Gaahl.
Outro músico que surpreendeu, ainda mais, quando revelou a homossexualidade foi Gaahl, ex-vocalista do Gorgoroth. Esta que é uma das principais bandas do Black Metal, gênero pertencente ao Metal Extremo. Em 2010, ele ganhou o prêmio “Homossexual do Ano”  da Bergen Gay Galla que premia pessoas ou instituições que contribuem para a comunidade Gay desta cidade norueguesa.

Em entrevista a um jornal local afirmou: “Eu não preciso de um prêmio para ser eu mesmo. Mas se isso pode ajudar outras pessoas na mesma cena que eu, é algo positivo”.


Mesmo assim, ao descobrirem isso, os fãs não deixaram de escutar ou vestir a camisa destas bandas. A sexualidade ou a aparência de ninguém deve servir como fator para se distanciar e se afastar de algo ou alguém. O ser humano é repleto de características e estas são apenas duas delas.



Veja vídeos do Judas Priest e do Gorgoroth:








Por: Afonso Rodrigues
De: São Paulo - SP
Email: afonsorodrigues@revistafriday.com.br

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23 de abril de 2012

COLUNA DE PESO: M.O.A. = Mico Open Air

(Fonte da imagem: musica.uol.com.br)
Semana passada nesta coluna, falei que o mês de Abril entraria para a história. Disse isso, pois o Lollapalooza havia estreado com sucesso aqui no país e o Metal Open Air maior festival de Heavy Metal da América Latina iria estrear em uma semana, em São Luis (MA).


Estava tudo lindo e maravilhoso até que umas sucessões de fatos começaram a abalar as estruturas da ideia de um Abril histórico por motivos unicamente bons. O “Lolla” mostrou tradição, organização e qualidade, devido à experiência de mais de duas décadas. Já o M.O.A. mostrou exatamente o contrário, infelizmente.

Na última semana várias bandas cancelaram as apresentações no Metal Open Air. Os motivos foram vários. 

A banda Venom cancelou a apresentação, pois o visto do grupo foi extraviado para a África. Porém a maior parte cancelamentos foi por alegações de falta de pagamento cachê, passagens e hospedagem.

Anthrax, Blind Guardian, Saxon, Hangar, Matanza, Ratos de Porão e o Rock n´ Roll All Stars, de Gene Simmons, são apenas alguns exemplos de bandas que não tocaram. Várias notas foram enviadas alegando os motivos de cada grupo, Blind Guardian: “Devido a enormes problemas técnicos e administrativos, fomos forçados a cancelar. Parece que a produção local não tem sido capaz de garantir a estrutura de um festival. No futuro, teremos mais cuidado ao confirmarmos os shows.” Rock n´Roll All Stars: “Fomos informados, antes de voarmos para o Brasil, que muitas outras bandas já cancelaram suas apresentações. Estamos muito preocupados com a segurança de nossos fãs e dos artistas que já estão no festival. Ouvimos relatos de que é o evento é perigoso e um desastre. Por favor, tenham cuidado. Estamos ansiosos para fazer rock com vocês no futuro".

O público também criticou o evento pela falta de informações para se chegar ao local, a dificuldade em comprar comida e que parte do acampamento foi instalado em um estábulo, por exemplo.  Veja a baixo a repercussão do caso no Jornal Nacional e no Jornal da Globo:

O festival que era para ser composto por três dias de shows, entre sexta-feira (20) a domingo (22), teve o terceiro dia (também) cancelado.

Kléber José Moreira, gerente do Procon de São Luis, em parceria com o Ministério Público, afirmou já ter aberto um processo contra os organizadores do evento.

O pior de tudo é que com esse descaso, amadorismo, e outros tantos defeitos apresentados, o Metal nacional acaba por perder e muito. Se desse certo, o M.O.A. abriria uma grande oportunidade de firmar o Heavy Metal com uma cena forte e respeitável. Imagina se ele fosse itinerante e atravessasse o país a cada edição? Imagina o Brasil tento um grande festival de metal anualmente? Mas isso, praticamente, não saiu do papel. O evento não passou de uma triste miragem.

Os headbangers brasileiros ainda não têm um gigantesco festival de metal como planejado, porém podem se orgulhar de terem um grande público, que ao contrário do que muitos pensam não manifestaram nenhum ato de violência.

Espero que o metal tenha mais espaço e o respeito que merece. Não foi dessa vez, mas um dia terá...

Fontes e mais informações:



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16 de abril de 2012

COLUNA DE PESO: Abril de 2012 entra para a história!


Caro leitor fã de música (mais especificamente Rock e Metal). Este mês entrará para a história, pois estamos vivendo um marco. Tudo porque dois grandes festivais estreiam no Brasil.

O Festival foi realizado na 
Chácara do Jockey em São Paulo (SP).
No último final de semana, ocorreu o Lollapalooza. Festival americano voltado para bandas de rock com pegada alternativa, ou seja, que misturam ao rock elementos diferentes, como os da música eletrônica.

O Festival será realizado em
São Luiz (MA).
Já para o público que gosta de um som mais pesado, estreará na próxima sexta-feira (20) a primeira edição do Metal Open Air. Considerado simplesmente como o maior festival de Metal do mundo depois do – veterano - Wacken Open Air.

E imaginar que há 27 anos a primeira edição do Rock in Rio foi o marco zero na “redescoberta” do nosso país pelas grandes bandas.  Eu tal quais muitos de vocês, provavelmente, não tinha nem nascido em 1985.

Aqueles eram outros tempos em vários aspectos. Um deles era a situação do Brasil. Naquela época o país acabava de sair de uma ditadura de mais de vinte anos. Enquanto que agora vivemos em uma nação mais rica e desenvolvida (mas ainda com muitos problemas, sem dúvida, porém...) na quais artistas internacionais encontram aqui, uma fonte segura de retorno financeiro.  

Espero que estas sejam as primeiras edições do Lollapalooza e do Metal Open Air de muitos que virão. Um verdadeiro turbilhão de emoções em um único mês. O que poderemos ver ao final de Abril é a consagração do Brasil como um país que ama a música e que tem capacidade para portar grandes eventos (com exceção do futebol). 

Abaixo o famoso comediante Charlie Sheen convidado todos a irem ao M.O.A.:

2 de abril de 2012

COLUNA DE PESO: Metal na Net Brasileira


Semana passada, a Coluna de Peso falou a respeito dos programas feitos na internet pelos norte-americanos. Agora é vez dos brasileiros.

Se há alguns anos atrás você tentasse procurar na internet algum programa ou pelo menos um vlog a respeito de música (Heavy Metal) no YouTube, seria uma perda de tempo. Tudo por que a ideia de que é possível produzir conteúdo independente nela é nova. 

Desde o final de 2009 para o início de 2010, muitos começaram a seguir os passos de vlogueiros de sucesso como Felipe Neto e Pc Siqueira, e fizeram vídeos a respeito de assuntos polêmicos para, pura e simplesmente, tentar alcançar a fama.  Em contra partida, alguns jovens viram que o site de vídeos, poderia servir como um espaço para produzir um conteúdo de qualidade, autoral e que certamente não teria espaço na televisão.

Nasciam aí, os webmakers do Heavy Metal. Um pessoal que produz entrevistas, coberturas e muito mais dedicado ao gênero, através do YouTube.   A lista é grande, mas podemos destacar: o Moita Rock que é o canal brasileiro dedicado ao Metal no site, pois tem o maior número de inscritos e de visualizações:

O Lokaos Rock Show apresentado por Edu Rox, Dani Buarque e Bento Mello, se destacam pelo profissionalismo da produção, aliados a descontração e o toque de bom humor:

No fim do ano passado, o novato Rock Express foi responsável pela polêmica entrevista com Edu Falaschi, na qual o cantor criticou severamente a postura do publico nacional:

Neste começo de 2012, duas novas produções merecem destaque. O programa Undergroud, criado por Samuel Barcelos, é um noticiário a respeito dos principais acontecimentos da cena na semana, e o Metal Busted, que realiza entrevistas com bandas independentes e que é produzido apenas por mulheres.

Saindo do mundo dos vídeos do YouTube, outro formato que está crescendo na internet é o podcast. Tal qual um programa de rádio, os sites WikiMetal e o Crazy Metal Mind fazem entrevistas e debatem a respeito de música de uma maneira divertida. Vale a pena conferir.

Isso é só o começo. A tendência é que estas pessoas sejam vistas como exemplo de que é possível produzir um conteúdo de qualidade na internet e sobre um assunto  de que se gosta. Viva a liberdade da internet, a criatividade e a força de vontade destes internautas por defender a cena desta maneira!  

26 de março de 2012

COLUNA DE PESO: Metal na Net Gringa

A cada dia, mais pessoas têm acesso à internet. Com ela, aos poucos, a população está entendo que não são mais dependentes de outros meios para lerem ou assistirem aquilo que querem.

Pelo site YouTube, por exemplo, temos a chance de ver videoclipes ou mesmo apenas escutar as músicas de nossas bandas favoritas, além de poder encontrar novos artistas.

É neste mundo de possibilidades chamado internet que, cada vez mais, alguns indivíduos percebem que estão diante da chance de não serem apenas telespectadores, mas também produzirem os próprios conteúdos.

Os internautas gringos já têm ciência disto há mais tempo. Não faltam exemplos de pessoas que pegaram uma filmadora ou câmera e fizeram vídeos a respeito de determinados assuntos. Dentre eles a música.

No caso do Metal, o exemplo mais notório é o do canal The Needled Drop, criado por Anthony Fantano. Nos vídeos produzidos por ele, o americano faz resenhas de álbuns dos mais variados gêneros musicais, incluindo as vertentes do Heavy Metal.

Fantano faz vídeos de uma forma caseira, mas devido ao grau de qualidade dos vídeos, seja pela qualidade da imagem somada ao talento do próprio, fazem com que o The Needled Drop se torne um ótimo exemplo do fato da internet estar se profissionalizando e crescendo.

Uma característica importante que deve ser salientada é que este webmaker não age como se estivesse fazendo algo para a TV. A forma em que Fantano apresenta é descontraída, divertida e carismática. Veja um exemplo:

O The Needled Drop começou em Janeiro de 2009 e deste então muitos outros seguiram o caminho e exemplo de Fantano e começaram a produzir os próprios vídeos contendo opiniões a respeito de bandas e discos. Ainda naquele ano nasceria o JumbleJunkie Music e, em 2010, o CoverKiller, veja:

Outras produções também surgiram, só que feitos de uma maneira diferente. Os jovens da Absent Productions criaram o web programa chamado A Moment of Metal e os veteranos canadenses Alan e Jimmy, o The Metal Voice. Ambos são bons programas e são apresentados em dupla. Assista:

Dos web programas criados até hoje, aquele que mais se assemelha ao formato televisivo é, sem dúvida, o Metal Injection. Contendo entrevistas e coberturas de eventos feitas com humor e descontração, mas sem perder o profissionalismo, fazem o Metal Injection mostrar que é possível criar conteúdo para internet e com muita qualidade. Acompanhe:

A internet é um mundo de possibilidades e os brasileiros estão começando a também desbravá-lo. Mas isso fica para o artigo de semana que vem...

19 de março de 2012

COLUNA DE PESO: Metal no papel

Nos últimos anos, quando se pensa em jornalismo impresso voltado para o Rock/Metal no Brasil, a revista Roadie Crew vem à mente.

Edição deste mês da revista.
Com uma publicação de qualidade impar, seja pela grande variedade de matérias como entrevistas, resenhas, cobertura de shows ou seções características, garantem a Roadie Crew o posto de melhor publicação nacional a respeito da área da música pesada.

Criada no final dos anos 90, por Ricardo Batalha e Cláudio Vicentin como uma fanzine, a revista foi crescendo e superando várias dificuldades que vão de arranjar fotos de divulgação das bandas até conseguir fazer estas entrevistas. Para conferir uma entrevista concedida ao site WikiMetal onde Batalha e Vicentin contam como tudo começou: click aqui

Steve Harris (Iron Maiden) e Claudio Vicentin  (Editor da Roadie Crew) 

Ricardo Batalha (Redator Chefe da Roadie Crew)

Atual edição da Rock Brigade.
Também não podemos esquecer a importância de outra publicação dedicada ao gênero e que completa 31 anos de tradição em publicações que é a revista Rock Brigade.

Agora, em 2012, estamos vivendo a ascensão dos tablets. A cada ano fica mais difícil para o impresso competir com a velocidade e acessibilidade da internet. Porém, o veículo que poderia ser considerado como um vilão torna-se um aliado para impresso, pois a internet acaba servindo de bônus para o leitor já que no site da revista (www.roadiecrew.com) sempre há matérias que não couberam na versão impressa.

O meio impresso especializado sobrevive a todos os percalços graças a alguns ingredientes: fidelidade do público que consome estas revistas combinadas à paixão e dedicação de jornalistas que acreditam nesta mídia e que tal a briga entre qual é o melhor: CD/Vinil x o MP3, sabem que a internet tem suas vantagens, mas sabem que ter o material em mãos é uma sensação bem diferente e especial.   

Longa vida ao Jornalismo Musical Impresso!